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1 Reis - Qual seu desejo?

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

Sermão 6 - Referência: 1Reis  3.1-15

INTRODUÇÃO: Se você pudesse desejar qualquer coisa no mundo, o que seria? Algumas pessoas gostariam de ter outras capacidades — mais inteligência, uma aparência melhor, habilidades maiores.

Outras gostariam de mudar as circunstâncias de sua vida. Sempre existe algo que elas têm que prefeririam não ter, ou algo que não têm e que gostariam de ter. Qual seria o seu desejo?

A TV norte-americana lançou um reality show Three Wishes [Três desejos], em 2005, e fez essa pergunta em pequenas cidades norte-americanas. Em cada episódio emocionante, os produtores realizavam desejos, escolhendo três pessoas que receberiam o que desejavam mais do que qualquer outra coisa na vida.

A ficha de inscrição afirmava: "Estamos à procura de histórias tocantes de pessoas necessitadas. Queremos ajudar as pessoas que merecem — pessoas que sempre ajudam os outros, mas nunca pensam em si mesmas". Em seguida, fazia a grande pergunta: "Se você pudesse fazer um único desejo e pudesse pedir aquilo que seu coração mais deseja, o que seria?".

Os produtores de televisão disseram que dinheiro estava fora de questão, o que pode explicar por que o show foi cancelado depois de apenas uma temporada: realizar desejos pode ser muito caro!

Mas se o seu maior desejo realmente pudesse se tornar realidade? E se a pessoa que lhe oferece essa oportunidade tivesse recursos infinitos? Essa foi a oportunidade que o Deus Todo-Poderoso deu ao rei Salomão: "Pede o que queres que te dê".

1. Um homem segundo o coração de Davi

A fim de entender o desejo de Salomão, precisamos saber que tipo de homem ele era. Salomão tinha subido ao trono de seu pai Davi não por ambição própria, mas pela unção sagrada do Deus Todo-Poderoso (1Rs 1).

Após um breve período no poder, era evidente que ele possuía a CORAGEMnecessária para liderar. Salomão tinha estabelecido o seu reino, eliminando seus inimigos (1Rs 2). Ele era politicamente versado, um homem de ação. Mas que tipo de pessoa ele era no interior, na vida espiritual de sua alma?

A Bíblia o descreve como homem segundo o coração de Davi: "Salomão amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai" (1Rs 3.3). Este é o maior elogio que uma pessoa pode receber. Na verdade, Salomão é o único homem sobre o qual a Bíblia diz com tantas palavras que ele "amava o Senhor".

Seu coração estava repleto de afetos sagrados pelo Deus vivo. Ele adorava o ser divino e respondia a Deus com suas emoções. Ele sentia um anseio espiritual profundo em sua alma, um anseio apaixonado por uma relação mais próxima com Deus.

No entanto, AMOR É MAIS QUE UM SENTIMENTO, e Salomão expressou seu amor por Deus de muitas maneiras TANGÍVEIS.

Ele sempre adorou a Deus, e quando adorava, devotamente oferecia muitos sacrifícios caros: "Foi o rei a Gibeão para lá sacrificar, porque era o alto maior; ofereceu MIL holocaustos Salomão naquele altar" (1Rs 3.4).

Imaginem a enorme despesa e o trabalho extraordinário envolvido em sacrificar milhares de animais no altar de Deus! SALOMÃO PROVOU SEU AMOR A DEUS POR MEIO DO SACRIFÍCIO.

Esse relacionamento era ÍNTIMOe PESSOAL,pois quando Salomão fez seus sacrifícios, Deus apareceu a ele e falou com ele (1Rs 3.5). Quando Salomão, por sua vez, falou com Deus, ELE EXPRESSOU SEU AFETO POR MEIO DA ORAÇÃO:

“De grande benevolência usaste para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou contigo em fidelidade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; mantiveste-lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como hoje se vê” (1Rs 3.6).

O CORAÇÃO DE UM AMANTE LOUVA A PESSOA AMADA. Aqui, Salomão solenemente honra a Deus por tudo aquilo que Deus tem feito. O rei louva a Deus por seu amor confiável — especificamente, pelo amor fiel que Deus demonstrou mantendo sua aliança.

Com gratidão, ele lembra o que Deus tem feito na história de sua família — sua tenra misericórdia demonstrada a Davi. Então, ele alegremente celebra as promessas que Deus tem cumprido, colocando-o no trono de Davi (2Sm 7.12).

A oração afetuosa de Salomão é um modelo para a nossa própria vida de amor com o Deus vivo.

