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Gálatas: obras da carne VI

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

Referência: Gálatas 5.21.

INTRODUÇÃO: O álcool é a droga que mais causa dependência no mundo, de todas as drogas ele é o que mais leva a óbito no mundo.

Antes os cristãos evangélicos era o dique que barrava a enxurrada do consumo do álcool. A norma geral era a abstenção total. Atualmente a maré mudou.

Normam Gisler diz que uma pesquisa feita em 2007 revelou que 64% dos protestantes não são mais abstêmio.

Glisler ainda diz que na Escritura a bebida alcoólica recomendada para consumo moderado não era a bebida forte, como o nosso vinho e a cerveja; mas uma forma diluída que não causava a embriaguez. Logo a Escritura condena o consumo

1. METHE – bebedices: (Gl 5.21).

Methè — ARC, ARC: bebedices; BJ: bebedeiras; embriaguez; BLH: são bêbadas.

Embriagues é o transtorno de comportamento ou de função mental durante ou após o consumo de álcool seja qual dor a dose. O álcool é uma droga nociva e que intoxica o organismo.

É natural considerar estas duas (bebedices e orgias) palavras como um par. No único outro lugar em que ocorrem no NT (Rm 13.13), também aparecem juntas, onde orgias e bebedices são duas coisas que os cristãos devem deixar de lado para sempre.  

Vejamos o uso e significado do uso do álcool no mundo antigo e na Escrituras.

1. O uso do vinho no mundo antigo.

A atitude semelhente do mundo antigo, e da maior parte das Escrituras, para com o vinho e bebidas semelhantes fica bem clara.

A prática do mundo antigo e das Escrituras; via a bebedice como totalmente vergonhosa e pecaminosa. Mas tanto a Escritura como a cultura antiga não condenavam o uso desde que fosse DILUÍDO com agua.

No mundo antigo a embriaguez não era um vicio comum. Os gregos bebiam mais vinho do que o leite, até mesmo a criança bebia vinho diluído em agua; no desjejum, por exemplo, era simplesmente uma fatia de pão molhada no vinho.

As festas da colheita das uvas na Grécia era uma ocasião em que participavam todas as pessoas de todas as idades.

O erudito da língua Grega, Wiliam Barclay diz que na Grécia,  havia pouca embriaguez, porque a PRÁTICA NORMAL era beber o vinho numa forma muito DILUÍDA, duas partes de VINHO e três partes de ÁGUA.

Até mesmo os pagãos diluíam bebidas alcoólicas em agua. Homero fala de uma proporção de 20 por 1. Na proporção de 3 por 1, a pessoa, no período do Novo testamento, só ficaria embriagada depois de tomar mais de 20 taças de vinho.

De fato, misturar o vinho com agua era basicamente um meio de purificar e adocicar a agua. Quando tinham abundancia de agua pura, como a agua que fluía da Rocha no deserto, eles não tomavam vinho, mesmo em forma diluída (Dt. 29.6).

Nos tempos antigos os vinhos eram armazenados na forma “bebida forte”, ou seja não diluída, em grandes cântaros, chamados de “amphorae”. Ele não era consumido nessa forma de “bebida forte”. Como alguns interpretam erroneamente o texto de (Dt 14.26) pois Deus proíbe a bebida forte.

E Quando o vinho era consumido, era derramado desses cântaros para dentro de vasilhas chamadas de “Krater”, em que era misturado com agua. Com esse vinho das Krater(diluído em agua), enchiam-se as taças ou Kylix.

Assim, o vinho aceitável para consumo não era o vinho forte (não diluído) como se consome atualmente. Até mesmo os pagos consideravam um ato bárbaro beber vinho não diluído, tal como o que se compra em qualquer supermercado.

Mnesiteu de Atenas disse: “se misturares à proporção meio a meio, terás loucura, não misturado, sofrerás colapso do corpo”.

