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Gálatas: o fruto do Espírito III

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

Referência: Gálatas 5:22.

 

INTRODUÇÃO: Começaremos com a graça de Deus a expor o fruto do Espirito.Algumas verdades que precisamos relembrar antes de começar a exposição: A unidade do fruto do espirito; o crescimento gradual, ele é simétrico, e não deve ser confundido com os traços da nossa personalidade.

 

O alvo necessário de todos os escritores sobre a ética da vida virtuosa é pintar em palavras o retrato do homem bom. Em outras palavras: a tarefa contínua do mestre da ética é expor os vários ingredientes na receita da bondade.

 

É isto que Paulo faz em Gálatas 5.22, 23 quando alista as grandes qualidades do fruto do Espírito — amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

 

É inevitável que o amor fique no início da lista, porque Deus é amor (1 João 4.8), e, portanto, necessariamente, o maior destes é o amor (1 Co 13.13).

 

O amor é o vínculo da perfeição, o vínculo perfeito, que liga tudo numa harmonia perfeita (Cl 3.14), e o amor é em si mesmo o cumprimento da lei (Rm 13.10).

 

I. AGAPÊ: Amor, o maior destes.

Devemos começar definindo os termos gregos. Há momentos em que o português, em comparação com o grego, é um idioma pobre. Diz-se que, em gaulês, se um jovem ama uma moça, há vinte maneiras diferentes para ele lhe dizer isso!

 

Nós temos uma só palavra para "amar"' e esta palavra tem que servir para expressar vários sentidos e muitos sentimentos. Mas o grego tem pelo menos QUATRO palavras para "AMAR" e cada uma tem sua aplicação bem especifica. Vejamos.

 

Em primeiro lugar há a palavra Eros. É caracteristicamente a palavra para o amor entre os sexos, o amor de uma mulher para com um homem; sempre há um lado predominantemente do impulso físico, e sempre envolve o amor sexual.

 

W. Barclay citando Aristóteles diz que eros sempre começa com o prazer dos olhos, e ninguém se apaixona sem primeiramente ficar encantado pela beleza.

 

E que esse amor (eros) não é amor, a não ser que se anseie pelo amado quando ele está ausente, desejando ardentemente a sua presença (Aristóteles: Ética a Nicômaco 9.4.3).

 

Esta palavra não aparece no NT em lugar algum, não porque o NT despreza ou rejeite o amor físico, mas porque, já nos tempos do NT, esta palavra passou a ser usada ligada a ideia de CONCUPISCÊNCIA, COBIÇA e LUXURIA; que nada tem a ver com o amor.

Eros, conforme alguém já disse, é o amor ainda SEM CONVERSÃO, é o amor do mundo, que se opõe a Deus. Eros descreve um tipo de amor como uma COMPULSÃO DA PAIXÃO. É a palavra para erótico, sensual, caricia.

 

É o tipo de amor que visa o PRAZER que o objeto proporciona.  Eros é o deus desta geração, que criou uma CULTURA VICIADA em prazer da satisfação para os olhos. Na mitologia grega, eros se casa com Psiquê, gera  “hedonê” o “prazer”.   

 

Eros é o amor perigoso, incontrolável, explosivo, abrasivo, inflamável, irracional, irresponsável, sem compromisso, sem laços afetivos, sem devoção, sem ética.

 

Eros é o amor que COISIFICA AS PESSOAS, tratando-as e usando-as como objeto do desejo. Que as usa e as descarta, de acordo com a sua própria conveniência. Ex. a cultura pós-moderna de “ficar”, “namorar”, “casar”.

 

Em segundo lugar há a palavra philia. Esta é a palavra mais nobre no grego secular para expressar o amor. Descreve um relacionamento caloroso, íntimo e tenro do corpo, mente e espírito.

 

Embora também Inclua o lado físico do amor, pois o verbo philein pode significar beijar ou acariciar, mas inclui muita coisa a mais.

