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Gálatas - A surpreendente graça de Deus

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

Referência: Gálatas: 1: 10-24

 

INTRODUÇÃO:As igrejas costumam pedir a seus membros que compartilhem um TESTEMUNHO durante o culto ou na reunião de oração. Aqui encontramos o apóstolo Paulo compartilhando o dele.

 

Na verdade, Gálatas 1.10-2.21 costuma ser chamado de seção autobiográfica da EPÍSTOLA, uma vez que Paulo relata sua conversão e experiências cristãs iniciais. Isso não é algo raro para Paulo; nós o vemos falando sobre a própria conversão e experiência em Atos 22.2b-21 e 26.4-23.

 

Aqui, como em Atos, Paulo não está compartilhando seu testemunho para a inspiração dos outros ou para se recomendar a nós.

 

Ele o faz para refutar as afirmações de pessoas que querem enfraquecer sua mensagem, e só quer que seu testemunho aponte para o Deus da surpreendente graça.

 

I. Contra-argumentos da graça.

 

1. A apologia do evangelho.

Quando Paulo nos conta como se tornou um seguidor de Jesus — ou, talvez sendo mais exato, como Jesus fez dele seu seguidor —, defende-se de três ataques que "alguns" (v. 7) estavam fazendo contra ele e sua mensagem do evangelho. Paulo refuta essa ideia de três maneiras.

 

(a) A mensagem do evangelho não chegou a ele por meio de reflexão, raciocínio e pensamento próprios.Conta que, até sua conversão, era "violentamente" hostil à igreja e ao cristianismo (v. 13). Queria "destruí-lo". Não houve nenhum processo gradual de análise, discussão, revisão.

 

Não havia como a mensagem cristã de Paulo ser produto de sua própria linha de raciocínio. Ao contrário, ela era exatamente o extremo oposto do rumo que ele seguira até então.

 

O Paulo pré-cristão opunha-se a Cristo com tamanha intensidade, que a demonstração de fé e segurança dos mártires cristãos não causava nenhum efeito sobre ele (At 7.54-8.1). Sua experiência é forte evidência de que se converteu por revelação direta.

 

Como Atos 9.1-9 nos mostra, o Jesus ressurreto foi ao encontro de Paulo e o instruiu diretamente. Paulo não passou por simples transe ou sonho. Cristo estava lá no tempo e no espaço, já que até os outros homens que o acompanhavam reconheceram sua presença (At 9.7).

 

De modo que Paulo se tornou um apóstolo com "A" maiúsculo, como aqueles que eram apóstolo antes dele (Gl 1.17).

 

(b) A mensagem do evangelho que pregava não era derivada de terceiros, ou seja, dos líderes cristãos em JERUSALÉM."Não consultei ninguém. Também não subi a Jerusalém para encontrar os que já eram apóstolos antes de mim" (v. 16,17).

 

Três anos se passaram entre a conversão de Paulo e sua primeira viagem a Jerusalém (v. 18,19), e mesmo então ele não foi instruído por ninguém, de nenhuma forma sistemática.

 

A referência repetida de Paulo aos apóstolos em Jerusalém sugere que "alguns" (v. 7) andavam afirmando que ele obtivera sua mensagem do evangelho a partir desse "quartel-general".

 

 Isso lhes permitiria argumentar: Nós também fomos treinados no Q.G. de Jerusalém. E sabemos que Paulo não lhes contou a história inteira. Existem outras coisas que vocês devem fazer a fim de agradar a Deus.

 

(c) Terceiro, Paulo mostra que seu evangelho dado por Deus "conferia" com amensagem que os outros apóstolos tinham recebido de Deus.

Pedro (v. 18), Tiago (v. 19) e as igrejas da Judeia (v. 22) estavam entre aqueles que "glorificavam a Deus" (v. 24) pelo que ele fizera por Paulo e pela mensagem que lhe entregara.

 

Ele não recebera sua comissão ou mensagem dos outros apóstolos; no entanto, sua mensagem concordava com a que os outros apóstolos tinham recebido do Senhor ressurreto (Lc 24.45-49).