2. O uso do vinho no Antigo testamento.

O uso de bebidas alcoólicas é proibido em todo o Antigo Testamento. O perigo da embriaguez é claramente reconhecido na no AT.

O escritor de Provérbios diz: "O vinho é uma coisa intemperada, e a bebida forte está cheia de violência" (Pv 20.1). Os profetas expressam a condenação daqueles que "cambaleiam por causa da bebida forte" (Is 28.7; Ez 23.33; 39.19).

Mas de modo geral a atitude do mundo antigo e dos escritores bíblicos para com o vinho é que deveria ser tomado COM MODERAÇÃO, DESDE QUE DILUÍDO EM AGUA. A diluição do vinho na agua visava reduzir seu teor alcoólico.

Temos que lembrar que naquele tempo, o vinho era uma das únicas bebidas, depois do leite e da agua e alguns sucos.

O livro de (2 Mac 15.39) diz: ”de fato é nocivo beber vinho somente, ou somente agua, ao passo que o VINHO MISTURADO À AGUA, é agradável e causa um prazer delicioso”.

No Antigo Testamento, há duas palavras hebraicas traduzidas por "vinho". A primeira palavra, a mais comum, é yayin, usada 140 vezes no Antigo Testamento para indicar vários tipos de vinho ou suco de uva, seja fermentado ou não-fermentado. Observe por exemplo, o texto de Neemias 5:18, que fala "vinho de todas as espécies" (yayin).

Isto significa que a palavra hebraica yayin aplica-se (também) a todos os tipos de suco de uva fermentado ou não (Gênesis 9:20,21; 19:32,33; 1 Samuel 25:36,37 ; Provérbios 23:30,31).

As consequências trágicas de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos do Antigo Testamento, notadamente em Provérbios 23:29-35.

Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida, conforme aparece em Isaías 16:10; Jeremias 40:10-12; 48:33.

Estes versículos dão o respaldo bíblico de que o SUMO DE UVA NÃO FERMENTADO pode perfeitamente ser chamado de "vinho", sem que isso indique qualquer disparidade. Em Jeremias 40:10-12, o profeta chama de vinho (yayin), ao suco ainda dentro da uva (ver também Lamentações 2:12).

A outra palavra hebraica traduzida por "vinho" é tirosh, que significa "vinho novo" ou "vinho da vindima".  É também traduzido como “vinho novo”, e significa suco recém-prensado.  TIROSH ocorre 38 vezes no Antigo Testamento;

Essa palavra NUNCA se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Isaías 65:8), ou o suco doce de uvas recém-colhidas (Deuteronômio 11:14; Provérbios 3:10; Joel 2:24).

Há ainda a palavra hebraica SHEKAR, geralmente traduzida por "bebida forte". Aparece 23 vezes no Antigo Testamento. Esta palavra refere-se, mais comumente, a outras bebidas fermentadas, feita de suco de fruta de palmeira, de romã, maçã, ou de tâmara.

Seja qual for a natureza da bebida, é importante verificarmos que em vários lugares o Antigo Testamento CONDENA o uso de bedidas fermentadas, seja da uva ou de outra fruta qualquer (Levítico 10:9-11; Provérbios 20:1; 23:29-35; 31:4-7, Is 5.11,22; 28.7; 56.12; Mq 2.11).

O padrão do antigo testamento, é que a abstinência total de “bebida forte” foi proibida a todos os crentes da antiga aliança; os reis, sacerdotes, nazireus, e a todo o povo judeu da antiga aliança.

A abstinência total era um alvo ideal estabelecido para os que desejassem alcançar ainda mais um nível consagração, como os sacerdotes e nazireu. O consumo MODERADO era permitido desde que fosse diluído com agua.

3. O uso do vinho no Novo Testamento.

A linguagem do Novo Testamento emprega a palavra grega gleukos (vinho doce) empregado para “vinho novo” ou recém-prensado (At 2.13).  Já a palavra "oinos" é mais utilizada para referir-se ao vinho.

