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OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO-ARQUEOLOGIA BÍBLICA.

SUMÁRIO

1- Introdução

2- Uma explicação sintética sobre os Manuscritos do Mar Morto.

3- Qunram e os Rolos do Mar Morto

4- A Comunidade de Qumran.

5- João Batista e a Comunidade de Qumran .

6- Como Vivia a Comunidade de Qumran.

7- As Descobertas dos Manuscritos do Mar Morto.

8- As Descobertas da Gruta 1

9- O Cânon da Bíblia e os Manuscritos.

10- Um Visão Panorâmica dos Achados do Mar Morto

11- Epílogo

12- Referência Bibliográfica

INTRODUÇÃO

Os Rolos do Mar Morto constituem vínculo vital há muito perdido, mas hoje recuperado entre aqueles tempos antigos, tão ricos no pensamento civilizado, e a época atual. E da mesma maneira que o leitor cristão deve ficar emocionado pelo conhecimento de que ali ele tem um manuscrito de uma seita, sobre a qual os cristãos primitivos podem Ter sabido e pela qual foram influenciados, assim o israelita e o judeu não podem achar nada mais profundamente comovente do que o estudo de manuscritos feitos pelo povo da Bíblia, na terra da Bíblia, há mais de dois mil anos. ( Ygael Yadin um dos estudiosos pioneiros dos Rolos do Mar Morto em Israel)

Falar dos Manuscritos do Mar Morto, é uma tarefa difícil e fascinante para todo o estudante de história, teologia, arqueologia etc. O próprio erudito Joseph A. Fitzmyer, SJ, biblista de renome mundial nos diz no seu clássico livro 101 Perguntas Sobre os Manuscritos do Mar Morto que: Depois de longo intervalo, renova-se o interesse pelos Manuscritos do Mar Morto. 

Assim que foram descobertos, o Manuscritos do Mar Morto ocuparam as manchetes. O interesse continuou por cerca de uma década ou mais; depois, praticamente não se ouviu mais falar deles (1997,p.9).
O que Fitzmyer tem dito é uma grande verdade, pois o interesse por estes achados antigos tem sido muito tímido pela comunidade cristã, que em sua maioria desconhece essa preciosidade.

Os Manuscritos do Mar Morto ficou conhecido na comunidade acadêmica e pouco na comunidade da fé. Em virtude do seu academicismo e a exaustão da pesquisa muitos cristãos não tem interesse. Os Manuscritos do Mar Morto foi descoberto em 1947 mas só em 1950 os textos foram publicados e hoje pouco é mencionado.
O doutor Roberto Ramos diretor do curso de pós graduação do Instituto Batista de Educação tem se dedicado nesse tipo de pesquisa em virtude de ser ele um físico, cientista e teólogo lançou o desafio para nós mestrandos pesquisarmos estes Manuscritos.

Em virtude de ser um trabalho acadêmico, minha tentativa com essa pesquisa é dar aos domésticos da fé um relato claro, simples e abrangente que possa esclarecer e enaltecer o labor das descobertas, como também mostrar a sua importância para o cristianismo.

Os Manuscritos do Mar Morto segundo o erudito Frederick Owen representa a descoberta arqueológica mais importante de nossa época, pois mais da terça parte dos achados são livros do Antigo Testamento e eles são 1.000 anos mais antigos que os primeiros manuscritos do Antigo Testamento conhecidos até hoje.

Nosso trabalho estará dando ênfase nos escritos de Joseph Fitzmyer, pois em sua busca ele analisa o impacto dessa fascinante descoberta no Antigo Testamento, no judaísmo antigo, no Novo Testamento e no cristianismo primitivo.
Fitzmyer responde inúmeras perguntas acerca dos Manuscritos que são pertinentes. Iremos trazer para o centro da discussão e das pesquisas outros eruditos que trabalham também a importância dos Manuscritos do Mar Morto no mundo hodierno.


2. UMA EXPLICAÇÃO SINTÉTICA SOBRE OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO.

Neste capítulo queremos dar ao leitor uma explicação sintética dos Manuscritos. Queremos ressaltar que na nossa pesquisa iremos usar M.M.M. para falarmos dos Manuscritos do Mar Morto.

Segundo o erudito Joseph A. Fitzmyr , o termo M.M.M. é usado em dois sentidos: primeiro ele é usado como Genérico e segundo ele é usado de forma Específica. Em seu termo Genérico, podemos dizer que os M.M.M. tem haver com alguns textos achados não na localidade do Mar Morto, mas em grutas cuja a localização ficava ao noroeste desse mar e sua datação se dá no ano 1947 e 1956.

