Conheça a História da Igreja

Ouça nossa Rádio

Bíblia online

biografias

dicas de leitura
Selecionamos alguns livros para aumentar seu conhecimento.

  • Banner
  • Banner

enquete
Você já leu a Bíblia inteira quantas vezes?
Escolha uma opção abaixo
Resultados Outras enquetes




Publicações Imprimir conteúdoIndicar página para alguém

Juízes: Geração que faz o que é mau aos olhos do Senhor

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

 

Juízes 21:24,25

INTRODUÇÃO: O livro de Juízes é a era das trevas da historia de Israel. Um tempo em que a Palavra de Deus era rara e cada um fazia que bem parecia certo aos seus olhos.

 

O estilo de vida egoísta, onde cada um fazia o que queria, levou os homens a cometerem atrocidades, pouco conhecidas de muito de nós.

 

O livro de Juízes nos mostra, quão profundo são as trevas do nosso coração, e quão depravada é a natureza humana, e o perigo de se entregar ao modo de vida da nossa natureza pecaminosa.

 

O livro de Juízes começa olhando para o passado e termina olhando para o futuro. Esse período da história de Israel se inicia assim: "Depois da morte de Josué..." (1.1); seu final pressiona rumo à época monarquista de Saul, um período de quase 400 anos.

 

I. A OBEDIÊNCIA PARCIAL, UM DISCIPULADO DESCOMPROMETIDO. Juízes: 1:1-36; 2 1-5.

Este capitulo mostra quando é que desenvolvemos a anomalia do discipulado comprometido:

O capítulo 1 traça as conquistas (e perdas) de nove TRIBOS DE ISRAEL, Judá recebe muita atenção, pois Deus manda que essa tribo seja a primeira a conquistar totalmente o território que lhe cabe (v. 2) “Judá subirá”.

Quase imediatamente, Judá fracassa. "Então, os homens de Judá disseram a seus irmãos simeonitas: Vem conosco [...] para lutar..." (v. 3).

Isso faz sentido, do ponto de vista militar. Mas é falta de fé, do ponto de vista espiritual.

Deus disse: "Judá deve ir" — Judá obedece parcialmente. A tribo vai, mas não vai sozinha. O discipulado deles é pela metade.

Apesar disso, obedecendo parcialmente a ordem, "Judá foi e guerreou; e o SENHOR lhes entregou nas mãos os cananeus e os perizeus..." (v. 4).

b) Quando o Bom senso é desacompanhado da fé (v.19).

O balanço do primeiro capítulo de Juízes seria encorajador se terminasse no versículo 18, o que nos daria uma visão otimista do restante do livro.

Mas o versículo 19 é dissonante. "O SENHOR estava com os homens de Judá", e, mesmo assim, "eles não conseguiram expulsar os habitantes dos vales, pois tinham carros de guerra feitos de ferro".

A tribo de Judá não confia no poder de Deus, por isso, compara sua força à força do inimigo e não consegue expulsar os habitantes da planície que tinham carros de ferro para fora da terra.

O bom senso — porém desacompanhado de fé - começa a prevalecer aqui. Judá não confia em Deus e, dessa forma, não se apossa da herança que os levará a adorá-lo integralmente.

Os cananeus que não foram destruídos se tornaram um espinho na carne de Judá durante muitos séculos.

Não é nossa fraqueza que nos impede de usufruir as bênçãos de Deus ou de adorá-lo de todo o coração, mas a falta de fé em seu poder.

Quando confiamos em nós mesmos e baseamos nossa vida com Deus em nosso próprio entendimento, em vez de simplesmente obedecer, tomamos decisões parecidas com as de Judá.

Otoniel atacou uma cidade de gigantes no poder de Deus; a tribo de Judá concluiu que não poderia fazer o mesmo sozinha. Isso é discipulado parcial, e Juízes mostrará que essa atitude não resulta em discipulado nenhum. Fiquemos atentos!

c) Quando a conveniência suplanta a obediência. (21-26). O contágio da obediência sem compromisso e da crença parcial nas promessas de Deus se espalha rapidamente.

A tribo de Benjamim não conseguiu expulsar os jebuseus (v. 21) e tiveram que suportar o incomodo de conviver com inimigos, dentro de uma mesma terra.

A casa de José erroneamente entrou em acordo com um cananeu, em vez de confiar nas promessas de Deus (v. 22-26).

Manasses influenciada pelo pluralismo não expulsou os vários habitantes de seu território e, quando se fortaleceu o suficiente para isso, decidiu sujeitá-los a trabalhos forçados (v. 27,28).

O motivo implícito é que isso fazia mais sentido do ponto de vista econômico e que dava menos trabalho escravizar o inimigo do que expulsá-lo. A conveniência suplantou a obediência.

Efraim influenciado pela teologia liberal do ecumenismo e da falsa tolerância, em nome da boa diplomacia, permitiu que os cananeus habitassem livremente em seu meio (v. 29).

Zebulom usando a racionalidade decidiu sujeitá-los a trabalhos forçados (v. 30), ao invés de destruí-los.

O mundanismo influenciou profundamente a tribo de Aser que fez pior ainda; em vez de permitir que os cananeus vivessem entre eles, eles é que viviam entre os cananeus (v. 31,32), e a tribo de Naftali amando o mundo agiu da mesma forma (v, 33).

