Conheça a História da Igreja

Ouça nossa Rádio

Bíblia online

biografias

dicas de leitura
Selecionamos alguns livros para aumentar seu conhecimento.

  • Banner
  • Banner

enquete
Você já leu a Bíblia inteira quantas vezes?
Escolha uma opção abaixo
Resultados Outras enquetes




Publicações Imprimir conteúdoIndicar página para alguém

Gálatas: A paciência divina e a humana

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

Frutos do Espirito IV.

 

 

MAKROTHUMIA: A Paciência Divina e Humana

                         

Referência: Gálatas 5.22.

 

INTRODUÇÃO: Makrothumiaé o substantivo, makrothumos é o adjetivo e makrothumein é o verbo, são expressos na ARC e ARA pela ideia de longanimidade e paciência. São palavras muito expressivas.

 

Muito se fala de pessoas com paciência curta, ou de pouca paciência. Não se usa uma frase que deveria ser o antônimo: a pessoa tem paciência longa, ou é de longa paciência.

 

Mas temos a palavra longanimidade, porque makros significa grande ou longo, e thumos quer dizer ânimo ou disposição. Longanimidade é a grandeza da disposição, do animo.

 

A palavra longanimidade existe em português como expressão perfeita da ideia neste grupo de vocábulos gregos.

 

Makrothumia expressa certa atitude para com as pessoas e eventos. Expressa a atitude para com as pessoas de nunca perder a paciência, por pouco razoáveis que elas sejam, e de nunca perder a esperança com relação a elas, por menos agradáveis e dóceis que sejam.

 

Expressa a atitude para com os eventos de nunca admitir derrota e de nunca perder a esperança e fé, por mais obscura que a situação seja, por mais incompreensíveis que os eventos se mostrem, ou por mais severa que seja a correção divina.

 

É uma qualidade da qual os comentaristas do NT têm dado muitas definições excelentes. Trench diz que ela descreve "a mente que suporta por muito tempo, antes de dar lugar a ação ou ira".

 

T.K. Abbott diz que makrothumia é o autocontrole que não se apressa em retribuir o mal sofrido."

 

Plummer diz que é "a tolerância (ou longanimidade) que suporta as injúrias e as ações malignas sem ser provocada à ira ou vingança".

 

Moffatt a descreve como "a tenacidade com que a fé vai suportando". De forma que a makrothumia é um grande remédio.

 

Há um ditado de Menandro que Plutarco cita: "Uma vez que você é mero homem, nunca peça aos deuses uma vida sem problemas, mas peça makrothumia."

 

Poderíamos muito bem traduzir makrothumia como “o poder de levar as coisas até ao fim”; de iniciar e acabar, e não deixar as coisas pela metade.

 

Makrothumia não é uma palavra do grego clássico, mas entrou no vocabulário cristão com uma história grandiosa, porque é uma das grandes palavras do AT grego.

 

I. MAKROTHUMIA NO ANTIGO TESTAMENTO.

Esta é uma palavra que tem uma historia grandiosa e movimenta-se em três esferas; vejamos:

 

1. Significa paciência com os eventos. O uso mais iluminador da palavra neste sentido está no livro apócrifo de 1 Mc. 8.4.

 

Ali o escritor atribui a grandeza de Roma à sua política e à sua paciência, ou seja à sua makrothumia. Essa “makrothumia” era expressada pela determinação de Roma, de que nunca faria a paz em condições de derrota.

 

Os romanos tinham a perseverança que podia perder uma batalha, e até mesmo perder uma campanha, mas que nunca admitiria a derrota numa guerra e lutaria até ganhar a guerra.

 

Diz-se que o teste de um exército é de como ele luta quando os soldados estão FAMINTOS e CANSADOS. Makrothumia é o espírito que não reconhecerá nem admitirá jamais a derrota.

 

2. Significa a paciência com as pessoas. Significa o espírito que nunca perde a paciência com as pessoas, nem a esperança para com elas; que nunca se tornará em amargura, e que nunca concordará que alguém seja definitivamente repelido.

 

Neste espírito e qualidade o AT vê a origem das coisas mais importantes da vida.

 

(a) Makrothumia é a base do perdão. É o espírito que leva o homem a adiar a sua ira pecaminosa (Pv 19.11), e recusar-se a ficar irado é um meio-caminho andado para o perdão. A makrothumia suporta todas as afrontas de boa vontade.