Em seu termo Específico o M.M.M. é usado para os rolos e também os fragmentos que foram encontrados em 11 grutas em Qumran. Fitzmyer nos diz que: “Só 11 grutas nas proximidades de Qumran continham material escrito, e hoje estas são as grutas numeradas, Gruta 1 a Gruta 11. Dessas grutas provêm os MMM, que são considerados “a maior descoberta de manuscritos dos tempos modernos” ( W.F. Albright),(1997,p.20)

O doutor Randall Prince que estudou arqueologia na Universidade Hebraica de Jerusalém em seu fabuloso livro “Pedras que Clamam” nos diz que os Rolos do mar Morto representam algo em torno de 1.100 documentos antigos que hoje consistem em vários rolos intactos, além de mais de 100.000 fragmentos.

Os textos dos rolos foram escritos em colunas, principalmente em hebraico e aramaico, mas também encontramos alguma coisa em grego. A maioria foi escrito em pergaminho de couro ( feito de pele de cabra ou de ovelha) e em papiro ( forma primitiva de papel), mas um, Rolo de Cobre, foi escrito em cobre puro.

Ele prossegue dizendo que entre 223 e 233 do total dos manuscritos são cópias dos livros do Antigo Testamento, com exceção de Ester ( 2001,p.242). Percebemos a grande preciosidade dos manuscritos de Qunram para a comunidade da fé. Além dos livros vários textos contém comentários dos livros da Bíblia. Outros textos também estão presente como Targuns, Tefilin e Mezuzot.
Os Rolos do mar Morto na verdade são uma biblioteca antiga que contempla e presenteia o mundo hodierno. Prince nos lembra que ele é a única janela fora do Novo Testamento e dos escritos de Flávio Josefo das seitas e crenças diversas daquele período.

A comunidade pós-moderna tecnológica em sua maioria pode achar o termo manuscrito estranho ao seu mundo avançado. Mas os manuscritos de Qunram como disse Prince, foi tecido em pergaminho de couro extraído da pele de cabra e ovelha como também papiro. Essa era uma forma primitiva de escrita.

2. QUNRAM E OS ROLOS DO MAR MORTO

O tão conhecido Mar Morto se localiza a trinta e dois quilômetros a sudoeste da cidade milenar de Jerusalém. Neste chão antigo vários homens de Deus “patriarcas, profetas etc”, viveram. Alguns acham que em virtude disso a comunidade dos judeus ortodoxo se fixaram ali.
Eles esperavam com fervor os cumprimentos proféticos acerca do Messias e nutriam a utopia da restauração da nação judaica.

Pierre Grelot em seu livro A Esperança Judaica no Tempo de Jesus, nos ajuda no que tange a escatologia messiânica da comunidade: Das passagens extraídas da Regra da Comunidade resulta que a expectativa escatológica em Qumran girava em torno de três personagens: Um Ungido (=Messias) filho de Aarão, um Ungido de Israel, possivelmente davídico mas subordinado ao primeiro, e finalmente um Profeta mencionado antes dos dois e provavelmente precursor da vinda deles ( 1996,p.63).

Além das expectativas messiânicas dessa comunidade que resultaria no término da dominação gentílica o local na qual foi encontrado vários manuscritos nos aponta para um ponto importante de preservação dos mesmos.
Neste sentido Rondall Prince diz que a geografia desta área não apenas atraiu a seita do mar Morto a Qumran, mas seu ambiente também ajudou a preservar os rolos.

Isto devia-se ao fato de uma combinação de fatores, inclusive o clima quente e árido (frequentemente atingindo 51,6 graus centígrados), o fluxo de ar negativo dentro das cavernas nas quais os rolos foram escondidos e os jarros especiais hermeticamente fechados nos quais foram armazenados. (2001,p.245).

Se por um lado, a área atraiu a seita do mar Morto à se fixar nesse local por um dado religioso, ela também serviu de área de conservação da biblioteca para as futuras gerações.

O nome Qumran , tem sua procedência no Árabe moderno Khirbet “Ruína de Pedras” Qumran. Khirbet Qumran segundo o erudito Fitzmyer, era um sítio bem conhecido dos exploradores e foi considerado ainda no final do século XIX, como uma ruína de uma fortaleza do Império Romano que nunca havia sido escavada (1997,p.20).

Neste local alguns dizem que os membros da comunidade viviam. A titulação “MMM”, é tida pelo fato que os manuscritos foram achados nas cavernas das estéreis colinas do deserto da Judéia, ao oeste do mar Morto.
O estudante dos manuscritos de Qumran podem se perguntar em que país os manuscritos foram descoberto já que o então Estado de Israel ainda não estava formado.

