Conheça a História da Igreja

Ouça nossa Rádio

Bíblia online

biografias

dicas de leitura
Selecionamos alguns livros para aumentar seu conhecimento.

  • Banner
  • Banner

enquete
Você já leu a Bíblia inteira quantas vezes?
Escolha uma opção abaixo
Resultados Outras enquetes




Publicações Imprimir conteúdoIndicar página para alguém

Gálatas: A mansidão

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

FRUTO DO ESPIRITO VII – MANSIDÃO.

Referência: Gálatas 5. 22

INTRODUÇÃO: A exposição de hoje, falaremos sobre mais uma virtude do fruto do Espirito; a mansidão que é uma espécie de equilíbrio uniforme de todos os nossos temperamentos e paixões.

É lamentável que a ênfase excessiva nos dons espirituais tenha levado alguns cristãos a negligenciar o fruto do Espírito. Construir um caráter cristão deve prevalecer sobre a exibição de habilidades especiais que os dons promovem.

O fruto do Espirito é a manifestação do caráter de Cristo em nós. Vejamos:

I. PRAUTES: Força e Suavidade.

A oitava virtude no fruto do Espírito é prautes, traduzido por mansidão pelas versões em português, com exceção das paráfrases, que dizem: tolerância (P), e humildade (BLH).

No pensamento e na linguagem modernos, a mansidão não é uma qualidade admirável. Hoje em dia, a palavra contém uma ideia de falta de dinâmica e ânimo, ou falta de força e virilidade.

A única alternativa razoável que as versões atuais (em inglês) oferecem é suavidade [que também pode ser traduzida por mansidão]; isto é melhor, mas absolutamente ainda não é uma tradução perfeita.

À medida em que estudamos esta palavra, veremos que não há nenhuma palavra isolada em português que a traduza de modo adequado; notaremos, além disso, que trata-se de uma palavra que descreve uma qualidade sem a qual o homem nunca poderá progredir na vida DEVOCIONAL, ou PRÁTICA.

1. O significado de Prautes no grego secular.

Prautes, o substantivo (mansidão), praus, o adjetivo (manso), e prauein, o verbo, são palavras cujo significado recebe muita luz do grego secular. Ali, são usadas com uma atmosfera e qualidade muito específicas.

(a) Referem-se às pessoas ou coisas com uma certa natureza suavizante. São usadas a respeito de palavras que acalmam a pessoa que está num estado de ira, amargura e ressentimento contra a vida.

São usadas para o unguento que pode aliviar a dor de uma ferida. Falam da suavidade no tom de voz daquele que ama. É tratar as pessoas da maneira mais delicada possível. A mansidão expressa mais regularmente o poder de abrandar, acalmar e tranquilizar.

(b) Descrevem a delicadeza na conduta, especialmente por parte das pessoas que teriam condições de agir de outra maneira. Designam o tirano que corteja o povo mediante a promessa de um tratamento brando, se for investido de poder.

Ciro, o rei persa, é descrito como "brando e perdoador dos erros humanos", porque tratou com gentileza um oficial que falhara numa tarefa designada.

Xenofonte usa estas palavras a respeito da maneira bondosa e paciente do oficial ao treinar e tratar o pelotão de soldados inábeis. Usa-as, também, para o modo simpático de o cavaleiro treinar e disciplinar um cavalo selvagem.

Platão as emprega no sentido da fineza e cortesia que são a base da sociedade.

Xenofonte (filosofo historiador) as usa a respeito da atmosfera da compreensão fraternal que se desenvolve entre soldados que têm sido companheiros de lutas durante muito tempo, que combateram juntos, e que juntos enfrentaram os perigos e a morte.

Chama a agricultura de arte branda, porque nela, os homens aprendem a cooperar com a natureza nas suas forças e dádivas.

(c) Descrevem a atitude e atmosfera correta que deve prevalecer em argumentos onde perguntas são feitas e respostas são exigidas e dadas.

As palavras devem ser usadas, com o devido fim de serem aceitas com um bom humor, mesmo quando fazemos algumas alusões diretas, ou entramos numa discursão, devemos nos esforçar para não se perder a calma, se não vamos ganhar uma discursão, mas perdemos as pessoas, isso é o inverso do amor.

Às vezes é mais fácil perceber o significado de uma coisa ao ver seu inverso em operação.

