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1 Reis - Sou rei!

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

Referência: 1 Reis 1.1-10 

 

Uma palavra de gratidão.

Sou grato ao nosso Deus, por ter o privilégio de expor mais um livro da Escritura. Vamos começar a expor 1 Reis. Esta série de sermões é baseada principalmente no livro da Editora cultura: Estudos bíblicos expositivos em 1 Reis escrito pelo Pr. Philip Graham Ryken presidente do Wheaton College.

 

Sou grato a Deus pela ajuda que recebi da irmã Liliane Modesto e do Pb Glaydson que me ajudaram a separar e formatar o material para que eu pudesse trabalhar o texto, revisando e contextualizando o sermão.

Minha maior dívida de gratidão é com todos os irmãos tem têm orado por mim enquanto eu estudo, medito e prego as Sagradas Escrituras.

Vamos aprender que Dinheiro, sexo e poder é o resumo de 1 Reis. Davi, Salomão, Elias: a história contada em 1 Reis é repleta de grandes heróis de Israel, homens de coragem e carisma com muitas fragilidades e uma necessidade constante de graça.

 

Mas também não faltam os grandes vilões: Adonias, Simei, Jeroboão, Acabe. Acima de tudo, porém, 1 Reis é a história do Deus de Israel, que nunca deixa de amar o seu povo ou de mantê-lo sob seu cuidado real, mesmo quando este opta por seguir os caminhos da loucura e idolatria.

 

Que Deus, o Espírito Santo, abençoe todos que acompanharem a exposição deste livro com um conhecimento mais profundo de Jesus Cristo, que é o melhor dos reis de Israel e o mais poderoso de todos os profetas de Deus.

 

INTRODUÇÃO: vejam comigo o verso 5: Então, Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. Providenciou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele (1Rs 1.5).

 

Acontece algo interessante no “JOGO DE DAMAS” há um momento emocionante quando uma das peças do jogo de repente se transforma em realeza. Após percorrer todo o caminho e saltar até o outro lado do tabuleiro, uma pedra comum se transforma em dama.

 

"Sou dama!", exclama um dos jogadores. Uma segunda pedra comum é cuidadosamente colocada em cima da primeira, e a partir de então a nova dama tem o poder de se movimentar por todo o tabuleiro.

 

Muitas pessoas querem fazer do jogo de damas seu MODO DE VIDA. Insatisfeitas com seu STATUS COMUM, elas querem ser o centro real de atenção.

"Sou rei!", dizem, desejando PODER e DINHEIRO o suficiente para obter o controle e comprar os PRAZERES que querem na vida.

 

"Sou rei!" é o que o homem solteiro está dizendo quando satisfaz seu desejo sexual, em vez de assumir o compromisso verdadeiro e altruísta com Cristo de amar uma única mulher para sempre se casando com ela.

 

"Sou rei!" (ou "Sou rainha!", para usar um termo do jogo de xadrez) é o que a mãe dominadora está dizendo quando ela faz de sua própria vontade a regra da casa, em vez de buscar o progresso espiritual de seus filhos.

 

"Sou rei!" é o que eu digo toda vez que faço dos meus PRÓPRIOS DESEJOS, meus PRÓPRIOS CONCEITOS, a minha maior preocupação, mesmo que à custa de outros.

 

O problema com a construção de nossos próprios PEQUENOS REINOS é que assim nunca encontramos o nosso lugar no verdadeiro reino de Deus.

 

Essa questão central na vida cristã é, também, a questão central em 1 e 2Reis. Quem será o rei? Será que aceitaremos a realeza que Deus estabeleceu, ou será que sempre insistiremos em impor a nossa própria vontade na vida?

 

1. O velho rei Davi

A questão da realeza surge já no início de 1 Reis. Os livros de 1 e 2Samuel são dominados pelo reinado de Davi. Mas 1 Reis começa dizendo que "o rei Davi já velho e entrado em dias, envolviam-no com roupas, porém não se aquecia" (1Rs 1.1).

 

Para quem admira o rei Davi, essa cena parece até ser deprimente. Davi foi um dos maiores reis da terra, talvez o maior. Desde criança, realizara muitas proezas heroicas no campo de batalha: matou leões e ursos para defender os rebanhos e manadas de seu pai; matou gigantes; conquistou reinos; construiu uma fortaleza para o seu povo em Jerusalém; gerou uma dinastia real, foi pai de muitos filhos que seriam os príncipes de Israel.

 

Mas, agora, o famoso rei estava velho e fraco, e de toda a sua antiga grandeza restara-lhe apenas a preocupação de manter-se aquecido na cama (ou devo dizer leito de morte?).

 

A fragilização de Davi é um triste lembrete da nossa própria fraqueza. Quando esses eventos ocorreram, o rei tinha cerca de 70 anos de idade (2Sm 5.4). O que aconteceu com ele vai acontecer com quase todos nós: nossa audição ficará mais fraca, nossa visão escurecerá, nossos membros ficarão débeis e frágeis.