Joseph Fitzmyer nos ajuda neste ponto e desvenda o fio historicial . Os manuscritos da Gruta 1 de Qumran, descoberta em 1947, foram encontrados no território do Mandato Britânico da Palestina, que incluía toda a área desde a margem ocidental do Mar Morto até o Mediterrâneo. Ele prossegue dizendo que nessa época, o Estado de Israel não existia. Passou a existir em 14 de maio de 1948, quando Israel declarou a sua independência.
A primeira guerra árabe – israelense irrompeu imediatamente depois ( 15 de maio ) e durou até o cessar-fogo e armistício de 7 de janeiro de 1949.

A área em que o restante dos MQ, isto é, as Grutas 2-11, seria posteriormente descoberto tornou-se parte da assim chamada Cisjordânia, que depois do armistício foi ocupada pela Jordânia, e em 1950 o Reino Hashemita da Jordânia declarou sua soberania sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, o que durou até a Guerra dos Seis Dias de 1967, quando Israel ocupou aquele território. Os direitos da Jordânia sobre a Cisjordânia só foram oficialmente reconhecidos pela Grã-Bretanha e pelo Paquistão.

Temos visto então que os Manuscritos da Gruta 1, descoberto antes dos conflitos pertencia ao Mandato Britânico da Palestina, pois o estado israelense não estava formado. A área em que o restante dos manuscritos foram descobertos tornou-se parte da Cisjordânia, isso veio acompanhado de mais conflitos até que a Jordânia teve direito sobre a Cisjordânia. Os manuscritos estão guardados hoje em vários lugares: Santuário do Livro parte do Museu de Israel em Jerusalém, Museu do departamento de Antigüidades, em Amã, Jordânia ,Museu Arqueológico da Palestina e Biblioteca Nacional de Paris.


3. A COMUNIDADE DE QUMRAN

A Comunidade de Qumran segundo os estudiosos haviam se separado do judaísmo ortodoxo de Jerusalém e das ondas de injustiças e maldades oriundos da cidade. Essa comunidade considerava se como os Chamados para ir ao deserto e preparar ali o caminho do senhor, como está escrito em Isaías (40:3), Miquéias ( 3:1) e na seqüência com João Batista. Segundo o doutor Randall Prince, a seita judaica que vivia em Qumran ainda não foi identificada. Alguns acham que é os Essênios outros os Saduceus ou os Zelotes ou os Fariseus.

O livro técnico do biblista Joseph Fitzmyer 101 Perguntas Sobre os Manuscritos do Mar Morto nos ajuda nesta temática: A identificação da comunidade de Qumran com os Essênios foi proposta pela primeira vez, ao que parece, por Eleazar Lipa Sukenik (...), e muitos outros. De fato, a identificação da comunidade de Qumran com os Essênios é atualmente a opinião da maioria dos especialistas que vem estudando os MQ. Mas sempre houve intérpretes que contestaram essa identificação (1997,p.114)

A maioria dos eruditos acredita que a comunidade de Qumran era composta pelos Essênios. Vários são os autores antigos que falam dos Essênios tais como Plínio o Velho, Flávio Josefo e Fílon de Alexandria.
Frederick Owen, em seu Suplemento Arqueológico, traça de maneira clara a vida na comunidade de Qumran e seu dinamismo.

Ele diz que eles eram pessoas tranqüilas, de vida extremamente simples e casta. Oravam a cada manhã ao nascer do sol, trabalhavam até a hora Quinta, em seguida se banhavam com água fria, vestiam-se com vestes brancas, e tomavam uma refeição em comunidade, a qual era precedida e seguida por ações de graças.

Em seguida mudavam sua roupa de trabalho, e trabalhavam ou exerciam seus talentos (entre eles a escritura de manuscritos) até a noite. Regressavam á ceia do mesmo modo. Durante as horas da noite, dedicavam-se á oração e ao estudo de suas leis, principalmente os livros do Antigo Testamento e apócrifos (1993,p.1562).

Percebemos que a comunidade de Qumran vivia vida de piedade, de profunda dedicação a Deus e aos manuscritos, eles nutriam uma vida regrada e agregada.

É importante destacar dentro desse quadro de piedade e preocupação com os manuscritos que alguns eruditos defende a tese que os manuscritos de Qumran foram trazidos de Jerusalém para a Qumran e representavam a biblioteca do templo.
Esse deslocamento surgiu em virtude do avanço dos romanos contra a cidade de Jerusalém então os manuscritos foram colocados nas grutas. Muitos descordam dessa ótica, e advogam que os manuscritos tem tudo haver com a comunidade de Qumran.