Esta palavra pode referir-se a dois tipos bem diferentes do suco de uva: o suco não fermentado e o suco fermentado. Equivale à mesma maneira da palavra hebraica yayin, do Antigo Testamento.

No NT aparece o grupo de palavras (methe, methuo, methusko = embebedar): Em 1Tes 5: 5-7: Paulo adverte os crentes, estar vigilantes e sóbrios (alguém que não está sob o efeito do álcool);  

Ele escreve: “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se EMBEBEDAM, embebedam-se de NOITE. (Filhos da TREVAS x Filhos da LUZ). A embriaguez pertence à noite, aos filhos das trevas.

Na parábola em Mt 24:49, descreve o crente que não dá conta com fidelidade de sua mordomia, e cede lugar ao egoísmo e ao hedonismo mundano, e se envolvendo com amizades que amam bebidas alcoólicas.

Em 1 Cor 11:21, os Coríntios perturbam a comunhão da Ceia do Senhor; Alguns estão famintos enquanto os ricos estão bêbados. Ao contrário das festas de Dioniso, a Ceia do Senhor não é lugar para a intoxicação. A intoxicação é o oposto direto da bebida espiritual.

Assim, Pedro em Atos 2:15 resiste fortemente a acusação de embriaguez, E Paulo em Efésios 5:18 - a nota contrasta o entusiasmo das orgias com o enchimento do Espírito que se manifesta em louvor, ação de graças e amor.

a) O uso do vinho na Ceia do Senhor

Qual bebida Jesus usou ao instituir a Ceia do Senhor? (Mateus 26:26-29; Marcos 14:22-25; Lucas 22:17-20; 1 Coríntios 11:23-26).

As referências abaixo levam a conclusão bíblica de que Jesus e seus discípulos beberam, durante a instituição da Ceia, o suco de uva não-fermentado ou o vinho  diluído com agua.

Nem Lucas, nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra grega "oinos" (vinho) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão "fruto da vide" (Mateus 26:29:24; Marcos 14:25; Lucas 22:18).

O vinho não-fermentado é o único "fruto da vide" natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool.

A fermentação (bacteriana) destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. Vinho fermentado não é fruto da vide; não é produzido pela videira.

Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando ele e seus discípulos celebravam a Páscoa. A lei da Páscoa em Êxodo 12:14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de FERMENTO (hebraico seor) ou qualquer agente fermentador.

No mundo antigo, o fermento era obtido da espuma da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, qualquer coisa fermentada era proibida (Êxodo 12:19; 13:7).

O vinho usado na Santa Ceia, foi o mesmo vinho da Pascoa, que Jesus mandou os discípulos prepararem. E este vinho não podia ser fermentado, por isso o vinho da Pascoa era diluído na proporção de 3 por 1.

O Talmde judaico afirma que o vinho da Pascoa continha três parte de agua e para  uma parte de vinho.  O Mishná Judaico diz: “Não pronunciem a Benção sobre o vinho (da pascoa) até que agua lhe seja acrescentada”.

N. Gisler diz que o antigo pai da igreja Cipriano escreveu: “Portanto, ao consagrar o CÁLICE DO SENHOR, não se deve oferecer apenas agua, assim como não se deve oferecer apenas vinho”.

E Clemente de Alexandria acrescentou: “É bom misturar o vinho com a maior quantidade possível de agua” (clemente de Alexandria, Pedagogos 2.2, em Ante-Nicene Fathers, 2,243),

Deus ordenou assim no AT; porque a fermentação simboliza a corrupção e o pecado (Mateus 16:6-12; 1 Coríntios 5:7,8). Jesus, o Filho de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mateus 5:17). Logo, teria cumpriu a lei de Deus para a Páscoa e não usou vinho fermentado.

No Antigo Testamento, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse qualquer líquido embriagante (Levítico 10:9).

Jesus Cristo foi Sumo Sacerdote de Deus do novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hebreus 3:1; 5:1-10).

