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Gálatas - A temperança

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

FRUTO DO ESPIRITO VIII: DOMÍNIO PRÓPRIO.

Referência: Gálatas: 5:22.

INTRODUÇÃO. Se observamos bem o fruto do Espirito não é somente o oposto das obras da carne, mas também o meio pelo qual somos treinados a mortificar  a  nossa natureza pecaminosa.

O adultério, a fornicação, a impureza, e a lascívia, são do oposto do amor e do gozo.  A idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, pelejas, dissenções e heresias, invejas, homicídios, são o oposto da paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé mansidão.

O domínio próprio, ou a temperança como ARC traduz, é o oposto de bebedices e orgias que envolvia, festejos, sensualidade, musica mundana e comidas.

A temperança é uma disciplina que envolve o controle da vontade e de todo o desejo pecaminoso, esta é uma das virtudes morais mais importantes da vida cristã.

Ela foi indispensável aos crentes da igreja perseguida dos primeiros séculos, que viveram debaixo de uma rigorosa perseguição, como também é primordial para a igreja de hoje, no combate aos desejos, apetites e à luxuria mundana.

I. EGKRATEIA: A Vitória sobre o Desejo.

A nona e última virtude no fruto do Espírito é egkrateia, traduzida por TEMPERANÇA na ARC, por DOMÍNIO PRÓPRIO na ARA, BLH, BV; e por AUTODOMÍNIO.

É a junção de duas palavras gregas, Ego= eu, e Kracia = governo, domínio; é usada para significar o “governo do nosso domínio pessoal”.

1. O uso do termo pelos gregos.

No grego clássico a palavra aparece em Platão como uma palavra moral e ética. Platão em a República fala de egkrateia, como o domínio dos prazeres e dos desejos (República 430 E).

Os gregos usavam esta palavra para se referir aqueles que se destacam dentre os outros homens, por dominar os desejos do amor e do apetite, era controle da vontade. Para eles a temperança era a virtude mais importante para o ser humano.

 

2. O uso do texto na versão na septuaginta.

A LXX não as usa frequentemente. O apócrifo Eclesiástico; falam da Temperança da Alma.

Na BJ “DOMÍNIO DE SI MESMO” é a tradução deste título da seção seguinte: "Não te deixes levar por tuas paixões e refreia os teus desejos”. Se cedes ao desejo da paixão, ela fará de ti objeto de alegria para teus inimigos.

Não te deleites numa existência cheia de luxuria, não te envolvas com uma sociedade que valoriza a sensualidade. “Não te empobreças banqueteando com dinheiro emprestado, quando nada tens no bolso" (Eclo. 18.30-33).

Com base nesta passagem fica claro que egkrateia inclui, pelo menos, AUTODOMÍNIO e AUTODISCIPLINA em questões de prazer físico e corporal.

Há outra ocorrência: "Graça sobre graça é uma mulher recatada (reservada), aquela que é “casta” é de um valor inestimável" (Eclo. 26.15). Ali a palavra descreve a CASTIDADE marcante que tem “toda paixão” sob o mais completo controle.

Vários MSS muito respeitáveis, como D, EFG, com a Vulgata, a maioria das cópias da Itala e vários Pais da igreja, adicionaram ἁγνεια , CASTIDADE depois de Egkrateia, aqui em Galatas 5.22. (Adam Clarck, Gálatas 5).

Embora a ideia de castidade, não pode ser separada do genuíno caráter cristão, mas o sentido de temperança é mais amplo e já está contido plenamente ideia de castidade (abstinência).

A palavra ocorre mais uma vez em 4 Macabeus. Este livro fala da terrível perseguição contra os judeus no reinado de Antíoco Epifânio, que fez uma tentativa deliberada e selvagem de liquidar a religião judaica.

O Sacerdote Eleazar é colocado diante dos perseguidores e lhe é oferecida a escolha entre comer carne de porco e a morte. Sua resposta é: "Eu não te trairei, Ô Lei, minha instrutora! Não te abandonei, ó amada Temperança!" (4 Mac. 5.4).