 

Finalmente, seremos confinados à cama, e talvez também sentiremos frio. É, portanto, muito importante seguir este conselho das Escrituras: "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: 'Não tenho neles prazer"' (Ec 12.1).

 

Se, como Davi, dermos nosso coração a Deus quando formos jovens, ainda nos lembraremos dele quando ficarmos velhos, e ele se lembrará de nós.

 

Pobre Davi! Enquanto tentava se aquecer, seus servos tentavam ajudá-lo. Vestiram-no com pijamas mais quentes, mas o rei continuava com frio.

 

Empilharam cobertores pesados sobre sua pessoa real, mesmo assim o rei tremia sob as cobertas. Então, sugeriram um remédio prático — mencionado em vários manuais de medicina da Antiguidade:

 

Então, lhe disseram os seus servos: Procure-se para o rei, nosso senhor, uma jovem donzela, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele, e durma nos seus braços, para que o rei, nosso senhor, se aqueça. Procuraram, pois, por todos os limites de Israel uma jovem formosa; acharam Abisague, sunamita, e a trouxeram ao rei. A jovem era sobremaneira formosa; cuidava do rei e o servia, porém o rei não a possuiu (1Rs 1.2-4).

 

Os servos de Davi estavam tão empenhados de manter o rei aquecido? Que chegaram a organizar um concurso de MISS ISRAEL VIDA, para encontrar a garota mais bonita de todo o país?

 

Embora a situação pareça carregada de sexualidade, também sentimos que o rei é rebaixado. Esse não é o Davi que conheceu Bate-Seba, o Davi que foi pai de Salomão e de muitos outros filhos.

 

Nem mesmo uma jovem virgem deslumbrante consegue esquentar seu sangue. Pelo contrário, sua impotência sexual demonstra que ele havia perdido sua vitalidade e virilidade.

 

Em breve, o velho rei Davi estará morto e sepultado, fato que evidencia uma das limitações inerentes à realeza do antigo Israel. Todos os reis morreram, pondo em dúvida a realeza para cada nova geração do povo de Deus.

 

Davi foi o melhor dos reis de Israel, o maior rei da historia; mas até ele foi enterrado, onde seu corpo permanece até hoje. Sua mortalidade significava que nunca mais seria o rei supremo do povo de Deus.

 

Isso revela, por via de contraste, a realeza superior que temos em Jesus Cristo, o verdadeiro Filho de Davi e o único Filho de Deus. Jesus também morreu, sendo crucificado pelos nossos pecados. Mas, no terceiro dia, ele ressuscitou para reinar para sempre em majestade real. Jesus Cristo é o Rei imortal de todas as eras (1Tm 1.16).

 

Este é o reino que precisamos, governado por um Rei que nunca mais morrerá, mas que viverá para sempre para nos governar e defender. Jesus nunca sentirá o frio da velhice, mas permanecerá em plena posse de seus poderes divinos por toda a eternidade: nosso Rei para sempre.

 

 

2. Eu serei rei

Quando o reinado de Davi estava se aproximando do seu fim, a corte real fervia de intrigas. Os cortesãos cochichavam nos corredores: "Quem será o próximo rei?". Essa pergunta estivera na mente das pessoas há anos, da mesma forma que as pessoas há muito especulam sobre quem será o sucessor da rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

 

Na verdade, já haviam sido feitas pelo menos duas tentativas de tomar o trono de Davi: a rebelião de seu filho Absalão, que levou a uma guerra civil (2Sm 14-18), e a rebelião de Seba, filho de Benjamim (2Sm 20).

 

Davi conseguiu suprimir as duas rebeliões, mas à medida que envelhecia foi ficando mais fraco. Agora, não conseguia nem mesmo se aquecer na cama, devido sua "impotência tremente" estava deixando um vácuo de poder.

 

O legítimo herdeiro de Davi, segundo Deus, deveria ser Salomão. Embora não fosse o filho mais velho — ele ocupava o DÉCIMO LUGAR na hierarquia de sucessão ao trono —, Salomão era o filho escolhido. Deus nem sempre escolhe o filho mais velho, como ilustra a coroação do próprio Davi (1Sm 16.10-13).

 

Sabemos de 1Crônicas 22.9 que a palavra do Senhor tinha anunciado a Davi que Salomão seria o próximo rei: "Eis que te nascerá um filho, que será homem sereno, porque lhe darei descanso de todos os seus inimigos em redor; portanto, Salomão será o seu nome; paz e tranquilidade darei a Israel nos seus dias. Este edificará casa ao meu nome; ele me será por filho, e eu lhe serei por pai; estabelecerei para sempre o trono do seu reino sobre Israel" (1Cr 22.9-10). Salomão seria o rei de Israel por eleição divina.