O sangue puro de Cristo (Salmos 16:10; Atos 2:27; 13:37) jamais poderia ser representado por algo CORROMPIDO E FERMENTADO.

O FRUTO DA VIDE, simbolizando o sangue incorruptível de Cristo é melhor representado por suco de uva não-fermentado ou o vinho diluido (1 Pedro 1:18,19). Indiscutível!

Paulo determinou que os coríntios tirassem dentre eles o fermento espiritual; o agente fermentador da maldade e a malícia, porque Cristo é a nossa Páscoa (1 Coríntios 5:6-8).

Seria contraditório usar na Ceia do Senhor um símbolo da maldade; algo contendo LEVEDURA ou FERMENTO, se considerarmos os objetivos dessa ordenança bíblica, bem como as exigências para dela participar.

b) O milagre de Caná: agua transformada em vinho.

Os inimigos de Jesus o chamou de COMILÃO e BEBERÃO, e isto não quer dizer que  ele se embriagava, mas que não jejuava asceticamente como faziam os fariseus, e NORMALMENTE a comida era acompanhada do Vinho sem fermentação ou diluído.

Alguns acreditam que o vinho fornecido nas bodas de Canã (João 2:1-11) bem como o vinho feito por Jesus, era fermentado e, portanto, embriagante se consumidos em grande quantidade. Se aceita esta opinião, as implicações disto, dadas a seguir, também devem ser reconhecidas e aceitas:

Primeiro, os convidados do casamento provavelmente estariam bêbados, haja vista que consumiram todo o vinho disponível.

Segundo, Maria, mãe de Jesus, estaria lamentando a falta de BEBIDA EMBRIAGANTE, VICIANTE e estaria pedindo a Jesus que fornecesse aos convidados, já embriagados, mais vinho fermentado.

Terceiro, Jesus teria produzido, a fim de atender a vontade de sua mãe (v.3), de 600 a 900 litros de vinho alcólico (vv.6-9), mais do que suficiente para manter os convidados totalmente bêbados.

Quarto,Jesus estaria produzindo esse vinho embriagante como seu primeiríssimo "milagre", a fim de manifestar a sua glória (v.11) e de levar as pessoas a crerem n'Ele como o filho JUSTO e SANTO de Deus.

Fica claro que, à luz da natureza de Deus, da justiça de Cristo e do bom caráter de Maria, as implicações da suposição de que o vinho de Canã estava fermentado são blasfêmias.

Contraria a revelação bíblica contra a perfeita obediência de Cristo a seu Pai celestial, supor que Ele desobedeceu ao mandamento do Pai: "Não olheis para o vinho, quando se mostra vermelho... e se escoa suavemente", isto é, fermentado (Provérbios 23:31). Leia também Provérbios 20:1; Hc 2:15; Levítico 10:8-11; Provérbios 31:4-7; Isaías 28:7; Romanos 14:21).

c) O conselho de Paulo a Timóteo:

As palavras do apóstolo Paulo, aconselhando Timóteo a usar de um pouco de vinho é, sem dúvida, o texto áureo dos evangélicos chegados a um gole.

O referido texto encontra-se em 1 Timóteo 5:23 e nos diz da seguinte forma: "Não bebas mais água só, mas usa de um POUCO de vinho, por causa do teu estômago e das tuas FREQUENTES ENFERMIDADES."

É interessante observar que o apóstolo Paulo traz severas exortações em várias de suas epístolas aos usuários de bebidas embriagantes.

Entre os mais claros podemos destacar 1 Coríntios 5:11: "Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou BEBERRÃO, ou roubador; com o tal nem ainda comais";

E ainda o texto de Gálatas 5:21, que diz: "Invejas, homicídios, BEBEDICES, GLUTONARIAS, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que COMETEM TAIS COISAS NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS."

Alguns interpretam as palavras de Paulo no sentido de que os cristãos não deveriam é EMBEBEDAR-SE, e que assim ele tolerava o uso de bebidas alcoólicas desde que fosse MODERAÇÃO.