Por último, a tribo de Dã, por falta de poder espiritual, o pecado tirou sua ousadia, e por isso os inimigos os "confinaram à região montanhosa" (v. 34) e não podiam descer nem ao vale.

O fato realmente importante no versículo 36 não são as fronteiras da herança recebida por Israel, mas a fronteira dos amorreus, as áreas em que eles "estavam decididos a habitar" (v. 35).

Que vergonha; são os inimigos que estão definindo os termos do povo de Deus e não o que Deus havia prometido e ordenado.

A ênfase aqui não é a superioridade militar ou numérica. Em vez disso, a razão dada é que houve mais força de vontade e coragem mais robusta. O povo de Deus foi menos corajoso que o povo que não conhecia o Senhor.

2. Deus revela a falta de confiança do seu povo.

Vejam as denúncias que Deus faz da falta de fé do seu povo.

a) Vocês estão arrumando desculpas esfarrapadas.

Muitos leitores são induzidos a se solidarizar com os israelitas. Quando lemos que Judá "não conseguiu expulsar" (v. 19, ESV) os cananeus, somos levados a concordar. O povo fez o melhor que pôde.

a) Vocês desobedeceram. A avaliação que o Deus da graça faz do desempenho de seu povo é severa. "Vocês me desobedeceram" (v. 2) e Ponto final.

A desobediência dos israelitas mostra que, embora não tivessem rejeitado completamente o Senhor como seu Deus, também não o aceitaram integralmente.

A combinação desse discipulado parcial com as concessões feitas pelo povo é descrita no livro todo de Juízes como algo sem solidez. Tem vida curta.

Em última instância, ou entregamos nossa vida inteira a Deus em obediência, amor e gratidão ou não entregamos nada. Como veremos, obediência parcial gera desobediência total.

c) Vocês não conseguiram ou vocês não quiseram?

Em 1.19, lemos que Senhor era com Judá, e mesmo assim "não conseguiu"; o texto de 2.2 é uma contradição óbvia dessa afirmação. Basicamente, os israelitas disseram: Não conseguimos. E Deus responde: vocês não quiseram.

É importante perguntar a nós mesmos: Será que, quando afirmo: "Não consigo", Deus responde: "Você não quer"?

A desobediência dos israelitas baseou-se no que para eles eram bons motivos — Deus respondeu que eram desculpas esfarrapadas.

Por quê? Porque "... Deus é fiel e não deixará que sejais tentados além do que podeis resistir..." (1Co 10.13, A21), Deus jamais nos colocará numa situação em que nos seja impossível obedecer a ele. Na realidade, não existe isso de "não consigo".

Quando aplicados à nossa vida, esses versículos nos sondam e desafiam. Talvez nos achemos incapazes de fazer muitas coisas, quando, na realidade, nos recusamos a fazê-las.

d) Vocês cultivaram o próprio fracasso. Os israelitas cavaram a própria cova. Eles não obedeceram totalmente a Deus. E as consequências foram evidentes e catastróficas.

Portanto, os deuses falsos são espinhos. Quando transformamos algo em ídolo, ele nos faz continuamente infelizes. Se ficamos aquém do esperado ou se corremos o risco de ficar aquém do esperado, o ídolo rouba nossa alegria.

Se os filhos são nossos falsos deuses, perderemos a alegria quando eles enfrentarem problemas; e, mesmo que eles estejam apenas correndo o risco de enfrentar problemas (o que acontece o tempo todo!), ficaremos preocupados e perderemos a alegria.

Ídolos também são ARMADILHAS. Eles nos prendem. Somos acorrentados e escravizados pelo objeto que transformamos em ídolo. Como temos de possuí-lo, não temos força para lhe negar absolutamente nada.

Ficamos dependentes dele. E isso o que leva muitas pessoas a trabalhar em excesso, sacrificando a família, os amigos e a saúde no altar da carreira profissional; ou então a se entregar a relacionamentos destrutivos, e assim por diante.

e) Vocês não confiaram na minha fidelidade.

II. VIVENDO ENTRE ÍDOLOS: Juízes: 2:6-23; 3:1-6.

a). Quando uma geração fracassa, condena a outra. Juizes 2.10,11 diz que esta geração não conhecia ao Senhor e fez o que era mal aos olhos do Senhor.

É impressionante que isso aconteça em apenas uma geração. Em apenas uma geração o evangelho se perde totalmente. Seus pais, embora fracos e muitas vezes descomprometidos, tinham fé — "o povo cultuou o SENHOR". E agora os filhos serviram aos deuses imaginários, inúteis. De quem é a responsabilidade?

O maior pecado, e não há maldade maior de uma geração, do que deixar de transmitir a fé genuína à geração seguinte. A primeira geração deixou de ensinar, e a segunda simplesmente endureceu o coração. Quem paga pelo erro dos pais aqui, são os filhos.

2. Quando abandonamos a deus, somos escravos da idolatria.

Vale a pena passar mais tempo estudando os versículos 16-19, pois eles nos ensinam muito sobre a natureza perigosa da idolatria.

A idolatria é o resultado do abandono do relacionamento correto com Deus. Sem este relacionamento, seremos inevitavelmente escravizados pela tirania da idolatria.

Por causa da idolatria o povo de Deus como uma Prostituta casada. O que estamos fazendo quando adoramos outros deuses em vez de adorar o Deus verdadeiro? Estamos nos "prostituindo" (v. 17).

O termo Baalins (v.13), significa, senhor, proprietário ou marido. Astarote (v.13) era mulher de Baal, a deusa da fertilidade.