VOCÊ AMA O SENHOR? Peça ao Espírito Santo que toque o seu coração com sentimentos santos, gerando em você um desejo de estar com Jesus. Em seguida, demonstre o seu amor de todas as maneiras práticas como Salomão o fez.

Reúna-se muitas vezes com Deus em adoração, tanto em público quanto em particular. Enquanto adora, faça sacrifícios pessoais custosos para promover a glória do Deus que ama.

John Piper escreveu: O caminho do amor é ao mesmo tempo o caminho da abnegação e o caminho da alegria suprema. Negamos a nós mesmos os prazeres fugazes do pecado e do luxo e da AUTOABSORÇÃO (uma atitude egoísta na busca do prazer imediato) para buscar o reino acima de todas as coisas.

Ao fazê-lo, trazemos o maior bem para os outros, aumentamos o valor de Cristo como um tesouro de alegria e encontramos a nossa maior satisfação.

Deus é mais glorificado em nós quando encontramos nossa maior satisfação nele. E a supremacia dessa glória brilha mais claramente quando a satisfação que temos nele subsiste a despeito do sofrimento e da dor na MISSÃO DO AMOR.

Enquanto você ADORARe DOAR, louve a Deus o máximo que puder por tudo aquilo que ele tem feito por sua família.

Enumere as formas com as quais Deus tem abençoado você abençoando pessoas em gerações passadas. Eu louvo a Deus, por ser tão abençoado, pelo fato de dEle ter abençoado meus pais.

Então, comemore o amor inabalável de Deus em sua própria vida, regozijando-se nas promessas que ele fez e cumpriu para a sua salvação. Quando foi a última vez que você disse a Deus quanto você o ama por ter salvado você de uma eternidade de miséria?

Jonathan Edwards escreveu em sua autobiografia espiritual, onde ele celebra muitas vezes o amor de Deus com uma alegria arrebatadora. Estas palavras são típicas de seus afetos religiosos:

“Às vezes, tenho tido um senso da plenitude excelente de Cristo, de sua mansidão e idoneidade como Salvador; por meio das quais ele se apresentou a mim, acima de tudo, como chefe de dezenas de milhares”.

“Seu sangue e sua expiação me pareceram doces, e doce também a sua justiça; e isso sempre vem acompanhado de uma ardência do espírito; e lutas, sopros e gemidos interiores que não podem ser expressos, para que eu me esvaziasse e fosse absorvido em Cristo."

Jonathan Edwards foi um homem de devoção singular, E OS CRISTÃOS RARAMENTE, OU NUNCA, CONSEGUEM ALCANÇAR AS ALTURAS DE SUA PAIXÃO ESPIRITUAL.

Mas todos nós podemos ADORAR, ORARe DAR por amor a Cristo. Podemos também pedir ao Espírito Santo que nos transforme em amantes melhores, dando-nos mais amor por Jesus.

2. Sinais de alerta

Por mais que Salomão amasse o Senhor, existem alguns sinais de alerta de que esse amor não era totalmente sincero. Embora a interpretação tradicional de 1Reis diz que o rei foi fiel até os últimos anos de sua vida.

Segundo essa interpretação, os capítulos 1 a 10 dão uma visão quase inteiramente positiva de seu reinado, enquanto o capítulo 11 narra como Salomão se afastou do Senhor no final.

Mas se estudarmos sua vida com mais cuidado, encontraremos já cedo os primeiros sinais de sua queda vindoura, especialmente em seu amor por DINHEIRO, SEXO E PODER.

(a) O primeiro sinal de alerta: O casamento misto.

Encontramos o primeiro SINAL DE ALERTA no capítulo 3, na escolha de Salomão da PARCEIRA para a sua vida:

"Salomão aparentou-se com Faraó, rei do Egito, pois tomou por mulher a filha de Faraó e a trouxe à Cidade de Davi, até que acabasse de edificar a sua casa, e a Casa do SENHOR, e a muralha à roda de Jerusalém" (1Rs 3.1).

Essa união era problemática em vários aspectos. Como não temos motivo para pensar que a filha de Faraó compartilhava da fé no Deus de Israel, só podemos concluir que Salomão se submeteu a um JUGO DESIGUAL. Isso não era uma questão de ETNIA,mas de ESPIRITUALIDADE.

A Bíblia apoia plenamente a união de duas pessoas de diferentes origens étnicas, mas condena o casamento de um CRENTEcom um INCRÉDULO(Êx 34.15-16; Dt 7.3-4; 2Co 6.14).