Essa INTERPRETAÇÃO RIDÍCULA cai em descrédito quando verificamos o contexto bíblico, até mesmo se compararmos com outros textos das cartas de Paulo.

Observe: no Antigo Testamento, a abstinência total de vinho fermentado era uma regra para todos que buscavam o mais alto nível de consagração a Deus (Levítico 10:8-11; Números 6:1-5; Juízes 13:4-7; 1 Samuel 1:14,15; Jeremias 35:2-6).

No Novo Testamento, todos os crentes são conclamados viver à altura do mais alto padrão de Deus (João 2:3; Efésios 5:18; 1 Tessalonicenses 5:6; Tito 2:2).

Além do mais, Paulo faz questão de citar a embriaguez, como sendo uma conduta grave o suficiente para excluir a pessoa do reino dos céus (1 Coríntios 6:10).

Nesta passagem, Paulo relaciona dez classes de pessoas que não herdarão o reino dos céus: devassos, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. O versículo em apreço não dá margens a meio termo.

Seria estranho afirmar que o apóstolo em sua carta permite que os crentes deêm uma golada de bebida EMBRIAGANTE e VICIANTE desde que fosse moderadamente, mesmo sabendo que as consequências eternas no caso de se "ULTRAPASSAR UM CERTO LIMITE", são tão graves.

Tal afirmação implicaria em dizer também que roubar ou mentir, fumar, cheirar cocaína MODERADAMENTE não teria problema e que pecado é fazer exageradamente.

Citar conselho de Paulo a Timóteo para justificar o uso de vinho embriagante, em apoio a CRENTES MUNDANOS e bebedores de vinho, é distorcer totalmente o significado do texto de 1 Timóteo 5:23.

Observe primeiramente que o conselho foi dado com propósitos exclusivamente MEDICINAIS, conforme usado pela medicina grega (Lucas). Segundo, o uso do vinho seria apenas "um pouco".

Esse "pouco" indica claramente uma dose medicinal, quando necessário. Os médicos daquela época ensinavam que as pessoas com doenças gástricas, deveriam tomar vinho diluído com agua.

Agua era diluída para retirar o álcool, ou poderia ferver o vinho, para o álcool evaporar, então se poderia dar o vinho ao doente. Aristotoles, disse que não se deveria dar vinho ao doente, sem estes procedimentos.

Terceiro, o texto deixa transparecer que Timóteo não tomava nem mesmo o vinho diluído e por isso Paulo aconselha que ele misturasse um POUCO de vinho com agua.

Parafraseando, Paulo está dizendo, cuide de sua enfermidade e tomando o vinho diluído com agua, que é um remédio para seu estomago.

Tal fato entra em conformidade com os antigos escritos gregos sobre medicina, que costumava citar o vinho não embriagante como remédio para estômago.

Estes escritos também propunham a drenagem do vinho caso este fosse fermentado. Esta drenagem se procedia através do aquecimento do vinho, que provocava a evaporação do álcool, restando somente o vinho doce.

Portanto, nem com camisa de força o CONSELHO MEDICINAL de 1 Timóteo 5:23 sugere qualquer apoio ao uso de vinho fermentado como bebida habitual, ou mesmo bebida de reuniões sociais da igreja, como os CRENTES MODERNOS tem feito.

 

Paulo dá o mesmo conselho aos Pastores, a Timóteo, como ele deveria proceder para eleger pastores, presbíteros dizendo: (1 Tm 3.8) “não dado ao vinho” e sobre os diáconos (1 Tm 3.8) “não dados a muito vinho”.

(1Timoteo 3.3,8; “proséchontas” Tt 1.7 “paroinon”); a tradução desse  texto grego “proséchontas”,  pode significar “achegado”, próximo, amante do vinho; e o termo grego “paroinon” escravo do vinho, ou gostar de vinho.

