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1 Reis - O reino de Salomão

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

Sermão 8 - Referência - 1 Reis 4.1-21 

 

INTRODUÇÃO:

 

Salomão precisava de ajuda para governar todo o povo de Israel. Por isso escolheu, em sua sabedoria, certo número de subordinados.

 

 Encontramos uma lista de auxiliares de Salomão. De modo geral, a grandeza dele é enfatizada porque ele e sua equipe, corretamente escolhida, agiam corretamente.

 

Escolher pessoas certas delegando autoridade é um sinal de sabedoria.

 

Foi assim que Salomão manifestou sabedoria em sua maneira de administrar. Ele não fazia tudo sozinho.

 

Ele sabia delegar autoridade, e sabia escolher bons líderes.

 

Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, numerosos como a areia que está ao pé do mar; comiam, bebiam e se alegravam.

 

Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira o Egito; os quais pagavam tributo e serviram a Salomão todos os dias da

sua vida (1Rs 4.20-21).

 

Existe um livro campeão de vendas por nome [Construídos para durar], onde especialistas em administração de empresas, analisam os hábitos de sucesso de empresários visionárias.

 

Sua definição de "visionário" não se limita simplesmente a empresas que fazem muito dinheiro ou que já existem há muito tempo.

 

Uma empresa visionária, dizem eles, é uma instituição que é amplamente admirada por pessoas peritas, que deixou uma marca indelével no mundo e passou por várias gerações de executivos.

 

O rei Salomão tinha objetivos semelhantes para a organização sob sua liderança.

 

 Salomão era agora o terceiro rei de Israel, de forma que seu reino já havia passado por outras administrações.

 

 Ele conhecia as promessas que Deus tinha feito a Davi, incluindo a promessa de uma dinastia real que duraria de era em era.

 

Conhecia também a promessa que Deus tinha feito a ele, ou seja, que ele se tornaria famoso por sua sabedoria incomparável.

 

Aqui estava um reino destinado a deixar sua marca no mundo. Salomão estava construindo algo duradouro.

 

Mais importante ainda: Deus estava construindo algo duradouro, erguendo os fundamentos para um reino que jamais teria fim.

 

 

 

A importância da organização no crescimento

 

1Reis 4 contanos como Salomão organizou seu reino. O capítulo 3 narrou como Salomão orou por sabedoria e, em seguida, a recebeu como dádiva de Deus (1Rs 3.5-12).

 

Mostrou também como Salomão usou a sabedoria divina para dar justiça às pessoas no famoso caso das prostitutas e de seus dois bebês (1Rs 3.16-28).

 

Os capítulos a seguir dão continuação a esse tema, mostrando a sabedoria de Salomão na construção (1Rs 5-7), na adoração (1Rs 8), e no comércio (1Rs 9-10).

 

O capítulo 4 se encaixa nesse tema, mostrando-nos a sabedoria de Salomão na administração — a organização prática da qual precisava para governar seu povo.

 

O capítulo começa com um relato ordenado dos membros do gabinete real.

 

Hoje essa informação pode ser apresentada na forma de um organograma, mas a Bíblia simplesmente lista os nomes dos funcionários de Salomão, com seus respectivos deveres oficiais:

 

 O rei Salomão reinou sobre todo o Israel. Eram estes os seus homens principais: Azarias, filho de Zadoque, o principal.(Sacerdote)

 

 Eliorefe e Aias, filhos de Sisa, eram secretários;

 

Josafá, filho de Ailude, era o cronista;

 

Benaia, filho de Joiada, era comandante do exército;

 

Zadoque e Abiatar eram sacerdotes;

 

Azarias, filho de Natã, era intendente-chefe;(os provedores)

 

 Zabude, filho de Natã, ministro, amigo do rei;(oficial-mor)

 

 Aisar, mordomo;

 

Adonirão, filho de Abda, superintendente dos que trabalhavam forçados.(sobre os tributos) (1Rs 4.1-6).

 

Os nomes de alguns desses homens nos são familiares; nós já os encontramos antes.

 

O apoio de Natã, Zadoque e Benaia havia sido extremamente importante para a ascensão de Salomão ao poder. ( 1 Reis 1 )

 

Não nos surpreende ver esses homens e seus filhos oferecendo liderança profética, sacerdotal e militar ao reino.