Neste caso, a palavra descreve a AUTORESTRIÇÃO, a AUTODISCIPLINA, a ABNEGAÇÃO de alguém que não violará as leis alimentares judaicas, ainda que o comprimento, e a obediência impliquem na morte.

O verbo egkrateuesthai ocorre na LXX no sentido de REFREAR-SE de fazer alguma coisa. Quando José reconheceu seus irmãos, e em especial quando reconheceu Benjamim, ficou tomado pelas suas emoções.

Retirou-se para esconder a sua emoção e lágrimas. Depois lavou o rosto, e saiu; e na presença deles, conteve-se (Gn 43.31). Ou seja, REFREOU A SUA EMOÇÃO.

De modo semelhante, em Ester, Hamã enfurece-se diante da prosperidade de Mordecai, porém se conteve no momento (Et 5.10). Ou seja: REFREOU a sua ira por um momento.

O escritor de provérbios aborda esta questão do "auto-controle" quando escreve isso:

“Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade”. (Pv. 16:32).

Todas estas palavras têm como raiz o verbo kratein que significa "pegar em," "agarrar." assim, egkratês pode significar simplesmente “TER POSSE DE, OU SEGURAR EM” (Tob. 6.3; Ecli. 6.27; 15.1; 27.30; 2 Mac. 8.30; 10.15, 17; 13.13).

Na realidade, esta é uma valiosa informação sobre o significado da palavra; Temperança; ela descreve a força da alma com que o homem agarra em si mesmo, domina-se e tem um completo AUTOCONTROLE de modo a poder refrear-se de todo desejo maligno.  Essa força sempre vem de Deus.

3. O uso do termo no Novo Testamento.

No próprio NT  as ocorres são poucas mais muito pertinente. Vejamos.

a) A pregação de Paulo sobre a temperança.

Paulo pregou para o governador Félix e sua esposa Drusila que era judia; acerca da justiça e do “DOMÍNIO PRÓPRIO” e do Juízo vindouro. (At 24.25).

O governador Félix era romano, havia se casado três vezes, e se divorciado. Era um homem altamente corrupto. O próprio texto diz que ele queria que Paulo desse dinheiro a ele para que o soltasse (At 24.26).

O historiador Josefo, vai dizer que nenhum malfeitor ficou preso, a não ser que aqueles que não ofereceram suborno a Félix para serem libertos. Paulo não aceitou usar do suborno, para encurtar sua prisão tediosa e injusta.

Tertuliano cita esta conduta irrepreensível de Paulo, para exortar e denunciar aqueles que estavam dispostos a dar dinheiro para escapar da perseguição do imperador Trajano Décio; esta pratica foi infelizmente um grande mal na igreja no Sec. III.

A virtude que faltou nesses cristãos foi exatamente a TEMPERANÇA, para suportar a perseguição.

Félix foi denunciado pelo povo Judeu ao imperador, e o demitiu do seu cargo, mas querendo agradar os judeus, deixou Paulo preso. Félix só foi salvo da execução porque seu irmão Pallas intercedeu por ele ao imperador.

Drusila era Judia (Edomeu) filha do rei Herodes Agripa I, O Herodes de Atos 12, que matou a Tiago, e mandou prender a Pedro, e que morreu comido de bichos.

Ela havia sido prometida a Epifhanes, filho do rei Antioco, quando tinha 06 anos, mas se casou com Azizus, Rei de Emesa.

Drusila era tão bela, que sua irmã Berenice, ficou literalmente doente de ciúmes por causa da beleza da irmã.

Mas quando Félix a viu ele ficou encantado com sua beleza e desesperadamente apaixonado por ela, que usou de todos os meios possíveis, para convencê-la a abandonar o marido e se casar com ele.

Josefo vai dizer que ela transgrediu a leis dos seus antepassados, se divorciando do seu marido para se casar com Félix.  

Josefo também vai dizer; que ela e um filho que teve de Felix, foram consumidos pelas larvas quentes do vulcão do Monte Vesúvio. (Josefo, Antiq. , livro 20, capítulo 7, seções 1 e 2).