 

Até mesmo nesta palavra há algo que falta.O amor philia não é o amor. Shakespeare, dizia que o “amor se altera quando descobre uma alteração”. Philia como todos os sentimentos do coração humano caído, pode alterar-se.  A regra de Philia é: ame enquanto você é amado.

 

Aristóteles escreve: "O prazer do amante é contemplar a sua amada, o prazer da amada é receber as atenções do seu amante, mas quando murchar a beleza da amada, a amizade (philia) às vezes murcha também, visto que o amante já não acha prazer na visão da sua amada, e a amada não recebe atenção do amante".

 

Embora philia descreve o tipo mais nobre do amor humano, mas também é verdade que a intensidade do amor philia pode diminuir e seu calor esfriar. Philia descreve as RELAÇÕES DE RECOMPENSA. É o amor toma lá da cá. Eu amo porque sou amado.

 

As relações interpessoais desta geração são regidas por este principio. P.ex. Os amigos, são pessoas do mesmo convívio social, e que podem retribuir nossas cortesias e suprir nossas CARÊNCIAS AFETIVAS, sem empobrecer nossos sentimentos.

 

O amor philia também é o PRINCIPIO MOTIVACIONAL que regula as relações contratuais, comerciais, jurídicas, e principalmente no casamento.

 

Philia no casamento está fadado a ser alterado, diminuído, apagado, retraído, por não ser correspondido ou plenamente satisfeito e recompensado. Philia se casa e quer ser feliz a qualquer custo.

 

Em terceiro lugar há a palavra storge. Esta é a palavra mais limitada na sua esfera, porque no grego secular é a palavra do amor no lar, do amor dos pais para com os filhos e dos filhos para com os pais, para o amor entre irmãos, irmãs e parentes.

 

Storgê é o amor doméstico, mimado, limitado em seu alcance. Esse amor põe a família acima de qualquer outro valor. Ele defende a família, independendo se ela está errada ou não.

 

O amor Storge diz: Se for família eu apoio, sem me preocupar com a verdade dos fatos e as consequências. (Ex. pai que apoia ou não admite o erro dos filhos).

 

Em quarto lugar há a palavra Agape. Aqui, temos pouca orientação com base no grego secular. O verbo correspondente agapan é bastante comum no grego secular, mas o substantivo agapê quase nunca ocorre.

 

Conforme diz o erudito R. C. Trench: Agapê é uma palavra que nasce no seio da religião revelada. E isto não é por acidente é algo providencial.

 

Agape é uma palavra nova que descreve uma qualidade nova, uma palavra que indica uma atitude nova para com os outros, uma atitude nascida dentro da comunidade, e impossível sem a DINÂMICA CRISTÃ.

 

Como, pois, devemos determinar o significado de agapê? Podemos determinar melhor seu significado tendo por fundamento a maneira de o próprio Jesus falar dele.

 

A passagem básica é Mt 5.43-48. Ali, Jesus insiste em que o amor humano deve seguir o padrão do amor de Deus.

 

E qual é a grande característica do amor de Deus? Deus faz vir chuvas sobre justos e injustos, e faz nascer o sol sobre maus e bons.

 

Logo, o significado de agapê é a BENEVOLÊNCIA INVENCÍVEL, a BOA VONTADE que nunca é derrotada.

 

Agapê é o espírito no coração que nunca procurará outra coisa senão o sumo bem do seu próximo.

 

Não se importa com o tratamento que recebe do seu próximo, nem com a natureza dele; não se importa com a atitude do próximo para com ele, nunca procurará outra coisa a não ser o sumo bem do próximo, o melhor para ele.

 

Quando se vê isto, imediatamente surgem algumas verdades vitais.

 

(a) Os Gregos entendiam que somente os que merecem amor podem ser amados.

Aristóteles fala daqueles que desejam ser amados, que têm desejo de que o amor seja reciproco.

 

Também mostra a frustação dos que NADA POSSUEM DE ATRAENTE. Ele Insiste em que uma pessoa não pode esperar ser amado "se nada houver nele para despertar afeição" (Ética a Nicômaco 9.1.2).