Para algumas pessoas, a disputa mais leve e insignificante é como se fosse uma disputa de vida ou morte na arena.

Em todas as ocasiões, elas lutam como se toda sua reputação dependesse da vitória do momento, e lutam com todas as suas armas.

Se forem derrotadas num único argumento, apelam à linguagem ofensiva e à rudeza ou ficam profundamente arrasadas e amarguradas.

E depois nutrem uma sensação hipócrita; de que tiveram uma boa conversa e esquecem facilmente que as pessoas se sentem como se fossem jogadas para ar e chifradas o tempo todo.

Alguém já disse a respeito de gente assim: "Não se pode discutir com ele; porque quando sua pistola nega fogo, ele nos derruba com a coronha."

Não se pode disputar com pessoas assim. “Elas não prestam atenção em ninguém e, com uma voz mais barulhenta, forçosamente silencia os outros com gritos.”Essas pessoas não tem o fruto do Espirito, nunca nasceram de novo.

(d) São usadas para se referirem a animais mansos, que aprenderam a aceitar a disciplina e o controle. Um cavalo que obedece ao freio ou um cachorro treinado para atender à voz de comando, é praus. Um animal selvagem que é adestrado ou domesticado.

(e) O uso mais característico prautes é a descrição do caráter em que a força e a delicadeza estão juntas. Em Platão, a melhor ilustração de prautes é a do cão de guarda que revela hostilidade valente aos estranhos e amizade gentil para com os familiares da casa, aos quais conhece e ama.

O melhor e mais sublime caráter do homem que é verdadeiramente manso, é aquele que tem ao mesmo tempo impetuosidade e delicadeza nos mais altos graus.

Mansidão é a palavra em que FORÇA e SUAVIDADE estão perfeitamente combinadas.

Antes de chegarmos a um sentido mais pleno e perfeito na discussão de prautes veremos suas ocorrências na própria Bíblia.

2. O uso de prautes (mansidão) no AT grego.   

(a) A mansidão é uma das excelentes qualidades da esposa virtuosa. O Sábio diz: "Se a bondade e a doçura estão nos seus lábios, o seu marido é o mais feliz dos homens" (Eclo. 36.23).

Podemos lembrar aqui a linha de um verso de Shakespeare: "A voz dela era sempre suave, branda e quieta, coisa excelente entre as mulheres."

(b) A mansidão é o espírito com que o homem deve responder ao seu próximo e tratar dos seus negócios. O sábio diz: A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Pv 15:1). A verdade, a mansidão e a justiça capacitam um soberano a prosperar e reinar (Sl. 45.5).

A mansidão que significar a “CORTESIA PERFEITA” para com os homens de todas as categorias e posições é a base de todos os relacionamentos humanos corretos.

(c) A mansidão é regularmente contrastada com a soberba. "O Senhor," diz o Sábio, "derruba o trono dos poderosos e assenta os mansos em seus lugares" (Eclo. 10.14). Os pés dos mansos e dos aflitos pisarão sobre os soberbos (Is 26.6).

Deus vindicará a justiça dos mansos, em contraste com o Seu tratamento dado aos hipócritas arrogantes (Jó 36.15). A mansidão é o antônimo da arrogância e orgulho.

Às vezes este contraste é mais amplo. Em alguns casos, o contraste é entre o manso e o pecador. "O SENHOR ampara os humildes, e lança os ímpios em terra" (Sl 147.6). Esta mansidão é nada menos do que a qualidade básica que impede o homem de pecar.

(d) Repetidas vezes no AT o manso é o homem que goza do favor especial de Deus. A tal homem Deus revelará os seus segredos. Os mistérios são revelados aos mansos. "Guia os humildes na justiça, e ensina aos mansos o seu caminho" (Sl 25.9).

No AT muito se fala da exaltação dos mansos. Os mansos herdarão a terra (Sl. 37.11). Deus levanta-se em juízo para salvar todos os mansos de coração (Sl. 76.9).

O Senhor deleita-se no seu povo, e exaltará os mansos com salvação (Sl 149.4). A mansidão é um caminho para se alcançar os favores de Deus. A benção do Senhor está sobre os mansos.

3. O uso dos termos praus (manso) e prautes (mansidão) no próprio NT.

Temos uma considerável quantidade de material para usar como base, porque o substantivo prautês (mansidão) ocorre onze vezes e o adjetivo praus (manso), quatro vezes.