 

No entanto, havia outro pretendente ao trono, um candidato alternativo para assumir o reino de Israel. A maioria das pessoas o via como o HERDEIRO PERFEITO. Seu nome era Adonias, e ele se parecia muito com Davi em seus melhores dias, mas que, agora, já pertenciam ao passado.

 

A Bíblia o descreve como um HOMEM MUITO BONITO, e ele nasceu logo após Absalão (1Rs 1.6). Do ponto de vista humano, tudo favorecia Adonias: ele tinha todas as qualificações que as pessoas costumam pedir de um rei, na engenharia humana ele era a pessoa perfeita para o trono, como nenhum outro.

 

Assim como o seu irmão mais velho, Absalão (um vínculo ameaçador, dado a guerra civil que Absalão travara contra a casa de seu pai — 2Sm 14.25-27), sua aparência agradava à vista, e a beleza pesa bastante — mais do que gostamos de admitir.

 

Logo no que dizia respeito ao reinado, Adonias parecia o PARTIDO PERFEITO; pelo menos para as pessoas que valorizam “talentos” e a “aparência externa”, coisa que Deus não faz — 1Sm 16.7.

 

Além disso, como filho mais velho ainda vivo de Davi, Adonias era o próximo na linha de sucessão ao trono. Ele era o quarto filho de Davi (2Sm 3.4). O filho mais velho do rei, Amnom, havia sido morto por seu irmão mais jovem Absalão, que, por sua vez, fora condenado à morte.

 

Ninguém sabe o que aconteceu com Quileabe (2Sm 3.3), que simplesmente desapare-ceu da história e talvez tenha morrido em sua juventude.

 

Então de acordo com o antigo PRINCÍPIO DA PRIMOGENITURA, a maioria das pessoas teria dito que Adonias tinha um direito legítimo ao trono.

 

Assim, o jovem Adonias decidiu aproveitar sua chance, declarando a sua intenção de ser rei após Davi. A formulação exata de sua declaração nos ABRE UMA JANELA para a sua alma e, talvez, para nossas próprias almas também:

 

"Então, Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. Providenciou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele" (1Rs 1.5).

 

A estrutura gramatical ressalta a palavra "eu". Podemos imaginar Adonias apontando para si mesmo ou até mesmo batendo no peito ao dizer: "Eu reinarei".

 

Além disso, a forma do verbo "exaltar" pode indicar uma ação contínua, para demonstrar que a AUTOEXALTAÇÃO de Adonias não foi apenas uma ocorrência única — toda a sua vida girava em torno de projetar-se como o futuro rei.

 

Do ponto de vista meramente humano, a pretensão de Adonias é perfeitamente compreensível. Afinal, quem não gostaria de ser rei?

 

Além disso, a ORDEM NATURAL das coisas exige que um rei demonstre alguma iniciativa para merecer a sua coroa.

 

Se isso é o que pensamos, precisamos lembrar que esse não era um reino comum, mundano como os outros reinos do mundo.

 

A casa real de Davi fazia parte do plano de Deus para a SALVAÇÃO do mundo. Davi tinha recebido uma promessa divina e pactual segundo a qual sua dinastia persistiria para sempre, que seu trono seria estabelecido eternamente (2Sm 7.16-17).

 

Essa era A VONTADE DE DEUS. Também seria OBRA DE DEUS, o que significa que, em vez de fazer sua própria escolha do rei, ISRAEL DEVERIA CONFIAR EM DEUS PARA QUE ESTE FORNECESSE O HOMEM DE SUA ESCOLHA.

 

Aqui não se tratava de uma crise constitucional. Onde a rivalidade entre os filhos de Davi sobre quem seria rei, nem porque o procedimento constitucional de regulamentar a sucessão ainda não havia sido estabelecido.

 

Mas o verdadeiro problema era outro. Israel tinha uma política de sucessão real. Sua política era a DETERMINAÇÃO DIVINA: Deus ungia o seu próprio rei em seu próprio tempo. Como disse na Lei de Moisés: "estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o SENHOR, teu Deus, escolher" (Dt 17.15).

 

O problema era que homens como Adonias (e também como Absalão) não aceitavam a ESCOLHA DE DEUS, mas continuavam se exaltando. Eles nem sequer aguardaram a morte de seu pai (cf. Lc 15.12), mas tentaram tomar à força algo que só Deus podia dar.

 

Alguma vez você já sentiu essa mesma tentação — a tentação de pegar para si o que você queria no momento em que o queria, EM VEZ DE ESPERAR QUE DEUS LHE DESSE?

 

Crianças pequenas são tentadas a fazê-lo e dizem: "Isso é meu!", e pegam o que podem. Crianças maiores são tentadas a fazê-lo e ficam com raiva quando não conseguem impor a sua vontade.

 

Alguns adultos são a todo tempo; tentados a fazê-lo, p.ex os solteiros são tentados a se aproveitam dos prazeres sexuais sem esperar o presente do casamento.