 

Epiteto diz praticamente a mesma coisa, quando declara: "Aquilo que desperta o interesse da pessoa é o que ela ama por natureza" (Discursos 2.22.1). Platão disse: "O amor é para os amoráveis."

 

Mas a qualidade distintiva do amor cristão acha-se exatamente na sua OBRIGAÇÃO e CAPACIDADE de amar os POUCO AMÁVEIS e os que dificilmente se pode amar, de procurar o sumo bem do outro independentemente daquilo que ele é, ou faz, ou tenha feito.

No amor cristão a ideia do mérito não deve ser levada em conta.

 

(b) Para os escritores gregos, o amor é necessariamente uma coisa exclusiva.

 

Aristóteles define o amor como "a amizade num grau superlativo". Passa, então, a dizer que, se é assim, pode ser por uma pessoa, e por uma pessoa somente (Aristóteles: Ética a Nicômaco 9.10.5).

 

Na realidade, a convicção de Aristóteles é de que o amor não pode ser difundido, nem pode a amizade ser muito espalhada.

 

Na amizade, o circulo deve ser estreito; no amor, nem sequer ha um circulo, mas somente um único ponto em que tudo se focaliza.

 

O amor cristão é o próprio inverso disso. Ha uma benevolência que abrange a todos.

 

Agostinho disse a respeito de Deus que Ele ama a todos como se houvesse uma só pessoa para Ele amar; o amor cristão deve modelar-se no amor de Deus.

 

(c) Há um sentido em que o amor cristão difere radicalmente do amor humano comum. O amor humano comum é uma reação do coração; e algo que simplesmente ocorre. Ele é algo cujo surgimento ou crescimento nada temos a ver.

 

Mas agapê, o amor cristão, é um exercício da personalidade total. É um estado não somente do coração, mas também da mente; faz parte dos SENTIMENTOS, EMOÇÕES, e também da VONTADE.

 

Não é alguma coisa que simplesmente acontece e que não podemos evitar; é algo que TEMOS DE DESEJAR.

 

Não é algo com que não temos nada a fazer; é uma conquista e uma realização. Amar é uma DECISÃO de obedecer ao mandamento: “Amai-vos uns aos outros”.

 

Na realidade, tem sido dito que, em pelo menos um dos seus aspectos, agapê é a capacidade, o poder e a determinação de amar as pessoas das quais não gostamos.

É certamente verídico, que este amor cristão não é uma coisa fácil e sentimental; Não é uma resposta emocional automática e não procurada. É uma vitória sobre o eu.

 

A pura verdade é que este amor cristão é o FRUTO DO ESPIRITO; é algo totalmente impossível sem a DINÂMICA do evangelho de Jesus Cristo.

 

Por isso é fútil falar para alguém que não nasceu de novo sobre a aceitação da “ética do Sermão do Monte” e do amor cristão.

 

A verdade simples é que o mundo não pode aceita-la; somente o cristão cheio do Espirito e dedicado a Cristo pode fazê-lo.

 

(d) O pensamento pagão considerava a ideia do amor cristão como uma contradição revolucionaria de tudo quanto ele mesmo tinha em vista.

 

Todas as filosofias contemporâneas ao cristianismo tinham um só alvo e objetivo: a única coisa que todos procuravam era a “paz de espirito”, “ataraxia”, serenidade, tranquilidade, o coração em repouso.

 

A fim de chegarem a isto, todas elas, de uma forma ou outra, insistiam na absoluta necessidade de duas qualidades básicas.

 

A primeira era autarkeia, que significa a PERFEITA AUTOSSUFICIÊNCIA, a perfeita independência de qualquer objeto ou pessoa. Autarkeia é a atitude da mente que acha sua felicidade e paz inteira e exclusivamente dentro de si mesma.

 

A segunda tinha uma estreita relação com ela; era apatheia. Apatheia Não é a apatia no sentido da indiferença.

 

Apatheitt é essencialmente a incapacidade de sentir alegria ou tristeza, gozo ou magoa; é a atitude de coração e mente que não pode ser tocada por qualquer coisa ruim ou boa que porventura pudesse acontecer a si mesma ou a outrem.

