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Gálatas: O fruto do Espírito II

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

Referência: Gálatas 5.22

INTRODUÇÃO: vamos expor hoje a segunda parte do sobre o “Amor”, O Fruto do Espirito. Nossa sociedade tem uma concepção equivocadíssima do que seja verdadeiramente o amor.  Algumas verdades preliminares.

(a) O amor do mundo é mal orientado(1 Jo 2.15). Porque Demas amou o mundo, abandonou a Paulo (2 Tm 4.10). O homem pode amar o tempo a ponto de se esquecer da eternidade.

O homem pode amar as recompensas deste mundo e se esquecer dos galardões ulteriores. O homem pode amar o mundo de tal maneira que aceita os padrões mundanos e abandona os de Cristo.

(b) O amor do mundo é mal orientado, pois busca o prestigio pessoal. Até mesmos os motivos mais puros dos homens para amar, nasce de um coração enganoso e caído. Toda a tentativa do coração homem de amar está baseada em recompensa e gratificação.

Até mesmo nossas motivações mais nobres e abnegadas é pura busca de autossatisfação, autoapreciação e tentativa de autossavação.

(c) O amor ágape é o amor cristão. Que somente os que nasceram de novo podem amar. É uma boa vontade para com todos os homens, é uma persistência em amar e perdoar inabalável, dada pelo Espirito santo ao nosso coração. Só um salvo em Jesus, pode amar com todos os limites e possibilidade do amor.

I. Agape – O amor (cont.)

Passamos a ver aquilo que poderíamos chamar a qualidade básica do amor em ação na vida crista. Vejamos:

1. O amor é a atmosfera da vida cristã. O cristão, diz Paulo, deve andar em amor (Ef 5.2). Toda vida leva consigo a sua própria atmosfera. O amor é um estilo de vida precioso.

As pessoas a nossa volta, precisa respirar a atmosfera do amor, elas precisam se sentir banhadas pelos raios do Sol da Justiça. E não a consciência de um fingimento frio e impessoal de piedade no ar.

Ha uma atmosfera que sentimos como se fosse uma roupa quente, e há outra que é como se fosse uma ducha fria. O cristão leva esta atmosfera de benevolência radiante por onde for.

Paulo expressa esta mesma verdade de outra maneira. O amor, diz ele, é a vestimenta da vida crista. Conclama os colossenses a se vestirem com o amor (Cl 3.14).

Falamos de uma pessoa revestida de beleza, ou armada em virtude. A vida crista veste-se desta BOA VONTADE que se estende a todos os homens.

2. O amor é o motivo universal da vida cristã.O apostolo Paulo escrevendo a igreja de Corinto diz: "Todos os vossos ATOS sejam feitos com amor," (1 Co 16.14). O Sermão no Monte não nos deixa dúvidas quanto à importância dos motivos puros do coração na vida crista (Mt 5.21-48).

Ha um tipo de generosidade cujo motivo principal é OBTER PRESTIGIO. Ha um tipo de advertência e repreensão que brota simplesmente do deleite em ferir as pessoas e em vê-las afastando-se.

Há até mesmo um tipo de labuta e serviço que PROVEM DO ORGULHO. Um dos deveres mais negligenciados da vida crista é o AUTOEXAME, e talvez isto seja negligenciado por ser um exercício muito humilhante.

Se nos examinarmos, é bem possível que descubramos que não há quase nada neste mundo que façamos com MOTIVOS PUROS E SEM MISTURA.

Ainda que seja assim, devemos continuar a colocar diante de nós o padrão pelo qual devemos viver, a insistência de que o único motivo cristão é o AMOR DE CRISTO.

3. O amor é o segredo da unidade crista:Os cristãos são unidos pelo amor (Cl 2.2). O amor é um vinculo que une os crentes. O que há de significante neste amor cristão é que ele se espalha em círculos que se expandem cada vez mais.

Ele é distribuído gradativamente e harmoniosamente a todos indistintamente. Ele é oferecido a todos IGUALMENTE, aos amigos e inimigos; o amor cristão não tem preferencia, mas se importa igualmente com todos.

(a) Começa sendo amor pelos santos. Éamor por todos os demais membros da comunidade cristã" e pelos nossos irmãos cristãos em todo o mundo (Ef 1.15; Cl 1.4; 1 Ts 3.12).  