 

É a disposição para nunca ficar amargurado o ressentido com nada. Sem longanimidade nunca haverá predisposição para o perdão. A longanimidade é um animo longo, elástico que torna nossas relações possíveis.

 

Todos os dias somos desafiados a exercer uma paciência perseverante uns para com os outros. Principalmente no casamento.

 

 

 

 

 

(b) Makrothumia é a base da humildade.O paciente de espírito é melhor do que o orgulhoso de espírito (Ec 7.8).

 

Makrothumia impede o homem de colocar-se no centro do quadro e DE FAZER DOS SEUS SENTIMENTOS O PADRÃO PARA TUDO. A paciência é o solo onde nasce a humildade; e a impaciência é pura manifestação de soberba.

 

(c) Makrothumia é obviamente o alicerce da comunhão.O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta (Pv 15.18).

 

O homem que sempre está com o dedo no gatilho da sua ira destrói a amizade e a comunhão; o homem cujo GÊNIO ESTÁ SOB CONTROLE solidifica a comunhão, e não deixa surgir a contenda. Ele é um pacificador, amigo da paz.

 

(d) Makrothumia é a base de todos os bons relacionamentos pessoais.Uma tradução alternativa para Pv 25.15: "O homem irado é apaziguado pela longanimidade."  Ou Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos (NVI).

 

Makrothumia sempre suaviza as situações e nunca se exacerba. Ela se Recusa a permitir uma falha entre os RELACIONAMENTOS PESSOAIS, e faz um grande esforço para saná-la quando ela surge. Nenhuma relação será duradoura se não houver paciência longa no trato com as pessoas.

 

(e) Makrothumia é a base de toda a sabedoria verdadeira. "O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura" (Pv 14. 29).  “O homem paciente dá prova de grande entendimento, mas o precipitado revela insensatez” (NVI).

 

Uma pessoa que se irrita fácil não pode ensinar, e, da mesma forma, ele também não pode aprender. A primeira necessidade da APRENDIZAGEM é a paciência.

 

Uma pessoa que não tem paciência humilde, todo o seu conhecimento, sobre tudo, está FORA DE FOCO, ou plenamente equivocada em sua cosmovisão. Um conhecimento assim faz, mas estrago, do que a ignorância.

 

(f) Makrothumia é a base da alegria perpétua. A instabilidade da paixão mundana é o ímpeto do sentimento amargo, que produz a própria ruina.

 

A pessoa paciente suporta os danos até que cessem, mas depois o fruto da alegria nasce. Existe grande gozo em suportar as perdas com humildade.

 

O homem que não controla seu MAU GÊNIO destrói sua própria felicidade e também a dos outros a sua volta. Mas o longânimo traz a felicidade para si mesmo e para todos a sua volta.

 

(g) Makrothumia é a base de todo o poder legítimo."Melhor o longânimo do que o herói da guerra, (guerreiro) e o que domina o seu espírito do que o que conquista uma cidade" (Pv 16.32).

 

O homem que pode DOMINAR A SI MESMO é o homem que pode GOVERNAR OS OUTROS, esse pré-requisito é uma condição diferenciada e indispensável à liderança. 

 

3.  Descreve o caráter de Deus.  Mas o fato mais sublime no tocante a esta palavra é que descreve o caráter do próprio Deus.

 

Há uma descrição de Deus que percorre o AT como um refrão. Deus passou diante de Moisés e proclamou: "SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade" (Êx 34.6).

 

Disse Neemias: "Porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em bondade" (Ne 9.17).

 

Repetidas vezes nos Salmos achamos o grande refrão de regozijo: "O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e suficientemente benigno" (S1 103.8; 86.15; 145.8).

 

Foi exatamente isso que Jonas não percebeu e teve de aprender (Jn 4.2). Quando ele irou-se com a benignidade divina, pelo fato de Deus não destruir a cidade de Nínive após ele profetizar sua destruição.

 

Ele pensou melhor não ter profetizado, já que Deus iria ser benigno com os ninivitas. A pregação sempre é uma expressão de graça, que vem sempre antes do juízo.

 

Nesta longanimidade e demora em irar-Se por parte de Deus, vemos certas verdades a respeito da atitude de Deus para com o pecador.