E. Tov estudioso israelita nos diz que precisamos fazer distinção entre Textos Importados e Texto Escrito. Para ele texto importado são aqueles que foram escritos não em Qumran mais em outro lugar sendo depois trazido para ali, e texto escrito que ele nomenclatura de O Sistema de Qumran, são os manuscritos copiados no próprio local

4. JOÃO BATISTA E A COMUNIDADE DE QUMRAN

Naqueles dias surgiu João Batista pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo. Este é aquele que foi anunciado pelo profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele ( MT.3:1 NVI).

O texto de Isaías 40.3 que os evangelhos mostram a respeito do profeta João Batista é o mesmo que a Comunidade de Qunram usam para eles. No manual de disciplina a uma explicação do porque eles “a Comunidade de Qunram”está no deserto.
Eles estão ali para preparar o caminho do Senhor. Em virtude desse paralelismo muitos estudiosos tem chegado a conclusão que João Batista pertenceu a Comunidade piedoso de Qunram.
Joseph Fitzmyer abordando essa temática nos diz: “João não é mencionado em nenhum dos MQ, mas é provável que tenha sido membro da comunidade de Qumran”.

É uma hipótese plausível, mas ninguém pode prová-la nem refutá-la. Ele pode Ter estado em Qumran, até que “ a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto”(Lucas 3,2), depois do que ele saiu para pregar “um batismo de conversão, para o perdão dos pecados” de todos os judeus (1997,p.121).

É verdade que muitos desacreditam dessa hipótese, pois, o nome de João Batista não aparece nos manuscritos e ele é da linhagem sacerdotal na qual a comunidade reprovava mas o indício é muito grande e é provável que o João Batista dos Evangelho tenha pertencido a essa comunidade.

Alguns estudiosos fazem um paralelismo do batismo de João com o batismo dos essênios, todavia os dois batismo são diferente. O batismo de João era para conversão de perdão de pecados e o dos essênios era uma lavagem ritual.
O erudito Robert H. Mounce em seu Novo Comentário Bíblico Contemporâneo (NCBC) diz que: Tem –se discutido muito se ele (João) esteve sobre a influência direta dos essênios (seriam os sectários de Qumran?).

É preciso notar que embora o batismo fosse um rito importante do Qumran, diferia muito do Batismo praticado pelo Batista, em vários aspectos (p.e., o batismo de Qumran era repetido com freqüência, relacionava-se á impureza cerimonial e constituía iniciação numa seita que exigia obediência cega á lei ( 1996,p.32).

É interessante notarmos também que o lugar aonde João Batista batizava á margem do Jordão, está poucas horas de Qumran. Todavia temos visto que Robert Mounce mostrou a diferenciação dos batismos pois o de João não é uma obediência cega á lei.

5. COMO VIVIA A COMUNIDADE DE QUMRAN

A comunidade de Qumran havia se separado do judaísmo de seus dias e também das maledicência crescente das cidades. Eles tinham um estilo de vida diferente dos seus contemporâneos.

Eles eram pessoas que viviam um estilo simples, eram de oração e de muito trabalho, viviam em comunidade, eram estudiosos do Antigo Testamento e se dedicavam aos manuscritos e também as suas leis.

A comunidade também nutria uma expectativa messiânica. Eles aguardavam a vinda de dois Messias “o político e o sacerdotal” e do profeta prometido por Moisés (Dt.18:18) Para fazer parte da comunidade não bastaria simplesmente ser judeu.

O ingresso exigia um tempo de experiência. Joseph nos lembra que Parte dos requisitos de admissão parece ter sido um juramento mencionado em 1QS 5,7-8: “Deve comprometer-se por juramento solene a dirigir-se de todo o coração e de toda a alma para a Lei de Moisés”(1997,p.82).

É importante ressaltar que as doutrinas teológicas da comunidade, concordam com a do judaísmo o único diferenciador é que os de Qumran tinham a sua própria interpretação das Escrituras. A comunidade de Qumran não era simpática ao Templo. Joseph nos diz que a desaprovação do sacerdotado de Jerusalém foi indubitavelmente a principal razão para a comunidade se retirar no deserto, para preparar aí o caminho do Senhor (1QS 8,13-15) estudando a Lei em vez do Templo.

A comunidade de Qumran considerava-se como tendo construído bayit ne’ emãn beyisra el “uma casa fidedigna em Israel (...) assim, a comunidade de Qumran considerava-se a si próprio como o substituto do Templo de Jerusalém e seus sacrifícios. Em uma palavra ela era o Templo de Deus ( 1997,p.106).

