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1 Reis - Beleza e santidade

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

Sermão 12 - Referência: 1 Reis 6.14-38

INTRODUÇÃO:O incêndio que arruinou a residência da rainha Elizabeth II; o Castelo de Windsor, na Inglaterra, em 1992, foi um desastre devastador. Para ajudar a pagar os reparos, que custaram milhões de libras, a rainha Elizabeth II abriu sua casa para os visitantes.

Pela primeira vez na História, os turistas comuns podiam pagar uma pequena taxa para ter o privilégio sem precedentes de passear pelo Palácio de Buckingham. A abertura do palácio proporcionou um raro vislumbre do esplendor real.

Para saber como as pessoas são, é útil ver onde elas vivem, e no caso da rainha da Inglaterra, sua casa é onde encontramos sua majestade. As pessoas que tiveram a sorte de visitar o Palácio de Buckingham viram os apartamentos reais da rainha, com seus ornamentos dourados e obras de arte famosas.

Passearam por seus impressionantes jardins privados. Entraram em sua sala de audiências para contemplar seu trono dourado. Ver o palácio real significava experimentar a glória do reino de Elizabeth.

Em 1 Reis temos uma experiência semelhante. O livro nos leva a uma VISITA GUIADA do templo de Salomão, a casa de Deus. Às vezes, as pessoas se perguntam como Deus realmente é. Uma vez que nunca o vimos em "carne e osso", pode ser difícil obter uma impressão clara de sua verdadeira e incrível glória.

Por isso uma visita à casa que Salomão construiu pode nos ajudar a conhecer melhor o nosso Deus, pois, quando olhamos para o edifício com cuidado e vemos a planta de sua estrutura e os detalhes de seu projeto, CONHECEMOS O CARÁTER DO DEUS QUE FEZ DESSA CASA O SEU LAR.

I. BELEZA REAL.

1. Uma Casa linda.

O capítulo 6 de 1 Reis é aberto com uma declaração formal, apresentando o templo e anunciando o início de sua construção. O capítulo termina com outra declaração semelhante, descrevendo a conclusão da construção:

"No ano quarto, se pôs o fundamento da Casa do SENHOR, no mês de zive. E, no ano undécimo, no mês de bul, que é o oitavo, se acabou esta casa com todas as suas dependências, tal como devia ser. Levou Salomão sete anos para edificá-la" (1Reis 6.37-38).

Um estudioso da Bíblia descreveria essa técnica literária como INCLUSIO: um estilo correspondente no início e no final de uma seção que serve para "encadernar" o material que vem no meio.

A primeira parte do capítulo (v. 2-10) descreveu a estrutura externa do templo. Então, Deus interrompeu o projeto de construção para contar a Salomão todas as bênçãos que viriam se ele fosse fiel e guardasse os mandamentos da aliança de Deus (v. 11-13).

O restante do capítulo mostra como o templo foi concluído por dentro (v. 14-36) e como a decoração de interiores é que transforma uma casa em lar.

No final do capítulo, vemos a casa de Deus, tanto por fora como por dentro. Já que apenas os sacerdotes tinham permissão para entrar no templo propriamente dito, a maioria dos israelitas nunca veria como ele era por dentro.

Mas 1 Reis 6 nos oferece uma excursão pelo interior. Ao olhar ao redor, devemos nos PERGUNTAR: que tipo de deus viveria nesse tipo de casa?

A resposta é que ele é um Deus que ama a beleza, que reina em glória real e habita em santidade incomparável.Surpreendentemente, também é um deus que nos convida a entrar e habitar com ELE.

(a) Uma beleza natural. A primeira coisa que notamos dentro do templo de Salomão é a sua beleza natural:

Assim, edificou Salomão a casa e a rematou. Também revestiu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro; desde o soalho da casa até ao teto, cobriu com madeira por dentro; e cobriu o piso da casa com tábuas de cipreste.