 

(a) Makrothumia de Deus é a esperança do pecador. Porque Deus é misericordioso, compassivo, tardio em irar-se e grande em benignidade, Joel conclama as pessoas a rasgarem o seu coração, e não as suas vestes, e a se converterem a Deus (Jl 2.13).

 

Sem a paciência de Deus, revelada na pregação do evangelho; não poderia haver lugar para o arrependimento. Este é o grande propósito do sermão; levar os pecadores ao arrependimento; e a mudança de hábitos pecaminosos.

 

(b) Makrothumia de Deus é a advertência ao pecador. O pecador não ousa pensar que, se nada aconteceu, ele escapou das consequências do seu pecado.

 

Esse é o grande erro, pensar que pelo fato de Deus muitas vezes, não nos julgar na hora em que estamos pecando, é que ele se esqueceu; ou desconsiderou os nossos pecados.

 

Toda vez que peco, eu provoca a ira de Deus, mesmo que nada de ruim não me tenha acontecido, por causa da paciência de Deus, eu serei julgado mais tarde sobre isso, nenhum pecado ficará sem ser punido, ou na cruz de Cristo ou no inferno.

 

É realmente na Sua longanimidade que Deus visita os pecados dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração (Nm 14.18). E aqui não tem haver com salvação, mas sim consequências morais. Porque Deus é paciente, Ele tem a última palavra.

 

(c) A makrothumia de Deus pode ser a condenação do pecador. Na teologia do AT há o pensamento terrível de que Deus é paciente com os homens, e deixa-os agirem por conta própria até que cheguem à medida máxima de seus pecados — então vem o julgamento.

 

O apostolo Paulo falando da perseguição dos judeus contra ele diz: eles nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, A FIM DE ENCHEREM SEMPRE A MEDIDA DE SEUS PECADOS; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim (1Ts 2:16).

 

Veja o perigo do homem pode usar a longanimidade de Deus para sua própria destruição. O moinho de Deus moi devagar, mais mói fino. Isto já aconteceu diversas vezes na historia da igreja, e estamos vendo isto a todo o momento.

 

Homens que viveram abertamente na prática do pecado por muitos anos, e Deus ainda os usando para abençoar a muita gente, mas chegou o dia (muitos anos depois) que a benignidade de Deus, trouxe o juízo sem misericórdia.

 

Este é um aviso a todos nós. Não vivamos na pratica do pecado. O pecado não compensa. Provérbios diz que aquele que vive no pecado, cairá nas próprias cordas do pecado.

 

(ex. uma cobra giboia, criada por um menino desde novinha, brincava com ela colocando a cabeça dentro da boca dela, 13 anos depois, num belo dia, como de costume, brincado, a cobra o engoliu de verdade.)

 

II. MAKROTHUMIA NO NOVO TESTAMENTO.

Agora, voltemo-nos para o uso e o significado de makrothumia no NT. Aqui, move-se nas mesmas três esferas de significado do AT.

 

1. No NT a Makrothumia fala da paciência de Deus. Em 2 Pedro a paciência de Deus é apresentada no seu sentido mais amplo. "Tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor" (2 Pe 3.15).

 

O pano de fundo no qual 2 Pedro foi escrito é de decepção e desilusão por causa da demora na Segunda Vinda de Jesus Cristo.

 

E o argumento do escritor é que esta demora não é insensibilidade; é paciência. É a oportunidade para os homens se arrependerem e crerem no evangelho, para transformarem sua pecaminosidade em santidade, e tornarem sua imprudência em preparação.

 

Por trás disto há o pensamento de que Deus teria sido justo se explodisse o mundo ao ponto de não existir mais, e de que, se fosse humano, teria agido assim há muito tempo; mas na Sua paciência Ele espera dando aos homens a oportunidade para aceitarem a salvação.

 

Em Paulo temos exatamente o mesmo pensamento, e de modo ainda mais pessoal. Em 1 Tm 1.12-16 ele conta como blasfemava, perseguia e insultava a Cristo, sendo o principal dos pecadores.

 

Mas nele Jesus demonstrou Sua perfeita longanimidade. Com paciência, Jesus esperou até que Paulo, o perseguidor, se tornasse no Paulo pronto a ser o apóstolo.

 

A paciência graciosa de Deus aguarda, ao passo que a impaciência do homem já há muito tempo teria agido em ira destrutiva.

 

Por isso temos que ser pacientes uns para com os outros, aguardando o tempo de amadurecimento de cada um. Pense em você; quanto tempo você levou para amadurecer?