Quando Paulo está pregando sobre, Justiça, TEMPERANÇA, e Juízo vindouro, ele sabia exatamente os pecados deles, e ele coloca o dedo na ferida do casal.

O sermão de Paulo é resumido em três partes: sobre a Justiça de Deus. Sobre o juízo final que condenará a todos os ímpios.

E era exatamente na era da falta de TEMPERANÇA, que estavam os pecados daquele casal, o divorcio, a luxuria, e a conduta mundana daquela sociedade que “casavam para se divorciar, e se divorciavam para se casar”.

 Aqui está a grande motivação do DIVORCIO a FALTA DE DOMÍNIO PRÓPRIO.

Quando Paulo expõe os pecados do casal e natureza do justo juízo de Deus, e punição dos homens ímpios no inferno, no juízo final, Félix ficou desesperado.

(b) A temperança no ensino de Pedro.

Nos dias de Pedro, o autocontrole era usado por atletas que deveriam ser auto-restritos e autodisciplinados e era crucial para a vitória na intensa competição dos Jogos Olímpicos.

E Pedro usa essa figura de linguagem como pano de fundo para nos ensinar o preparo espiritual (2 Pe 1.5-7).

“E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a TEMPERANÇA, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade”.

Aqui a temperança é CRIVO das virtudes. De um lado a fé, o empenho, o conhecimento. No meio a TEMPERANÇA. Do outro lado a paciência, piedade, amizade e o amor.

Vejam a importância dessas virtudes: Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão OCIOSOS (inoperantes) nem ESTÉREIS (improdutivos) no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Pd 1:8).

(c) A temperança na vida cristã.

O uso correspondente do verbo egkrateuomai, ocorre no NT com o sentido de exercer domínio próprio ou ter autodomínio.

Em 1 Co 7.9 Paulo, falando do relacionamento entre os sexos, adverte contra o casamento, mas então acrescenta: "Caso, porém, NÃO SE DOMINEM, que se casem." Ou seja: se o domínio próprio se revelar impossível, então o casamento é permissível.

Em 1 Coríntios 7:37: Paulo falando do controle sobre o desejo sexual diz:

“Todavia o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, MAS COM PODER SOBRE A SUA PRÓPRIA VONTADE,se resolveu no seu coração guardar a sua virgem(virgindade), faz bem”.

Em 1 Co 9.25 “E todo aquele que luta de TUDO SE ABSTÉM; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”.

Este é um principio bíblico universal para que todos se esforcem para vencer em tudo, deve se domina. Tudo o que fazemos exige disciplina, sem isto nada será realmente feito.

Em 1 Coríntios 9:27 Paulo fala da batalha de todo homem: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. Se perdermos essa batalha ficaremos reprovados.

Em Tt 1.8 é estipulado ao Pastor que seja hospitaleiro, amigo do bem; sóbrio (moderado), justo, piedoso (santo) e que TENHA DOMÍNIO DE SI (temperança, disciplinado).

Vamos procurar ainda mais elucidar o significado desta palavra. Já nos dirigindo à épocas anteriores ao NT, na definição de egkrateia. Agora vamos procurar descobrir alguma ajuda indo para os tempos posteriores.

4. O uso do termo pelos pais da igreja.

O primeiro grupo de escritores cristãos fora do NT que escreveram nos primeiros séculos da igreja primitiva, é chamado de pais da igreja, que foram discípulos diretos ou indiretos dos apóstolos.

São, obviamente, de vital importância para o estudo do pensamento da Igreja primitiva, e têm muita coisa a dizer a respeito de egkrateia e seu lugar na vida cristã.

(a) É um dos maiores dons de Deus. "Quão bem-aventurados e maravilhosos são os dons de Deus" escreve Clemente de Roma, e depois passa a enumerar alguns deles:

"A vida na imortalidade, o esplendor na justiça, a verdade na ousadia, a fé na confiança, a CONTINÊNCIA (egkrateia) na santidade" (1 Clemente 35.1, 2).