Da mesma sorte, revestiu também os vinte côvados dos fundos da casa com tábuas de cedro, desde o soalho até ao teto; e esse interior ele constituiu em santuário, a saber, o Santo dos Santos.

Era, pois, o Santo Lugar do templo de quarenta côvados. O cedro da casa por dentro era lavrado de botões e flores abertas; tudo era cedro, pedra nenhuma se via (1Rs 6.14-18).

Salomão construiu seu templo com pedra extraída das montanhas, mas por dentro cobriu tudo de cedro, não apenas o santuário principal, mas também o Santo dos Santos. Cedro é uma madeira linda e cara, de modo que Salomão havia adquirido um grande lote de Hirão, rei de Tiro (cf. 1Rs 5.1-12).

Uma vez que a estrutura principal estava construída, Salomão cobriu completamente suas paredes com painéis de cedro. O piso também era feito de madeira — nesse caso, de cipreste —, que é mais resistente do que o cedro e é mais adequado para suportar peso e atrito.

Pelo que sabemos, os tipos de madeira que Salomão utilizou era o que tinha de mais valioso e belo na sua época. Salomão queria que a casa fosse bonita por dentro e por fora.

A madeira de cedro no interior do templo era lindamente decorada. Foi "lavrado de botões e flores abertas" (1Rs 6.18), segundo a moda da época as decorações florais eram típicas no antigo Oriente.

Apesar de não conhecermos o projeto exato que foi usado para o templo de Salomão, é fácil imaginar as fileiras de flores exuberantes que cobriam as paredes e que encantavam por sua beleza.

(b) O Deus que ama a beleza. Todas essas informações nos dizem algo importante sobre Deus.

O interior do templo de Salomão foi adornado com árvores, frutas e flores do mundo que Deus criara; sua decoração refletia, portanto, a BELEZA DA CRIAÇÃO.

Deus ama a beleza, ele aprecia a arte e mantém altos padrões estéticos: "Glória e majestade estão diante dele, força e formosura no seu santuário" (Sl 96.6).

O amor de Deus pela beleza é evidente nas coisas que ele fez. O universo está repleto de muitos esplendores belos, desde as galáxias estreladas no espaço sideral até o cogumelo em uma montanha rochosa.

AGOSTINHO de Hiponaperguntou: Que discurso consegue descrever adequadamente a BELEZAe UTILIDADE da criação; que discurso, a graça divina concede ao homem de contemplar e consumir?

Considere a beleza múltipla e variada do céu, da terra e do mar, a fartura de luz e sua qualidade maravilhosa, sob o sol, a lua e as estrelas nas sombras das florestas, a cor e a fragrância das flores...

... a diversidade e a multiplicidade das aves com suas canções e cores brilhantes, as espécies multiformes de criaturas vivas de todos os tipos, até mesmo o menor dos quais contemplamos em grande maravilha.

[...] Veja também o grande espetáculo do mar, revestindo-se com diferentes cores, como roupas, às vezes verdes em tantos tons diferentes, às vezes roxas, às vezes azuis. [...] Quem poderia dar um relato completo de todas estas coisas?"

(c) Um Deus Lindo. Deus não só cria e ama a beleza, mas ele mesmo é um Deus lindo.

Seja qual for a beleza que vemos no universo — ela tem sua fonte na própria beleza de Deus. ELE É INFINITAMENTE O MAIS BELO E EXCELENTE. ELE É O FUNDAMENTO E FONTE DE TODA A BELEZA.

Jonathan Edwards disse: "Toda a beleza que encontramos em toda a criação é [...] a reflexão dos raios difundidos daquele SERque tem uma infinita plenitude de brilho e glória."

Quando o pai de Salomão sonhou em construir um templo para depois visitá-lo para a adoração, seu maior desejo foi ver essa beleza com seus próprios olhos.

"Uma coisa eu tenho pedido ao SENHOR", Davi disse, "que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo" (Sl 27.4).

(d) A beleza no caráter.