NÃO DEVE NOS SURPREENDER, PORTANTO, QUE ESSE CASAMENTO FORA DA FÉ TENHA LEVADO SALOMÃO À IDOLATRIA (1 RS 11.1-8), OU QUE AQUELE REI DO QUAL A BÍBLIA DIZ QUE "AMAVA AO SENHOR", MAIS TARDE AMOU "MUITAS MULHERES ESTRANGEIRAS" (1RS 11.1).

Seu MAU EXEMPLO serve como alerta aos cristãos para que não busquem um relacionamento romântico com alguém que não tem um compromisso com Cristo. Como comenta Matthew Henry: "Muitas vezes, relacionamentos desiguais dos filhos de Deus com as filhas dos homens têm tido consequências desastrosas".

Outro problema desse casamento é que ele firmou uma ALIANÇA PROFANA exatamente com o Egito. Naqueles dias, um casamento real tinha a função de garantir urna aliança política e militar.

Casando-se com a filha de Faraó, Salomão estava tentando ajudar Israel a tornar-se um agente poderoso no palco da política internacional. Ele se deixou seduzir pelo PODER, como também pelo SEXO.

Mas a Bíblia assume uma postura negativa diante desse tipo de JOGO DE PODER, que muitas vezes tem representado uma tentação para Israel. Deus queria que seu povo confiasse somente nele para a salvação, em vez de tentar encontrar segurança aliando-se a potências estrangeiras.

Ao tornar-se genro do Faraó, Salomão estava buscando o apoio do Egito, uma nação que era “a antítese de tudo que representava Israel", um lugar que, na Bíblia, "representa brutalidade, exploração e escravidão, o aviltamento do espírito humano e a supressão das relações pactuais".

Voltar para o Egito pode ter sido uma excelente decisão política, mas certamente foi uma decisão espiritual ruim; pois embora a Bíblia mais tarde dê preciosas promessas para sua salvação futura (por exemplo, Is 19.19-25; Ez 29.13-16), os egípcios sempre foram inimigos do povo de Deus.

Isso também é um aviso para nós — uma advertência contra qualquer tentativa de melhorarmos a nossa posição unindo forças espirituais com as pessoas do mundo que estão trabalhando contra o reino de Deus.

(b) O segundo sinal de alerta: Sacrifício Parcial.

Embora Salomão tenha feito uma oferta que a principio nos impressiona, ele poderia ter dado muito mais, pois era muito rico. Sua oferta era um sacrifício parcial, pois não lhe custou muito, e nem era o melhor de suas primícias.

Parece haver um SINAL DE ALERTA também na forma como Salomão adorou. O versículo 1 menciona a grande obra de sua vida de construir uma casa para Deus, o templo em Jerusalém.

No entanto, menciona ainda que Salomão CONSTRUIU UMA CASA PARA SI MESMO, e como descobriremos mais adiante, ele INVESTIU MAIS TEMPO E DINHEIRO EM SUA PRÓPRIA CASA DO QUE NA CASA QUE CONSTRUIU PARA DEUS(compare 1Rs 6 com os versículos iniciais de 1Rs 7). O coração de Salomão foi afastado da devoção a Deus por seu amor ao DINHEIRO.

3. Tentações adicionais.

D. A. Carson diz que as coisas que sempre vai fazer mal a igreja, não são tanto as heresias, mas sim “aquilo” que a maiorias das pessoas não veem como algo realmente importante. As pequenas raposinhas é que fazem mal a vinha. Havia ainda outras tentações, aparentemente insignificantes que vai levar Salomão a queda.

(a) A sutileza da idolatria.

O versículo 2 explica que, antes de Salomão construir seu templo, "o povo oferecia sacrifícios sobre os altos, porque até àqueles dias ainda não se tinha edificado casa ao nome do SENHOR" (1Rs 3.2).

E como o seu povo, Salomão "sacrificava ainda nos altos e queimava incenso. Foi o rei a Gibeão para lá sacrificar, porque era o alto maior; ofereceu mil holocaustos Salomão naquele altar" (1Rs 3.3-4).

Aparentemente, o rei e seu povo estavam adorando em nome do único Deus verdadeiro.

No entanto, o termo "lugar alto" (bemah) tem conotações extremamente negativas no Antigo Testamento, especialmente em 1 e 2Reis, EM QUE TODAS AS SUAS OUTRAS OCORRÊNCIAS SÃO PEJORATIVAS (por exemplo, 2Rs 14.4; 15.35).