 

O marido pode obter um controle ímpio sobre seu sua esposa por meio da manipulação, ameaça ou violência emocional ou física, sem gastar tempo em oração humilde para que o Senhor a transforme.

 

Outros são tentados a passar por cima de outras pessoas para serem promovidos, ou a apresentar-se para o ministério sem qualquer chamado da igreja.

 

Outros querem assumir o ministério sem estar preparados, ou com a motivação errada, e no tempo errado, o fim destes é como de Absalão e Adonias.

 

O Espirito de Absalão e de Adonias tem feito um estrago irreparável no meio da igreja pentencostal. O profeta Oséias denunciou este pecado: “Eles instituíram reis sem o meu consentimento, escolheram lideres sem a minha aprovação” (Os 8.4).

 

De uma forma ou de outra, todos nós seremos tentados a nos exaltar. Muitas vezes seremos tentados a ser como Diótrefes, um Presbítero que o Novo Testamento descreve como um COMPORTAMENTO igual a Adonias alguém que gostava de colocar-se em PRIMEIRO LUGAR (3Jo 9).

 

Mas quando nós nos colocamos no trono, Deus deixa de ser o Deus da nossa vida e passa a ser apenas mais um de nossos funcionários. EM VEZ DE PROCURAR O SEU REINO, ESPERAMOS QUE ELE NOS AJUDE A CONSTRUIR O NOSSO. Mais cedo ou mais tarde, ficaremos chateados com ele por não fazer o que esperamos que ele faça por nós.

 

Normalmente ficamos com raiva quando não conseguimos o que queremos, o que torna a raiva uma das melhores EVIDÊNCIAS para descobrirmos as nossas próprias IDOLATRIAS PARTICULARES.

 

Quando estamos zangados com o mundo ou com raiva de Deus, podemos ter certeza de que colocamos a PESSOA ERRADA no trono da nossa vida.

 

3. Para sua própria glória

Para reconhecer a forma que a AUTOEXALTAÇÃO assume em nossa própria vida, precisamos analisar com mais cuidado a FORMA e a MOTIVAÇÃO como Adonias se entronizou como rei.

 

(a) Ele tomou para a sua própria glória e prazer a decisão de fazer-se rei, sem jamais submeter-se ao governo de Deus. Cometemos o mesmo erro sempre que decidimos "fazer-nos rei": buscamos a nossa própria honra e prazer sem nos submeter ao governo de Deus.

 

Veja as várias maneiras com que Adonias agiu para a sua própria honra. Em primeiro lugar, "Providenciou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele" (1Rs 1.5). Se você quer que as pessoas saibam quão importante você é, é bom ter seu próprio cortejo de bajuladores!

 

Então Adonias reuniu sua legião, por assim dizer — uma guarda de honra de carruagens do palácio, com BAJULADORES correndo à sua frente para anunciar a sua vinda. Mesmo antes de chegar, as pessoas saberiam assim que alguém importante estava a caminho.

 

Quando você quer ser importante, a APARÊNCIA e REPUTAÇÃO; é tudoque importa. Se você quiser ser rei, precisa agir como rei, e isso inclui cercar-se de pessoas que o tratem assim. Você precisa ter alguns seguidores: pessoas que lhe digam quão grande você é, quão sábio você é, quão piedoso você é.

 

E assim como seu irmão Absalão antes dele (outro vínculo sinistro), Adonias grandiosamente empregou um cortejo de cavalos e carruagens e servos a pé (2Sm 15.1).

 

(b) Ele procurou se acercar de pessoas que tivessem uma reputação que afirmassem suas intenções.

Adonias também buscou assegurar o apoio de alguns dos líderes mais poderosos e importante de Israel: "Entendia-se ele com Joabe, filho de Zeruia, e com Abiatar, o sacerdote, que, SEGUINDO-O, o AJUDAVAM" (1Rs 1.7).

 

Mesmo que suas carreiras terminassem em desgraça, ambos os homens eram LÍDERES-CHAVEde Israel. Joabe era o comandante do exército de Israel e durante muitos anos atuou como braço direito de Davi, amigo pessoal do rei, alguém acima de qualquer suspeita.

 

Joabe foi o general que ajudara o rei a conquistar Jerusalém, que suprimira todas as rebeliões contra o seu trono real, e que protegera a vida do rei matando seus inimigos (2Sm 2.13ss.; 1Cr 11.4-6).

 

Infelizmente, Joabe também matara o filho de Davi, Absalão, o que fez com que perdesse o favor real e diminuísse a sua influência política. MAS TALVEZ SEU APOIO A ADONIAS LHE PERMITISSE RECUPERAR SUA POSIÇÃO DE PODER NO REINO.

 

Abiatar, o sacerdote, também estava planejando aumentar seu poder. Como Joabe, ele era um dos amigos chegados e parceiro do velho rei, um homem que havia acompanhado Davi desde o início de seu ministério. (1Sm 22.20-23).