É o amor que se importa com os irmãos da igreja perseguida, e pelos irmãos pobres do mundo. É o amor que não mede esforços para ser demonstrado em atitudes que convergem na amenização e o sofrimento dos irmãos.

(b) É amor pelos lideres da Igreja: Paulo diz a igreja em Tessalônica: (1 Ts 5.12, 13). E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em GRANDE ESTIMA E AMOR, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.

É um fato muito simples que a ÚNICA DADIVA que Paulo pediu da parte das suas igrejas foi que orassem por ele, que o conservassem em seus corações, e que o sustentassem através da oração (Rm 15.30).

(c) Torna-se amor por todos os homens.Os cristãos devem abundar em amor uns com os outros, e com todos os homens (1 Ts 3.12). Há um tipo de cristianismo excêntrico e egoísta que resume-se nas quatro linhas de um verso mal feito que diz:

Somos os poucos escolhidos de Deus,

Todos os demais irão para o inferno;

Não há lugar no céu para ti —

O céu não deve superlotar-se.

 

O amor cristão é o inverso disso; expande-se até procurar englobar o mundo inteiro com a pregação do evangelho; (Mc 15.16) ele deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2:4).

Ele não tem prazer na morte e nem na condenação do ímpio (Ez 18:23). Ele tem compaixão de alguns os arrebatando do fogo e a outros ele ajuda com temor e misericórdia (Jd 1.23).

4. O amor é o enfatizar da verdade crista.O cristão deve necessariamente ser um amante da verdade (2 Ts 2.10), mas a todo tempo deve falar a VERDADE EM AMOR (Ef 4.15).

E fácil falar a verdade somente para FERIR E MACHUCAR. Muitos falam a verdade somente para ter o prazer de ver uma pessoa encolher-se e estremecer sob as chicotadas da verdade.

O CINISMO FILOSÓFICO dos gregos vomitava a verdade na cara de quem fosse, de forma indócil, sarcástica (irônica) e hipócrita. Normalmente a FRANQUEZA é produto de CINISMO TEMPERAMENTAL; que tem sua origem na hipocrisia.

Todo cínico é perfeccionista e impaciente com os mais fracos. Muitos crentes tem cometido o que poderíamos chamar de SINCERICÍDIO. Usando a verdade com intenção de oprimir, atacar, provocar e matar a fé das pessoas. A verdade na boca dos cínicos é como a luz para olhos irritados.

Florence Allshorn foi uma famosa e muito amada diretora de um grande instituto missionário para mulheres. Inevitavelmente havia ocasiões em que ela tinha de repreender suas estudantes; mas dizia-se a respeito dela que, quando tinha motivo para repreender, sempre o fazia como se estivesse abraçando a pessoa a ser repreendida.

A verdade falada somente com o intuito de ferir (embora inicialmente a verdade sempre dói); mas se a intensão é só causar a dor, nada poderá produzir senão ressentimento; mas a verdade falada FIRMEMENTE E EM AMOR pode despertar o arrependimento que é algo que traz restauração.

5. O amor é o fundamento do apelo cristão. Quando Paulo roga a Filemom em favor do escravo fugitivo Onésimo, é ao amor que ele apela (Fm 7); ele diz; eu poderia ter ordenar, mas eu te peço em nome do amor.

É ao amor que Paulo apela quando pede as orações da igreja de Roma antes de empreender viagem para Jerusalém (Rm 15.30). O cristão nunca vai apelar para a força; o cristão raramente apela a para sua autoridade.

A arma do cristão é sempre o apelo ao amor e quase nunca a EXIGÊNCIA DO DIREITO, ou a DEFESA DA REPUTAÇÃO, ou a NECESSIDADE DE REFUTAÇÃO de uma argumentação contraria a sua teologia. A Escritura diz que a ciência incha, mas o amor edifica.

6. O amor é o motivo da pregação cristã.Mesmo nos seus momentos mais severos, a motivação e a acentuação das palavras de Jesus é o amor. É com amor que anela pela cidade (Jerusalém) onde está para morrer (Mt 23.37).

Talvez o capítulo menos compreendido em toda a Bíblia seja Mateus 23 onde há uma série terrível de "ais" dirigida contra os escribas e os fariseus.

É muito comum pensar nesse capitulo e lê-lo como se tivesse sido falado num acesso de FÚRIA INCANDESCENTE, e como se Jesus estivesse açoitando as pessoas com o chicote da Sua língua.