Os lugares altos eram elevações onde as pessoas adoravam deuses estranhos, e sempre estão ASSOCIADAS À IDOLATRIA PAGÃ.

(b) O culto Hibrido e sincrético.

Este tipo de culto é assim chamado, por introduzido novidades e elementos estranhos ao verdadeiro culto divino.

O versículo 3 parece apresentar a adoração de Salomão nos lugares altos como exceção a seu amor pelo Senhor: "Salomão amava ao SENHOR, andando nos preceitos de Davi, seu pai; PORÉMsacrificava ainda nos altos e queimava incenso" (1Rs 3.3).

A expressão "só que" “porém” (raq) é restritiva, indicando que se trata de algum tipo de exceção — nesse caso, uma exceção idólatra do amor de Salomão ao Senhor.

Como devemos entender o culto de Salomão nos lugares altos de Israel? Talvez, nessa fase inicial da história de Israel antes da construção do templo, tenha sido “aceitável” que o povo adorasse em tais lugares.

Afinal de contas, onde mais poderiam ter adorado? Além disso, como evidência da bênção de Deus, vemos que quando Salomão fez seus sacrifícios no mais alto de Gibeom, onde se encontrava o altar de bronze (2Cr 1.5-6), ele teve um encontro pessoal direto com o Deus vivo.

Por outro lado, a aparição do Senhor em Gibeom DIZ MAIS SOBRE A GRAÇA DIVINA DO QUE SOBRE A OBEDIÊNCIA DE SALOMÃO.A Lei de Moisés (que Davi recomendara a Salomão em 1Rs 2.3) ordenava explicitamente ao povo de Deus que destruísse os LUGARES ALTOS da idolatria pagã:

"Destruireis por completo todos os lugares onde as nações que ides desapossar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros e debaixo de toda árvore frondosa [...] Não fareis assim para com o SENHOR, vosso Deus" (Dt 12.2,4).

Em vez de adorar nos antigos lugares altos, o povo foi convocado a adorar a Deus em seu lugar escolhido em Jerusalém: "mas buscareis o lugar que o SENHOR, vosso Deus, escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome e sua habitação; e para lá ireis”.

A esse lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e as ofertas votivas, e as ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas" (Dt 12.5-6).

Se Deus ordenara isso, por que, então, Salomão continuou a liderar as pessoas na prática questionável de adorar nos lugares altos?

Observe a mudança que ocorreu após o encontro de Salomão com Deus em Gibeom: "Veio a Jerusalém, pôs-se perante a arca da Aliança do SENHOR, ofereceu holocaustos, apresentou ofertas pacíficas e deu um banquete a todos os seus oficiais" (1Rs 3.15).

Este era o lugar onde o rei e seu povo deveriam ter adorado desde sempre, na tenda da congregação em Jerusalém. Em vez disso, começaram a adorar nos lugares altos.

Vemos aqui um prenúncio sombrio da sua futura apostasia, pois Salomão e seu povo retornariam mais tarde aos lugares altos e praticariam a idolatria (1Rs 11.7-8).

Assim, embora seja verdade que Salomão tenha sido um rei segundo o coração de Davi, um homem que amava o Senhor, TAMBÉM É VERDADE QUE ELE TINHA UM CORAÇÃO ERRANTE QUE AMAVA O DINHEIRO, O SEXO E O PODER— as mesmas tentações que haviam provocado a queda de Adonias, Joabe e Simei no capítulo 2.

Os SINAIS DE ALERTA da trágica queda de Salomão estão presentes desde o início de sua história, que não podemos interpretar apenas em termos de PRETO-E-BRANCO, mas que apresenta variados TONS DE CINZA.

Em outras palavras, Salomão se parecia muito conosco. Ele amava o Senhor, como muitos cristãos o fazem. Mas também guardava OUTROS AMORES — PAIXÕES PECAMINOSAS QUE TINHAM O PODER DE DESTRUIR SUA LIDERANÇA ESPIRITUAL.

ELE NÃO AMAVA O SENHOR, SEU DEUS, COM TODO O SEU CORAÇÃO, TODA A SUA ALMA E TODA A SUA FORÇA (Dt 6.5).

(c) Pecador e santo.

Embora a visão segundo a qual a vida de Salomão tenha começado de forma mais positiva em termos espirituais contenha alguma verdade, a verdade mais profunda é que, como qualquer outro crente, ele sempre foi PECADORe SANTOao mesmo tempo.