 

Abiatar não era o SUMO SACERDOTE, mas talvez o quisesse ser, e ai estava a grande chance. Em todo caso, decidiu que acompanharia Adonias em sua ascensão ao poder.

 

Adonias tinha, portanto, amigos em posições altas — poderosos líderes MILITARES e RELIGIOSOS que poderiam ajudá-lo a conseguir o que queria. Esse tipo de gente sabe que CONHECER AS PESSOAS CERTAS É IMPORTANTE.

 

Esse ESPIRITO DE REBELIÃO diz: Se você quiser avançar na vida, você precisa da ajuda de pessoas influentes que podem dizer coisas como: "Sabe, outro dia eu estava conversando com meu bom amigo Joabe, e ele disse...".

 

Também diz: você precisa ter pessoas ao seu redor que lhe DIGAM O QUE VOCÊ QUER OUVIR, apoiando suas ambições e “elogiando suas conquistas” sem “criticar suas falhas” ou “corrigir seus pecados”, ou “apontar algum defeito do seu caráter”.

 

(c) Ele procurou exibir publicamente sua influencia e piedade religiosa.

Adonias também se exaltou ao exibir publicamente a sua riqueza pessoal e seu compromisso religioso: "Imolou Adonias ovelhas, e bois, e animais cevados, junto à pedra de Zoelete, que está perto da fonte de Rogel, e convidou todos os seus irmãos, os filhos do rei, e todos os homens de Judá" (1Rs 1.9).

 

Essa grande festa, com sua longa lista de convidados importantes, serviria a uma série de propósitos políticos. Melhoraria a reputação religiosa de Adonias.

 

Mas veja a sutileza da FALSA PIEDADE, o local era (Zoelete), a “Pedra da Serpente” este não era de forma alguma o lugar adequado para fazer sacrifícios a Deus!

 

Ele estava evidenciando quem estava por traz da sua motivação, a antiga serpente, ele estava construindo uma ADORAÇÃO A SI MESMO, construindo um MONUMENTO A SI MESMO.

 

Esta festa religiosa também uniria as pessoas, convencendo-as a formar uma aliança política de oposição a liderança de Davi.

 

Tudo num SIMULACRO de piedade, ele chegou até a compartilhar a mesa que era um sinal de SOLIDARIEDADE importante nos tempos bíblicos. Nesse caso, sem que as pessoas soubessem, isso equivalia praticamente a uma cerimônia de coroação pública (1Rs 1.11).

 

Adonias fez toda essa AUTOPROMOÇÃO para fortalecer sua posição politica. Ele estava saindo com os amigos certos, passando tempo com as pessoas mais populares e organizando as maiores festas, e eventos religiosos.

 

Ao mesmo tempo, estava passando a impressão de que era profundamente religioso e piedoso. No entanto, Adonias fazia tudo isso apenas para sua própria honra e glória.

 

Somos tentados a "fazer-nos rei" da mesma maneira. Tentamos IMPRESSIONAR as pessoas “com o que temos”, “com as pessoas que conhecemos”, de “como estamos ocupados fazendo as coisas para Deus”.

 

Às vezes, nós nos preocupamos mais com o que as pessoas PENSAMde nós do que com aquilo que realmente SOMOSdiante de Deus.

 

Assim, nós nos cercamos de pessoas que nos dizem que estamos fazendo a coisa certa, mesmo (e talvez na maioria das vezes) quando estamos fazendo a coisa errada.

 

Como isso acontece? Silenciosamente, garantimos que recebamos a maior parte do CRÉDITO PELO SUCESSO de um projeto ou de algo que fizemos ou temos a intenção de fazer para Deus.

 

Ou mesmo GABAMO-NOS do aparelho eletrônico ou do carro que compramos recentemente.

 

Ou fazemos com que as pessoas SAIBAMque estamos “vestindo a última moda”, “morando em tal lugar”, “estudando em tal instituição”, “fazendo tal curso” ou passamos a IMPRESSÃOde que somos “espirituais e usados por Deus” ou fazemos qualquer outra coisa que seja, simplesmente em busca de AUTOAPRECIAÇÃO diante das pessoas da nossa comunidade.

 

Estamos alimentando o nosso SENSO DE AUTOIMPORTÂNCIA simplesmente RECLAMANDO, ainda que discretamente, sobre a liderança, ou sobre a nossa carga de trabalho, sobretudo na boa obra que fazemos no ministério cristão, sobre o quanto estudamos a bíblia ou oramos.

 

Mas de um jeito ou de outro, QUEREMOS QUE AS PESSOAS SAIBAM COMO SOMOS BONS. Não podemos fazê-lo andando de carruagem, contratando cinquenta servos para irem adiante de nós, nem convidamos celebridades para um jantar, MAS FAZEMOS A MESMA COISA DE MANEIRAS MAIS SUTIS.