A VERDADEIRA BELEZA DE DEUS NÃO É A SUA APARÊNCIA EXTERNA, MAS SEU CARÁTER INTERIOR.

Deus é lindo — no amor que demonstra a seus filhos, na misericórdia que oferece aos pecadores perdidos e na perfeita harmonia que exibe em todos os seus atributos divinos.

Vemos a beleza de Deus mais claramente na pessoa de seu Filho Jesus Cristo. Não que Jesus era especialmente bonito em sua aparência física.

Na verdade, a Bíblia diz exatamente o contrário: Ele "não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse" (Is 53.2). No entanto, Jesus Cristo é mais bonito do que qualquer outra pessoa.

ELE É BONITO POR CAUSA DA PERFEIÇÃO DO SEU AMOR E DA GENEROSIDADE DO SEU SACRIFÍCIO.

Por toda a sua aparente feiura, sua morte na cruz foi a coisa mais linda que alguém já fez: uma vida perfeita oferecida em sofrimento e dor para que todo aquele que nele crê seja perdoado.

AGORA DEUS ESTÁ FAZENDO ALGO BONITO CONOSCO. O Espírito Santo está trabalhando para afastar a feiura do nosso pecado, tornando-nos mais semelhantes a Cristo, e, portanto, mais e mais bonitos o tempo todo.

Essa beleza não é apenas pessoal, mas também comunitária, pois Deus está construindo sua igreja como um "santuário dedicado ao Senhor" ao passo que estamos sendo "juntamente {...} edificados para habitação de Deus no Espírito" (Ef 2.21-22).

Se o nosso Deus é um Deus tão belo, então devemos ter o maior apreço por sua beleza. Quando os cristãos se contentam com baixos padrões estéticos, comprometemos o caráter do nosso Deus.

Somos chamados para contemplar as flores, ouvir o grito dos pássaros, admirar o céu estrelado, ouvir o acorde harmônico dos mares e louvar o nosso Criador.

Somos chamados a fazer coisas bonitas com as mãos (ex. lembrancinhas infantis, decoração, cozinhar...), assim damos testemunho do caráter de Deus e seus planos brilhantes para o futuro.

Somos chamados inclusive a buscar a BELEZA DA CIDADE, para que as pessoas possam ver na igreja uma comunidade que se preocupa com as NECESSIDADES ESTÉTICAS da alma humana.

Você vai responder ao chamado de Deus e buscar uma estética divina? Preocupe-se mais com o crescimento da beleza do seu caráter interno do que com os atrativos exteriores da aparência física.

Cultive um amor pela beleza que honre o seu belo Deus. Tome a oração de Moisés e transforme-a em sua própria: "Seja sobre nós a FORMOSURAdo Senhor, nosso Deus" (Sl 90.17).

2. A beleza dourada

O lindo templo de Salomão também era dourado em seu esplendor real. Quando perguntaram a Howard Carter qual fora a primeira coisa que viu quando descobriu o tesouro no túmulo do rei Tutancâmon, o famoso arqueólogo disse: "Eu vi coisas maravilhosas!".

Os sacerdotes de Israel poderiam ter dito a mesma coisa quando entraram pela primeira vez no templo de Salomão, pois ele também estava repleto de tesouros dourados:

(a) Um Esplendor dourado.

No mais interior da casa, preparou o Santo dos Santos para nele colocar a arca da Aliança do SENHOR. Era o Santo dos Santos de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura; cobriu-o de ouro puro.

Cobriu também de ouro o altar de cedro. Por dentro, Salomão revestiu a casa de ouro puro; e fez passar cadeias de ouro por dentro do Santo dos Santos, que também cobrira de ouro. Assim, cobriu de ouro toda a casa, inteiramente, e também todo o altar que estava diante do Santo dos Santos (1 Rs 6.19-22).

Havia ouro brilhando em toda a casa de Deus. Esta foi a primeira impressão que as pessoas tiveram ao entrar no templo: todo o interior brilhava em esplendor dourado. Ouro cobria as paredes e o teto do santuário principal, bem como o altar do incenso. Ouro cobria todo o interior do santuário.