Continuaremos simplesmente expondo as evidências, sem chegarmos ainda a definir o significado exato dessas palavras.

Em primeiro lugar as palavras que ocorrem ao lado de mansidão.

(a) Mansidão aparece junto com amor cristão. Paulo pergunta aos coríntios se querem que ele vá com a vara de castigo ou com AMOR e espírito de MANSIDÃO (1 Co 4.21).

Já vimos que agapê significa a benevolência invencível e a boa vontade inflexível que nunca se transformará em amargura, mas sempre procurará o sumo bem do homem, sem importar-se com o que este fizer. Há, portanto, uma conexão entre o amor e a mansidão.

(b) Mansidão aparece ao lado de epieikeia. Certamente, epieikeia é a palavra mais difícil de ser traduzida no NT. É comumente traduzida por "mansidão," "clemência", benignidade, magnanimidade ou "modéstia," mas significa muito mais do que isto.

Os gregos falavam de epieikeia como a qualidade que é justa e às vezes é melhor do que a justiça. É a qualidade que corrige a lei quando esta falha por causa das suas generalizações.

Há ocasiões em que é necessário proceder com base na eqüidade e não na justiça legalista. Há ocasiões em que decisões precisam ser tomadas, não conforme as regras e os regulamentos ditam, mas num espírito que transcende a lei.

Há circunstâncias que tornam injusta a aplicação rigorosa da lei, e epieikeia é a qualidade que sabe quando a lei deve ser esquecida, passando-se a lidar com os outros, não segundo a lei, mas pela misericórdia e amor. Nesta hora devemos ser magnânimo.

Em 2 Co 10.1. Paulo coloca juntas as palavras mansidão e benignidade e aplica-as a Jesus, falando da "mansidão e benignidade" de Jesus.

Portanto, prautês é semelhante a esta grande qualidade que reconhece que há ocasiões em que a justiça pode tornar-se injusta e que existe algo muito superior à lei.

(c) Mansidão está associada com a modéstia e a humildade.

A humildade e a mansidão são características da vocação cristã. (Ef 4:2) “Com toda a HUMILDADE e MANSIDÃO, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”

 Os eleitos de Deus se revestirão da humildade de mente e mansidão (Cl 3.12) “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, HUMILDADE, MANSIDÃO, longanimidade”.

O próprio Jesus é manso e humilde de coração (Mt 11.29). Prautes tem a ver com a mansidão e humildade onde não há arrogância e onde há prazer em servir.

Em segundo lugar vamos examinar as palavras com as quais mansidão é contrastada.

(a) A mansidão contrastada com o castigo severo e merecido. Já citamos a passagem em que Paulo pergunta aos coríntios se desejam que ele vá com a severidade da vara do castigo ou com mansidão e amor (1 Co 4.21).

A mansidão é o antônimo da “disciplina severa” que aplica o castigo exigido pela justiça rigorosa. Mas Paulo não diz que uma é melhor que outra, mas que ambas são necessárias, e que vai depender do que exigir a ocasião.

(b) A mansidão contrastada como espírito de briga. Nas Epístolas Pastorais o dever do ministro cristão é exortar a todos os homens a não serem criadores de problemas, polêmicos, contenciosos; mas a darem provas de mansidão e cortesia para com todos os homens (Tt 3.2).

A mansidão é o antônimo do espírito agressivo e beligerante que vive em guerra contra todos os homens e POLEMIZANDO TUDO. Esse espirito beligerante, tem motivado a maioria dos debates denominacionais e teológicos na internet.

4. O papel primordial que a mansidão desempenha na vida cristã.

Devemos examinar agora o papel que a mansidão desempenha na vida cristã, e descobriremos que ela é um dos elementos essenciais da vida cristã.

(a) A mansidão é o espírito necessário para a aprendizagem cristã. Tiago diz que os homens devem receber com mansidão a palavra que pode salvar sua alma (Tg 1.21).

A mansidão é o espírito em que o homem conhece a sua própria ignorância e com o qual é suficientemente humilde para saber que não sabe; é o espírito que pode abrir a mente à verdade de Deus e o coração ao amor dEle.

(b) A mansidão é o espírito em que a disciplina deve ser exercitada, e em que as falhas dos outros devem ser corrigidas. O conselho de Paulo é de que se alguém for surpreendido em alguma falta, certamente deve ser corrigido, mas a correção deve ser dada e aplicada em espírito de mansidão (G1 6.1).