"Ai de vós!" diz Jesus (Mt 23.13ss.). Mas a palavra em grego a Ouai, e o próprio som dela é um LAMENTO. O sentimento não é de condenação, e sim de tristeza. Não é uma explosão de ira; é a marca do amor que parte o coração.

Os pregadores cristãos precisavam evitar a impressão de que odeiam os seus ouvintes, usando uma série de ameaças; causando uma impressão de que querem vê-los condenados ao inferno.

Devemos pregar sobre o juízo, a condenação e o inferno, mas com os olhos cheios de lagrimas, e ROGANDO aos pecadores que se arrependam e abandonem os seus pecados. Os pecadores precisam focar sua visão no AMOR DE DEUS e não na sua justa ira no inferno.

Stanley Jones em seu livro sobre a conversão conta a respeito da obra de um famoso  psiquiatra o Dr. Karl Menninger da Clinica Menninger, em Topeka, EUA. Toda a obra da sua clinica era organizada em torno do AMOR.

Era tornado como princípio que "desde os psiquiatras superiores, descendo ate aos eletricistas e faxineiros, todos os contatos com os pacientes devem manifestar amor". E tratava-se do "amor sem limites".

O resultado foi que o período de internamento foi reduzido pela metade.Houve uma mulher que ficou sentada durante três anos numa cadeira de balanço sem dizer uma palavra para pessoa alguma.

O médico chamou uma enfermeira e disse-lhe: "Maria, estou colocando a Sra. Brown como sua paciente. Tudo quanto lhe peço é que a ame ate que ela sare."

A enfermeira fez a experiência. Pegou uma cadeira de balanço do mesmo tipo, sentou-se ao lado dela, e amou-a de manha, de tarde e de noite. No terceiro dia, a paciente falou, e dentro de uma semana, saiu da sua concha existencial e foi curada!

As pessoas podem ser alcançadas, mais facilmente, oferecendo-as o que elas mais almejam, o amor, que sempre está disposto a ajuda-las em suas necessidades.

Há casos em que as pessoas vão se meter numa encrenca muito séria, ou numa situação especifica de pecado e vícios, que não bastará apenas a admoestação ou a disciplina para restaurar a pessoa; “a gente simplesmente vai ter que ama-la para atraí-la para fora disto”. Porque há nós que só o amor desata.

Certo fabricante hindu disse a Stanley Jones por que viera a um dos seus retiros espirituais: - "Sabe por que vim? Ha muitos anos, quando eu era menino, atormentamos um missionário que estava pregando num bazar, jogando tomates nele.

Ele enxugou do seu rosto o caldo dos tomates e então, após a reunião, e levou-nos para a confeitaria e comprou-nos doces. “Eu vi o amor de Cristo naquele dia, e é por isso que estou aqui."

Havia numa certa cidade um bêbado inveterado. Certa manhã, disse: "Os meninos jogaram pedras em mim ontem à noite." Respondeu o amigo dele: "Talvez estivessem procurando fazer de você um homem melhor."

E o bêbado disse: "Ora, nunca ouvi falar que Jesus jogava pedras num homem para torna-lo melhor".

Os homens podem ser ganhos muito mais se os amarmos para levá-los ao céu do que se os ameaçarmos para que escapem do inferno.

7. O amor é o controlador da liberdade cristã. A liberdade deve ser usada, não como desculpa para a licenciosidade, mas como um DEVER de servirmos uns aos outros (Gl 5.13).

Existem muitas coisas que são perfeitamente seguras para um irmão mais forte, e que poderia legitimamente ser permitida, sem dúvida alguma; mas ele abstém-se dessas coisas porque ama e recusa-se a prejudicar com o seu exemplo o irmão por quem Cristo morreu (Rm 14.15).

Se o amor é a base da vida, a responsabilidade é a sua tônica. Nenhum cristão pensa nas coisas somente porque afetam a sua própria pessoa. O privilegio da liberdade crista é condicionado pela obrigação do amor cristão. O amor é a obrigação com o outro.

8. O amor cristão não é nenhuma emoção fácil e sentimentalista. O amor tem os olhos abertos. A oração de Paulo pelos filipenses é no sentido de que abundem em todo o conhecimento e em toda a percepção sensível, de modo que sejam capacitados a distinguir entre as coisas que diferem entre si, escolhendo as que são certas (Fp 1.10).

O amor cristão na vida é acompanhado por uma nova sensibilidade para com os sentimentos, necessidades e problemas dos outros.