 

Nessa COSMOVISÃO pagã o coração é isolado de todos os sentimentos e emoções. Logo se este for o ideal de vida, então fica claro que o grande inimigo da paz é o amor.  O amor é o grande perturbador, porque ele exige SACRIFÍCIOS e ABNEGAÇÃO.

 

Epíteto conta como Cesar trouxe paz e segurança politicas a este mundo, e depois diz, com desespero: "Mas será que Cesar pode nos dar a IMUNIDADE do amor?" (Epiteto: Discursos 2.13.10).

 

Epíteto concorda que o homem deve tornar-se afetuoso (philostorgos), mas somente de uma maneira tal que, nunca, em tempo algum, dependera de outra pessoa para a sua felicidade e alegria.

 

Porque, se um homem permitir a outra pessoa entrar no seu coração e habitar ali, sua liberdade foi-se para sempre. Para Epiteto, o amor é um tipo de ESCRAVIDÃO (Epiteto: Discursos 3.24-58; 4.17.57).

 

Por essa razão, a FILOSOFIA é um treinamento que visa atingir a INDIFERENÇA. Epiteto insiste em que os homens nunca devem fixar seu coração em qualquer objeto ou pessoa, porque nada e ninguém deve ser uma NECESSIDADE para nós.

 

O homem deve ensinar-se a não se importar com nada. Que comece com coisas sem importância — uma vasilha, uma xicara que, de qualquer maneira, pode ser facilmente quebrada.

 

Que avance um pouco mais, para uma túnica, um miserável cachorro, um mero cavalo, um pedaço de terra. Se algo acontecer a alguma destas coisas, que aprenda a não se importar.

 

Depois, finalmente, chegará paulatinamente ao ponto máximo do EGOÍSMO e da INDIFERENÇA; a uma etapa em que NÃO SE IMPORTARÁ com o que acontece a seu; próprio corpo, quando poderá perder os filhos, a esposa, os irmãos — sem se importar com isso (Epiteto: Discursos 4.1.110, 111).

 

É verdade que às vezes Marco Aurélio fala de modo aparentemente diferente. Amai os homens entre os quais a vossa sorte é lançada, diz ele; e amai de todo o coração. Amai a humanidade e segui a Deus.

 

Tudo quanto a racional é afim, e faz parte da natureza humana importar-se com todos os homens. A divindade entronizada dentro de nós acalenta um sentimento fraterno para com os homens.

 

Se não podeis converter o malfeitor, lembrai-vos de que a bondade vos foi dada para enfrentar semelhante caso e lidar com tal homem.

 

Ninguém deve, em caso algum, ser obrigado a arrancar de nós a bondade. Devemos viver com mansidão para com aqueles que procuraram opor-se a nós e para com aqueles que são um espinho em nossa came (Marco Aurélio: Meditações 6.38; 7.31, 34, 36; 9.11; 11.9).

 

O CÍNICO verdadeiro será necessariamente açoitado, mas deve amar os homens que o açoitam, como se fosse o pai ou o irmão deles todos (Epiteto: Discursos 3.22.55).

 

Mas, ao procurar o SENTIDO e SIGNIFICADO de passagens tais como estas, sempre deve ser lembrado que esta atitude para com os outros nasceu, não da IDENTIFICAÇÃO com os outros, ou da SIMPATIA para com os outros, ou da participação dos sofrimentos alheios, mas da SUPERIORIDADE CONSCIENTE.  

 

O amor segundo a cultura grega é baseado num CINISMO COMPORTAMENTAL, na INDIFERENÇA e na SUPERIORIDADE CONSCIENTE.

O sábio estava tão fechado dentro da redoma de vidro da virtude, TÃO ACIMA DOS HOMENS COMUNS, que nunca deixaria as excentricidades e a insensatez dos MORTAIS INFERIORES afetarem sua CALMA OLÍMPICA.

 

Veja a tentativa de autossavação, autodeificação dos homens que não conhecem a Deus.