Essa é uma imagem impressionante e provocativa. As prostitutas são mulheres de vida impura, infiéis, sem moral, que se entregam a seus amantes, pelo lucro, mas sem obter nenhum prazer ou amor verdadeiro em troca.

A expressão "se prostituíram" significa que, quando adoramos um ídolo, criamos um relacionamento profundo com ele e ficamos em suas mãos, porém ele não se preocupa verdadeiramente conosco.

Ficamos totalmente vulneráveis em relação a ele, praticamente escravos dele. A idolatria é a pior das escravidões.

Vivemos numa sociedade ocidental, livre e democrática, mas nunca presenciamos tantos escravos, como temos hoje.

III. OTONIEL: AVIVAMENTO INESPERADO: Referencia: Juízes: 3: 5-31.

 

No capítulo 3, encontramos "estudos de casos" específicos que revelam esses princípios. Conhecemos os três primeiros juízes: Otniel, Eúde e Sangar.

Eles operaram um avivamento que trouxe refrigério. Vamos aprender algumas lições preciosas sobre a temporariedade dos avivamentos

 

a) Um coração esquecido. “E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote”. (Juízes 3:7 )

 

b) Avivamento provocado. (v.8) Pecado secreto na terra é escândalo publico no céu! A passagem de Juízes 3.7 enfatiza o que os israelitas estão fazendo secretamente: esquecendo-se do Senhor e adorando ídolos.

A partir do versículo 8, Deus é o diretor principal. O (v.8) diz que “a ira do se acendeu contra Israel, e ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim”, (duplamente perverso), ele era rei da Mesopotâmia.

Deus os entregou nas mãos de um tirano duplamente iniquo: exatamente como o povo já havia duplamente pecado, casamento misto e na idolatria (v.6)

A disciplina divina, é um ato da bondade e da misericórdia. Se ele não tivesse causado sofrimento e dificuldade, os israelitas não teriam notado a situação perigosa em que se encontravam.

Não teriam percebido como estavam escravizados espiritualmente, como o castigo mais adiante seria severo

 

c) Deus levanta uma liderança piedosa. Antes de Deus enviar um despertamento no meio do povo, ele levanta um instrumento, o meio pelo qual e vai livrar o seu povo.

 

d) Avivamento passageiro. (v.10,11.) Podemos resumir a vida de Otniel, em duas frases: “Ele salvou.... Ele morreu”. Normalmente os efeitos do avivamento só duram uma geração, a próxima geração, não preserva o mesmo fervor da anterior.

2. Avivamento canhoto.

a) Libertador canhoto. Com a morte de Otniel (Jz 3.11), o ciclo recomeça: "Os israelitas voltaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR" (v. 12). Dessa vez, Deus os entrega a Eglom, rei de Moabe.

Como no ciclo anterior, quando Deus manda a vara da disciplina, a reação do povo é clamar a ele (v. 15). E Deus "levantou-lhes um libertador chamado Eúde [...], homem canhoto.

 

Entendemos agora porque Eúde é adequado ao seu papel. O rei Eglom não esperava que um deficiente físico representasse qualquer perigo que fosse:

 

 

 

 

IV. DEUS: E NÃO DÉBORA, NEM BARAQUE, NEM JAEL.

 

a). Um opressor implacável.

Com a morte de Eúde, "os israelitas voltaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR" (4.1). O ciclo começa novamente, com Israel sob os calcanhares de Jabim, rei de Canaã (v. 2) - um governante que nem mesmo estaria nessa posição, se Israel tivesse confiado em Deus e lhe obedecido completamente.

 

O instrumento opressor mais importante de Jabim é Sísera, comandante de seu exército, que tem "novecentos carros de guerra" (as smartbombs - bombas inteligentes - e os drones - veículos aéreos não tripulados - da época) a seu dispor (v. 3). Um exército com uma força bélica assim era indestrutível.

 

V. GIDEÃO: UM MEDROSO CORAJOSO: Juízes 6: 1-40.

 

Gideão foi um dos homens mais medrosos, que conhecemos. Gideão era um homem cheio de medos, e passou grande parte da vida se escondendo dentro do buraco por causa dos inimigos. Sua família era idolatra e adoravam a baal, seus pais eram muito pobres, o mais pobres de sua cidade.

 

Gideão não tinha um entendimento correto de quem Deus era, mas Deus o tornou no medroso mais corajoso. Gideão é citado na galeria dos heróis da fé em Hebreus 11.

 

Mostrando que os homens não são corajosos de uma vez só. A coragem vem da fé, e a fé cresce à proporção que ouvimos a Palavra de Deus, crendo em suas promessas e obedecendo aos seus mandamentos.

 

Deus usa as coisas mais desprezíveis para confundir as que são. Fico pensando nas pessoas que Deus usou para importantes tarefas

 

VI. GIDEÃO: O PODER DE DEUS E NOSSA FRAQUEZA. Juízes 7:1-25.

 

a) Tem gente demais.

Deus manda Gideão diminuir seu exército, e não aumentá-lo! "Você tem gente demais, para eu entregar os midianitas em suas mãos..." (v. 2). Não encontramos tal conselho em nenhum manual militar! Por que ele quer reduzir a força do exército?