 

Assim, o relato de Paulo elimina afirmações como: Isso é o que Paulo pensa — eis o que nós pensamos, e é tão válido quanto; a mensagem de Paulo é excelente, mas incompleta; a mensagem de Paulo é apenas a sua mensagem — não o que a igreja ensina em Jerusalém.

 

Todavia, o testemunho de Paulo não serve apenas para estabelecer sua autoridade como mestre do evangelho. Ele também ilustra alguns aspectos do que o evangelho da graça é.

 

A epistola aos gálatas, nos mostra tanto na estrutura quanto em seu conteúdo, que o evangelho da graça sustenta cada passo da vida cristã. Paulo continuará retornando a ele; devemos fazer o mesmo — em nossa vida, em nossas orações, em nossos pensamentos, em nosso testemunho, pregação e ensino.

 

2. Quem era o Paulo que o evangelho da graça alcançou.

Paulo foi um homem que fez muitas coisas terríveis. Ele "perseguia violentamente a igreja de Deus, tentando destruí-la" (v. 13). Quando Jesus o encontrou na ESTRADA DE DAMASCO, ele já matou muita gente inocente. Estava a caminho de prender e encarcerar outras tantas. Estava cheio de ódio.

 

No entanto, Paulo era também um homem responsável por muitos feitos religiosos. Passara anos buscando viver de acordo com as tradições e os costumes judaicos. Ele diz que ultrapassara quase todos da sua geração ("da minha idade", v. 14) quanto a ser ZELOSO da justiça moral (v. 14). Contudo, nada disso lhe permitira acertar-se com Deus.

 

Até esse ponto do livro, não nos foi dita a natureza do ensino de "alguns" que estavam tentando "perverter o evangelho de Cristo" (v. 7), mas aqui está a primeira pista.

 

Mais adiante, veremos que eles estavam incentivando os cristãos gentios a se tornarem convertidos plenos ao judaísmo e a guardarem todas as leis mosaicas relacionadas com alimentos e roupas, festas e a guarda do sábado, incluindo a CIRCUNCISÃO (2.12; 3.5; 6.12).

 

Mas Paulo está dizendo: Eu também já fiz isso! Conheço tudo sobre o assunto! Vocês não podem tornar-se aceitáveis a Deus seguindo códigos morais, éticos ou culturais da maneira mais zelosa e detalhada.

 

Antes da conversão, Paulo era um grande cumpridor de regras religiosas — e tinha consciência disso. Era cheio de orgulho.

 

No entanto, apesar de tudo, ele havia sido não apenas salvo por Cristo, mas também chamado para ser pregador e líder da fé. Seu depoimento é um testemunho poderoso do coração pulsante do cristianismo — o evangelho da graça.

 

Graça é o favor imerecido e gratuito de Deus operando de maneira poderosa na mente e no coração para transformar vidas.

 

Paulo é o exemplo mais claro de que a salvação é só pela graça, não mediante nosso desempenho moral e religioso. Embora seus pecados fossem muito graves, ele havia sido convidado a participar da graça.

 

A experiência de Paulo prova de modo vívido que o evangelho não é mera "religião", como o termo costuma ser interpretado. O evangelho nos chama para fora da religião tanto quanto nos chama para fora da irreligião.

 

Ninguém é tão bom que não precise da graça do evangelho nem tão ruim que não possa recebê-la. Paulo era profundamente religioso, mas precisava do evangelho. Como C. S. Lewis disse certa vez: "O cristianismo deve ser de Deus, pois quem mais poderia tê-lo concebido?".

 

II. SURPREENDENTE GRAÇA.

 

1. Graça é o que Deus já fez.

Olhando para trás, Paulo consegue agora reconhecer que a graça SOBERANA de Deus estivera agindo em sua vida muito antes da conversão em si.

 

Quando diz que Deus "desde o ventre de minha mãe me separou" (v. 15), ele quer dizer que a graça de Deus o estivera moldando e preparando a vida inteira para as coisas que Deus o chamaria para fazer.