Uma nova consciência da bondade, e um novo horror pelo pecado. Longe de ser cego, o amor cristão ensina o homem a ver com clareza e a sentir com uma intensidade nunca antes experimentada.

Da mesma maneira, o amor cristão é forte. Na correspondência de Paulo com a igreja em Corinto ha dois usos muito iluminadores da palavra "amor." Em 2 Co 2.4 Paulo escreve a respeito da carta dura e severa que havia enviado a igreja em Corinto, carta esta que causara aos coríntios magoa e dor.

Mas, diz ele, aquela carta foi escrita, não para lhes causar magoa e tristeza, mas para comprovar seu amor por eles. A sentença final da primeira carta aos coríntios é: "O meu amor seja com todos vos!" (1 Co 16.24). As cartas a Corinto estão muito longe de serem cartas sentimentais.

Essas cartas paulinas: administram a disciplina; transmitem a repreensão; não hesitam em ameaçar com o use da vara de correção, distribuem e aplicam a correção mais severa; até mesmo exigem a exclusão do perturbador da comunhão da Igreja e que seja entregue a satanás - contudo tudo isso é o resultado de um amor responsável.

O amor no sentido neo-testamentário do termo nunca comete o engano de pensar que amar é deixar uma pessoa fazer o que ela quer.

O NT deixa claro que há momentos quando a ira, a disciplina, a repreensão, o castigo e a correção; fundamentalmente fazem parte do amor.

9. A aquisição e a pratica do amor cristão não é uma tarefa fácil. Em 1 Co 14.1, Paulo usa uma expressão muito significativa. A ARA traduz: "Segui o amor." Mas o verbo que é traduzido por seguir é diókein que significa perseguir, correr atrás.

O amor cristão não é algo que simplesmente acontece; é algo que deve ser buscado, desejado, perseguido, algo que exige a oração e a disciplina do homem para obtê-lo. Longe de ser uma posse automática, é a realização suprema da vida.

Pode-se até dizer que o amor cristão não é somente difícil; humanamente falando, é impossível. O amor cristão não é uma realização humana; faz parte do fruto do Espirito. É derramado em nosso coração pelo Espirito Santo.

E, assim, chegamos à outra verdade a respeito deste amor cristão. Ha um versículo magnifico na carta aos filipenses. Nele, a palavra "amor" propriamente dita não aparece, mas a ideia é a que esta no centro do amor cristão.

Paulo escreve, conforme diz a AV: "Anseio por todos vós nas entranhas de Jesus Cristo" (Fp 1.8). Literalmente, isto significa: "Amo-vos com o próprio amor de Cristo. Através de mim Cristo vos ama. O amor que eu vos tenho no é outro sena° o amor do próprio Cristo."

Agapê tem a ver com a mente: Não a simplesmente uma emoção que surge em nosso coração sem ser convidada; é um princípio segundo o qual vivemos deliberadamente. Agapê tem a ver, de modo supremo, com a vontade.

É uma conquista, uma vitória e uma realização. Ninguém já amou por natureza os seus inimigos. Amar os inimigos e uma conquista de todas nossas inclinações e emoções naturais.

Este amor cristão, não é meramente uma experiência emocional que vem a nós sem convite e sem ser procurada.

É um princípio deliberado da mente, uma conquista e realização da vontade. É na realidade, o poder de amar os que não são amáveis, de amar as pessoas das quais não gostamos.

O cristianismo não pede que amemos nossos inimigos e os homens em geral da mesma maneira que amamos nossos entes queridos e os que estão mais próximos de nós; isto seria tanto impossível quanto errado.

Mas realmente ele exige que tenhamos a todo tempo uma certa atitude e direção da vontade para com todos os homens, sem nos importarmos com que são eles.

Qual, pois, é o significado deste agapê? A principal passagem para a interpretação do significado de agapê é Mt 5.43-48. Ali, somos ordenados a amar os nossos inimigos. Por que? A fim de que sejamos como Deus.

E qual é a ação típica de Deus que é citada? Deus envia Sua chuva aos justos e injustos, maus e bons. Ou seja: a natureza do homem, não importa, Deus não procura outra coisa senão o sumo bem dele.

Quer o homem seja santo, ou um pecador, o único desejo de Deus é o seu sumo bem. Ora, isto é agapê. Isto não quer dizer que Deus não vai condená-los por seus pecados.