Enfrentamos a mesma luta. Nas famosas palavras de Martinho Lutero, cada um de nós é simul iustus et peccator — ao mesmo tempo justo e pecador. Por meio da fé em Jesus Cristo, e na base da sua vida perfeita e morte expiatória, somos perfeitamente justos aos olhos de Deus.

No entanto, durante o tempo em que vivermos neste mundo pecaminoso, continuaremos a lutar contra o PECADO REMANESCENTE. Isso significa que os SINAIS DE ALERTAda nossa queda trágica estão presentes em nossos próprios corações.

Os desejos pecaminosos têm o poder de destruir a sua vida, assim como o dinheiro, o sexo e o poder dividiram o reino de Salomão. Nós também somos tentados pelo amor ao dinheiro, pelo prazer do sexo e pela sedução do poder.

Enfrentamos essas tentações cada vez que pegamos nosso cartão de crédito, entramos na internet ou começamos a descobrir a melhor maneira de conseguir o que queremos de outras pessoas.

Será que reconhecemos o perigo em que nos encontramos? Os pecados que acompanham o DINHEIRO, o SEXOe o PODER têm a capacidade de nos destruir.

4. O sábio pedido de Salomão

A fim de resistir à tentação e viver o amor de Deus, precisamos da sabedoria espiritual para escolher o que é certo. A sabedoria foi precisamente o objeto do tão famoso pedido de Salomão. O rei fez o seu pedido sábio no contexto de um sonho.

(a) Quando ele ora ele reconhece a grandeza de Deus.

Ele estava oferecendo mil sacrifícios em Gibeom, e enquanto estava adorando, "apareceu o SENHOR a Salomão, de noite, em sonhos. Disse-lhe Deus: Pede-me o que queres que eu te dê" (1Rs 3.5, cf. 3.15).

Deus não impôs quaisquer condições ao pedido do rei, mas simplesmente o convidou a pedir o que quisesse. Esse convite extraordinário e sem precedentes foi também um TESTEsério, pois a resposta de Salomão revelaria a santidade (ou impiedade) de seu caráter.

E foi assim que o rei orou: "Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me. Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar" (1Rs 3.7-8).

Mais tarde, Salomão se tornaria famoso por dizer: "O temor do SENHOR é o princípio do saber" (Pv 1.7). Seu pedido é um exemplo perfeito, pois o rei começa o seu pedido por sabedoria proclamando com reverência quem Deus é e o que Deus tem feito.

Aqui temos um homem que temia o Senhor, o que, para ele, era o princípio da sabedoria. Em sua oração, Salomão declara que o Senhor é o seu Deus, o Deus com quem tem um relacionamento pessoal.

Ele reconhece que o Deus de Davi o colocou no trono de Israel. Ele lembra que Deus escolheu o seu povo, e quando Deus diz que é um "povo grande, tão numeroso, que se não pode contar" (1Rs 3.8).

Salomão ecoa a promessa da aliança que Deus fez a Abraão, ou seja, de que seus filhos seriam incontáveis como as estrelas no céu ou a areia no deserto (Gn 22.16-18).

O sábio pedido de Salomão no versículo 9 se firmava num conhecimento adequado da grandeza de Deus. Sua oração nos mostra como devemos sempre iniciar qualquer oração: reconhecendo que Deus é Deus, que ele é o nosso Deus, que ele está operando em nossas vidas e que ele cumpriu suas promessas de salvação.

(b) Ele ora reconhecendo suas próprias limitações.

Ao mesmo tempo, o sábio pedido de Salomão também se baseava em um conhecimento adequado de suas próprias limitações. Como Moisés antes (Êx 4.10) e Jeremias depois dele (Jr 1.6), Salomão duvidava de suas próprias habilidades.

Quando ele se chamou de "PEQUENO GAROTO", não quis dizer necessariamente que ele era jovem. Não sabemos ao certo quantos anos Salomão tinha na época, embora saibamos que já tinha um filho.

Ao chamar-se de "pequeno garoto", ele quis dizer que era INEXPERIENTEe, portanto, DEPENDENTE DE DEUS para que este lhe desse a ajuda que precisava. Seu comentário sobre não saber "como entrar ou sair" é uma maneira diferente de dizer a mesma coisa.

Isso é algo que uma criança diria, uma criança que ainda precisa da permissão dos pais para sair de casa, ou que não consegue abrir a porta para voltar para o interior da casa. Salomão estava dizendo que ele não sabia governar como um rei.