 

Nós o fazemos com, a nossa TEOLOGIA, com a nossa ORTODOXIA, com os DONS ESPIRITUAIS, com os nossos TALENTOS, ou com os objetos que compramos, com aquilo que dizemos e vestimos, e fazemos tudo isso; TENTANDO DEIXAR A IMPRESSÃO DE SERMOS ALGO MAIOR DO QUE REALMENTE SOMOS.

 

4. Prazeres tolos

Não buscamos apenas a nossa PRÓPRIA HONRA, buscamos ainda o nosso PRÓPRIO PRAZER. É o que Adonias também nos mostra. Não foi apenas para sua própria glória que ele se coroou rei; fez isso igualmente para seu próprio prazer.

 

A Bíblia assim indica, dizendo-nos que "Jamais seu pai o contrariou, dizendo: 'Por que procedes assim?' (1Rs 1.6). É uma terrível acusação contra Davi de ter fracassado na disciplina paternal. É também um dos comentários mais importantes de toda a Bíblia sobre o tema da educação dos filhos.

 

A implicação é que Davi deveria TER RESPONSABILIZADO SEUS FILHOS POR SEUS ATOS, e que, se tivesse feito isso, Adonias não teria vivido para a glória de uma coroa que nunca deveria ter reivindicado.

 

A Bíblia indica, ainda, que essa MEDIDA DISCIPLINADORA inevitavelmente teria desagradado o filho, embora tivesse sido para o seu próprio bem. Mas em vez disso, Adonias era rebelde e CORROMPIDO de tão MIMADO que foi.

 

Davi amara seu filho excessivamente, mas não de forma muito sábia. Um pai muito indulgente(que não disciplina) produzira um filho arrogante e rebelde.

 

Uma BOA APARÊNCIA (beleza) e um status privilegiado, juntamente com a indulgência dos pais, ou seja, a tolerância dos pais com os erros dos filhos, não vai construir um CARÁTER FORTE e nem incutir SABEDORIA na vida dos filhos.

 

Adonias pode muito bem ter tido uma infância feliz, mas a FALTA DE DISCIPLINA de seu pai acabou transformando o jovem em TRAIDOR.

 

Tudo isso são princípios que podemos levar diretamente para os nossos lares cristãos. Pais e mães têm o dever de responsabilizar seus filhos por suas ações. "Por que você fez isso? você será disciplinado!" Esta é uma pergunta boa e muitas vezes necessária a se fazer.

 

Ela força as crianças a explicarem suas ações e a examinarem as motivações do seu coração. Isso pode ajudá-las a ver quão pecaminosas são e o quanto precisam de um SALVADOR.

 

Também pode ajudá-las a ver a diferença entre viver para seu PRÓPRIO PRAZER e viver para AGRADAR A DEUS, entre "fazer-se rei" e viver para a glória de Deus.

 

Os pais precisam saber que esse tipo de RESPONSABILIZAÇÃO muitas vezes deixa a criança com raiva. E é claro que a deixa com raiva! A natureza caída se irrita sempre que seus pecados são expostos.

 

Mas esse desagrado da criança pode muito bem ser um sinal de que ele ou ela está recebendo exatamente a disciplina necessária.

 

Claro, a Bíblia também adverte os pais (principalmente o pai) para que não irritem seus filhos (cf. Ef 6.4), o que, muitas vezes, representa uma tentação para os pais.

 

Para evitar isso, cada ATO DE DISCIPLINA deve ser acompanhado por uma comunicação clara e amorosa; arrependimento e reconciliação podem ser necessários em ambos os lados. Mas a questão em 1Reis 1.6 é que uma EDUCAÇÃO EFICAZ, normalmente desagrada as crianças, e isto para o bem delas.

 

Um pai ou uma mãe que ama verdadeiramente seus filhos vão precisar desagradar os seus filhos. Os pais que nunca desagradam seus filhos não estão fazendo seu trabalho.

 

Muitas vezes, é grande a tentação de tornar a criação de filhos mais fácil é agradar o filho em tudo, e deixando-o fazer o que quer, então ele será mais feliz e saudável emocionalmente.

 

FAZER ISSO É NEGAR A AUTORIDADE PATERNAL DE DEUS ORDENOU AOS PAIS. E não importa quanto sucesso você alcance com isso, ou receba apoio das correntes da psicologia ou quanta paz isso lhe renda quando as crianças ainda são pequenas, no fim de tudo, isso só vai lhe trazer muita dor de cabeça e sofrimento.

 

Matthew Henry disse sabiamente que os pais "que honram seus filhos mais do que a Deus, como fazem os pais que não os mantêm sob uma BOA DISCIPLINA, assim abrem MÃO DA HONRA que poderiam receber de seus filhos".