 

"Para que Israel não se orgulhe contra mim, dizendo que sua própria força o libertou" (v. 2). Ou o povo de Deus vai exaltá-lo pela vitória ou vai exaltar a si mesmo — isto é, vangloriar-se. Ou Gideão vai honrar seu Deus ou a si próprio.

 

A natureza humana é tal que, se houver a mínima chance de nos gabarmos de nosso trabalho, faremos exatamente isso. Observe que Deus afirma que tal vanglória é "contra mim". Quando achamos que merecemos o crédito pelo empenho nas nossas conquistas, roubamos de Deus a exaltação que ele merece receber.

 

b) Os tímidos e medrosos.

Deus manda Gideão usar dois métodos para diminuir o número de combatentes. O primeiro grupo a voltar para casa é formado pelos que estão "tremendo de medo" (v. 3). Dos 32 mil homens, 22 mil fizeram parte dessa turma — mais de dois terços do exército! Esse pessoal admitiu publicamente que não tinha estômago para lutar.

 

Quando Gideão, em obediência a Deus, se dispôs a liberar quem era tímido (frouxos) e tinha medo de lutar, ele fez uso de um excelente dispositivo de triagem psicológica.

 

Esses homens foram mandados embora por um motivo prático. O medo é contagioso. O medo costuma se espalhar, e um único soldado com medo é capaz de causar mais estrago do um exercito inteiro de soldados inimigos.

 

c) Os acomodados e desatentos.

Mas não foi assim com o segundo grupo, que é mandado para casa por razões mais praticas. "Ainda há gente demais" (v. 4), Deus diz a Gideão. "Desça com eles à beira d'água, e eu separarei os que ficarão com você" (v. 4, NVI).

 

Gideão tem de aceitar completamente a seleção de Deus. Mais uma vez ele obedece, e separa os 9.700 que se ajoelharam para beber água dos trezentos que levaram água à boca com as mãos (v. 5,6).

 

Os trezentos que usaram as mãos para lamberem a agua permanecem. Com esses poucos homens, Deus diz: "Eu vos livrarei e entregarei os midianitas em tuas mãos" (v. 7). "Gideão enviou todos os outros homens de Israel para as suas tendas, mas reteve

 

Ele havia iniciado o dia com 32 mil soldados. Agora tem apenas trezentos — uma redução de mais de 99%! Nos versículos 3-8, Gideão exibe fé profunda, ao confiar em Deus e não em números.

 

Essa é a fé que o leva a ser elogiado em Hebreus 11.32-34: "Pois me faltará tempo se eu falar de Gideão [e outros...] [que], por meio da fé, venceram reinos [...], da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros".

 

Embora o texto não nos revela, mas parece que Deus estava testando a vigilância e atenção deles, “aquele que lamber a agua como um cão”(5). Aqueles que ficaram de joelhos, demonstrava desatenção, ficando, assim, indefesos.

VII. GIDEÂO: QUANDO O SUCESSO SOBE A CABEÇA.

1. Ganhando a guerra, mas perdendo a vitória.

a) Esquecendo a lição de casa. Efraim era uma das tribos mais poderosas de Israel, e Gideão pediu que ela interceptasse os midianitas em fuga (7.24,25).

Contudo, a tribo de Efraim estava desgostosa com Gideão: "Por que não nos chamaste quando foste guerrear contra os midianitas?" (8.1).

A resposta de Gideão a Efraim é respeitosa e diplomática. Ele enfatiza que a tribo de Efraim é muito mais poderosa do que sua tribo (8.2) e que (ao contrário dele) eles já havia capturado e matado dois líderes midianitas (v. 3).

Deve ter sido difícil engolir o esnobismo e a crítica de Efraim, mas Gideão segura a língua — e, com o desejo de glória e louvor satisfeito, "acalmou-se a indignação deles contra Gideão" (v. 3).

Diante disso, temos vontade de elogiar Gideão por sua humildade e calma. Todavia, a seção seguinte mostra que não foi por ter essas qualidades que ele usou de tanta diplomacia para com Efraim.

Gideão via esquecer a lição de casa que Deus já o havia dado, para aprender a confiar, e saber que tudo depende de Deus, nada depende de nós.

b) Esquecendo-se de onde viemos.

A resposta de Gideão a Sucote e Peniel é bem diferente de sua resposta a Efraim: "Quando o SENHOR entregar Zeba e Zalmuna em minhas mãos, rasgarei a carne de vocês com espinhos e espinheiros do deserto [...] Quando eu voltar triunfante, derrubarei esta torre" (v. 7,9).

Essa resposta mostra que Gideão tratou Efraim com diplomacia, não por falta de vontade de atacar, mas porque não tinha força para tanto.

Quando Sucote e Peniel não acreditam que Gideão consiga vencer Midiã, ele não lhes responde: Eu sei que é difícil acreditar que possamos vencê-los. Mas Deus, em sua graça, está nos usando para vencer a batalha.

Portanto, não confiem em minha força, mas na força de Deus. Em vez disso, ele responde: Vocês ousam duvidar de mim? Quando eu voltar; vocês vão conhecer a minha força. Vão aprender a me respeitar.

Assim, quando retornou, após derrotar com seus trezentos homens um exército ainda mais forte e após capturar Zeba e Zalmuna (v. 10-12), Gideão cumpriu sua ameaça.