Além de sua inexperiência juvenil, existiam outras razões pelas quais Salomão estava relutante em liderar. Ele sabia que as pessoas a que fora chamado a liderar eram POVO ESCOLHIDO DE DEUS, e, pelo fato de serem tão preciosas para Deus, mereciam o melhor cuidado real possível.

Ele também sabia quão numerosas eram, o que significava que liderá-las seria um fardo pesado. A tarefa parecia difícil demais.

Salomão conseguiria cumprir a tarefa para a qual Deus o estava chamando somente se Deus o ajudasse. Então ele orou por sabedoria: "Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?" (1Rs 3.9, cf. 2Cr 1.10).

Aqui, Salomão estava orando com a HUMILDADE APROPRIADA. Ele sabia quão era limitado, mas também sabia que Deus era ilimitado, e assim orou por sabedoria divina.

Ele pediu "uma mente entendida", ou, mais literalmente, "um coração que ouve"." A palavra para "escutar" ou "ouvir" (shomea) implica obediência, PORQUE SE FORMOS SÁBIOS, OUVIR É OBEDECER.

A palavra para "mente" ou "coração" (leb) não se refere apenas ao cérebro, ou às emoções, mas à pessoa como um todo: ao intelecto, aos afetos, até mesmo à vontade. Salomão estava pedindo que toda a sua pessoa fosse capaz de discernir a vontade de Deus.

(c) Ele ora pedindo sabedoria para ajudar o povo de Deus.

O rei usaria essa sabedoria para governar o grande povo de Deus. O tipo de sabedoria que Salomão tinha em mente era a SABEDORIA PRÁTICA para governar. Davi o aconselhara que fosse sábio ao lidar com seus inimigos (1Rs 2.6,9), e Salomão tinha tentado seguir o conselho de seu pai.

Agora ele precisava do mesmo tipo de habilidade e discernimento para todos os outros assuntos do seu reinado.

Salomão necessitava de uma MENTE PERSPICAZ e de um CORAÇÃO COMPREENSIVO, estivesse ele governando seu povo, ou conquistando seus inimigos, ou defendendo os fracos e os pobres.

Ele não fez esse pedido para seu BENEFÍCIO PRÓPRIO, mas para o bem de seu povo e para a glória de Deus. Salomão estava fazendo um pedido em prol do reino.

Ele não pediu sabedoria para tornar-se um sábio famoso, queria que o povo de Deus fosse governado com sabedoria.

A situação em que Salomão se encontrava era singular: apenas ele herdou o trono de Davi; portanto, somente ele pôde fazer exatamente essa oração. Mesmo assim, seu pedido sábio é um excelente exemplo a ser seguido.

Diferentemente de Salomão, eu não sou rei; mas não deveria eu também orar assim também?" Sim, todos nós devemos orar como Salomão e com toda a devida reverência, devemos louvar o caráter de Deus e sua obra salvífica.

Em santa humildade, devemos reconhecer nossas PRÓPRIAS LIMITAÇÕES, admitindo abertamente nossa fraqueza quando falhamos em honrar nossos pais, em servir ao nosso cônjuge, em criar nossos filhos, em amar o próximo, em liderar um ministério, em compartilhar o evangelho ou em qualquer outra coisa que Deus nos chama a fazer.

Então, com toda a fé e confiança, devemos pedir a Deus a sabedoria que necessitamos para servi-lo bem em todas as atividades para as quais ele nos chamou.

Por nós mesmos, não somos capazes de executar nenhuma das tarefas que Deus nos atribuiu, mas podemos pedir-lhe que nos dê uma mente perspicaz e um coração compreensivo. Não devemos pedir isso primeiramente para nós mesmos, mas para o bem do povo de Deus e do seu reino.

5. A dádiva graciosa de Deus

Alegremente, Deus respondeu a oração de Salomão e concedeu-lhe seu sábio pedido:

E o pedido de Salomão agradou a Deus. E Deus lhe disse: Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual, nem depois de ti o haverá (1Rs 3.11-12).

(a) O tipo de oração que Deus responde.

Deus, ao dizer quão satisfeito estava com Salomão, expressou que tanto estava com o que o rei não pediu quanto com o que, de fato, pediu. Ao escolher sabedoria, Salomão estava se recusando a pedir algumas das coisas que a maioria das pessoas deseja.

A maioria das pessoas se agarra à vida com tanta força que daria qualquer coisa para garantir que o dia de sua morte jamais viesse; mas Salomão não pediu a Deus uma VIDA LONGA.

A maioria das pessoas teria pedido mais DINHEIROe já teria feito planos para o que fazer com tanto dinheiro; mas Salomão não pediu riquezas a Deus.