 

Para evitar essa decepção, os pais precisam da sabedoria do Espírito Santo para saber como desagradar seus filhos apenas para o benefício destes e para a glória de Deus, e não como produto de sua própria frustração.

 

Faça esta pergunta: será que estou impondo essa disciplina porque eu acho que sou bom e estou com raiva ou PORQUE ESTOU PENSANDO CLARA E CUIDADOSAMENTE SOBRE O TREINAMENTO QUE MEU FILHO NECESSITA PARA OBTER UM PROGRESSO ESPIRITUAL?

 

OS FILHOS PRECISAM ENTENDER ISSO TAMBÉM. Se seus pais às vezes o irritam disciplinando-os, isso provavelmente acontece porque eles o amam o suficiente para puni-lo.

 

Se seus pais perguntarem a você filho: "Por que você fez isso?" ou "Onde você estava?", Não desobedeçam a seus pais.

 

Não decidam fazer o que vocês bem quiserem. E não diga que não lhes interessa. INTERESSA, SIM. Interessa a eles porque interessa a você, e a tarefa dos pais é ajudá-lo a se interessar por Deus.

 

Caso contrário, você vai crescer e, como Adonias, viverá para seu próprio prazer e nunca receberá a bênção de Deus. SE VOCÊ FIZER-SE REI OU RAINHA, EM ALGUM MOMENTO DESCOBRIRÁ QUE SUA VIDA É UMA DECEPÇÃO REAL!

 

 

5. O prazer legítimo e verdadeiro

O que Adonias deveria ter feito? Um dos melhores pontos para se começar na vida é a primeira pergunta do Breve Catecismo de Westminster.

 

Adonias não conhecia o catecismo, é claro, mas ele poderia ter aprendido seu primeiro princípio da Lei de Moisés: "O propósito principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre".

 

Adonias, de alguma forma, inverteu isso. Ele estava vivendo para sua própria glória e seu próprio prazer, e não para a glória e o prazer de Deus.

 

A GRANDE IRONIA disso tudo é que o nome desse homem significa "DEUS É O SENHOR". No entanto, Adonias queria ser seu PRÓPRIO SENHOR, e assim ele nunca se subordinou ao governo de Deus.

 

Para ser mais específico: ele nunca se submeteu à autoridade do PROFETA, do SACERDOTEou do REI que Deus havia instituído em Israel. Como vimos, Adonias se reuniu com Joabe, o general, e Abiatar, o sacerdote.

 

Mas ele nunca conversou com os três homens que possuíam AUTORIDADE ESPIRITUAL VERDADEIRA e dada por Deus em Israel: o profeta, o sumo sacerdote e o rei.

 

Assim, lemos no versículo 8 que "Porém Zadoque, o sacerdote, e Benaia, filho de Joiada, e Natã, o profeta, e Simei, e Reí, e os valentes que Davi tinha não apoiavam Adonias".

 

Lemos ainda no versículo 10 que Adonias "NÃO CONVIDOU o profeta Natã, nem Benaia, nem os valentes, nem seu irmão Salomão".

 

Isso é importante porque esses homens eram os LÍDERES LEGÍTIMOS de Israel. A questão descrita aqui nessa passagem não era de forma alguma, uma luta de poder entre dois partidos políticos rivais: Judá contra Jerusalém, ou a antiga classe política contra os novos revolucionários.

 

É uma questão espiritual mais profunda: NATÃ ERA UM PROFETA, um verdadeiro homem de Israel, que teve a coragem de se levantar e exortar os próprios pecados do rei Davi (2Sm 12.1-15).

 

ZADOQUE ERA O VERDADEIRO SUMO SACERDOTE, um descendente direto de Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel (1 Cr 6.49-53).

 

OS OUTROS VALENTES — como Benaia, que era o capitão da guarda do rei (2Sm 23.20-23) eram amigos leias (os endividados e amargurados, que se uniu a Davi, mesmo quando ele ainda não rei).

 

E SALOMÃO, A QUEM DEUS HAVIA ESCOLHIDO COMO PRÓXIMO REI — representavam o legítimo reinado de Davi.

 

Assim, embora Adonias tenha se reunido com os seus APOIADORES, ele não consultou o PROFETA, nem o SACERDOTE, nem o REI que Deus tinha ungido para liderar seu povo. ELE NÃO OS CONSULTOU PORQUE SABIA QUE NÃO O APOIARIAM.

 

ELE TINHA TOMADO A SUA PRÓPRIA DECISÃO DE SER REI, PARA SUA PRÓPRIA GLÓRIA E SEU PRÓPRIO PRAZER, SEM JAMAIS SE SUBMETER AO GOVERNO DE DEUS, REPRESENTADO PELO PROFETA, PELO SACERDOTE E PELO REI.

 

Isso nos fornece um PRINCÍPIO PRÁTICO para quando tomarmos nossas próprias decisões: sempre devemos nos submeter à vontade de Deus. Estou fazendo o que estou fazendo porque é o QUE EU QUERO fazer ou porque é o QUE DEUS QUER que eu faça?