A comunidade de Qumran era contra o templo de Herodes. Eles não eram contra os sacrifício mas contra o sistema de culto etc. Alguns acham que a comunidade surgiu de um núcleo de sacerdote judeus, os filhos de Sadoc.

Os essênios surgiram nos meados do século II a.C. Os estudiosos tem se dividido se os essênios eram celibatários ou não. Alguns acham que eles eram celibatários. Outros acreditam que alguns eram casados. No que parece os essênios de Qumran eram celibatários. Flávio Josefo diz que os essênios adotavam crianças alheias e criavam em seu modo de vida. Eles praticavam a comunidade de bens e usavam tudo em comum. Os membros de Qumran não poderia ter contato com outros judeus e também com gentios.

6.AS DESCOBERTAS DOS MANUSCRITOS DO MAR MORTO

A descoberta dos manuscritos do mar morto foi um dado importantíssimo para o mundo. O descobrimento dos manuscritos não veio em sua primeira estância do labor arqueológico mas sim de um beduíno pastor adolescente cujo o nome era Maomé ed Dib, “Maomé o lobo”, que em busca de uma cabra perdida encontrou os primeiros manuscritos.

Segundo a sua história descrita aqui por Prince ele diz que ele e seus amigos estavam cuidando dos seus rebanhos de cabras, quando ele sentiu falta de uma das cabras. Depois de perambular longe dos companheiros á procura da cabra perdida, achou uma caverna com uma abertura pequena no topo ( hoje designada Caverna 1).
Pensando que a cabra tivesse caído ali dentro, jogou pela abertura uma pedra na caverna para enxotar a cabra. Em vez do som de uma cabra assustada, ouviu o barulho de artigos de cerâmica sendo quebrados.

A curiosidade o impeliu a descer dentro da caverna e, ao ver os jarros antigos, a esperança de haver tesouro escondido o fez ficar. Mas, para sua decepção, tudo o que havia dentro dos jarros eram rolos de couro, julgados inúteis para o beduíno exceto para fazer correias de sandália ( 2001,p.247)

As descobertas surgiram em virtude dos pastores seminômades da tribo beduína Taamiré “Ta’amireh” pastorearem no deserto da Judéia entre Belém e o Mar Morto esse adolescente Maomé ed Dib, que encontrou os manuscritos ( Caverna 1), julgou sem valor o precioso milenar que estava em seu poder, tanto é que dois anos ficou pendurado os manuscritos em sua barraca.

Ele mais tarde vendeu por uma bagatela ao um negociante de antiguidades da cidade de Belém de nome Iskander Sain, que vendeu para Mar Atanásio Samuel que era um Arcebispo ortodoxo sírio.
Por intermédio de Mar Atanásio Samuel o mundo ficou ciente das fascinantes descobertas dos manuscritos do Mar Morto que remonta um período milenar.

Segundo Fitzmyer, logo em seguida da descoberta que fascinou o mundo, os arqueólogos visitaram a gruta e encontraram cerca de 70 textos fragmentários, alguns relacionados com os 7 manuscritos maiores descoberto por Maomé ed Dib. Em virtude disso várias grutas foram descobertas por beduínos e arqueólogos. O trabalho foi árduo mais compensador.
Os setes grandes manuscritos da Gruta 1 foram descobertos no início de 1947, antes da guerra árabe-israelense 1948-1949. A Gruta 2 foi descoberto por um beduíno em fevereiro de 1952. A Gruta 3 em 1952 pela equipe conjunta de arqueólogos. As Grutas 4 e 6 foram descobertas por beduínos em 1952. As Grutas 5 e 7-10 foi encontradas por escavadores em 1955 e a Gruta 11 foi descoberta por beduínos em 1956


7. AS DESCOBERTAS DA GRUTA 1

É importante relatarmos que dos 818 textos conhecidos de Qumran oriundo das 11 grutas descobertas cerca de 350 textos foram publicados, sendo assim cerca de 40%. Muitos foram os textos encontrados nas 11 Grutas, queremos de forma breve abordar as descobertas na Gruta 1, pois nela está contido preciosidade como o livro de Isaías.
O livro de Isaías encontrado na gruta 1 “1 QIsa” (a) e QIsa (b), é de sua importância para a comunidade cristã e judaica. “1QIsa” (a), tem sua datação 125-100 a.C. e 102-107 a.C. e contém todos os 66 capítulos do livro de Isaías.