 

Salomão colocou os homens certos em posições de controle — homens leais à sua realeza e dispostos a realizar o trabalho do reino.

 

O que é um pouco surpreendente é ver que, apesar de sua oposição anterior (1Rs 1.7,19), Abiatar ainda é um sacerdote, aparentemente restaurado à sua posição na corte real.

 

As responsabilidades desses homens abarcam toda a gama de trabalho do reino: temos sacerdotes para liderar o povo em adoração — homens como Azarias, que, a essa altura, havia sucedido seu pai Zadoque como sumo sacerdote de Israel —;

 

temos secretários administrativos (com nomes que aparentam ser egípcios para lidar com a correspondência estrangeira, bem como repórteres da corte para documentar as obras de Salomão para a posteridade;

 

e temos um general do exército (Benaia), um chefe de gabinete (Aisar) e um amigo do rei (Zabude), o que, naqueles dias, era um cargo oficial na corte real.

 

Em suma, há uma liderança para todos os ramos do governo, permitindo assim que o rei supervisionasse todos os assuntos nacionais e estrangeiros.

 

No entanto, uma coisa nessa lista perfeita parece soar estranho, especialmente para uma nação que havia sido escravizada pelo Egito:

 

Adonirão estava no comando do trabalho forçado (1Rs 4.6b). Isso era algo que o profeta Samuel tinha advertido quando o povo de Israel clamou por um rei pela primeira vez.

 

O profeta disse ao povo que tivessem cuidado com o que pediam, porque um dia seu rei levaria seus filhos e os obrigaria a fazer o seu trabalho (1Sm 8.16-18).

 

Ao colocar alguém no comando do trabalho forçado, Salomão nos fornece outro sinal de que ele não era o rei perfeito,

 

que falhas trágicas em seu caráter causariam a sua queda espiritual. Walter Brueggemann comenta: (teólogo renomado do antigo-testamento)

 

Na superfície, a narrativa de Salomão em 1Reis parece ser um conto de sucesso, prestígio, poder e riqueza ilimitados, de todas as coisas que o rei não pedira no capítulo 3, mas que Deus lhe dera mesmo assim. Mas se nos lembrarmos do desfecho da narrativa de Salomão nos capítulos 11 e 12 e se prestarmos atenção aos detalhes sutis do texto, poderemos perceber sob a superfície do sucesso os prenúncios de coisas problemáticas."

 

Além dos líderes do governo que serviram em sua corte real, em Jerusalém, Salomão nomeou governadores provinciais em todo o território de seu domínio, principalmente com a finalidade de fornecer alimentos para a mesa real.

 

E é assim que a Bíblia os descreve: conforme 1Rs 4.7-19

 

Havia 12 distritos ao todo, de várias formas e tamanhos. Com base nos nomes das cidades mencionadas, esses distritos coincidiam vagamente, mas não exatamente com os territórios que Josué havia dado às doze tribos de Israel.

 

Salomão era o rei de um reino grande e populoso. Desde o início, ele se preocupou com a sua capacidade de governar  tantas pessoas (1Rs 3.8).

 

Parte da sua solução foi dividir seu reino em distritos, cada um sob a jurisdição de um líder diferente.

 

Salomão estava seguindo o mesmo conselho básico que Jetro dera a Moisés quando este estava desgastado pelo pesado fardo de liderar os israelitas.

 

A resposta foi a de nomear setenta anciãos para governar o povo de Israel (Êx 18).

 

Nesse caso, Salomão nomeou doze oficiais para governar doze territórios geográficos.

 

 Mas em ambas as situações, a administração efetiva exigia dividir algo grande em unidades menores e mais manuseáveis.

 

Não importa quão famosos podem ter sido em seus próprios dias, os homens encarregados destes distritos, hoje já não são mais nomes conhecidos (desnecessário dizer que o Ben-Hur mencionado no versículo 8 não era a estrela do cinema).

 

É fácil ignorarmos esse tipo de pessoa na Bíblia, com todos esses nomes estranhos e impronunciáveis.

 

Mas a vida desses homens importava a eles e a Deus, que nos lembra de que nós importamos também.

 

No reino de Deus, toda pessoa é importante. A maioria das pessoas no mundo não tem ideia de quem somos,

 

e nosso nome pode soar tão estranho para eles como os nomes de Ben-Dequer e Ainadabe soam para nós.