 

Isso é espantoso. Paulo resistira a Deus e fizera muita coisa errada (veja At 26.14), mas Deus invalidou todas as suas intenções e usou suas experiências, inclusive os fracassos, para prepará-lo primeiro para a conversão, depois para ser um pregador para os GENTIOS (v. 16).

 

O conhecimento excepcional que tinha do Antigo Testamento, o zelo religioso, o treinamento rigoroso, o esforço que ele empregara para se opor a Deus e à sua igreja (v. 13) — tudo estava sendo usado por Deus para quebrantá-lo e capacitá-lo para ser instrumento de Deus na edificação de sua igreja.

 

Deus trabalhara silenciosamente o tempo todo para usar Paulo exatamente no estabelecimento da fé a que ele se opusera (v. 23).

 

Esse é um tema muito importante na Bíblia. Em Gênesis, José disse a seus irmãos que o esforço deles para rejeitá-lo como libertador escolhido por Deus — chegando ao ponto de tentar matá-lo, mas acabaram por vendendo-o como escravo (Gn 37.5-8,19,20),

 

Na verdade toda a trama dos irmãos de José contra ele foi o instrumento que Deus usou para estabelecer José como Governador do Egito assim livrar sua família da fome (Gn 50.19,20).

 

Os apóstolos repetiam constantemente que as pessoas que se opuseram a Jesus só contribuíram para promover os propósitos divinos (At 2.23; 4.27,28). No final, fica claro que toda oposição que se levanta contra Deus só serve para confirmar e ajudar a concretizar os seus santos desígnios.

 

No capítulo 9 de sua autobiografia C. S. Lewis (no seu livro): “Surpreendido pela alegria da “Editora Mundo” Cristão”; fala a respeito de Kirkpatrick, um de seus professores na escola.

 

Apelidado de Bofetão, ele era um eloquente lógico e debatedor que ensinou Lewis a construir uma tese e apresentar argumentos fortes. Kirkpatrick era ateu e pretendia fortalecer Lewis em sua própria descrença.

 

Anos mais tarde, contudo, quando Lewis se tornou cristão, ficou evidente que o Bofetão o treinara bem para se tornar um dos maiores defensores da fé cristã do século 20.

 

O evangelho nos dá um par de óculos através dos quais podemos rever nossa própria vida e enxergar Deus preparando-nos e moldando-nos, inclusive por meio dos nossos próprios fracassos e pecados, para nos tornar vasos da sua graça no mundo.

 

Mas, afinal, por que tudo isso aconteceu? Por que Deus escolheu, preparou e a seguir chamou Paulo, o orgulhoso e implacavel perseguidor da sua igreja? Será que foi porque Paulo agradava a Deus de alguma maneira, de qualquer maneira? Não. Foi simplesmente porque Deus "se agradou" de agir assim (v. 15).

 

Deus derramou sua graça amorosa sobre Paulo, não porque ele fosse digno de recebê-la, mas apenas por se deleitar ou ter prazer em fazê-lo. Deus sempre agiu assim.

 

É como Moisés diz ao povo de Deus, Israel, em Deuteronômio 7.7,8: "O SENHOR não se agradou de vós nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que todos os outros povos, pois éreis menos numerosos do que qualquer outro povo; mas o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da escravidão, da mão do faraó, rei do Egito, porque vos amou".

 

Deus não nos ama porque somos úteis; ele nos ama pelo simples fato de que nos ama. Esse, é claro, é o único tipo de amor de que podemos estar seguros, uma vez que é o único tipo de amor que não temos como perder. Isso é graça.

 

2. A graça é o que Deus, continua fazendo.

O Deus da graça salva pecadores como Paulo. Ele revela seu Filho ressurreto tanto para o orgulhoso quanto para o mau — para o religioso e o irreligioso. E trabalha em seu povo antes mesmo de salvá-lo, de modo a conduzi-lo à fé e equipá-lo para o serviço.