Capturou um membro de seu próprio povo, Israel (v. 14), descobriu quem eram os anciãos(lideres de Sucote, lembrou-lhes o dia em que ((zombaram de mim" (v. 15) e, a seguir, "deu-lhes uma lição, punindo-os com espinhos e espinheiros do deserto" (v. 16). Em Peniel, a situação é pior — Gideão "derrubou a torre matou os homens da cidade" (v. 17).

c) O perigo de sermos corrompidos pelo sucesso. A necessidade que Gideão tem de ser respeitado e honrado pelo que fez. E seu ódio mortal e implacável quando não recebe o que acha que merece.

Revela que seu sucesso na batalha foi a pior coisa que lhe aconteceu. Ele ficou viciado em sucesso, dependente de seus triunfos, ele virou um colecionador de vitorias.

O recebimento de uma bênção pode ser acompanhado de um terrível perigo espiritual. O sucesso pode facilmente nos levar a esquecermos da graça de Deus, pois nosso coração deseja ardentemente acreditar que podemos nos ajudar ou salvar a nós mesmos.

A vitória dada por Deus pode facilmente ser usada para confirmar que, na verdade, conquistamos a bênção por nós mesmos e devemos receber louvor e glória pelo sucesso alcançado.

Agora, ele adora o sucesso e a glória pessoal que ele lhe trará. Gideão se esqueceu completamente de quem o chamou, equipou, confortou com segurança e, por fim, venceu a batalha para ele.

Nós também nos esquecemos facilmente; de que tudo que diz respeito à salvação e que todas as nossas boas obras são dons da graça, e não de nosso próprio sucesso.

Nos esquecemos de que "pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se orgulhe.

“Pois fomos feitos por ele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, previamente preparadas por Deus para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10)

Quando fracassamos, não podemos esquecer que somos salvos pela graça, que devemos depender inteiramente da graça de Deus. Mas temos de lembrar muito mais disso e nos tornar ainda mais humildes, quando somos bem-sucedidos. Dificilmente há quebrantamento em nós quando somos bem sucedidos.

d) A realeza da hipocrisia. Israel, então, pede que Gideão seja rei: "Reina sobre nós, tu, teu filho e o filho de teu filho, pois nos livraste" (Jz 8.22).

Assim como Gideão, os israelitas também se esqueceram de quem concedeu a vitória sobre Midiã. Gideão, você derrotou Midiã, então tem de ser nosso rei, é assim que pensaram.

Israel quer abandonar o método que Deus usa para dirigir seu povo. O Senhor unge um juiz para lidar com a crise do momento e levar o povo a viver debaixo de seu governo. Mas, se Gideão responder "aceito", Israel terá um rei indicado por seres humanos, e o reinado passará a outros automaticamente.

Na verdade, o versículo 23 é a última vez em que Gideão se lembra de quem Deus é e de quem ele é. Irônica e tragicamente, Gideão contradiz o que acabou de dizer.

Ele se recusou a ser rei de Israel porque essa posição e honra pertencem somente a Deus, mas, logo a seguir, Gideão se apropria da honra que cabe a um rei.

Ele pede recompensa financeira pela libertação do povo (v. 24) e fica muito rico (v. 25,26)

e) O colete sacerdotal do reconhecimento. "Gideão fez com esse ouro um colete sacerdotal e o pôs na sua cidade, em Ofra..." (Jz 8.27).

O que está acontecendo aqui? Esse tipo de colete era usado pelo SUMO SACERDOTE no tabernáculo, a tenda onde Deus vivia entre seu povo e que nessa altura estava em Siló (18.31).

É um modo de incentivar as pessoas a buscar seus conselhos, a ver sua cidade como o lugar onde Deus pode ser encontrado. Gideão usou Deus para consolidar sua posição, em vez de colocar sua posição a serviço de Deus e ser usado por ele.

Qual é o resultado disso? O versículo 27 diz: "Todo o Israel prostituiu-se, fazendo dele objeto de adoração". Estava subentendido que o juiz deveria afastar o povo da infidelidade ao Deus verdadeiro. Gideão levou o povo à infidelidade.

E Gideão continua a agir cada vez mais como se fosse rei. Suas relações familiares são de quem almeja ser rei. Ele teve setenta filhos com muitas esposas e um filho com uma CONCUBINA (v. 29-31).

Ele até mesmo deu a seu filho ilegítimo o nome de "Abimeleque" (v. 31), que significa Meu pai é rei! O que Gideão rejeitou com palavras o que agora ele vive na prática.

Simplesmente porque ele tinha conhecimento apenas intelectual de algo que não havia chegado ao seu coração.

2. O útero da maldade. Juízes 9.

Alguém já disse que quem planta um pensamento colhe um ato, quem planta um ato colhe um habito, quem planta um habito colhe um caráter, e quem planta um caráter colhe um destino. Esta foi uma verdade na vida de Gideão.

a) Criando nossos próprios demônios. Abimeleque é o filho que Gideão teve com sua concubina, a qual morava em Siquém (8.31). Isso significa que Abimeleque era excluído da família. Ao contrário dos outros setenta filhos de Gideão, ele era ilegítimo e discriminado pelos irmãos. Não estava entre os herdeiros de Gideão.

A necessidade de reconhecimento de Gideão, foi o útero onde foi gerado os atos de violência mais cruéis do livro de Juízes. O sucesso corrompeu o coração de Gideão, e seu filho Abimeleque foi de tal forma influenciado, que ele se tornou um monstro insaciável.