A temperança (egkrateia), diz Hermas, é como toda dádiva de Deus. É dupla, porque há algumas coisas das quais REFREAR-SE É UM DEVER, e há outras das quais o não refrear-se é um dever (O Pastor de Hermas, Mandados 8.1).

Clementetem uma passagem nobre sobre a excelência da vida cristã: "O forte, cuide do fraco; e o fraco respeite o forte”.

“O rico, ajude com liberalidade o pobre; e o pobre seja agradecido a Deus, porque lhe deu alguém através de quem suas necessidades foram supridas”.

O sábio manifeste a sua sabedoria não em palavras, mas em boas obras; o que é humilde, não dê testemunho de si mesmo, mas deixe que de outro lhe venha o testemunho; o que é puro na carne, não se jacte, sabendo que outro é o que lhe concede (o dom de) a CONTINÊNCIA" (1 Clemente 38.2).

A última oração de Clemente em favor de seus leitores é: "Possa o Deus que a tudo vê, Senhor dos espíritos e de toda carne, que escolheu o Senhor Jesus Cristo, e a nós, através dele, para sermos "um povo peculiar".

“E dar a toda alma que invoca o seu magnífico e santo nome, fé, temor, paz, paciência, longanimidade, DOMÍNIO PRÓPRIO, pureza e sobriedade, para serem agradáveis ao seu nome, por meio de nosso Sumo Sacerdote e Protetor, Jesus Cristo, através de quem lhe seja glória e majestade, poder e honra, agora e por todos os séculos. Amém" (1 Clemente 64).

Num mundo que contaminavam as pessoas, os mestres primitivos amavam egkrateia(temperança) e a viam como uma das maiores dádivas de Deus.

(b) Faz parte da própria base da vida cristã. Clemente, encerrando a sua carta, escreve: "Tocamos em todos os aspectos da fé, do arrependimento, do legítimo amor, do DOMÍNIO PRÓPRIO, da sobriedade e da paciência (1 Clemente 62.2).

A temperança é uma das colunas fundamentais que sustentam a vida cristã. Segundo Hermas, egkrateia FAZ PARTE DO PRIMEIRO MANDAMENTO DA VIDA CRISTÃ.

O anjo lhe diz: "Ordeno-te no primeiro mandamento a conservar a fé e o temor e a CONTINÊNCIA" (O Pastor de Hermas, Mandamentos 6.1).

(c) É a aliada da vida cristã.A carta de Barnabé diz: "O temor e a paciência são ajudadores da nossa fé, a longanimidade e a CONTINÊNCIA são suas aliadas" (A Carta de Barnabé 2.2).

(d) É a maneira de expressar a salvação. O pastor de Hermas, que segundo Eusébio, era uma das obras mais considerada da igreja primitiva Sec.II. 

Diz que a pessoa salva tem comunhão com Deus, vive uma vida de pura simplicidade e de grande TEMPERANÇA. (O Pastor de Hermas, Visões 2.3.2).

Em 2 Clemente está escrito: "Penso agora que meus conselhos não foram de somenos valor, a respeito do CONTROLE PRÓPRIO, e se qualquer homem os seguir, não se arrependerá, mas salvará tanto a si mesmo quanto a mim, o seu conselheiro" (2 Clemente 15.1). Alguns acreditam que seja o clemente amigo de Paulo.

(e) É a marca do amor cristão. Policarpo discípulo do Apóstolo João; bispo de Esmirna, escrevendo aos Filipenses; define a lição que as esposas cristãs devem aprender:

"Em seguida, ensina as nossas esposas a permanecerem na fé que lhe foi dada, e, em amor e pureza, a amarem os seus maridos em toda a verdade, e a amar os demais igualmente em TODA A CASTIDADE, e a educar seus filhos no temor a Deus" (Policarpo: Filipenses 4.2).

Egkrateia(temperança) faz com que o amor seja castidade e não concupiscência.

(f) É o suporte da Igreja Cristã. Nas suas Visões Hermas viu uma torre sendo edificada, e a torre é o símbolo da Igreja.