Este era o Santo dos Santos do templo, onde Salomão colocou a arca sagrada da santa aliança, e onde ocorria a expiação do pecado (Lv 16). O Santo dos Santos, como era chamado, foi construído na forma de um CUBO PERFEITO, o que era um sinal de ordem, SANTIDADEe PERFEIÇÃO.

Todo o cubo foi coberto de ouro e separado do resto do templo por uma cortina de correntes douradas (ou uma cortina de tecido pendurada em argolas de ouro. Cr 3.14). Salomão ainda revestiu de ouro até mesmo o chão: "cobriu de ouro o soalho, tanto no mais interior da casa como no seu exterior" (1Rs 6.30).

A casa de Deus era dourada em sua glória. Alguns estudiosos tentaram argumentar que todo esse ouro é "fruto da imaginação de alguém", "um exagero que provavelmente teve sua origem numa tradição posterior sobre o esplendor do Templo de Salomão". No entanto, não há razão para duvidar da confiabilidade histórica do texto bíblico.

O templo de Salomão era revestido de ouro, como esse capítulo afirma repetidamente. Nem era um ouro qualquer: a Bíblia o descreve explicitamente como "OURO PURO" da mais alta perfeição(1Rs 6.21).

Outros estudiosos têm criticado o ouro de Salomão como uma extravagância ímpia. Mas esta era a casa de Deus, que merecia a mais alta honra. Para ele, apenas o melhor servia. Portanto, Salomão não poupou nenhuma despesa, mas usou o material mais precioso que podia comprar.

Salomão fez um ALTO INVESTIMENTO, com despesas altas para melhoria significativa das paredes de cortina e do chão de barro do tabernáculo.

O tabernáculo era glorioso, mas Salomão construiu uma casa mais gloriosa. Com a construção do templo, Israel avança da glória para uma glória maior.

Todo esse ouro era apropriado para alguém tão glorioso quanto Deus.É sábio investirmos nossos recursos proporcionalmente ao valor relativo do objeto de nossa despesa, que neste caso era o Deus Todo-Poderoso.

O próprio Deus confirmou a sabedoria do investimento de Salomão quando o templo foi dedicado, e ele disse: "santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; os meus OLHOSe o meu CORAÇÃOestarão ali todos os dias" (1Rs 9.3).

O ouro é o metal dos reis. Uma vez que Deus governa sobre tudo, Salomão cumpriu apenas seu dever ao construir um templo de ouro, digno da honra real de Deus.

O famoso poeta inglês George Herbert estava certo ao elogiar o rei Salomão por sua gloriosa extravagância:

Senhor, com que glória foste servido no passado,

quando o templo de Salomão se ergueu e floresceu!

Onde a maioria das coisas era de ouro puro;

E a madeira, toda adornada.

Na verdade, nem mesmo o ouro era totalmente digno da glória de Deus.

 

Ouro era o melhor que Salomão tinha a oferecer, mas dado que Deus já é dono de tudo no universo, nada na terra pode nem mesmo se aproximar da verdadeira glória da sua majestade real.

(b) Algo que não tem preço. Se tivessem existido naquela época, os marqueteiros da MasterCard poderiam ter transformado esse princípio em um comercial.

Começando com o campeonato mundial de beisebol, a World Series de 1997, a MasterCard passou a fazer uma campanha publicitária com o slogan "Existem coisas que o dinheiro não pode comprar. Para todo o resto, existe a MasterCard".

Os anúncios listavam o preço de compra de uma série de itens (como cachorros-quentes, bonés de beisebol e dois ingressos para um jogo de beisebol), seguido por algo rotulado como "não tem preço" (durante o jogo do St. Louis Cardinais quando venceram a World Series, por exemplo; {Flamengo x Vasco}).