Nunca este termo deveria ser traduzido como “dado a muito vinho”, dando a entender que um pouco de vinho alcoólico pode ser consumido.

Outra forma de entender este texto é que o candidato ao ministério, não deveria ser alguém envolvido com o vinho como estilo de vida.

O que ele está admitindo é pratica de se tomar o vinho mistura com agua, como estão nos ESCRITOS GREGOS e como ensina os PAIS DA IGREJA. E como ele mesmo ordenou a Timóteo, toma um pouco de vinho, misturado com agua.

Em Efésios 5:18, Paulo diz: não vos embriagueis com o vinho. Não há nada implícito que diz aqui que um pouco de vinho é licito. Pois literalmente ele está dizendo não vos “intoxiqueis” com o vinho.

O álcool é uma substancia tóxica e nociva ao organismo, mesmo em pequenas quantidades. Veja por exemplo a lei seca, que aceita apenas 0,05 ml de álcool no organismo.

Alcoolismo não é doença. Ele transforma é a pessoa num doente.Alcoolismo é fruto do pecado. Doença não se compra em garrafas e nem se oferece em festas.

Do mesmo modo, doença nenhuma impede qualquer pessoa de entrar no céu, mas o álcool sim. Impede porque destrói o corpo; transforma homens em animais irracionais; jovens sadios em parasitas imprestáveis; mulheres em trapos inúteis.

Sozinho, ele já matou e inutilizou mais pessoas do que todas as guerras juntas. Destrói famílias; desfaz casamentos. E TUDO COMEÇA COM UM PEQUENO GOLE SOCIALMENTE.

Esquecem-se que é de gole em gole que esvazia-se a garrafa, exatamente nas rodinhas sociais. O álcool provoca destruição irreversível nas células cerebrais.

Quando se fere um dedo, por exemplo, depois de certo tempo ele cicatriza-se - as células se regeneram. No cérebro isso não ocorre. Cada célula, uma vez danificada, não será jamais substituída - o estrago fica para sempre.

Tudo o que Deus criou é bom. E como é natural do diabo corromper as coisas boas, ele denegriu as frutas e os cereais que deveriam ser usados na alimentação, mas que são usados às toneladas para se transformarem em bebidas que escravizam e destroem.

O mesmo acontece com as uvas que possuem uma bênção biblicamente proferida (Isaías 65:8), pois contém glicose pura, que passa diretamente para o sangue e vai a todas as células do corpo, contribuindo para o crescimento, desenvolvimento e restabelecimento das energias.

Não poderia haver melhor símbolo para representar o puro sangue de Cristo, tendo deixado o céu para dá-lo em resgate pela humanidade.

É muito sábio argumentar que a abstinência é um dever cristão; e podemos argumentar na base de declarações e proibições especificas nas Escrituras.

Deve ser também argumentado com fundamento no grande princípio que Paulo formula duas vezes: "É BOM não comer carne (sacrificada a ídolos), NEM BEBER VINHO, nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender [ou se enfraquecer]" (Rm 14.21).

A liberdade cristã nunca deve tornar-se em pedra de tropeço para os fracos. "E por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo" (1 Co 8.9, 13).

2. KOMOS – glutonarias, folias.

Kõmos  BJ, BLH: orgias; ARA: glutonarias; folias, festejo animado alegre e barulhento, farra, baile, festa com musicas de honra a baco/dionisio (deus do vinho). Outra tradução da outra ocorrência da palavra em Rm 13.13 “sensualidade”.

Kõmos é orgia, mas no grego secular tem um pano de fundo especifico. Descrevia especialmente a “procissão alegre” pelas ruas e a celebração subsequente, após a vitória de um homem nos jogos.

Seus amigos reuniam-se para escoltá-lo pelas ruas, passando, então, a comer e beber em comemoração. No grego secular tem o significado que a palavra "comemoração" pode ter ocasionalmente em português.