 

Mas cada um de nós tem um nome que é conhecido por Deus, bem como a capacidade de servir ao seu reino.

 

Portanto, não devemos desanimar se o nosso serviço a Cristo parece insignificante ou, às vezes, é esquecido por outros.

 

Deus conhece as pessoas que pertencem a ele e se lembra do trabalho que fazemos para a sua glória.

 

A importância da organização no comando

 

É certo que alguns estudiosos duvidam que o trabalho desses homens realmente era para a glória de Deus; antes, acreditam que tenha sido mais para a glória de Salomão.

 

Afinal de contas, sua principal tarefa era "abastecer a despensa da corte real"." O rei vivia em grande luxo e, por isso, precisava de alguém que satisfizesse seus apetites reais.

 

Na verdade, esses homens eram agentes da Receita Federal do rei. Eventualmente, essa forma de tributação se tornaria um grande fardo para o povo de Israel (1Rs 12.4).

 

Samuel tinha advertido contra isso: as demandas excessivas que um rei imporia aos melhores produtos de seu povo (1Sm 8.14-15).

 

O teólogo Brueggemann conclui, então, que ao dirigir um "grande empreendimento econômico imperial", Salomão se preocupava com a tributação ("como costumavam fazer os governos") em detrimento do seu povo e para a eventual destruição de seu reino.

 

Embora possa haver alguma verdade nessas críticas, 1Reis 4 oferece uma perspectiva diferente.

 

É verdade que a extravagância excessiva é pecado, especialmente quando outras pessoas têm de pagar por isso.

 

Também é verdade que alguns israelitas mais tarde vieram a se queixar dos encargos que Salomão lhes impusera (1Rs 12).

 

Mas aqui, no capítulo 4, lemos que as pessoas "comiam, bebiam e se alegravam" (1Rs 4.20).

 

Essa avaliação muito positiva nos ajuda a entender por que a Bíblia nos fornece tantos detalhes sobre como Salomão organizou seu reino:

 

o povo de Deus encontrou sua felicidade na prosperidade do rei e de seu reino. ( Investir na vida do nosso Pastor )

I Timoteo 5.18  -  “Digno é o obreiro do seu salário.” Do grego “Misthos” RECOMPENSA.

 

Em Filipenses 1.3,4 o Ap Paulo agradece a igreja pelo apoio financeiro dado a ele. “Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, pela vossa cooperação ( do grego Koinonia/ comunhão, mas também contribuição) no evangelho, desde o primeiro dia até agora.”

 

Aqui, o Espírito Santo está mostrando que a administração eficaz é um dom da graça que traz alegria para o povo de Deus.

 

Nosso Deus ama a ordem. Isso se evidencia já na maneira como ele fez o mundo, trabalhando seis dias antes de descansar no sétimo, estabelecendo assim um ritmo de trabalho e descanso para a humanidade.

 

O amor de Deus pela ordem é evidente também na maneira como ele colocou o Sol e a Lua no céu para marcar os dias e as estações do ano.

 

É também evidente nas pequenas coisas que vemos ao nosso redor, nas simetrias de todos os seres vivos que Deus fez: a colmeia, a teia de aranha, a organização da colônia de formigas.

 

A ordem de Deus também se evidencia nas relações humanas. Nós a reconhecemos na estrutura que Deus estabeleceu para o lar,

 

no qual o sacrifício de um marido e a submissão amorosa de uma esposa estabelecem uma base sólida para o casamento e a família.

 

Ela está presente em seu ordenamento da sociedade, no qual os governos têm o poder da espada para fazer justiça.

 

Ela se manifesta em suas instruções para a igreja, onde todas as coisas devem ser feitas "com decência e ordem" (l Co 14.40). (Hierarquia, pastores, Ev, Pb, Dc, Lideres)

 

Vemos essa ordem até mesmo no plano da salvação, que é administrado graciosamente pelo Pai, com o sacrifício realizado pelo Filho, e pessoalmente aplicado pelo Espírito Santo. Nosso Deus é organizado.

 

 O amor de Deus pela ordem faz parte da sua bondade. Claro, há uma espécie de ordem que pode ser opressiva.