O templo de Salomão seguia uma lógica semelhante. Todas as coisas no interior do templo tinham o seu preço de compra: o cedro que Salomão comprou de Tiro, bem como o ouro que retirou de seu tesouro real. Eram coisas que o dinheiro podia comprar, com ou sem MasterCard.

Mas que preço você estaria disposto a pagar para ter Deus dentro da sua casa? O esplendor do ouro do templo de Salomão não podia sequer começar a ser comparado com a glória inestimável de Deus. Isto é algo que não pode ser comprado; Isto não tem preço.

3. Adorando com o nosso ouro.

A deidade adorada no templo de Salomão é um Deus glorioso. Ele é o Rei de todos os reis. Agora, sua glória real é exibida em Jesus Cristo, o Salomão maior do reino de Deus.

(a) Nosso Tributo

Após ter feito seu belo sacrifício, oferecendo seu corpo pelos nossos pecados, Jesus foi exaltado em triunfo real. Deus "o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória" (1Pe 1.21).

Agora Jesus reina como Rei do Reino de Deus. Se o nosso Deus é um Rei glorioso, então nós e todas as pessoas deveríamos dar-lhe a HONRA REAL e a OBEDIÊNCIA que só ele merece.

Devemos trazer-lhe OUROpara proclamar no mundo inteiro a vinda do seu reino e para construir seu templo espiritual na igreja.

Mesmo que o nosso DINHEIRO dificilmente seja digno de sua inestimável majestade, e apesar de NOSSOS BENS já lhe pertencerem, ele graciosamente os aceitará como nosso TRIBUTO— como ouro real que oferecemos ao nosso Rei. Veja a importância de nossas ofertas, dízimos e votos.

A oferta do nosso dinheiro e bens tem o beneficio adicional de nos ajudar a crescer em SANTIDADE, pois uma das melhores maneiras de resistir às tentações do dinheiro é simplesmente doá-lo ao reino de Deus.

(b) Nosso Serviço.

Temos algo ainda mais precioso a oferecer ao nosso Rei do que o nosso dinheiro: uma vida dedicada a seu serviço.

Nosso serviço também não é realmente digno de sua majestade, mas é o melhor que temos a oferecer; por isso, devemos fazê-lo. Devemos oferecer a Jesus o tesouro dos nossos corações, entronizando-o como nosso Rei.

Devemos oferecer-lhe o louvor da nossa boca, adorando-o como nosso glorioso Deus. Devemos oferecer-lhe a obra das nossas mãos, servindo aos nossos irmãos, alimentando os pobres e curando os feridos, porque Cristo é nosso Rei.

II. SANTIDADE REAL.

1. Santo, santo, santo.

Deus não é apenas o soberano da terra, mas também o Rei do céu. O interior do templo de Salomão simbolizava isso. O templo propriamente dito era dividido em duas partes. A câmara externa era chamada Lugar Santo, enquanto a câmara interna na parte traseira era conhecida como Santo dos Santos.

O Santo dos Santos abrigava a arca da aliança, onde era realizada a expiação do pecado, e que simbolizava o estrado do trono de Deus (1Cr 28.2; Sl 132.7-8). Esse era o lugar da presença de Deus, "o lugar da morada de Deus — na medida em que Deus tinha um lugar de morada terrena".

No entanto, o livro de Hebreus nos diz também que o Santo dos Santos foi criado para servir como uma cópia terrena da sala do trono celestial de Deus ( Hb 9.23-24). Isso explica por que Salomão esculpiu dois anjos como guardiões do templo interior:

No Santo dos Santos, fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um da altura de dez côvados. Cada asa de um querubim era de cinco côvados; dez côvados havia, pois, de uma a outra extremidade de suas asas. Assim, também era de dez côvados o outro querubim; ambos mediam o mesmo e eram da mesma forma.

A altura do querubim era de dez côvados; cada um. Eles estavam no mais interior da casa; os querubins estavam de asas estendidas, de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a asa do outro tocava na outra parede; e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra. E cobriu de ouro os querubins (1Rs 6.23-28).