Joseph Fitzmyer ressalta que esse manuscrito dá um testemunho singular da fidelidade com que o livro de Isaías foi copiado ao longo dos séculos pelos escribas judeus, já que o mais antigo texto hebraico de Isaías que se conhecia antes das descobertas dos MQ era o códice do Cairo dos Profetas maiores e menores datado em 895 d.C. (1997,p.38).
As descobertas dos manuscritos de Qumran, mostram a grande fidelidade dos copistas, como a sua importância para a comunidade da fé.

Os textos de1QIsa (b)é datado no final do século I a.C. e é fragmentário. Dos sete grandes manuscritos encontrados na Gruta 1 temos também a Regra da Comunidade ou o Manual de Disciplina, um livro de regras da própria comunidade.
Um Manuscrito de Guerra, Salmos de Ação de Graças, Comentário sobre Habacuc e o Apócrifo de Gênesis. Fitzmyer também nos lembra que além desses textos há 72 outros textos em fragmento dos quais 15 desses são bíblicos

8. O CÂNON DA BÍBLIA E OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO

Queremos na seqüência da nossa pesquisa definir a canonicidade da Bíblia, isso tem relevância importante para a comunidade da fé pois nos achados do Mar Morto muitos escritos apócrifos e outros foram encontrados. Surgi então inquietações tais como: será que isso ameaça o cânon da Bíblia?

Em sua pesquisa Fitzmyer, nos diz que os escritos não-bíblicos são bastante variados. Alguns se relacionam com o A.T. outros nada tem haver. Existi outros escritos não bíblicos também e ele chama isso de composições sectárias ou seja: livro de regras, manuscritos de guerra, salmos de ação de graças etc.

O doutor J.Randall Price que fez seus estudos em pós-graduação em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém nos diz que os rolos estão salpicados de comentários dos livros da Bíblia, existem também obras apócrifas e pseudepígrafos,(falsos escritos) como documentos sectários já citados acima.

Fitzmyer também nos lembra em sua resposta a pergunta “Os Manuscritos contêm todos os textos do A.T”.?, que dos 584 textos fragmentários da gruta 4, só 127 são bíblicos. Esses escritos freqüentemente são chamados de “Literatura Judaica Intertestamentária” ou seja entre os dois testamento “Antigo Testamento e Novo Testamento”, todavia ele discorda dessa abordagem, pois, esse é um nome cristianizado para ele o certo seria “Literatura Judaica Parabíblica”.

Em virtude de todos esses achados queremos pensar sobre o cânon da Bíblia como divisor de água e certeza de fé.
A palavra cânon deriva do grego Kanõn que significa “cana, régua”. No hebraico Kaneh é vara ou cana de medir . No latim significa linha de medir.

Halley, em seu comentário sintético sobre a palavra no contexto cristão diz que:“No uso cristãos a palavra veio significar a “regra escrita de fé”, isto é, a lista dos livros originais e autênticos que compunham a Palavra inspirada de Deus. Os livros “canônicos” do Novo Testamento foram aqueles que vieram a ser geralmente reconhecidos pelas igrejas como escritos genuínos e autênticos, de autoridade apostólica” (1995,p.653) .

Fazer essa seleção de livros inspirados e espúrios não é tarefa fácil, muitos foram os livros não inspirados que reclamavam autoridade. Essa elevação dos livros apócrifos a categoria canônica se deu com a influência do teólogo Aurélio Agostinho, que elevou a tradição. Ele atribuiu canonicidade para os livros apócrifos e isso influenciou os vários concílios. Os eruditos Norman Geisler e William Nix em seu fabuloso livro Introdução Bíblica Como a Bíblia Chegou Até Nós, falam dos livros ausentes e mostram de maneira rica e farta a trajetória dos 66 livros da Bíblia como inspirados e não espúrios.

Eles nos dizem que a inspiração é o meio pela qual a Bíblia recebeu sua autoridade com isso a canonização é o processo pelo qual a Bíblia recebeu sua aceitação definitiva, eles acabam definindo que canonicidade é o estudo que trata do reconhecimento e da compilação dos livros que nos foram dados por inspiração de Deus (1997,p.61)

Percebemos então que os Manuscritos do Mar Morto não são um ameaça a fé cristã canônica-protestante muito pelo contrário eles são um legado antigo que sustenta a nossa fé no sentido de evidência arqueológica.
O Doutor Randall Price traz uma contribuição importante para essa temática ele diz que há fatos que aumentam a fé, e há fatos que dependem da fé.