A correção pode ser administrada de maneira a desencorajar e levar o homem ao desespero; mas também pode ser aplicada de maneira a soerguer o homem, tornando-o resoluto no sentido de agir melhor e tendo a esperança de que se comportará melhor.

A mansidão é o espírito que faz da correção um estímulo e não um desencorajamento; um meio para chegar à esperança, e não uma causa do desespero.

(c) A mansidão é o espírito com que se deve enfrentar a oposição. Nas Epístolas Pastorais o ministro cristão é conclamado a instruir com mansidão aqueles que se opõem ao seu ensino (2 Tm 2.25).

Frequentemente encontramo-nos com aqueles que não concordam conosco e que têm diferenças de opinião, num espírito de mansidão e sem procurar agredi-los verbalmente, vamos instruindo-os até que mudem de opinião.

Barclay cintando o Dr. Dickie usa a seguinte ilustração: suponhamos que entremos num aposento num dia de frio intenso, e descubramos que as janelas estão com uma camada de gelo do lado de dentro. Há duas coisas que podemos fazer.

Podemos procurar tirar o gelo esfregando para removê-lo das janelas, mas o único resultado será que, quanto mais esfregarmos, mais rapidamente o gelo voltará a formar-se.

Ou, podemos acender a lareira e as janelas serão limpas por si mesmas quando o gelo começar a derreter-se. O calor faz o que a força da fricção não pode fazer.

Ao lidarmos com aqueles que, segundo cremos, estão enganados, a mansidão no TRATO produzirá os resultados que a força do ARGUMENTO nunca produziria.

(d) A mansidão é o espírito do testemunho cristão. O apostolo Pedro exige que o cristão sempre esteja pronto para dar a razão da esperança que nele há — mas sempre com “mansidão” e temor (1 Pe 3.15).

O verdadeiro testemunho cristão sempre tem uma delicadeza graciosa muito mais eficaz do que o tipo descortês de testemunho que procura forçar os outros a aceitarem as suas opiniões. O testemunho cristão deve ser cativante, além de forte.

(e) A mansidão é o espírito que deve permear toda a vida cristã. Tiago ensina na sua carta que a mansidão é a característica mais presente na vida e conduta de uma pessoa sabia (Tg 3.13).

O verdadeiro adorno da vida, precioso e de grande valia aos olhos de Deus e amável aos olhos dos homens é o espírito MANSO e QUIETO (1 Pe 3.4). Este é o espírito que realmente é agradável aos homens e a Deus.

(f) A mansidão é mais do que alguma coisa delicada e graciosa. É o segredo da conquista e do poder, porque os mansos são bem-aventurados e herdarão a terra (Mt 5.5). A mansidão faz do homem um rei entre os demais.

(g) Finalmente, devemos notar que pelo menos três vezes esta qualidade está ligada ao próprio Jesus. Este foi o convite de Jesus: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou MANSO e humilde de coração" (Mt 11.29).

Sua entrada triunfante em Jerusalém foi o cumprimento da profecia: "Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento" (Zc 9.9; Mt 21.5).

É pela mansidão e benignidade de Cristo que Paulo apela aos Coríntios rebeldes, pedindo simpatia e obediência (2 Co 10.1). Esta mansidão é da própria essência do caráter de Jesus.

5. Aplicando corretamente o conceito de mansidão como fruto do Espirito.

Conforme dissemos no início, quase todas as versões do NT traduzem prautês por "mansidão" ou "humildade." A ARA coloca "mansidão" em 1 Co 4.21; 2 Co 10.1; Gl 5.23; Ef 4.2; Cl 3.12; 2 Tm 2.25; Tg 1.21; 3.13; "brandura" em Gl 6.1; e "cortesia" em Tt 3.2. A BV tem "mansidão" em 2 Co 10.1; G1 5.23; 6.1; 2 Tm 2.25; "bondade" em 1 Co 4.21; "amável" em Ef 4.2; "paciência" em Cl 3.12; "atencioso" em Tt 3.2; "humildade" em Tg 1.21; e "não fazer alarde" em Tg 3.13.

Versões em inglês têm expressões tais como: "a humildade de sabedoria", "o espírito tenro que perdoa", "modéstia." A grande variação nas versões dos tradutores demonstra muito bem a dificuldade em traduzir estas palavras.