Essas duas estátuas magníficas dominavam o Santo dos Santos. Cada figura angelical tinha 15 metros de altura, e, com envergadura e comprimento iguais, os querubins preenchiam completamente o santuário interior. Eles eram esculpidos em madeira de oliveira e banhados em ouro.

Os querubins de ouro de Salomão lembram novamente da BELEZA DE DEUS e de sua MAJESTADE REAL.Sabemos do livro de Isaías e de outras passagens que, neste exato momento, há querubins na presença de Deus (por exemplo, Is 37.16). Com efeito, esses anjos são seus cortesões, os servos do seu trono real.

Os lindos querubins de ouro dentro do templo de Salomão imitavam essa cena celeste, indicando que o santuário interior era a SALA DO TRONO DE DEUS, um sinal da sua presença e glória real.

Nas palavras do salmista, Deus está "entronizado acima dos querubins" (Sl 80.1). Os querubins também nos mostram a SANTIDADE DE DEUS. Nenhuma criatura é mais santa do que um anjo, pois os anjos do céu são perfeitamente sem pecado.

Eles foram separados para o santo serviço de Deus. Como os querubins oferecem adoração sagrada a Deus, eles refletem tanto a sua glória que, se pudéssemos vê-los agora, seríamos tentados a adorá-los.

No entanto, essas criaturas sagradas não reivindicam qualquer culto a si mesmas. Na verdade, sempre que as pessoas tentavam adorar qualquer um dos anjos, eles diziam: "não faças isso" (Ap 19.10; 22.9).

Em vez disso, os anjos nos ensinam a oferecer todo o nosso louvor a Deus como aquele que merece todo o louvor e toda a glória que podemos dar.

Os próprios anjos são imaculadamente santos, mas na adoração, eles nos mostram a grandeza suprema da santidade superior do nosso DEUS.

2. Uma santidade superior. Se tais criaturas sagradas dão toda a sua adoração a Deus, então ele deve ser ainda mais santo.

Essa comparação é mais bem entendida, como a historia contada pelo Pr Philip G. Ryken, Presidente do Wheaton College.  Ele diz: lembro-me do meu primeiro encontro com o reverendo William Still, o grande pastor evangélico escocês que ajudou a reavivar a Igreja da Escócia, em meados do século 20. Dois dos meus pregadores favoritos (Eric Alexander e Sinclair Ferguson) sempre falavam sobre o reverendo Still em TOM REVERENTE, pois ele tinha sido um dos seus pais na fé e no ministério.

Por mais respeito que eu tivesse pelo Rev. Alexander e pelo Dr. Ferguson, sentia que eles tinham um RESPEITO AINDA MAIOR por seu mentor espiritual. Então, quando fui estudar com o Rev. Still na Escócia, eu sabia que estaria na presença de uma SANTIDADE RARA.

Os querubins no interior do templo de Salomão serviam a um propósito semelhante de um plano infinitamente elevado.Por serem tão santos, os querubins nos apontam para uma santidade superior. Eles representam os anjos celestiais que adoram a santidade infinita de Deus.

Por meio de seu exemplo, os querubins nos chamam para "adorar o SENHOR na beleza da santidade" (Sl 29.2, 96.9). Agora que já ouvimos o evangelho da crucificação e da ressurreição, oferecemos a nossa adoração em nome de Jesus Cristo, "o Santo de Deus" (Mc 1.24).

3. A beleza da santidade cristã.

Também ouvimos o chamado de Deus para uma vida de santidade cristã, livre do amor ao dinheiro, livre da concupiscência da carne e livre do orgulho egoísta. O caminho sagrado para lidar com o nosso dinheiro é usar tudo para a glória de Deus.

O caminho sagrado para controlar a nossa sexualidade é mantê-la dentro dos laços da aliança de casamento. O caminho sagrado para empregar o nosso poder é usar a nossa autoridade e influência para servir às pessoas necessitadas.

Adoramos um santo Salvador, que nos chama para ser seu povo santo: "assim como é santo aquele que vos chamou; sede também santos, em toda vossa maneira de viver" (1 Pe 1.15).