 

Felizmente, pela BONDADE DE DEUS, muitas das coisas que Deus nos chama a fazer são as coisas que queremos fazer; E AS COISAS DE DEUS SÃO MUITO PRAZEROSAS. Mas sempre que houver algum conflito, é preciso nos submeter à autoridade de Deus.

 

Uma das características das decisões divinas é que elas sempre são tomadas ABERTAMENTE, com a ajuda dos CONSELHOS DIVINOS, inclusive de pessoas que estão dispostas a nos dizer algumas COISAS QUE NÃO QUEREMOS OUVIR.

 

Submeter-se a Deus sempre começa com o ESTUDO DAS ESCRITURAS, que é o guia seguro para todas as coisas.  

 

Inclui também o CONSELHO DAS PESSOAS que Deus colocou em nossa vida para nossa ORIENTAÇÃO ESPIRITUAL: pais, ou cônjuges, ou professores, ou chefes, ou pastores e presbíteros da igreja, dependendo da situação em que nos encontramos.

 

Esse conselho é especialmente importante nos momentos em que consideramos fazer algo que não queremos que as outras pessoas saibam.

 

Quando uma criança esconde algo de seus pais, ou um marido guarda segredos de sua esposa, ou um trabalhador engana seu empregador, OU UM MEMBRO DA IGREJA OCULTA ALGO DE SEU PASTOR, isso é sempre um indício da existência de um PROBLEMA ESPIRITUAL.

 

E foi o que Adonias fez. Ele conversou com Joabe e Abiatar porque sabia que o apoiariam, mas não falou com Natã ou Zadoque, e certamente nunca conversou com seu pai Davi.

 

SE QUISERMOS OUVIR SOMENTE AS PESSOAS QUE SEMPRE NOS DIZEM QUE ESTAMOS FAZENDO A COISA CERTA, ESTAREMOS AGINDO COMO OS REIS DE NOSSA PRÓPRIA VIDA, E VAMOS ACABAR COMO ADONIAS.

 

O fato de não querermos que determinadas pessoas conheçam nossos planos pode muito bem ser a prova de que elas na realidade precisam conhecê-los.

 

 

6. O rei legítimo e verdadeiro.

Não busque seu próprio prazer e glória, mas submeta-se à vontade de Deus para sua vida. Para Adonias, isso teria significado consultar-se com Natã, Zadoque e Davi.

 

Para nós, significa submeter-nos a Jesus Cristo, que é o verdadeiro PROFETA, o SACERDOTEfiel e o REI legítimo do povo de Deus.

 

Toda vez que encontramos um profeta, um sacerdote ou um rei podemos criar essa conexão com Jesus Cristo, pois o trabalho desses líderes do Antigo Testamento apontava para a sua pessoa e obra. Hoje Jesus governa sua igreja, pelos Pastores e Presbíteros.

 

Jesus é o PROFETA que fala a Palavra de Deus; ouçamos o que ele diz. Jesus é o SACERDOTE que se ofereceu como sacrifício; confiemos nele para o perdão dos pecados. Jesus é o REI que nos governa e nos defende; peçamos sua proteção.

 

Ao contemplar Cristo como Rei, não podemos deixar de notar que sua realeza é a ANTÍTESEde tudo o que vemos em Adonias. Adonias anunciou sua própria realeza, para a sua própria glória e seu próprio prazer.

 

MAS JESUS FEZ EXATAMENTE O OPOSTO. Ao contrário do orgulhoso Adonias, ele não passeou em carruagens do palácio ou contratou servos bajuladores para anunciar a sua majestade real.

 

Em vez disso, montou um burro humilde, e todos os seus assistentes eram pessoas que o seguiram de vontade própria em livre devoção.

 

Jesus não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai que o enviou, mesmo que isso significasse ser crucificado por nossos pecados. Deixando de lado o seu próprio prazer, ele suportou as dores da crucificação.

 

Então, em vez de exaltar a si mesmo, esperou que Deus Pai o ressuscitasse dentre os mortos e o levantasse ao alto trono do céu (Fp 2.6-11).

 

Este é o Rei ao qual servimos: não é um rei que é REI POR INTERESSE PRÓPRIO, mas que governa para o BEM DO SEU POVO E DA GLÓRIA DE DEUS.

 

AGORA SOMOS CHAMADOS A VIVER DA MESMA FORMA: NÃO "FAZENDO-NOS REIS", MAS COROANDO CRISTO COMO REI E SERVINDO AOS OUTROS POR AMOR A JESUS.

 

 

No jogo de damas da vida cristã, quando as peças alcançarem a realeza, devemos gritar: “Sou servo”, “sou serviçal”, “sou escravo de Cristo”.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII

De: 09/10/2017
Por: Jairo Carvalho

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