 

Exigir ordem com imposição pode sufocar a criatividade e impedir o florescimento das pessoas.

 

Às vezes, o desejo de um pai  mantendo sua imposição pode interferir na necessidade da criança de explorar as possibilidades.

 

Nós também precisamos ter o cuidado de não ultrapassar nossa autoridade para impor nosso próprio senso de organização em outras pessoas.

 

Mas a ordem é um dos dons da graça de Deus. Normalmente, o dom da ordem vem na forma de algumas regras simples e necessárias que definem a estrutura básica de nossos relacionamentos;

 

então, dentro dos limites dessas regras, temos a liberdade extraordinária de decidir como desejamos honrar a Deus.

 

A Bíblia nos dá instruções sobre o casamento, por exemplo, ou sobre a organização de um governo.

 

Ela nos fornece princípios básicos. Então, ao aplicar esses princípios básicos, precisamos de sabedoria para compreender que tipo de ordem devemos instalar em cada situação da vida.

 

1Reis 4 mostranos que Salomão tinha esse tipo de sabedoria. O capítulo nos fornece alguns dos detalhes humano do seu método de organização —

 

detalhes que provam que o seu reino não era uma espécie de Terra do Nunca, mas um lugar real, com pessoas reais.

 

Não costumamos ver burocracia como algo que traz muita alegria, mas foi exatamente isso que ela fez no reino de Salomão.

 

Seu povo era feliz (1Rs 4.20), uma condição rara entre as nações dos homens. A sabedoria organizacional do rei foi uma bênção para o seu povo — coisa que a ordem sempre é.

 

Fomos criados com a necessidade de ordem. Onde quer que as coisas estejam em desordem, podemos estar certos de que estamos — de uma forma ou de outra — lidando com os efeitos desorientadores do pecado num mundo caído.

 

Mas quando as coisas estão bem organizadas, temos um vislumbre da bondade de Deus, porque a ordem vem de sua graça comum.

 

Embora longe de ser perfeita, a ordem que Salomão trouxe para seu reino foi um dom de Deus que deu alegria ao seu povo.

 

O mesmo dom está disponível também a nós, pela obra do Espírito Santo. O Novo Testamento tem um nome para esse presente: "administração" Governo (kuberneseis — 1Co 12.28). (Pag. 978) Do grego – Dirigir, pilotar.

 

A maioria das pessoas provavelmente vê a administração como um dos dons espirituais menos importantes.

 

Algumas pessoas podem até pensar que uma igreja mais organizada só vai criar uma burocracia espiritual.

 

Mas toda pessoa que já esteve envolvida com algo mal planejado e mal executado sabe quão importante é uma organização adequada. (Nosso pacto é fruto de organização)

 

 Dale Ralph Davis um Pr. Prebisteriano comenta que a sabedoria bíblica

 

 [...] não se ocupa apenas com julgamentos morais e precisos, mas também com uma estrutura eficiente e ordenada que impeça o caos e o desperdício de controlar a vida. Alguns de nós lamentam ter de dar atenção a questões administrativas e organizacionais, e é possível estruturar a vida de forma tão rígida que a sufocamos. No entanto, alguns momentos em um lar caótico ou em um local de trabalho sem a presença clara de uma autoridade gera rapidamente uma sede pela ordem."

 

Quase todas as formas de administração apresentam suas fraquezas, mas a alternativa é não ter administração alguma?

 

por mais que possamos reclamar da burocracia, até mesmo uma administração ruim é melhor do que nenhuma administração.

 

Para dar um exemplo notável da história americana: a ajuda em Nova Orleans às vítimas do furacão Katrina, em 2005, foi um fiasco completo.

 

Esse fracasso não se devia inteiramente a uma falta de compaixão, mas também a uma falta de administração.

 

Algo semelhante pode acontecer na igreja. Quando uma congregação é mal administrada, as almas de seu povo são expostas ao perigo espiritual.

 

É por isso que Deus nos deu pastores, presbíteros e diáconos na igreja — uma estrutura ordenada para garantir uma assistência espiritual e prática.

 

Por isso, é importante que os líderes espirituais organizem seu tempo com sabedoria para o ministério.