No decorrer dessa história, iremos deparar com um homem que, em seu próprio entendimento, não receberá nada da vida; tudo o que quiser terá que conquistar sozinho. Um homem absolutamente determinado a agarrar tudo o que puder.

b) Tomando tudo a força. Normalmente os lideres que usurpam o ministério, tem uma capacidade fora do comum de influenciar e argumentar, assim era Abimeleque, (8.3) “o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque”.

Ele argumenta: Não é melhor ter apenas um governante? Não seria bom garantir que esse governante seja um de nós? Não seria bom se eu fosse o rei de vocês?

Os cidadãos de Siquém concordam (v. 3). "E deram a Abimeleque setenta siclos de prata, tirados do templo de Baal-Berite, com os quais contratou alguns homens ociosos e vadios, que o seguiram" (v. 4).

Ao contrário de seu pai, Abimeleque não disfarça a pretensão de ser rei (v. 6) nem finge governar em obediência a Deus.

Temos aqui uma excelente lição sobre escolha de líderes. Somos facilmente impressionados por qualidades que são insignificantes para Deus. Mesmo assim, podemos ser facilmente convencidos por argumentos PRAGMÁTICOS.

Deus não valoriza popularidade, senso de humor, diplomas, carisma e coisas do tipo. Ele busca homens que se apeguem à verdade, queiram liderar corretamente suas famílias, sejam pacientes e tenham autocontrole (1Tm 3.1-7; Tt 1.6-9).

Deus não está em busca de homens refinados, cultos, que tem influencia na sociedade, bem-vestidos, equivalentes modernos de Abimeleque, escolhidos por motivos errados e qualidades erradas.

c) Os espinhos da vaidade. Um meio-irmão consegue escapar: Jotão. A história que Jotão conta em Juízes 9.8-14 tem o objetivo de mostrar como a coroação de Abimeleque é ridícula. Oliveiras (v. 8,9), figueiras (v. 10,11) e videiras (v. 12,13) eram árvores valiosas e produziam as colheitas mais importantes da agricultura israelita.

Mas nenhuma delas quer ser rei. "Finalmente todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem e reina sobre nós" (v. 14).

Os espinheiros não eram valorizados de forma nenhuma. Eram baixos e espessos demais para fazer boa sombra e proteger do calor, e muitas vezes pegavam fogo, que se espalhava pela folhagem ao redor e destruía árvores valiosas. Jesus comparou os espinhos à vaidade e a cobiça (Lc 8.14).

O espinheiro enfatiza isso quando concorda em ser rei (v. 15) e faz a extraordinária e vaidosa afirmação (pois não cresce mais de 30 ou 60 cm do chão); mas diz arrogantemente; que todas as outras árvores podem "vir e se refugiar debaixo da minha sombra".

d) O fogo da vingança do espinheiro. Sem dúvida nenhuma, o que vem a seguir é um fogo devorador. Os cidadãos de Siquém já haviam provado que mudam de ideia e partido facilmente, e quando "Gaal, filho de Ebede," se mudou para a cidade, "confiaram nele" (v. 26).

Normalmente quem segue uma liderança que usurpa o ministério sem ser chamado por Deus, tem a mesma índole dos seus fundadores. São ministérios cheios de espinheiro que machucam as pessoas e acaba pegando fogo. Esses pastores são obreiros de Abimeleque.

Mais de mil siquemitas se refugiam na torre do templo (9:46), porém a sede de vingança de Abimeleque não é saciada. Ele manda seus homens queimarem a torre (9: 48,49). "Assim morreram todos os que estavam na torre de Siquém, cerca de mil homens e mulheres" (9: 49).

Pelo jeito, a cidade de Tebez vai ter o mesmo destino (v. 50-52). No entanto, quando Abimeleque "se aproximava da entrada da torre para incendiá-la, uma mulher jogou uma PEDRA DE MOINHO na cabeça dele, e lhe rachou o crânio" (v. 53).

Gravemente ferido, Abimeleque (sempre pensando em sua reputação) pede que seu escudeiro acabe com sua vida para ninguém dizer que ele foi morto por uma mulher (v. 54). Gente que busca reconhecimento vive sempre preocupada com sua reputação e não com seu caráter.

VIII. JEFTÉ: O PECADO SEMPRE NOS TRÁS TRANSTORNOS. Juízes 11 e 12.

A precipitação de Jefté em fazer um voto desnecessário, demonstra fé nula e vem acompanhada de ruína. Seguindo os costume das nações pagãs oferece sua própria filha em holocausto.

 

IX. SANSÃO: UM HOMEM QUE TINHA CARISMA, MAS NÃO CARÁTER. Juízes 13 a 16.

Sansão o pequeno sol, nunca brilhou, sua luz da integridade foi cada vez de apagando. Sansão vivia agindo por impulso, por não ter uma vida de oração e não aprender a depender de Deus em todas as coisas.

 

Sansão é um exemplo da tragédia de um homem consagrado a Deus, que tomou todas as decisões erradas e teve um fim trágico. Suas falhas de caráter o acompanharam a vida toda, ele nunca se deixou ser tratado.

 

Sansão é a maior manifestação física do enchimento do Espirito em um ser Humano, depois de Jesus. Embora o Espirito fosse residente, mas não era o presidente. Em nunca deixou o Espirito governar sua vida.

 

a) O perfil do pecado: Por que, Dalila? E por que, Sansão?

O perfil comportamental de Sansão e Dalila, ajuda-nos a entender porque algumas pessoas fazem o que fazem e porque algumas tragédias acontecem.