 

Quantas vezes você foi advertido e não deu ouvidos? Quantos de nós demoramos aprender o evangelho e a viver para a Gloria de Deus.

 

(a) Mas a paciência de Deus é mais do que o simples aguardar; ela está chamando os homens a se arrependerem. Deus é longânimo, não querendo que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (2 Pe 3.9).

 

Os homens nunca devem abusar da bondade e longanimidade de Deus, porque essa bondade NÃO VISA SER UMA OPORTUNIDADE PARA O PECADO, mas, sim, um convite para o arrependimento (Rm 2.4).

 

Deus não apenas aguarda os homens até que retornem ao lar; em Jesus Cristo veio buscá-los e salvá-los; e ainda agora os convence com a atuação e os rogos do seu Espírito Santo.

 

(b) Assim como no pensamento do AT, a paciência de Deus no NT pode ser usada pelos homens para a sua própria destruição.

 

A longanimidade de Deus com Israel pode ser entendida à luz da decisão de deixar a nação obstinada e endurecida pelo pecado, seguir seu próprio caminho até que forçosamente acontecesse a sua rejeição final (Rm 9.22), como ele faz com faraó no Egito.

 

Deus espera com paciência; Deus busca com paciência; e esta espera e busca pretendem contribuir para a salvação do homem, mas o homem na sua teimosia pode transformá-las em condenação.

 

Todos os homens condenados serão justamente condenados unicamente por causa de seus pecados. Nisto está o que chamo de limites (Pr. Davi Charles Gomes): Deus é soberano, o homem é responsável, pelas suas escolhas, Deus é justo, Deus é bom.

 

2. O NT fala da makrothumia em relação ao nosso próximo.

 

(a) A Makrothumia é a insígnia e o emblema da vida cristã. O cristão deve andar com toda humildade e mansidão e longanimidade, suportando a seu próximo em amor (Ef 4.2).

 

O cristão deve revestir-se, como uma roupa, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade, e deve suportar com amor o seu próximo (Cl 3.12).

 

A longanimidade e a bondade são a marca da vida cristã (2 Co 6.6). O amor cristão deve ser longânimo, paciente e benigno (1 Co 13.4). Por mais indesejáveis que os homens sejam, o cristão deve ser longânimo para com eles (1 Ts 5.14).

 

O homem do mundo pode perder sua calma, paciência e fé nos homens; o cristão nunca deve agir assim.

 

(b) Não é sem motivo que makrothumia ocupa um lugar de destaque entre as virtudes cristãs nas Epístolas Pastorais. O amor perseverante do mestre cristão é contrastado com a estultícia dos falsos mestres (2 Tm 3.10).

 

O jovem Pastor Timóteo é instruído no sentido de nunca falhar na longanimidade no seu ministério de ensino e pregação (2 Tm 4.2).

 

E ali, sem dúvida, a palavra combina seus dois significados, porque o mestre e o pregador nunca devem perder sua fé nos homens, por menos que eles pareçam corresponder, e as maiorias das vezes não correspondem à Palavra pregada.

 

Por isso se não for a Makrothumia, os mestres e pregadores, viverão completamente frustrados e desesperados; pois normalmente as pessoas e as circunstancias são sempre hostis à pregação e ao ensino.

 

Por isso nenhum homem pode pregar ou ensinar sem makrothumia.

 

(c) Makrothumia descreve a resposta do cristão às circunstâncias e aos eventos. Paulo ora para que os Colossenses tenham perseverança e longanimidade com alegria (Cl 1.11). A paciência cristã não é uma aceitação inflexível e árida de uma situação; até a própria paciência é irradiada com a alegria.

 

O cristão aguarda, não como quem espera a noite, mas como quem espera a manhã. Esta paciência incansável faz parte da vida cristã (2 Co 6.6).

 

Devido ao fato de Abraão ter perseverado com paciência um filho, recebeu a promessa, e esta longanimidade opera igualmente a favor do cristão que tem a mesma fé (Hb 6.12-15).

 

TALVEZ A LIÇÃO MAIS DIFÍCIL DE SER APRENDIDA POR ESSA GERAÇÃO SEJA A DE ESPERAR; como esperar quando parece que nada está acontecendo, e quando todas as circunstâncias só mostram motivos para o desânimo.