Agapê é o espirito que diz: "Não importa o que o alguém me faça, eu nunca procurarei lhe fazer mal; nunca intentarei a vingança, sempre buscarei exclusivamente o sumo bem dele.”

Isto quer dizer que o amor cristão, é a benevolência invencível, a boa vontade insuperável.

Não é simplesmente uma onda de emoção, é uma convicção deliberada da mente que tem como resultado uma politica deliberada na vida; e a realização, conquista e vitória da vontade.

Atingir o amor cristão exige a totalidade do homem; exige não somente seu CORAÇÃO, mas também sua MENTE e VONTADE.

Sendo assim, duas coisas devem ser notadas.

(a) O amor humano para com o nosso próximo, é forçosamente fruto do Espirito. O amor cristão não é natural no sentido de que não é possível ao homem natural.

O homem somente pode exercer esta benevolência universal, sendo purificado do ódio, da amargura e da reação humana natural á inimizade, injuria e antipatia, quando o Espirito Santo tomar posse dele e derramar no seu coração o amor de Deus.

O amor cristão é impossível a qualquer pessoa que não seja cristã. Ninguém pode por em pratica a ética cristã até que se torne cristão.

Pode-se ver bem claramente a qualidade desejável da ética do amor cristão; pode-se perceber que é a solução para os problemas do mundo; pode-se aceita-la mentalmente; mas, na pratica, não pode ser vivido se Cristo não viver dentro da pessoa.

(b) O amor cristão não é fraqueza, nem frouxidão moral e nem incentiva o mal. Quando entendemos o que agapê significa, refutamos amplamente a objeção de que uma sociedade baseada neste AMOR seria uma beleza para os criminosos, e que isto significa simplesmente deixar o malfeitor fazer o que quer.

Na verdade se buscarmos somente o sumo bem do homem, é bem possível que tenhamos de resisti-lo; é bem possível que tenhamos de castiga-lo, é bem possível que tenhamos de agir com severidade diante dele para o bem da sua alma imortal.

No entanto, permanece o fato de que tudo quanto fizermos ao homem nunca será por vingança; nunca será uma simples retribuição.

Sempre será feito com o amor que perdoa e que procura, não o castigo do homem, e muito menos a eliminação do homem, mas sempre o seu sumo bem (ex. pena de morte).

Quando um pai ama o filho, ele vai corrigi-lo e é bem possível que tenha que fazê-lo com a vara, porque ele quer o supremo bem de seu filho; amar é também disciplinar.

Noutras palavras, agapê importa em lidar com os homens conforme a LEI DE DEUS lida com eles e isso não significa deixa-los agir desenfreadamente segundo a sua própria vontade.

10. O amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra.

(a) O amor é a base do relacionamento entre o Pai e o Filho, entre Deus e Jesus.Jesus pode falar do "amor com que me amaste" (Jo 17.26). Ele é "o Filho do Seu amor" (C11.13; cf. Jo 3.35; 10.17; 15.9; 17.23, 24).

(b) O amor é a base do relacionamento entre o Filho e o Pai.O propósito de toda a vida de Jesus era que o mundo soubesse que Ele amava o Pai (Jo 14.31).

(c) É dever do homem amar a Deus(Mt 22.37; cf. Mc 12.30 e Lc 10.27; Rm 8.28; 1 Co 2.9; 2 Tm 4.8;1 Jo 4.19). O cristianismo não pensa em termos do homem finalmente se submeter ao poder de Deus; pensa em termos de ele finalmente se entregar ao amor de Deus. Não se trata de a vontade do homem ser esmagada, trata-se de o seu coração ser quebrantado.

(d) A forca motriz da vida de Jesus era o amor pelos homens(GI 2.20; Ef 5.2; 2 Ts 2.16; Ap 1.5; Jo 15.9). Jesus realmente é aquele que ama as almas. A cruz foi a maior demonstração de amor. Ele foi para a cruz por amor aos homens.

(e) A graciosidade do amor de Deus pelos homens.

(i) O amor é da própria natureza de Deus. Deus é amor (1 Jo 4.7, 8; 2 Co 13.11).

(ii) O amor de Deus é universal. Não foi apenas uma nação escolhida, foi o mundo inteiro que Deus amou (Jo 3.16).

(iii) O amor de Deus é sacrificial. A prova do Seu amore que deu Seu Filho em prol dos homens (1 Jo 4.9, 10; Jo 3.16). A garantia do amor de Jesus é que Ele nos amou e Se deu por nos (GI 2,20; Ef 5.2; Ap 1.5).