4. Os portões do paraíso

O templo de Salomão era um lugar de esplendor impressionante. Seu interior de ouro fora projetado para transmitir uma sensação da BELEZAreal e perfeita SANTIDADEde Deus. A descrição bíblica de sua construção e decoração pretende despertar no coração humano um desejo de Deus.

O Espírito Santo está levantando a cortina para que possamos ver o santuário de Deus por meio da fé. Por mais maravilhoso que tenha sido ver a glória da arquitetura de Salomão, é infinitamente mais maravilhoso conhecer a Deus, cuja beleza, realeza e santidade eram proclamadas por seu templo.

E por mais impressionante (e assustador) que fosse a experiência de entrar no templo de Salomão, havia portas que permitiam tal experiência.

(a) Acesso limitado. A Bíblia descreve as portas que se abriam para o Santo dos Santos:

"Para a entrada do Santo dos Santos, fez folhas de madeira de oliveira; a verga com as ombreiras formavam uma porta pentagonal. Assim, fabricou de madeira de oliveira duas folhas e lavrou nelas entalhes de querubins, de palmeiras e de flores abertas; a estas, como as palmeiras e os querubins, cobriu de ouro" (1Rs 6.31-32).

Salomão também instalou portões na entrada principal do templo: "Fez, para entrada do Santo Lugar, ombreiras de madeira de oliveira; entrada quadrilateral, cujas duas folhas eram de madeira de cipreste; e as duas tábuas de cada folha eram dobradiças”.

“E as lavrou de querubins, de palmeiras e de flores abertas e as cobriu de ouro acomodado ao lavor(trabalho manual). Também edificou o átrio interior de três ordens de pedras cortadas e de uma ordem de vigas de cedro" (1Rs 6.33-36).

Essas magníficas portas deram a Salomão e ao seu povo ACESSO LIMITADO à presença de Deus. Por um lado, as portas do templo estavam lá para permitir que as pessoas entrassem. Havia uma maneira de entrar nesse prédio maravilhoso.

Havia até mesmo uma forma de entrar no santuário interno, o Santo dos Santos. Louvado seja Deus pelas portas do templo de Salomão, que testificam que o Deus infinitamente belo, perfeitamente santo e regiamente glorioso realmente deseja ter um RELACIONAMENTOcom seu povo!

No entanto, as portas também existiam para evitar a entrada das pessoas. Apenas os sacerdotes eram autorizados a entrar no templo, e mesmo eles podiam fazê-lo somente quando estavam cumprindo as funções sacerdotais.

O acesso ao Santo dos Santos era ainda mais restrito. Apenas um homem podia entrar no Santo dos Santos, e apenas uma vez por ano.No Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no santuário interior — SOZINHO—para fazer uma oferta de sangue pelos pecados do povo (Lv 16).

Além disso, ninguém podia estar no templo, suas portas ficavam fechadas para mostrar que as pessoas não podiam entrar na presença de Deus, a não ser pela REPRESENTAÇÃO DE SEU SACERDOTE.

Para entender o propósito de ter um templo de ACESSO LIMITADO, o simbolismo de suas decorações pode ser útil.

Como quase tudo no interior do templo, as portas dobráveis da construção e as portas internas do Santo dos Santos eram revestidas de ouro real e eram decoradas com "entalhes de querubins, de palmeiras e de flores abertas" (1Rs 6.32,35).

Salomão empregou esse motivo em todas as paredes: "Nas paredes todas, tanto no mais interior da casa como no seu exterior, lavrou, ao redor, entalhes de querubins, palmeiras e flores abertas" (1Rs 6.29).

Tudo estava coberto com vegetação. Talvez as figuras angelicais brilhantes e os belos desenhos botânicos que cobriam o templo servissem simplesmente à sua beleza, o que teria sido motivo suficiente.