A maioria das pessoas iria querer acertar as contas com aqueles que lhe haviam feito algum mal; mas Salomão não queria se vingar dos seus INIMIGOS.

Não teria sido errado se Salomão tivesse pedido qualquer uma dessas coisas. A vida é boa; o dinheiro pode ser útil; é melhor orar por vingança do que executá-la com nossas próprias mãos.

Salomão poderia até mesmo ter solicitado essas coisas para o bem de seu reino. Ele poderia ter orado "Viva o rei!", ou "Dá-me o ouro para as paredes do teu templo, ó Deus", ou "Vinga-te dos inimigos de Israel".

 

(b) O tipo de pedido que deveríamos fazer.

No entanto, Salomão corretamente julgou esses bens terrenos como inferiores ao dom supremo da sabedoria espiritual. "Melhor é a sabedoria do que joias", ele escreveria mais tarde, "e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela" (Pv 8.11, cf. 16.16).

O rei sabia que a sabedoria para distinguir o que é certo seria útil em todas as situações.

Sabedoria ajuda uma pessoa jovem a reconhecer o caminho que deve seguir na vida. Ajuda um homem a amar sua mulher, e uma mulher a amar seu homem.

Ajuda um casal a saber como criar uma família. A sabedoria ajuda as pessoas a decidirem como devem viver, trabalhar e brincar.

Ajuda ainda a saber como morrer, porque as pessoas sábias confiam no Filho de Deus para a vida eterna. Salomão sabiamente pediu a Deus um coração com o dom do discernimento.

O pedido de Salomão tanto agradou a Deus que ele lhe concedeu o pedido. O rei tornou-se aquilo que Deus prometeu: o homem mais sábio que jamais viveu.

Esse dom superava a capacidade intelectual natural de Salomão, era algo excepcional, dando a ele o tipo de DISCERNIMENTO ESPIRITUAL que só pode vir de Deus (cf. Pv 2.6).

Até hoje podemos aprender com a sabedoria do rei, lendo suas palavras sábias no livro de Provérbios, estudando sua sábia filosofia de vida em Eclesiastes, ou ouvindo a sua sabedoria sobre amor e romance no Cântico dos Cânticos.

(c) Deus faz infinitamente mais.

Após dar a Salomão essa sabedoria, Deus lhe deu ainda mais do que havia pedido ou imaginado (cf. Ef 3.20).

Ele disse: "Também até o que me não pediste eu te dou, tanto riquezas como glória; que não haja teu igual entre os reis, por todos os teus dias. Se andares nos meus caminhos e guardares os meus estatutos e os meus mandamentos, como andou Davi, teu pai, PROLONGAREI OS TEUS DIAS" (1Rs 3.13-14).

Assim, Salomão recebeu justo aqueles dons que havia ignorado em sua busca por sabedoria. Deus acrescentou RIQUEZAà sabedoria de Salomão, fazendo dele o homem mais rico do mundo.

Deu ao rei uma REPUTAÇÃO INTERNACIONAL de DISCERNIMENTO INTELECTUAL: Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria.

Todo o mundo procurava ir ter com ele para ouvir a sabedoria que Deus lhe pusera no coração (1Rs 10.23-24). Deus disse que o rei desfrutaria de uma vida longa, desde que cumprisse a aliança de Deus como Davi havia feito (cf. 1Rs 2.1-4).

Embora Salomão não tivesse pedido as bênçãos de riqueza e fama, elas lhe foram dadas mesmo assim.

O rei, portanto, serve como exemplo ideal de um IMPORTANTE PRINCÍPIO que Jesus ensinou aos seus discípulos: "buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mt 6.33).

A dádiva mais importante que Salomão recebeu foi a SABEDORIA. Afinal, é preciso sabedoria para discernir como lidar com todas as responsabilidades e tentações que acompanham a fama e a riqueza!

Se o rei tivesse EGOISTAMENTEbuscado fama e fortuna, Deus não teria ficado satisfeito com o seu pedido. Mas Salomão pediu sabedoria, e com o dom da sabedoria, Deus graciosamente acrescentou muitas outras bênçãos.

6. O tesouro da sabedoria

Se alguma vez existiu um homem que podia louvar a Deus como fonte de todas as bênçãos, este homem foi o rei Salomão. Depois de acordar do seu sonho, o rei subiu a Jerusalém, ficou na presença da arca da aliança e ofereceu muitos sacrifícios para o louvor do seu Deus (1Rs 3.15).