 

Em contraste direto com isto, o amor cristão se importa. O amor cristão é o próprio inverso dos princípios elementares da filosofia pagã.

 

O filosofo pagão dizia: "Ensina-te a não te importar." A mensagem cristã dizia: "Ensina-te a importar-te apaixonada e intensamente com os homens."

 

O filosofo pagão dizia: "Não deves, em circunstancia alguma, ficar pessoal e emocionalmente envolvido na situação humana."

 

A mensagem crista diz: Deves entrar na situação humana de tal maneira que vejas, penses e sintas com os olhos, a mente e o coração da outra pessoa na sua profunda identificação e sofrimentos com os outros.

 

A mensagem crista oferecia o caminho para a FELICIDADE naquela mesma atitude que o filosofo pagão considerava como o caminho para a INFELICIDADE.

 

Para o cristão, o princípio do amago da vida (Cruz de Cristo) era a única coisa que o filosofo pagão procurava eliminar inteiramente da sua vida, pois considerava uma loucura a pregação do evangelho.

 

2. Analisando Agapê em Paulo. Analisaremos, portanto, o significado de agapê, usando em especial os elementos das certas de Paulo, onde a palavra ocorre mais de sessenta vezes.

 

(a) Tudo começa com o amor de Deus, porque Deus é o Deus de amor(2 Co 13.11): O amor cristão é o reflexo do amor de Deus, e dele obtém seu padrão e poder.

 

Este amor de Deus é totalmente imerecido, porque a prova dele é que, enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós (Rm 5.8).

 

O Novo Testamento nunca poderia tolerar qualquer conceito de expiação que subentendesse ou sugerisse que qualquer coisa que Jesus fez mudou ou alterou a atitude de Deus para com os homens; que, de alguma maneira, Jesus tenha transformado a ira de Deus em amor.

 

O processo inteiro da salvação tem seu inicio no amor de Deus, não merecido por nos.

 

Além disso, o amor de Deus é um amor que PRODUZ e TRANSFORMA. E aquele amor que, derramado no coração dos homens, produz as grandes qualidades da vida e do caráter cristãos (Rm 5.3-5).

Ha um amor humano que enfraquece a fibra moral do homem, que paralisa seu esforço, e que o retira da batalha da vida,

 

Mas o amor de Deus é a DINÂMICA TRANSFORMADORA DA VIDA CRISTA, produzindo no homem a paciência, a perseverança, a experiência e a esperança que o preparam-no para a vida.

 

O amor de Deus é um amor inseparável. Nada há no tempo nem na eternidade que pode separar o homem dele (Rm 8.35-39). Aqui, na realidade, temos um dos grandes argumentos para a vida após a morte.

 

O amor é a perfeição do relacionamento entre duas personalidades, e o amor de Deus oferece um relacionamento consigo mesmo que, pela própria natureza das coisas, nada pode quebrar ou interromper. O amor de Deus é simplesmente um grande amor (Ef 2.4-7).

 

E, de conformidade com esta passagem, o amor de Deus é um grande amor por três razões.

 

Primeira: Ele nos amou enquanto estávamos mortos nos nossos pecados.

Segunda, vivificou-nos para a novidade de vida.

Terceira, ultrapassa o tempo e vai além da vida para os lugares celestiais.

 

(b) O amor de Deus, também fala do amor de Jesus Cristo. Para Paulo, o amor de Deus e o amor de Jesus Cristo são a mesma coisa.

 

Em Rm 8.35-39 Paulo começa perguntando: "Quem nos separará do amor de Cristo?" E termina, dizendo: "nada poderá separar-nos do amor de Deus, que esta em Cristo Jesus nosso Senhor."

                                                      

Para Paulo, Jesus é o amor de Deus em demonstração e ação. Paulo passa, então, a dizer certas coisas a respeito do amor de Jesus Cristo.

 

É um amor que excede todo entendimento (Ef 3.19). O amor é sempre um mistério. Qualquer pessoa que é amada fica atônita, perguntando a si mesma por que aquilo acontece; como ela pode me amar sendo eu assim.