Afinal, Salomão acreditava na arte como expressão do amor de Deus. Mas talvez essas decorações também tivessem um significado mais profundo, COM REFERÊNCIA A OUTRO LUGAR DE VEGETAÇÃO EXUBERANTE GUARDADO POR ANJOS.

O projeto do templo de Salomão remetia ao JARDIM DO ÉDEN, o que significava que as suas portas simbolizavam os PORTÕES DO PARAÍSO. O jardim onde nossos primeiros pais viveram continha "toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento" (Gn 2.9).

Assim, as árvores e flores dentro do templo de Salomão, naturalmente, lembram-nos da nossa CASA ANCESTRAL. Mas, nesse caso, a arquitetura também apresentava anjos que estabeleciam uma ligação mais forte com o jardim do Éden.

Quando Deus expulsou Adão e Eva do jardim por terem comido da fruta proibida, ele colocou querubins em algum lugar a leste do Éden "para guardar o caminho da árvore da vida" (Gn 3.24).

Anteriormente o jardim do Éden havia sido um lugar para encontrar-se com Deus, mas agora anjos barravam o caminho, impedindo que o homem e a mulher voltassem para o Paraíso.

Então, quando as pessoas vieram para a porta do templo de Salomão e viram os querubins em meio às flores e árvores, sabiam que estavam diante das PORTAS DO PARAÍSO.

Para a maioria das pessoas, o acesso ao jardim virtual de Salomão ainda era negado; a menos que fossem sacerdotes, nunca veriam as maravilhas de ouro no interior do templo.

Somente o sumo sacerdote uma vez no ano, podia entrar na presença de Deus, que estava reinando em seu trono terreno no Santo dos Santos. Mas, por mais limitado que possa ter sido, havia um acesso. Deus estava abrindo o caminho.

O templo era um portal espiritual. O Paraíso perdido podia ser recuperado. Na verdade, o ouro dentro do templo sussurrava boatos de um paraíso eterno, onde até mesmo as ruas e praças são pavimentadas com ouro (Ap 21.21).

(b) Acesso irrestrito.

Esse foi o "então"; nós vivemos no "agora". Ainda estamos vivendo em algum lugar a leste do Éden, em um mundo caído e danificado. Mas Deus está nos chamando de volta para casa. Ele quer ter um relacionamento conosco, quer que vejamos a sua beleza real.

Ele está nos convidando para a sala do trono do seu templo, onde ele é adorado pelos santos anjos. Entramos no paraíso de Deus por meio da fé em Jesus Cristo. Jesus disse: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo" (Jo 10.9).

Jesus é a nossa porta porque ele já entrou no Santo dos Santos — e não no Santo dos Santos do templo de Salomão, que era apenas uma cópia da verdadeira realidade, mas do próprio céu.

Jesus entrou na sala do trono do céu como nosso Sacerdote para oferecer o sangue do seu próprio sacrifício na cruz como a expiação definitiva pelos nossos pecados (Hb 9.24-26). Agora, por meio de Jesus, temos acesso a Deus.

O livro de Hebreus diz: "Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura" (Hb 10.19-22).

CONCLUSÃO:Sim, aproximemo-nos de Deus em seu santo templo, por meio da fé em Jesus Cristo. Ele nos perdoará, ele nos receberá, ele nos salvará para sempre.

Houve um tempo em que Deus vivia na casa de Salomão, mas seu plano sempre foi que entremos e vivamos em sua casa, o palácio do Paraíso.

Quem foi visitou o Palácio de Buckingham, no ano após o incêndio no Castelo de Windsor, quando foi aberto ao público. Infelizmente, nunca viu a rainha em todo seu esplendor real.

 

Mas que importa isso? Por meio de Jesus, fomos convidados ao palácio de todos os palácios, ao paraíso dourado de Deus. Quando nós chegarmos, o Rei estará nos esperando, na beleza da sua santidade.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 15/01/2018
Por: Jairo Carvalho

2011 - 2018 Pregação Expositiva
Desenvolvimento: Agência Kairós
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