(iv) O amor de Deus é amor misericordioso (Ef 2.4). Não é ditatorial, não é possessivo de modo dominante; é o amor ansioso do coração misericordioso.

(v) O amor de Deus salvo e santifica (2 Ts 2.13). Salva da situação do passado e capacita o homem a enfrentar as condições do futuro.

(vi) O amor de Deus é um amor fortalecedor. Nele e através dele o homem torna-se mais que vencedor (Rm 8.37). Não é o amor abrandador e ultra-protetor que torna o homem fraco; é o amor que produz heróis.

(vii) O amor de Deus é um amor que galardoa (Tg 1.12; 2.5). Nesta vida, ele é algo precioso, e suas promessas são ainda maiores para a vida futura.

(viii) O amor de Deus é um amor que disciplina (Hb 12.6). O amor de Deus é o amor que sabe que a disciplina a uma parte essencial do amor.

(f) A essência da fé Cristo é o amor por Jesus(Ef 6.24; 1 Pe 1.8; Jo 21.15, 16). Assim como Jesus ama as almas, assim também o cristão ama a Cristo. Como dever ser o amor cristão?

(i) Deve ser um amor exclusivo (Mt 6.24; cf. Lc 16.13). Há lugar para uma só lealdade na vida cristã.

(ii) É um amor que está alicerçado na gratidão (Lc 7.42, 47). Os dons do amor de Deus exigem em troca a totalidade do amor dos nossos corações.

(iii) É um amor obediente. Repetidas vezes o NT preconiza que a única maneira de podermos comprovar que amamos a Deus é oferecendo-Lhe nossa obediência incondicional (Jo 14.15, 21, 23, 24; 13.35; 15.10; 1 Jo 2.5; 5.2, 3; 2 Jo 6). A obediência é a prova final do amor.

(iv) E um amor comunicativo. 0 fato de amarmos a Deus é comprovado ao amarmos e ajudarmos nosso próximo (1 Jo 4.12, 20; 3.14; 2.10). A falta em ajudarmos os homens comprova que nosso amor por Deus é falso (1 Jo 3.17).

A obediência a Deus e a ajuda amorosa prestada aos homens são duas coisas que comprovam o nosso amor.

CONCLUSÃO:quero concluir agora, enfatizando outras características deste amor cristão.

(a) O amor é sincero (Rm 1.29; 2 Co 6.6; 8.8; 1 Pe 1.22). Não tem segundas intenções; não é interesseiro. Não é uma gentileza superficial que serve de mascara para a amargura interior. E o amor que ama com os olhos e coração abertos.

(b) O amor é inocente(Rm 13.10). O amor cristão nunca prejudicou alguma pessoa. O falso amor pode ferir de duas maneiras. Pode levar ao pecado.

Certa pessoa disse algo acerca de um amigo com quem trabalhava: "Sua amizade me causou prejuízo." Existe um tipo de amor que pode ser SUPER POSSESSIVO e SUPER PROTETOR. O amor materno, por exemplo, pode tornar-se SUFOCANTE.

(c) O amor é generoso(2 Co 8.24). Ha dois tipos de amor o amor que EXIGE e o amor que DÁ. O amor cristão é o amor que dá, porque é uma copia do amor de Jesus (Jo 13.34), e tem seu motivo principal no amor generoso de Deus (1 Jo 4.11).

(d) O amor é prático(Hb 6.10; 1 Jo 3.18. Não é meramente um sentimento bondoso, não se limita aos melhores votos piedosos; é amor que resulta em ação.

(e) O amor é longânimo(Ef 4.2). O amor cristão resiste às coisas que tão facilmente transformam o amor em ódio.

(f) O amor traz o aperfeiçoamento da vida cristã(Rm 13.10; Cl 3.14; 1 Trn 1.5; 6.11; 1 Jo 4.12). Não há nada mais sublime neste mundo do que amar. O amor é o maior dos dons, é mais excelente do que os dons.

 

A grande tarefa de qualquer igreja não é primeiramente aperfeiçoar suas construções, ou sua liturgia, música ou paramentos, não é buscar ansiosa por dons espirituais, não é sua ortodoxia teológica. SUA GRANDE TAREFA É APERFEIÇOAR O SEU AMOR.  Jesus nisto saberão que sãos os meus discípulos, se amardes uns aos outros.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 02/08/2017
Por: Jairo Carvalho

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