 

O amor de Cristo não é algo a ser explicado; é algo diante de que o homem somente pode maravilhar-se prestar culto e adorar. O amor de Jesus Cristo é o padrão da vida cristã. O cristão deve andar em amor conforme Cristo o amou (Ef 5.2).

 

O cristão não é perseguido pelo medo a fim de ser bom; ele é elevado até a bondade mediante a OBRIGAÇÃO DO AMOR que desperta a generosidade.

 

 

 

(c) Uma das associações mais consistentes que Paulo faz é entre o amor e a fé.(Ef 1.15; Cl 1.4; 1 Ts 1.3; 3.6; 2 Ts 1.3; Fm 5). O mais alto louvor que Paulo pode oferecer a qualquer igreja é dizer que seus membros têm: fé em Cristo e amor uns para com os outros.

 

O cristianismo envolve um duplo relacionamento pessoal e uma dupla dedicação: o relacionamento com Cristo e a dedicação a Ele, e o relacionamento com os homens a dedicação a eles.

 

O cristianismo é a comunhão com Deus e os homens. "Ninguém," disse Joao Wesley, "já foi para o céu sozinho."

 

Alguém muito sábio disse a Wesley quando estava no seu leito de morte: "Deus não conhece a religião solitária".

 

Há uma dupla associação entre a fé e o amor. Em Ef 6.23 Paulo ora para que seu povo tenha fé com amor; em Gl 5.6 fala da fé operando através do amor, ou, conforme talvez seja a melhor tradução: a fé energizada operada, pelo amor.

 

Podemos expressar este fato nas seguintes palavras O AMOR SEM FÉ É SENTIMENTALISMO, e a FÉ SEM AMOR É ARIDEZ. O amor deve basear-se na fé.

 

A fé deve ser inflamada pelo amor, a fim de não se transformar em INTELECTUALISMO, e para que o teólogo não se torne um homem que nunca olhou para o mundo em sua volta.

 

Esta combinação de fé e amor deve produzir ação, porque o amor nunca deve ser mera aparência (Rm 12.9).

 

E perfeitamente possível pregar o amor e viver uma vida sem ele, cantar os louvores do amor nas palavras, e negar a existência dele nas ações.

 

O amor produzirá especialmente duas coisas.

 

Primeiro produzirá uma vida generosidade prática. Quando Paulo estava levantando a coleta para os cristãos pobres de Jerusalém, seus repetidos apelo às igrejas mais novas é no sentido de demonstrarem a sinceridade do se amor, fornecendo a prova dele mediante a sua GENEROSIDADE crista (2 Co 8.7, 8, 24).

 

Segundo redundará em perdão.Depois de terminarem os problemas em Corinto, e depois de a paz ter sido restaurada, o apelo de Paulo aos coríntios é para que reafirmem seu amor perdoando o homem que fora o foco de agitação e de todos os problemas (2 Co 2.8).

 

A fé deve estar ligada ao amor, e o amor a fé, e esta combinação deve ter como resultado a mão generosa e o coração que perdoa.

 

CONCLUSÃO: Gastamos muita energia para “apaixonar-se”, cuidamos da aparência, roupas, corpos, status, cultura, comportamento, etc... Mas é preciso aprender mais como se MANTER NO AMOR.

 

Fazemos qualquer coisa para conquistar um amor, mas desistimos facilmente em manter esse amor. Fazemos assim com tudo na vida. Seja no trabalho, na membresia de igreja, nos relacionemos de amizade, seja no casamento.

 

Mas de 50% dos casamentos terminam com o divorcio, nos primeiros 10 anos, por não cultivarem a pratica de MANTER O AMOR e a viver a amor cristão:

 

Devemos amar nossos irmãos; devemos amar quem nos persegue; devemos amar nossos inimigos, devemos amar no nosso próximo e o próximo mais próximo é o nosso cônjuge.

 

Quem falha nisso é inquestionavelmente verdadeiro que nunca nasceu de novo e é INÚTIL para toda a boa obra.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 02/08/2017
Por: Jairo Carvalho

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