 

Mas não é nesse ponto que a graça dá por concluída sua obra. A graça continua a operar em e por meio de Paulo. O apóstolo testifica não só quem era e como Deus o converteu, mas também como é a vida vivida debaixo da graça.

 

(a) Deus revela seu filho em nós para que o preguemos. Lemos que Deus se agradou "em revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse" (v. 16). O que Paulo quer dizer aqui não fica claro de imediato. O que significa Deus ter revelado Jesus "em" Paulo?

 

A melhor interpretação é que Paulo está combinando duas experiências em uma. Por um lado, é evidente que Deus revelou Jesus a Paulo na estrada de Damasco. Ali ele enfim compreendeu quem era Jesus. Teve um encontro pessoal com o Cristo vivo.

 

Mas, por outro lado (como demonstra o resto do v. 16), Paulo imediatamente constatou que estava sendo chamado para mostrar a outros quem era Jesus. Assim, podemos dizer que Deus revelou Cristo para Paulo de modo que pudesse revelar Cristo por meio de Paulo.

 

Isso nos mostra uma diferença crítica entre uma simples pessoa religiosa ou de boa moral e um cristão. O cristão tem mais do que uma crença intelectual em Cristo; ambos estabelecem um relacionamento pessoal.

 

E ele sabe que esse relacionamento não lhe é dado com o intuito exclusivo do seu próprio conforto e alegria pessoal. Sabe que tem a responsabilidade de revelar Cristo a outros por meio de quem é, do que faz e do que diz.

 

(b) A graça nos conduz ao crescimento e ao discipulado. Vemos algo no caminho de crescimento e discipulado do próprio Paulo. Ele tinha momentos a sós com Deus. Durante os três anos que passou na ARÁBIA (v. 17,18), presumimos que tenha aprendido de Deus muito do que mais tarde ensinou.

 

Embora não devamos pensar que esse período na Arábia tenha sido de solidão (havia cidades prósperas ali), sabemos da importância do estudo, da reflexão e do desenvolvimento da nossa própria familiaridade com Deus.

 

Vivemos em uma época que enfatiza demais a atividade e a realização, e não osuficiente a reflexão e a contemplação.

 

(Essa referência à Arábia é única no Novo Testamento. Se interpretarmos o versículo 17 como algo imediato, parece que surge um conflito com Atos 9.19-22, quando Paulo fez algumas pregações na sinagoga logo após seu batismo. Mas a questão que Paulo quer deixar clara aqui é que ele foi para a Arábia, em vez de Jerusalém, para seu primeiro período contínuo de reflexão e preparação.)

 

(c) A graça promove vida comunitária enraizada.Tempo a sós com Deus é fundamental para a vida cristã; no entanto, a vida cristã não é solitária.

 

Paulo subiu para Jerusalém não para ser instruído, mas para prestar contas e promover a união (v. 18). Até Paulo precisou trabalhar em união com os outros apóstolos e demonstrar que sua mensagem se coadunava com a deles.

 

Será que nós, com muito mais razão, não precisamos ter a mesma responsabilidade? Nós também devemos estar profundamente enraizados em comunidades eclesiásticas, ou seja; na igreja local.

 

Temos de evitar o mau hábito de pegar o que necessitamos aqui e ali, sem jamais sermos enxertados em uma comunidade coesa, composta de outros crentes, na igreja local.

 

Essa vida cristã enraizada no relacionamento com Deus, por meio de Cristo, conduz invariavelmente à comunhão e o serviço aos outros crentes, levando-nos à adoração coletiva, que é o culto a Deus.

 

Os cristãos em Jerusalém reunidos: "glorificavam a Deus por minha causa", diz Paulo (v. 24). A mudança na vida de Paulo e seu serviço em favor dos outros não levou as pessoas a tratá-lo como uma celebridade, mas a amar a Deus em comunidade.

 

 

 

3. Graça é como Deus nos transforma.

Esta seção inteira do testemunho de Paulo é introduzida pelo versículo 10: "Será que eu procuro agora o favor dos homens ou o favor de Deus?" — ele pergunta. Uma questão com resposta óbvia: o favor de Deus!