Ao discutirmos o significado destas palavras no grego clássico, encontramos uma discussão mais completa que poderia ser encontrada em Aristóteles, e agora examinaremos este enfoque.

Ele entendia que a mansidão e a coragem fazem parte do lado impetuoso da natureza humana. A mansidão é a bondade do lado impetuoso da natureza humana, que dificulta a explosão da ira descontrolada.

A paciência é a capacidade de suportar repreensões e ofensas com moderação, sem partir rapidamente para a vingança e sem ser facilmente provocado à ira, mas está livre de amargura e contenda, tendo tranquilidade e estabilidade de espírito.

 A mansidão é definida como o oposto da ira, e que o HOMEM EXPLOSIVO e de MAU GÊNIO é o inverso daquele que é manso.  

Vamos então para uma definição mais completa e iluminadora. Explodir em ira é errado, e ser submisso com espírito de escravidão também o é.

Visto, portanto, que estes dois estados de caráter são errados, fica claro que o meio-termo entre eles é certo, porque não é um gênio precipitado nem lento demais, não fica irado contra as pessoas com quem não deve ficar, nem deixa de expressar sua ira contra quem deve.

 O homem manso é o meio-termo entre aquele que é servil e aquele que é severo. Cadavirtude é o meio entre dois extremos. Por um lado, está o extremo do EXCESSO e por outro está o extremo da DEFICIÊNCIA; entre eles está o meio.

A mansidão é o meio-termo entre a ira excessiva e pecaminosa, e a falta de ira justa.

A mansidão é o meio-termo entre ira em demasia e ira insuficiente; o homem que é manso é aquele que tem a quantidade exatamente certa de indignação justa em sua personalidade.

A mansidão seria a observância do meio-termo no que diz respeito à ira. O homem manso é aquele que se ira "por motivos justos”, “contra as pessoas certas”, “da maneira certa”, “no momento certo” e “pelo prazo certo”.

Aqui, pois, está o significado de manso. O homem manso é aquele que sempre se ira no momento certo, e nunca no momento errado e nem com as pessoas erradas.

E aqui está a razão pela qual Moisés é o grande exemplo de mansidão. Moisés não era nenhuma criatura sem caráter. Ele era um homem que podia irar-se ardentemente, quando a ira era necessária, e que, também, podia ser humildemente submisso quando necessário.

Nenhuma criatura sem caráter, sem espírito de coragem, ou fraca emocionalmente poderia ter conduzido mais de dois milhões de pessoas no meio do deserto do modo pelo qual Moisés os conduziu. Moisés tinha uma combinação de FORÇA e SUAVIDADE.

E se esta verdade aplica-se a Moisés, aplica-se ainda mais a Jesus Cristo, porque nEle havia ira justa e amor que perdoava.

Somente um homem manso poderia ter purificado o Templo expulsando os comerciantes debaixo de chicotadas e ter perdoado a mulher pega em flagrante adultério, a quem todos os ortodoxos condenavam.

O significado radical da mansidão é o autocontrole. É o controle completo da parte impetuosa da nossa natureza.

CONCLUSÃO: Quando temos mansidão tratamos todos os homens com CORTESIA PERFEITA, podemos repreender e sermos repreendidos SEM RANCOR, podemos debater SEM INTOLERÂNCIA, podemos enfrentar a verdade SEM RESSENTIMENTO, podemos irar-nos SEM PECAR e podemos ser mansos sem SER FRACOS.

A mansidão é a virtude na qual nossos relacionamentos conosco mesmos e com os nossos próximos podem tornar-se PERFEITOS e COMPLETOS.

Claramente nenhum homem pode atingir esse autocontrole para si e por si. As explosões de ira rompem as nossas correias emocionais e são fortes demais para a vontade e a razão puramente humana querem refreá-las.

Exatamente por este motivo a mansidão faz parte do fruto do Espírito de Deus. A mansidão é o poder do caráter que, mediante o Espírito de Deus, faz a força poderosa e explosiva da ira ser aproveitada e canalizada em disposição e coragem para servir e amar o povo de Deus.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 31/08/2017
Por: Jairo Carvalho



Deixe seu comentário abaixo
0 comentário

 

Quanto é :

2011 - 2018 Pregação Expositiva
Desenvolvimento: Agência Kairós
Usuários online 2 online Visitantes 199310 Visitas