Uma atitude sábia: sempre que recebermos um presente, devemos agradecer ao doador. Já que toda dádiva boa e perfeita vem de Deus, vivemos mais sabiamente quando nossas vidas são permeadas de adoração e gratidão a Deus.

Salomão nunca se arrependeu de sua decisão de pedir apenas sabedoria. Por isso, ele nos aconselha a fazer a mesma escolha.

"O princípio da sabedoria é", o rei disse certa vez: "Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento. Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará; dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará" (Pv 4.7-9, cf. Pv 8.18).

Essa foi a história da vida de Salomão. Ele fez tudo que podia para obter sabedoria, e então, com o dom da sabedoria, vieram riquezas e honra.

O MELHOR CONSELHO que Salomão poderia dar a alguém é buscar a mesma sabedoria superior que ele recebeu — a sabedoria que só vem de Deus.

 

(a) As Escrituras são fontes de sabedoria.

O caminho para seguir o conselho de Salomão é estudar as Escrituras, que são capazes de tornar-nos "sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2Tm 3.15). Davi instruiu Salomão a guardar os mandamentos, para que fosse bem sucedido em tudo.

Esdras no Salmo 119, diz que a Escritura, nos faz mais sábio, que os professores, que os mais velhos, e mais entendidos que os nossos inimigos. A leitura devocional, humilde e cuidadosa é fonte de grande sabedoria.

(b) Cristo a fonte de toda sabedoria.

Por mais sábio que Salomão tenha sido, a Bíblia diz que Jesus Cristo o é infinitamente mais. Isso explica por que, quando o evangelho de Mateus fala da mundialmente famosa sabedoria de Salomão, ele continua a dizer que "E eis aqui está quem é maior do que Salomão" (Mt 12.42).

Esse "quem é maior" é Jesus Cristo, o divino Filho de Deus e "sabedoria de Deus" (1Co 1.24). A Bíblia diz que "todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento" estão escondidos em Jesus Cristo (Cl 2.3).

Sua sabedoria é mais completa e ampla do que a sabedoria de Salomão, pois, como divino Filho de Deus, Jesus sabe todas as coisas.

Sua sabedoria é mais perfeita e permanente do que a sabedoria de Salomão, pois, COMO SALVADOR SEM PECADO, JESUS NUNCA CEDEU AO PECADO E ÀS SUAS TENTAÇÕES TOLAS (que foram motivo da queda de Salomão, como vamos descobrir mais adiante — como qualquer outro dom espiritual, a sabedoria do rei não funcionava fora da fé viva e ativa no único Deus verdadeiro).

A sabedoria de Jesus é mais VITAL e necessária do que a sabedoria de Salomão, pois, como Rei eterno, Jesus continua a governar tudo na terra e no céu.

O que pode não parecer particularmente sábio é a maneira pela qual Jesus morreu: a crucificação.Na verdade, a Bíblia admite francamente que a CRUZ DE CRISTO parece loucura às pessoas deste mundo, que estão morrendo em seus pecados.

Que diferença poderia fazer um homem que sofreu a maldição de Deus, foi pendurado em uma árvore e sangrou até a morte? Mas a Bíblia também explica que o que pode parecer loucura para nós, na verdade, é a sabedoria de Deus para a nossa salvação.

Por meio da sua crucificação, Jesus pagou o preço por todos os nossos pecados. Portanto, por mais tola que possa parecer para algumas pessoas, a palavra da cruz traz perdão e vida eterna para todo aquele que crê em Jesus, que se tornou a sabedoria que recebemos de Deus (cf. 1Co 1.18-25,30).

CONCLUSÃO

Nossa resposta mais sensata a isso é dar nossa vida a Jesus Cristo. A suprema sabedoria de Jesus Cristo está disponível a nós, para que possamos pedir sabedoria mesmo para as pequenas coisas da vida cotidiana.

Pode parecer tentador invejar Salomão pelo convite que recebeu para pedir o que quisesse de Deus. Mas Deus está disposto a nos conceder o desejo de Salomão e dar-nos "coração sábio" (Sl 90.12).

Jesus nos instruiu a simplesmente pedir, e nos será dado; todo aquele que pede, receberá (Mt 7.7-8).

Você precisa de sabedoria para o trabalho, para o futuro, para um relacionamento danificado, para um obstáculo no ministério ou para problemas em sua família?

 

A Bíblia dá esta promessa a quem pede com fé: "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida" (Tg 1.5).

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII 

De: 14/01/2018
Por: Jairo Carvalho

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