 

"Depois disso, ele se apaixonou por uma mulher do vale de Soreque" — território filisteu — "chamada Dalila" (Jz 16.4). Em hebraico, o nome "Dalila" tem o mesmo som da palavra usada para "a noite". Nos versículos 1-3, a palavra "noite" é mencionada quatro vezes, e agora Sansão está deitado na cama "da dama noite". E essa será a sua derrota.

 

Os líderes filisteus abordam Dalila e lhe prometem dinheiro: "se puder atraí-lo para que mostre o segredo de sua grande força" (v. 5). E "então Dalila disse a Sansão..." (v. 6). O que leva Dalila a trair o namorado? Duas coisas. Ganância é a razão óbvia, porém há algo mais sério.

 

Para Dalila, significa que, se ela lhes entregar Sansão, será a heroína da nação. Assim, a riqueza, o poder e a fama e a influência que lhe oferecem é muito grande. Ela estaria garantida pelo resto da vida.

 

A primeira pergunta de Dalila é tão óbvia que chega a ser ridícula. Ela pergunta como ele poderia ser amarrado e subjugado (v. 6). Certamente, Sansão deve ter ficado, no mínimo, com a pulga atrás da orelha — mas ele não vai embora.

 

Em vez disso, ele mente, dizendo que, se for amarrado com sete cordas úmidas, ficará "fraco [...] como qualquer outro homem" (v. 7). Dalila amarra Sansão (v. 8), esconde alguns homens no quarto, e grita: "Sansão, os filisteus estão te atacando!"... e observa enquanto ele arrebenta as cordas (v. 9).

 

b) A dependência pecaminosa.

"Então Dalila disse a Sansão..." (v. 10). Essa é uma frase impressionante — Sansão continua lá, conversando com a mulher! Por que ele faz esse jogo perigoso? Seus motivos são mais obscuros que os de Dalila.

 

Sansão era motivado pelo excesso de confiança e atração pelo perigo. Talvez ele fosse viciado em perigo tanto quanto era viciado em mulheres. O perigo o deixava "nas alturas", porque sempre representou aplausos e fama para ele.

 

Sansão estava no estágio de "negação" típico das síndromes de dependência clássicas. Ele precisava tanto dos favores sexuais e da adoração de Dalila que estava cego quanto às intenções da mulher.

 

Mas, quando ela disse: "Como você pode dizer que me ama, se não confia em mim?" (v. 15), e repetiu a reclamação (v. 16), "ele lhe revelou tudo" (v. 17).

 

Por quê? Porque essa é uma ameaça mais clara ao relacionamento deles: Se você realmente me amasse, confiaria em mim. Se não me contar o segredo, você provará que não me ama — e o namoro acaba aqui!

 

E só então que ele revela a verdade. Isso mostra que Sansão não aguentaria decepcionar Dalila, mesmo sabendo que ela planeja acabar com ele. Essa é uma situação típica dos relacionamentos destrutivos.

 

4. Os relacionamentos destrutivos.

Há uma síndrome, ou seja, (reunião de sinais, sintomas, indicações) dos relacionamentos destrutivos, a pessoa tá vendo o perigo que corre, mas não foge, até que uma tragédia acontece. Ele vê todos os sinais indicando que vai dar errado, mas ela fecha os olhos para a verdade.

 

Sansão e Dalila é um exemplo de pessoas que usam uma à outra em vez de servir uma à outra. Dizem uma à outra: Estou com você por amor, mas o que querem mesmo dizer é: Estou com você por conveniência.

 

Certamente havia muita paixão e romance entre Sansão e Dalila — mas tudo era feito com o objetivo de autopromoção, e não de altruísmo para o crescimento do outro.

 

Sansão usou Dalila para o seu prazer sexual e (provavelmente) pela emoção do perigo. Dalila usou Sansão para conquistar riqueza e fama. Foi um caso óbvio de receber em vez de dar, de ambas as partes.

 

Existem, todavia, formas menos óbvias desse tipo de abordagem nos relacionamentos. Por exemplo: É normal os homens fazerem pouco caso de excelentes mulheres que não são bonitas. Por causa autopromoção, ele quer aquela mulher bela e sensual, e acaba sempre escolhendo mal e acaba em um relacionamento destrutivo.

 

É normal as mulheres fazerem pouco caso de homens excelentes, mas que não têm uma profissão bem remunerada, ou que não tem o biótipo de galã de novela. Por causa da síndrome de negação ela acaba entrando no relacionamento destrutivo.

 

Os relacionamentos que causam nosso sofrimento é sempre marcado por essa perspectiva: Desde o início, buscamos alguém que ajude a melhorar nossa autoimagem e/ou a conquistar a vida que desejamos. Isso é sinal claro de um fim muito triste.

 

Outra forma menos óbvia é a síndrome do ajudante. Em um relacionamento, muitas vezes uma pessoa é carente e vive se metendo em problemas, e a outra é o conselheiro resgatador.

 

Como a pessoa carente usa o resgatador é evidente. Menos evidente é o fato de que o resgatador também usa a pessoa carente. O resgatador precisa do carente para lhe dar senso de valor e/ou de superioridade moral. Ele precisa se sentir necessário.

 

Não podemos amar alguém completamente enquanto não amarmos a Deus completamente. Um homem ou uma mulher completa é aquela que ama inteiramente a Deus.