 

Por isso, também, é importante que toda congregação, especialmente uma congregação grande, seja bem organizada para o discipulado. (EBD)

 

Em si mesmas, essas estruturas ordenadas não podem salvar a alma de ninguém. Mas, sem elas, quem assumiria a responsabilidade de dar assistência espiritual, de ajudar as pessoas com necessidades práticas, ou de ir até as pessoas que precisam conhecer Cristo?

 

Sem organização adequada, essas coisas não acontecem com a frequência ou eficácia necessária.

 

Se esperarmos até acontecerem por conta própria, elas podem nunca acontecer.

 

Elas exigem o dom da administração — um dom espiritual que vemos no reino de Salomão e o qual pedimos ao Espírito Santo, para que ele o forneça para o ministério da igreja.

 

A aliança de Deus e sua fidelidade

 

 A alegria do reino de Salomão tinha uma fonte mais profunda do que a simples capacidade do rei de organizar as coisas.

 

Por si só, urna boa organização não é capaz de trazer a verdadeira alegria espiritual.

 

É urna condição necessária, mas não suficiente para um reino de alegria.

 

De fato, alguns dos governos mais repressivos da História eram muito bem organizados.

 

A profunda fonte de alegria no reino de Salomão foram as promessas fiéis de Deus.

 

 Vemos essas promessas cumpridas no resumo positivo que encerra a lista dos governadores regionais de Salomão:

 

"Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, numerosos como a areia que está ao pé do mar; comiam, bebiam e se alegravam. Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito" (1Rs 4.20-21).

 

Superficialmente, esses versículos simplesmente nos falam do tamanho do reino de Salomão, tanto em termos de população quanto de geografia.

 

Seu povo era incontável em número, como a areia na praia. Suas fronteiras se estendiam desde o Egito até o Iraque.

 

Mas, para compreender plenamente o significado desses versículos, precisamos lembrar as antigas promessas de Deus.

 

A terminologia de 1Reis 4 com toda a sua conversa sobre areia à beira do mar e os reinos do Egito até o Eufrates refere-se direta e explicitamente à aliança prometida por Deus a Abraão.

 

Essa é uma das muitas passagens em que encontramos um tema recorrente que faz da Bíblia uma unidade.

 

Em sua aliança com Abraão, Deus havia prometido terra e semente. Ele transformaria os descendentes de Abraão em um povo tão numeroso quanto a areia na praia, num país tão grande e abundante que o povo de Israel poderia chamar de seu.

 

Ora, as promessas do pacto estavam se tornando realidade, para alegria do povo de Deus.

 

Encontramos as promessas de Deus espalhadas por toda a história de Abraão no livro de Gênesis.

 

Deus disse: "farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!" (Gn 12.2).

 

Essa era a promessa segundo a qual o povo de Abraão se tornaria um grande reino. Deus disse: "a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia" (Gn 22.17).

Essa era a promessa segundo a qual o povo do reino de Abraão seria incontável. Deus disse: "À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates" (Gn 15.18, cf. Êx 23.31; Js 1.4).

 

Essa era a promessa segundo a qual o reino de Abraão se estenderia do Egito ao Rio Eufrates.

 

 Mais tarde, Deus disse que esse reino seria "uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel" (Êx 3.8) — uma promessa da provisão divina.

 

Agora as promessas de Deus estavam começando a se tornar realidade — as promessas da aliança que ele jurara cumprir.

 

Pegue um balde de areia. Conte os grãos, um por um, o que provavelmente levaria mais de semanas. Em seguida, tente avaliar o número de baldes de areia que há na praia do mar.

 

 Essa era a população do reino de Salomão, metaforicamente falando. Eram mais pessoas do que ele podia contar, e é por isso que ele pediu sabedoria a Deus (1Rs 3.8).

 

 Deus estava cumprindo a promessa de urna descendência numerosa: "Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, numerosos como a areia que está ao pé do mar" (1Rs 4.20).

 

Agora, pegue uma bússola e corrente de agrimensor para medir a terra onde essas pessoas viviam.

 

O território que Deus prometera a Abraão era parte do reino de Salomão. Nas palavras de um comentarista:

 

"A terra desejada por Moisés, conquistada por Josué e subjugada por Davi, agora estava nas mãos de um homem de sabedoria inigualável".

 

" Essa terra há muito prometida tinha rios de leite e mel. As pessoas estavam tendo uma vida boa, pois elas "comiam, bebiam e se alegravam" (1Rs 4.20).