Price, citando Roland Vaux que escavou as ruínas de Qumran, a comunidade dos rolos do mar Morto diz que “Tem de ficar entendido que a arqueologia não pode “provar” a Bíblia. A verdade da Bíblia é de ordem religiosa; fala de Deus e o homem e de sua relações mútuas. Esta verdade espiritual não pode ser provada ou contradita, nem pode ser confirmada ou invalidada pelas descobertas materiais da arqueologia” (2001,p.287)

Os achados dos M.M.M. é um legado para a humanidade, e uma evidência da história bíblica e seu contexto histórico “Sitz In Leben”, todavia se eles não fossem achados nada abalaria nossa fé, pois a nossa fé e certeza não vem por intermédio da arqueologia mas da Palavra de Deus, derramada nos 66 livros canônicos.

A canonicidade da Bíblia não pode ser colocada em dúvida por achados arqueológicos, ainda que eles contribuem para a evidência histórica, eles não são regra final de fé, pois como bem disse Vaux a verdade bíblica é de ordem religiosa.

Vimos que a arqueologia não tem autoridade de invalidar ou dar credito a canonicidade bíblica. Talvez o receio de muitos com os achados do M.M.M. é que neles foram achados uma gama de livros apócrifos etc.

A igreja católica no Concílio de Trento (1546), em virtude da reforma protestante considerou alguns livros apócrifos como canônicos todavia a comunidade protestante desconsiderou e desconsidera esse fato como também qualquer tentativa de aclopação.

Alguns tem receio que os manuscritos podem abalar a fé cristã. Joseph Fitzmyer pesquisador eloqüente dos M.M.M. citando a revista Times 15 de abril de 1957 afirma que os únicos cristãos cuja fé os manuscritos podem abalar são os que deixaram de ver o paradoxo que as Igrejas sempre ensinaram que Jesus Cristo era homem tanto quanto era Deus – um homem de determinado tempo e lugar, falando uma língua específica, revelando seu caminho em termos de uma tradição cultural e religiosa específica, revelando seu caminho em termos de uma tradição cultural e religiosa específica.

Para os Cristãos que querem saber mais dessa matriz na qual sua fé nasceu, o povo dos manuscritos está estendendo a mão no decurso dos séculos (Apud, Fitzmyer,p.183,1997). Joseph Fitzmyer, nos diz que nada do que veio a luz nos manuscritos contradiz a fé cristã.

Ele afirma que nada milita contra o caráter único de Jesus, pois, a nossa fé repousa na certeza que Cristo o filho de Deus como dizem os teológos é 100% homem e 100% Deus e sobre está certeza que estamos ancorados.

Por isso nada tememos muito pelo contrario o povo dos manuscritos como diz a revista Time está estendendo a mão para o povo cristão no decurso dos séculos, provando assim dentro do contexto histórico e das descobertas as verdades bíblicas imutáveis.

9. UMA VISÃO PANORÂMICA DOS MANUSCRITOS DO MAR MORTO

O texto que iremos apresentar é um relato panorâmico dos Manuscritos do Mar Morto extraído da Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações.
Até aqui temos mostrado o trabalho dividido em capítulos porém queremos mostrar agora para melhor compreensão do leitor uma panorâmica dessa preciosidade.
Muitos são os textos sobre os manuscritos todavia julgamos melhor este por ser uma linguagem acessível sem perder o teor acadêmico.

Uma das grandes descobertas da arqueologia bíblica deu-se em meados do século XX, quando foram encontrados os manuscritos do mar Morto.
Em couro e papiro, esses documentos são de inestimável valor para o estudo do ambiente judaico pré-criação. Sob o nome de manuscritos do mar Morto tornaram-se conhecidos os documentos descobertos em 1947 em grutas e ruínas do território da Jordânia.

As jarras de cerâmica que continham os rolos escritos de couro e papiro foram encontradas por Mohamed al-Dib, um pastor de 15 anos, na região de Khirbet Qumran, cerca de dois quilômetros a noroeste do mar Morto.
Nas décadas de 1950 e 1960, em áreas próximas, descobriram-se outros documentos que também ficaram conhecidos com o mesmo nome.

Especialistas de várias nacionalidades dedicaram-se a decifrar os manuscritos. Segundo a hipótese mais aceita, eles foram postos nas 11 grutas de Qumran por membros da seita judaica dos Essênios, que ali viveram de meados do século II a.C. até 68 da era cristã, e cuja existência é mencionada pelos historiadores Flávio Josefo, Tácito e Plínio.

Os documentos teriam sido enterrados durante a guerra dos judeus contra os romanos, no ano 70 da era cristã, para serem mais tarde recuperados. Além dos rolos contidos em ânforas -- mais de 600, entre textos bíblicos e não-bíblicos, alguns em bom estado de conservação -- descobriram-se numerosos utensílios, moedas, tecidos etc., e uma vasta necrópole com mais de mil túmulos.