Mas no grego bíblico kõmos é uma palavra muito mais séria. Não ocorre noutro lugar no NT a não ser em Romanos 13.13. Não ocorre nos livros canônicos do AT grego, mas ocorre duas vezes nos Apócrifos.

Nos apócrifos era usada para se referir as orgias e ritos sexuais impuros.

A Kosmos é uma palavra que vai muito além do que uma celebração ocasional que talvez dure um pouco mais do que o normal. Mas refere-se a uma festa, folia, regada de comemoração, musicas, bebidas, comidas e impurezas.

Esta palavra descreve as ações de Antíoco Epifânio no início do século II a.C que depois de profanar o templo oferecendo um porco sobre o altar e transformou os quartos dos átrios do Templo em prostíbulos públicos, e macabeus  diz: o templo encheu-se de dissolução e orgias.

Kõmos expressa um excesso sensual no prazer físico e sexual que é ofensivo a Deus e aos homens igualmente. É bem possível que a melhor tradução da palavra seja quando a interpretada por "DEVASSIDÃO”.

Estas duas palavras, "BEBEDICES" e "ORGIAS", descrevem o prazer que se tornou em devassidão. Muito similar; são as festas de comemorações de copa do mundo, vitória de um time favorito; as micaretas, o carnaval, as boates, as festas sertanejas etc...

O cristão deve evitar todos os prazeres deste tipo, lembrando-se de que está perpetuamente na presença de Jesus Cristo, e, portanto, procurando, a cada passo, fazer que a vida, nos seus trabalhos e nos seus prazeres, seja digna de ser vista por Jesus Cristo.

CONCLUSÃO: A embriaguez não é a única razão de o álcool ser errado. Ele também é viciante, causa dependência e é prejudicial em diversos aspectos: físico, emocional, psicológico e social.

Mesmo se a bíblia não proibisse o uso de bebidas alcoólicas, não seria legalismo algum estabelecer essa atitude como um sábio principio de vida.

A lei seca é um principio que proíbe dirigir alcoolizado com 0,04 ml de álcool no sangue, equivalente menos de dois goles de vinho.

Alguém pode alegar que comer demais é tão errado como beber.  Não obstante os cristão devem evitar o comer muito, mas diferente do álcool, precisamos comer para viver. As pessoas morrem por causa da comida, mas ninguém morre por falta da comida alcoólica.

A ideia de que o consumo de vinho preveni doenças cardíacas é puro farisaísmo. Existes maneiras MAIS SAUDÁVEIS e NÃO VICIANTE de se conseguir isto. O beneficio é da uva e não do álcool do vinho. Os fins não justificam os meios.

A Abstinência total de Álcool deve ser a atitude dos filhos de Deus.  E é a maneira mais sabia de se viver. Ninguém que deixou de beber o primeiro gole, ficou bêbado, viciado, ou teve sérios problemas de saúde.

A bíblia condena o consumo de bebidas alcoólicas.  O consumo de vinho e cerveja devido ao processo de industrialização contém um teor alcoólico maior que dos tempos antigos, logo um cristão verdadeiro não vai ingerir uma droga viciante em seu corpo que é o templo do Espirito Santo.

Permanece o conselho da Escritura:

Deuteronômio 29:6 “Pão não comestes, e vinho e bebida forte não bebestes; para que soubésseis que eu sou o Senhor vosso Deus”.

Romanos 14: 21 “Bom é não comer carne, NEM BEBER VINHO, nem fazer outras coisas em que teu irmão TROPECE, ou se ESCANDALIZE, ou se ENFRAQUEÇA”.

Parafraseando “bom é a abstinência total do vinho”. Porque o vinho é um tropeço, um escândalo e enfraquece, não só quem bebe, mas principalmente o irmão.

 

Não destrua a obra de Deus por causa da comida(Rm 14.20). Paulo diz que é “bom”, certo, lindo, superior, excelente, louvável, admirável, “não beber vinho”.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 18/07/2017
Por: Jairo Carvalho



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