Em derredor da torre havia sete mulheres {sete virtudes}, e a torre era sustentada por elas. "A segunda, que tem cintura e que parece um homem, é chamada CONTINÊNCIA; e ela é a filha da fé”.

Quem portanto, segui-la, será bem-aventurado em sua vida, porque se ABSTERÁ de todas as ações más, crendo que, REFREANDO-SE de todas a concupiscência maligna, herdará a vida eterna" (O Pastor de Hermas: Visões 3.8,4).

O valor que os mestres primitivos atribuíam à virtude de egkrateia(temperança) está claro.

Temperança para ele é a autorestrição, o autocontrole, a autodisciplina, a pureza e a castidade, continência. Um dos suportes e fundamentos da Igreja e vida cristã é egkrateia.

5. Compreendendo o sentido da temperança.

Em todos os lugares em a Temperança, aparece, seja entre os gregos, seja no antigo testamento, seja no NT, ou nos pais da igreja, ela é sempre abrange os mesmos significados.

A temperança é a capacidade dado pelo Espirito Santo para refrear o desejo pela razão, quando este fixa-se nos gostos e prazeres vis, e de ser resoluto e sempre pronto a suportar a necessidade e dor naturais ou espirituais.

Toda a iniquidade torna o homem mais injusto, e a falta de DOMÍNIO PRÓPRIO parece ser iniquidade maior. O homem descontrolado é o tipo de homem que age de conformidade com o desejo pecaminoso e de modo contrário ao evangelho.

Ele demonstra sua falta de controle quando sua conduta é guiada pelo desejo pecaminoso; de modo que o homem descontrolado agirá sempre injustamente e segundo o seu desejo mundano.

A temperança leva o cristão a dominar o desejo. Ele abre mão de fazer as suas próprias vontades e submete os seus desejos e as ações da sua vida à direção do Espirito Santo.

A pessoa que tem o Espirito Santo como presidente, tem controle próprio, e quem não é cheio do Espirito não se controla.

O crente temperante é alguém que está agarrado, segurado, firmado e sustentado e controlado pelo Poder do Espirito Santo, que habita nele.

Nossa autoconfiança não pode controlar nossa natureza, por mais decididos e confiante que sejamos, não temos segurança nem controle sobre nós mesmos, a não ser que seja algo produzido como o fruto do Espirito.

A vida cristã não é a fraqueza do viver e  nem a luxuria sensual no viver, mas é a sólida perseverança e persistência na santidade.

O caráter do crente e o temperamento do é prudente e controlado, e sempre demonstra domínio próprio e perseverança.

Quem nasceu de novo não vive na pratica de atos errados, não vive sendo levado pelos impulsos e impetuosidade, não vive praticando coisas más, nem vive quebrando a lei de Deus.

O homem que não se arrependeu pratica deliberadamente as coisas erradas, ele é libertino e de modo proposital, escolhe o caminho do desejo, o cristão não.

Mesmo quando tem desejos fortes ele os mantem sob controle, através oração e da obediência a Palavra de Deus.

Os verdadeiros filhos de Deus, não são escravizados pelos apetites, nem pelos desejos dos sentidos.

O sexo, o dinheiro, os bens, a fama, a cultura, as vantagens, o desejo de reconhecimento, a necessidade de autoafirmação não são coisas que nos governam.

Aqui temos outra verdade. Egkrateia (temperança) é também a verdadeira castidade, e a castidade foi a única virtude completamente nova que a ética crista trouxe para este mundo.

A temperança é a grandiosa qualidade do homem quando Cristo entra em seu coração, é a qualidade que o capacita a viver e andar no mundo, conservando imaculadas as suas vestes.

CONCLUSÃO:Uma aplicação pastoral. Um das disciplinas espirituais, que mais contribuem para o desenvolvimento do autocontrole e o governo do nosso domínio pessoal é a pratica regular do Jejum bíblico.

 

A temperança, é o controle sobre as emoções, sobre o apetite, sobre os desejos sexuais, e sobre as motivações e o jejum é uma disciplina pratica, que pode nos ajudar muito. 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 09/10/2017
Por: Jairo Carvalho

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