 

O evangelho afasta o espírito idolatra de querer "agradar o homem" — o impulso para conquistar a aprovação dos homens. Ele substitui esse espírito idolatra por seu oposto: “a ausência da necessidade de conquistar ou buscar a aprovação humana para o que se faz”.

 

Em outras palavras, o evangelho produz seguidores de Jesus confiantes e destemidos, que praticam o que é certo sem se preocuparem com a aprovação e a opinião favorável alheia.

 

Paulo diz que não poderia ser um "servo de Cristo", se vivesse para agradar pessoas. Isso significa dizer que o cristão não pode ser e não será alguém que vive para agradar o homem. Isso com certeza enfatiza sua importância!

 

A Bíblia fala sobre o pecado de agradar o homem sob vários títulos e em frases diferentes. Quando você os coloca todos juntos, descobre que há uma quantidade surpreendente de material bíblico sobre o assunto.

 

Provérbios 29.25 diz: "Quem teme o homem arma-lhe ciladas". Esse temor das pessoas é o oposto do "temor a Deus". No Antigo Testamento, o temor a Deus não significa ter medo dele, mas estar cheio de respeito, admiração e fascínio por sua grandeza.

 

Portanto, o "temor ao homem" referir-se a uma perspectiva humana (ou de uma pessoa em particular, ou de um grupo de pessoas) que faz com que alguém lhe eleve a importância, o venere, anseie pela aprovação dele e tema sua desaprovação.

 

É uma situação em que o desejo pela bênção alheia chega às raias da adoração e da reverência. Quando isso acontece, significa que estamos dando a uma forma de aprovação humana direitos e poderes sobre nosso coração que só Deus deveria ter.

 

Significa que a perda dessa aprovação nos deixará tão desolados como se estivéssemos sendo criticados ou condenados por Deus.

 

O temor ao homem se apresenta de diversas maneiras. Quando Saul desobedeceu a Deus, em 1Samuel 15.24, foi porque teve medo da opinião pública. Quando Sansão cedeu a Dalila (Jz 16), foi porque teve medo de perder a atenção sexual dela.

 

Em outros lugares, Paulo menciona mais uma forma comum de temor ao homem — que poderíamos chamar de "serviço sob o olhar" (Ef 6.6,7; Cl 3.22,23).

 

Significa executar um trabalho apenas enquanto obtiver a aprovação ou recompensa daqueles que estão acima ou ao seu redor.Se trabalhar dessa maneira, você fará uma obra inconsistente, de qualidade inferior e negligente. Nunca criará nada para a excelência, pelo simples prazer de criar e fazer um trabalho bem-feito para Deus.

 

Mas, afinal, como o evangelho destrói a necessidade de agradar o homem — o "temor ao homem"? Libertando-nos e motivando-nos para buscarmos "o favor de Deus" (v. 10).

 

No evangelho, descobrimos que confiar em Cristo produz o favor e a aprovação totais e plenos de Deus. Ao olhar para o cristão, Deus enxerga Jesus (3.25-27) — e nos diz: "Em ti me agrado" (Mc 1.11). Deus somente se agrada de nós em Jesus.

 

E porque Deus se agrada de nós, podemos viver de maneira agradável a Deus, o Criador do mundo.Paulo busca agradar a Deus, em vez de às pessoas (v. 10). Ele insiste com os cristãos para que obedeçam a Deus sacrificialmente, porque isso é ((agradável a Deus" (Rm 12.1).

 

Imagine um pai que está assistindo seu filho amado jogar no time do qual ele é treinador. Sentado no banco, ele ama o filho plena e completamente. Se o filho esquece suas instruções e comete um erro, isso em nada mudará seu amor por ele ou sua aprovação. O filho tem o amor do pai assegurado, independentemente de seu desempenho.

 

Mas, é claro, o filho quer fazer uma bela jogada. Não por si mesmo ou para conquistar o amor paterno, mas por seu pai, porque sabe que já é amado.