 

A razão de sua profunda alegria era que Deus havia sido fiel a suas promessas. O reino de Salomão era mais do que um bom governo terreno.

 

Era um reino de aliança. Era o reino que Deus sempre quis construir, com base nas promessas que ele jamais poderia violar, porque haviam sido juradas por sua própria palavra perfeita e inquebrável.

 

As pessoas estavam felizes em virtude da prosperidade do seu rei e na segurança de sua bênção pelas promessas de Deus.

 

Há ainda um cumprimento da promessa da aliança de Deus no final do versículo 21, em que lemos que "reinos vizinhos pagavam tributo e serviam a Salomão todos os dias da sua vida".

 

Isso também foi o cumprimento de uma promessa antiga. Deus disse que o nome de Abraão se tornaria grande entre as nações, e que, através dele, "em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.2-3).

 

Deus lhe disse que ele receberia uma grande recompensa (Gn 15.1) e que se tornaria "uma grande e poderosa nação" (Gn 18.18).

 

Deus disse que os filhos de Abraão possuiriam "a cidade dos seus inimigos" (Gn 22.17); eles teriam poder e influência sobre seus rivais.

 

Agora, a riqueza e o poder das nações estavam fluindo para Salomão, assim como Deus havia prometido.

 

Reis estavam trazendo seus tributos ao tesouro real de Salomão. Estavam jurando fidelidade à casa de Davi, prometendo um serviço leal a Salomão como poderoso rei de Israel.

 

Através do reinado de Salomão, a bênção de Abraão estava vindo para as nações.

 

 

A diferença entre bom e excelente

 

No início do capítulo, foi mencionado um livro intitulado (Construídos para durar). Jim Collins se tornou famoso também com outro livro, no qual ele tenta explicar por que algumas empresas boas alcançam a excelência, e outras não.

 

O livro se chama Good to Great [A diferença entre bom e excelente], e seu título serve muito bem para descrever a relação entre o reino de Salomão e o reino do Senhor Jesus Cristo."

 

Ao contemplar o reinado de Salomão, devemos sempre manter em mente a comparação com Cristo.

 

Jesus afirmou ser superior a Salomão — o maior rei de um reino maior (Lc 11.31).

 

Quando comparamos Salomão a Cristo, estamos passando de um domínio terreno para um reino celestial, de uma monarquia temporária para uma dinastia eterna, do bom para o excelente.

 

Tudo que havia de bom no reino de Salomão é ultrapassado em muito quanto ao reino de Jesus Cristo, que é superior em todos os sentidos.

 

O reino de Cristo é totalmente organizado. Isso é obra de Deus Espírito Santo, que Jesus enviou para trazer ordem para o lar e para a igreja, para as nossas vidas e nossos relacionamentos.

 

Essa ordem não nos é imposta de fora, mas vem de dentro para fora, ao passo que o Espírito opera em nós para produzir paciência, perdão, mansidão, autocontrole e todo o restante das virtudes espirituais que trazem harmonia para a vida.

 

O reino de Cristo é maior do que o reino de Salomão, sua população é maior e provém de mais nações.

 

Jesus disse que, quando ele fosse levantado, atrairia todos para si (Jo 12.32). Ele disse isso "significando de que gênero de morte estava para morrer" (Jo 12.33), ou seja, a crucificação.

 

Jesus foi levantado na cruz. Lá, ele tomou sobre si a culpa dos nossos pecados, morrendo em nosso lugar, oferecendo seu sangue para expiar nossos pecados.

 

Mas Jesus disse isso também para anunciar sua intenção de salvar os povos de todas as nações. Ao ser levantado, atrairia as pessoas para si mesmo.

 

E foi exatamente o que aconteceu. Ao longo da História, centenas de milhões de pessoas se juntaram ao reino de Deus por meio da fé em Cristo e sua crucificação.

 

Está acontecendo agora mesmo, enquanto crentes em Cristo compartilham o evangelho com seus amigos e familiares, e missionários saem pelo mundo afora para divulgar o evangelho.

 

A promessa que Deus fez a Abraão, cumprida apenas parcialmente nos dias do rei Salomão, está se transformando em plena verdade.