Muitos documentos foram adquiridos por museus e bibliotecas de diversos países, e alguns dos mais valiosos encontram-se na Universidade Hebraica de Jerusalém.

Os especialistas em geral concordam em datá-los de meados do século III a.C. a 68 da era cristã, a maior parte deles escritos durante os séculos I a.C. e I da era cristã.

Com exceção do livro de Ester, todos os do cânon judaico-palestino foram encontrados em Qumran. Os mais importantes dentre os manuscritos são um rolo do livro de Isaías, em excelente estado de conservação, com cerca de duas mil variantes do texto aceito pela exegese hebraica; uma paráfrase livre, em aramaico, do Gênesis; uma tradução aramaica do livro de Jó, com apenas 38 colunas parcialmente conservadas; 13 manuscritos com textos dos profetas e salmos, incluindo referências históricas à vida da comunidade; vários livros apócrifos judaicos, como o Livro dos jubileus, o Livro de Enoc, os Testamentos de Levi e Neftali, com a tradução em hebraico ou aramaico de obras até então só conhecidas em traduções gregas ou etíopes.

A Regra da comunidade ou Manual de disciplina, da qual está completo um manuscrito que mistura doutrina teológica com prescrições práticas; a Regra da congregação, que determina especialmente a precedência entre o Messias sacerdotal e o Messias militar e político; e A guerra dos filhos da luz contra os filhos da trevas, que prevê o massacre de todos os pagãos e judeus estranhos à comunidade.

EPÍLOGO

Como temos visto até aqui o Manuscrito do Mar Morto é uma preciosidade para a cristandade e para o mundo. Estuda-lo enriquece a nossa fé e nos da a certeza que servimos um Deus que é sem dúvida o soberano do mundo e da história.
Temos contemplado que a arqueologia bíblica esta a serviço de Deus. A própria arqueologia tem mostrado para o mundo secular o quanto a Bíblia é o livro por excelência.

A comunidade seminômade de Qumran viveu naquele chão desde cerca do ano110 a.C. até 68 d.C. Segundo o historiador Flávio Josefo a comunidade de Qumran foi interrompida por um terremoto que abalou a Judéia na primavera de 31 a.C.
Trinta anos aquele local ficou desabitado, porém por volta do ano 4 a.C. a comunidade se restabeleceu de novo ali. Porém em 68 d.C. a comunidade de Qumran foi extinta, destruída e incendiada pela legião romana que se dirigiu a Palestina para sitiar a cidade de Jerusalém.

A partir daí houve um grande silêncio no que tange a comunidade, quando então Maomé ed Dib que em busca de uma cabra perdida encontrou os primeiros manuscritos 1947.

Desde então os arqueólogos como disse Frederich Owen, tem resgatado esses tesouros literários que tem enriquecido o campo religioso e acadêmico. Concluo esse trabalho com a célebre frase de Oliver Wendell Holmes falando da aventura da arqueologia ele diz ‘Eu creio na pá. Ela sustentou as tribos da humanidade. Ela forneceu-lhes água, carvão, ferro e ouro. E agora ela está lhe revelando a verdade – verdade histórica, cujas minas nunca haviam sido abertas, até o nosso tempo’.

Somos gratos a Deus , por sua palavra que é eterna, somos gratos a Deus pelas ferramentas que ele tem deixado para nós como prova externa de sua verdade como a arqueologia,a história bíblica etc. Homens de Deus tem se dedicado para mostrar de forma bíblica a veracidade da Bíblia, todavia, achados como esse somente enobrece toda a engrenagem canônica transmitida a nós pela fidelidade a Deus e a sua Palavra eterna.

Estudo realizado pelo pastor Carlos Augusto Lopes
Instituto Batista de Educação - Florianópolis-SC 2002
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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3) BÍBLIA, Sagrada: Nova Versão Internacional, International Bible Society: São Paulo, Editora Vida, 2000
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6) GEISLER, Norman e NIX Willian: Introdução Bíblica, Tradução Oswaldo Ramos: São Paulo, Editora Vida, 1997
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10) OWEN, G. Frederich: Suplemento Arqueológico, ( Bíblia de Referência Thompson), Tradução João Ferreira de Almeida: São Paulo, Editora Vida, 1993
11) PRINCE, Randall: Pedras que Clamam, Tradução Sérgio Viúla e Luís Aron :Rio de Janeiro CPAD
 

De: 06/04/2012
Por: pastor Carlos Augusto Lopes

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