 

Se não soubesse que o pai o ama, seus esforços e performances seriam para si mesmo, ou para conquistar esse amor. Sabendo que o pai já o ama, seus esforços são pelo pai, ou simplesmente para agradá-lo e não para ser amado, pois sabe que já é amado.

 

O cristão tem a garantia do amor e da aprovação de Deus. Ele se agrada de nós em Cristo. Assim, o cristão anseia por obedecer a Deus não por si mesmo, para que Deus o salve, mas por gratidão, sabendo que Deus já o salvou. Por isso, Paulo vive como um "servo de Cristo" (v. 10).

 

A aprovação divina nos liberta para vivermos da maneira que Deus aprova. O evangelho é, ao mesmo tempo, uma certeza e uma motivação poderosa para viver em obediência radical e em santidade.

 

Não vivemos como Deus quer a fim de nos tornarmos seus filhos, mas em sinal de gratidão por já sermos seus filhos.

 

3. A graça expressa no testemunho.

Paulo não compartilha seu testemunho por hábito, nem com o propósito genérico de inspirar pessoas, nem tampouco porque goste de voltar os refletores para suas experiências pessoais.

 

Ele só o compartilha por acreditar que isso ajudará seus ouvintes a terem um encontro com Cristo e os encorajará a não deixá-lo (v. 6).

 

Ele não tem a menor vontade de chamar a atenção ou de ser aclamado. Está focado por inteiro nos ouvintes. Não os usa para exaltar o próprio ego, mas utiliza seu testemunho para ajudar seus amigos.

 

Paulo aqui é um bom exemplo para nós. Mostra-nos que devemos ter a coragem de ser vulneráveis e falar em nível pessoal sobre o sentido do evangelho para nós. Por quê? Porque o cristianismo é um apelo para levarmos nossa vida inteira, mente e coração, a Cristo.

 

Deixar de fora o que pensamos ou como nos sentimos é dar uma imagem incompleta do quanto o compromisso cristão é abrangente.

 

Se excluímos nosso testemunho, também transmitimos uma imagem incompleta do quanto a realização cristã é ampla. Cristo não apela só à nossa mente, ele enche nosso coração.

 

Culturas e personalidades diferentes dão ênfases diferentes ao cognitivo (compreensão intelectual) e ao experimental (sentimento). Se você omitir seu testemunho, as culturas e temperamentos mais focados no coração deixarão de enxergar a capacidade de atração do cristianismo.

 

Ao mesmo tempo, Paulo também nos lembra de que só devemos compartilhar nosso testemunho se ele for útil para outras pessoas. Por estranho que pareça, é muito fácil usá-lo de modo a ofuscar o evangelho.

 

Se enfatizarmos detalhes dramáticos, sanguinolentos ou sexuais, talvez transmitamos apenas a mensagem: Vejam que caso incrível eu sou! Paulo só recorre ao testemunho pessoal somente para deixar claro o evangelho.

 

Não compartilhamos nossa história em benefício próprio, mas para ajudar outros a entender e encontrar Cristo, para guiá-los em direção ao maravilhoso evangelho da graça que transformou nossa vida e que sabemos ser capaz de transformar a deles também.

 

CONCLUSÃO. A surpreendente graça de Deus, nos mostra o quanto somos merecedores do grande amor de Deus. Isso nos liberta do orgulho e da culpa. Não há nada que eu faça que Deus deixe de amar, ou vai me amar mais. 

 

Nosso viver de se de tal modo que as pessoas respeitem e louvem mais a Deus por meio do nosso testemunho diário. Isso nos livra da idolatria do temor dos homens, pois não buscamos o favor de pessoa alguma, mas o de Deus. Logo agradar a Deus implicará sempre em desagradar às pessoas.

 

Por isso até que ponto você está comprometido em passar tempo com Deus... em passar tempo com outros crentes... em passar tempo deixando que o seu testemunho leve as pessoas a Cristo.

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álavaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 27/03/2017
Por: Jairo Carvalho



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