 

 Enquanto o evangelho é proclamado em palavras e atos, mais tributos de mais nações estão chegando ao Cristo.

 

Neste exato momento, a glória, a honra e o louvor são dados a ele por muitas pessoas em muitos lugares.

 

Elas estão ouvindo o evangelho em línguas que entendem e respondem a Deus em adoração no idioma do coração de suas almas.

 

Foi isso que Davi profetizou que aconteceria quando o seu reino passaria de bom para excelente:

 

"Lembrar-se-ão do SENHOR e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações. Pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações" (Sl 22.27-28).

 

Seu reino se estenderá muito além das fronteiras do reino de Salomão, correndo de norte a sul e de leste a oeste, até que, por fim, "a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar" (Habacuque 2.14).

 

 Quão felizes somos por pertencer a este grande reino! Como povo de Deus, encontramos a nossa verdadeira felicidade na prosperidade do nosso rei.

 

Quanto mais ele é adorado, mais nos alegramos. É por isso que gostamos de ver quando a ordem espiritual se estabelece em vidas e relacionamentos danificados.

 

É por isso que temos um interesse tão ativo pelo trabalho do reino que Deus está fazendo em nossa própria igreja e ao redor do mundo.

 

O trabalho do reino de Deus é o trabalho mais importante de todos, e a nossa alegria é vê-lo crescer.

 

Enquanto fazemos esse trabalho do reino, não dependemos de nossas próprias habilidades — muito menos na área de administração.

 

Em vez disso, dependemos da promessa do reino de que Jesus estará conosco enquanto realizamos a obra do evangelho no poder do Espírito Santo.

 

Nosso desejo é que o Senhor Jesus Cristo receba o máximo de honra possível, do maior número de pessoas possível, no máximo de lugares possíveis, pois só ele merece toda a glória.

 

CONCLUSÃO:

 

O trabalho que fazemos em todo o âmbito de nossas vidas deve sempre ter por objetivo glorificar a Deus e honrar a pessoa bendita de Jesus.

 

Precisamos o tempo todo vigiarmos os nossos corações a fim de que a soberba misturada com o desejo do poder não arruíne a nossa vida.

 

Salomão nos deixe o exemplo de como devemos sempre dependermos de Deus e nunca deixarmos ser influenciados por coisas exteriores e por aparência.

 

O reino de Salomão não subsistiu porque um dia ele deixou de ser influenciado pela a lei de Deus e passou a ser levado por fontes do próprio desejo.

 

O desejo do poder é algo que está escondido dentro de todos os corações. Uns já afloraram e outros um dia pode aflorar.

 

Uma frase muito conhecida no meio administrativo nos faz refletir: “O poder subiu a cabeça”

 

Essa frase quer dizer que o indivíduo não soube lhe dar com a posição que lhe foi conferida.

 

Lí um livro por título “Orgulho Fatal” que conta a história de um empresário que foi presidente de um império evangélico das comunicações no USA.

 

Ele foi dominado pelo poder e sua queda foi terrível. Depois de reconhecer seus pecados ele passa a entender que o poder incontrolado arruína reputações e destrói vidas.

 

Como sabermos se essa sede pelo poder está adormecida em nossos corações esperando apenas a oportunidade certa para subir à superfície?

 

Certos traços são comuns à maioria das pessoas que aspiram ao poder. Essas características estão bem escondidas sob um manto de engano.

 

Assim fica escuro identifica-las, até que a ânsia pelo poder tenha afetado negativamente sua vítima.

 

Vou fazer algumas perguntas, e veja se elas aplicam a você:

 

1-    Sua vida pessoal contém pecados ocultos, seja de conduta, decisões ou estilo de vida?

2-    Você deixa de falar quando algo está errado, a fim de proteger sua posição?

3-    Você se aproveita das falhas de outros?

4-    Você tem conflitos de interesse?

5-    Você tem um espírito altivo?

6-    Você mente ou faz o que é necessário para conservar sua posição de poder?

 

Se essas perguntas encaixou em você, mesmo apenas uma delas, você é um ser que tem sede pelo poder.

 

Dr. Martin Lloyd-Jones disse que: A pior coisa que pode acontecer a alguém é ela ter algum poder sem antes estar preparado.

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII 

De: 14/01/2018
Por: Jefferson Belisário Couto

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