 

A menos que se tenha alguma experiência do amor de Deus, o qual supre as nossas mais profundas necessidades, sempre tenderemos a usar outras pessoas para nos escorar ou validar nossa existência.

 

A não ser que tenhamos esse tipo de relacionamento com Deus, até mesmo o mais apaixonado dos “Eu amo” sempre significará, na verdade: Preciso de você para me sentir como se eu valesse alguma coisa.

 

A vida interior e os motivos de Sansão revelam essa falta de amor a Deus que deve servir de alerta a todos nós. Sem esse amor, faremos — e é só o que podemos fazer — a mesma coisa em nossos relacionamentos (embora geralmente não de modo tão óbvio e dramático!).

 

 

 

 

5. O pecado drena a força: Sua força desapareceu (v. 19).

E por que seria diferente? Sansão vinha quebrando seu voto de consagração ao longo do tempo. Quebrou-o ao tocar um corpo morto e ao dar um "banquete" (14.10 — que era, na verdade, "uma festa com bebedeira").

 

A frase importante aqui é "sairei [...] como das outras vezes" (16.20). Observamos que não importa como ou quantas vezes ele tenha profanado a lei de Deus, ou quanto tempo ele viveu no pecado; Deus sempre lhe mantivera a força. O que mudou agora?

 

É muito estranho que Sansão não tenha ido embora depois de contar a verdade a Dalila (v. 17). Em vez disso, ele vai "dormir no seu colo" (v. 19). Por quê? Porque ele realmente não acreditava que seu cabelo ou voto de consagração fosse a fonte de toda a sua força.

 

Sansão passou a acreditar que sua força era simplesmente sua; que não importava o que ele fizesse ou como vivesse, seria forte para sempre. Seu autoengano não era apenas psicológico, mas teológico.

 

X. HOMENS VAZIOS: Juízes: 17:1-13; 18: 1-31

 

a) Geração sem substancia

Boa parte dos capítulos 17 e 18 gira em torno de Mica, um homem da "região montanhosa de Efraim" (17.1, A21). Mica havia roubado 1.100 moedas de prata de sua mãe, mas, ao ouvir as maldições que ela jogou contra o ladrão, Mica confessou o roubo (v. 2) e devolveu o dinheiro (v. 3).

 

Ele não era nem muito bom nem muito mau. Se fosse completamente mau, não teria devolvido o dinheiro. Mas, é claro, se fosse bom, não teria roubado o dinheiro! E, pelo jeito, ele devolveu o dinheiro rapidamente porque ouviu a mãe pronunciar maldições (v. 2), e ficou com a consciência pesada e não porque se arrependeu de seu pecado.

 

Temos aqui uma pessoa de caráter muito fraco, sem princípios. Mica é vazio — um homem sem muita substância. Essa é exatamente a essência desta sociedade pós-moderna, “vazia”, onde o peso da consciência substitui o arrependimento.

 

Então a mãe que é uma mãenaca, não tem firmeza alguma, que não disciplina seu filho, reverte a maldição e pede que o filho seja abençoado (v. 2). Ela é aparentemente benigna em perdoar!

 

Mas é muito rápida em declarar restauração! Ela não quer saber se houve arrependimento verdadeiro, se ele mudou de atitude, logo se não há fruto de arrependimento não deve haver perdão e não há reconciliação total.

 

Sem esse processo doloroso da disciplina, o mau comportamento não é desencorajado, pelo contrario ela incentiva o filho a agir ainda mais errado.

 

Porque Mica é mimado pela mão, ele não é desafiado a examinar seu coração e o motivo de ter roubado o dinheiro; não há reconhecimento sincero e humilde da necessidade de graça e transformação.

 

Pais extremamente críticos e punidores prejudicam os filhos, mas pais condescendentes, frouxos, fazem o mesmo, ou ainda pior. O comportamento da mãe revela por que Mica é do jeito que é. Os filhos refletem os pais em tudo. O comportamento dos pais, explica o jeito que os filhos são.

X. A Sodoma gospel: Referencia: Juízes 19: 1-30; 20: 1-48; 21: 1-25

 

Onde um levita consagrado a Deus, se casa com um concubina, coisa que a lei não permitia. Ela começa a agir como prostituta e foge para casa do pai. Depois de 4 meses ele vai atrás dela, e se demora 5 dias para retornar.

 

Na volta ele passa a noite numa das cidades de benjamim, e 600 homens que se deitar com o levita. O dono da casa oferece sua filha virgem e a concubina. E depois o levita, joga pra fora sua concubina, que é abusada a noite toda apor 600 filhos de belial.

 

Ele retorna pra casa, e divide a concubina em 12 partes, e envia para todo o Israel, provocando uma vingança, que acaba quase dizimação da tribo de benjamim.

 

XI. Um salvador urgente.

A grande lição do livro de juízes. Todos essas falhas e maldades do homem, revela que ele precisa de um salvador, que possa transformar seu interior.

Embora vivamos numa sociedade altamente influenciada pelos Dez mandamentos e muitos outros aspectos da bíblia que influenciou a sociedade moderna. Ainda assim continuamos ver as mesmas atrocidades e maldades do coração do homem.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álavaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 01/03/2017
Por: Jairo Carvalho



Deixe seu comentário abaixo
0 comentário

 

Quanto é :

2011 - 2018 Pregação Expositiva
Desenvolvimento: Agência Kairós
Usuários online 1 online Visitantes 199103 Visitas