 

Tiago insiste que o cristão deve ser como os profetas que repetidas vezes tinham de aguardar a atuação de Deus; deve ser como o agricultor que lança a semente e depois, no decurso dos meses lentos, espera a chegada da ceifa (Tg 5.7-10).

 

É bem possível que esta seja a tarefa mais difícil para uma era que fez da VELOCIDADE , do RÁPIDO, do IMEDIATISMO um deus; na internet, na Whatsapp, no Facebook.

 

De certa forma, makrothumia é a maior virtude. Não está revestida de romance e fascinação; não tem a emoção da ação repentina numa aventura; mas é a virtude do próprio Deus.

 

Deus na Sua makrothumia tolera os pecados, recusas e rebeldia dos homens. Deus na Sua makrothumia recusa-se a abandonar Sua esperança no mundo que Ele criou e que tão frequentemente vira as costas ao seu Criador.

 

O homem na sua vida terrena deve reproduzir a paciência incansável de Deus para com as pessoas, e a paciência que não perde a coragem com as circunstancias.

 

CONCLUSÃO: John Piper em seu livro (Graça futura) relata a incrível história de Marie Durant.

 

No final do século 17, no sul da França, Marie foi levado perante as autoridades católicas e acusados de “heresia huguenote” (fé Reformada Protestante). "Ela tinha quatorze anos de idade, brilhante, atraente, linda para se casar."

 

Ela foi convidada a retratar/negar sua fé Huguenot. "Ela não foi convidada a cometer um ato imoral, ou para se tornar uma criminosa, ou mesmo para alterar a qualidade do dia-a-dia de seu comportamento."

 

Ela só foi convidada simplesmente para dizer: "Eu me retrato." Ela se recusou.

 

Juntamente com trinta outras mulheres huguenotes, ela foi colocada em uma torre à beira-mar e deixada lá por 38 anos.

 

Ela e suas companheiras mártires riscaram na parede da prisão da torre a palavra, "RESISTA!" Os turistas ainda hoje ficam maravilhados com esta palavra cunhada na pedra bruta.

 

Podemos entender um evangelho que prega a PROSPERIDADE e o SUCESSO. Mas não podemos entender uma fé que não é alimentada pela esperança temporal de que amanhã as coisas serão melhores.

 

Para sentar-se em uma sala da prisão com trinta outras pessoas e ver o tempo passar dia e noite, verão e outono, ano a ano; sentindo lentamente as mudanças do corpo:

 

a perda da beleza da adolescência e da juventude, a secagem e o enrugamento da pele, a perda da força muscular, a perda dos sentidos, o envelhecimento lentamente chegando, sem esperança alguma de ser livre daquela prisão.E ver todos os sonhos temporais se perderem na bruma do tempo.

 

Sentir tudo isso durante 38 anos e ainda PERSEVERAR FIRME A FÉ parece algo completamente idiota para uma geração que não tem nem a capacidade para SUPORTAR ESPERAR um sanduiche ficar pronto.

 

A virtude fundamental nessa história aponta para o poder de resistência da longanimidade que Deus deu a Marie Durant e suas amigas.

 

Nossa geração não pode entender uma fé que não é alimentada pela esperança temporal e mundana de que amanhã as coisas serão melhores. Piper acrescenta:” Certamente não podemos, se a esperança" temporal "é o único tipo que temos.

 

“Mas se há uma esperança para além desta vida temporal se a GRAÇA FUTURA se estende para a eternidade, então pode haver uma compreensão profunda de tal PACIÊNCIA nesta vida."

 

É exatamente isto que Paulo está querendo dizer com Makrothumia quando escreve aos crentes gálatas. Paulo está ensinando, a sabedoria que Deus nos dá para viver uma vida plena.

 

A maioria de nós; não estamos presos numa torre à beira do mar.Mas somos escravos da TOLICE DE VIVER UMA VIDA SEM AMAR COMPLETAMENTE A DEUS, como Marie e mais 30 amigas. Isso é que é viver com longanimidade, com Resistencia. Senhor dê-nos resistência até o fim!

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

 

 

 

De: 30/08/2017
Por: Jairo Carvalho



Deixe seu comentário abaixo
0 comentário

 

Quanto é :

2011 - 2018 Pregação Expositiva
Desenvolvimento: Agência Kairós
Usuários online 3 online Visitantes 198949 Visitas