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1 Reis - A única maravilha do mundo

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

 

Sermão 10 - Referência: 1 Reis 5.1-18

INTRODUÇÃO:O sétimo dia do sétimo mês do sétimo ano do novo milênio (em 7 de julho de 2007), as autoridades de Lisboa, Portugal, anunciaram as "Novas Sete Maravilhas do Mundo". Mais de cem milhões de votos elegeram essas estruturas para substituir as "Sete Maravilhas do Mundo Antigo".

Os vencedores incluíam o Taj Mahal (India), o Coliseu de Roma, a Grande Muralha da China, Petra (jordania), Machu Picchu (Peru- Inca), Chichen Itza (México – Maias) e o Cristo Redentor, a estátua que se ergue sobre a cidade do Rio de Janeiro.

O concurso não decorreu sem controvérsias. As Grandes Pirâmides de Gizé (Cairo- Egito) estavam entre os indicados originais, mas as autoridades egípcias ficaram compreensivelmente ofendidas por terem de se submeter a uma votação.

No final, todos concordaram que as Grandes Pirâmides deveriam ser homenageadas separadamente como a única maravilha original ainda existente.

Muitos outros monumentos famosos não conseguiram entrar no grupo das primeiras sete colocações, e algumas pessoas ainda acham que Stonehenge (Inglaterra), ou a Hagia Sophia (mesquita – Turquia), ou a Estátua da Liberdade teriam merecido uma classificação melhor.

Todas essas estruturas famosas mostram o que os seres humanos são capazes de fazer. Cada uma se destaca como um tributo permanente à criatividade e ao engenho humano.

No entanto, por mais famosos que sejam esses monumentos, nenhum deles é o edifício mais importante de todos os tempos.

ESSA HONRA PERTENCE a uma construção que não era tão grande como o Coliseu, ou tão alta como as montanhas de Machu Picchu, ou visível do espaço sideral como a Grande Muralha da China.

Esse título pertence ao único edifício do mundo que o Deus vivo escolheu como sua habitação pessoal: o TEMPLO DE SALOMÃO, em Jerusalém. Esse templo foi o maior projeto de construção pública do reinado de Salomão, uma das grandes realizações que garantiu sua fama duradoura.

1Reis 5 nos diz como Salomão se preparou para construir um templo para Deus e, mais importante, por que decidiu construí-lo. Detalhes práticos sobre os materiais e a mão de obra sobre um projeto de construção na Antiguidade podem não parecer muito interessantes para alguns leitores da Bíblia.

No entanto, acreditamos nas palavras do apóstolo Paulo, que disse que "tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito" (Rm 15.4). Portanto, como tudo nas Escrituras, a construção do templo de Salomão serve para a nossa edificação.

Quando estudamos essa passagem com cuidado, e respondemos a algumas das objeções que as pessoas têm feito contra ela, podemos vincular a construção do templo de Salomão ao projeto de construção que Deus está fazendo em nós hoje por meio da obra SALVÍFICA de Jesus Cristo e da obra SANTIFICADORA do Espírito Santo.

1. Os Preparativos para a Construção

A história do templo de Salomão começa com a chegada de um grupo de enviados especiais a Jerusalém: "Enviou também Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), pois Hirão sempre fora amigo de Davi" (1Rs 5.1).

Isso era e ainda é PROTOCOLO PADRÃO para as relações diplomáticas. Quando um novo líder chega ao poder, outros líderes mundiais enviam saudações formais para renovar o relacionamento amigável entre os dois países.

Esses simpatizantes vieram da cidade costeira de Tiro, que era a capital dos sidônios, também conhecidos como fenícios. Como habitantes do reino vizinho, era normal que fizessem uma visita, ainda mais porque Hirão tivera um relacionamento amigável com o rei Davi.

(a) Materiais nobres.

Na verdade, Hirão tinha graciosamente fornecido a Davi os materiais e a mão de obra para a construção do seu palácio (2Sm 5.11). Agora, Israel pediria a ajuda de Hirão mais uma vez. Em sua resposta, Salomão falou ao rei de Tiro de seu PRIMEIRO GRANDE PROJETO como rei de Israel: a construção de uma casa para Deus (1Rs 5.2-5).

Então, Salomão fez um pedido específico: "Dá ordem, pois, que do Líbano me cortem cedros; os meus servos estarão com os teus servos, e eu te pagarei o salário destes segundo determinares; porque bem sabes que entre o meu povo não há quem saiba cortar a madeira como os sidônios" (1Rs 5.6).

O Rei de Israel estava propondo um empreendimento cooperativo baseado em uma BALANÇA COMERCIAL. Artesãos hábeis do reino de Tiro providenciariam sua madeira de fama mundial, e, em troca, Salomão pagaria SALÁRIOS JUSTOS. O rei de Tiro prontamente concordou com esses termos:

Enviou Hirão mensageiros a Salomão, dizendo: Ouvi o que mandaste dizer. Farei toda a tua vontade acerca das madeiras de cedro e de cipreste.

Os meus servos as levarão desde o Líbano até ao mar, e eu as farei conduzir em jangadas pelo mar até ao lugar que me designares e ali as desamarrarei; e tu as receberás. Tu também farás a minha vontade, dando provisões à minha casa (1Rs 5.8-9, cf. 1Rs 10.11-12).

Hirão não está aqui mudando os termos do acordo. Em vez de permitir que quaisquer israelitas entrassem em seu país e ajudassem no trabalho, como Salomão tinha proposto, insistiu que ele mesmo transportaria a madeira até Israel.

Na verdade, Hirão estava fazendo até mais do que Salomão pediu. Ele estava disposto a fornecer cipreste e cedro, e como ele era o líder de um país que se destacava na NAVEGAÇÃO, ofereceu-se para organizar o transporte marítimo.

Toda a transação é um exemplo de um NEGÓCIO JUSTO e uma NEGOCIAÇÃO HONESTA.Ambos os reis cumpriram seus compromissos, cada homem mantendo sua parte do acordo:

"Assim, deu Hirão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, segundo este queria. Salomão deu a Hirão vinte mil coros de trigo, para sustento da sua casa, e vinte coros de azeite batido; e o fazia de ano em ano" (1Rs 5.10-11).

A Bíblia fala dessa interação comercial como mais um EXEMPLO DA SABEDORIA de Salomão: "Deu o SENHOR sabedoria a Salomão, como lhe havia prometido. Havia paz entre Hirão e Salomão; e fizeram ambos entre si aliança" (1Rs 5.12).

No capítulo 3, o rei havia usado sua sabedoria, que recebera de Deus, para resolver uma disputa de vida e morte entre duas mulheres. No capítulo 4, Salomão demonstrara sua sabedoria na organização de seu reino, como também nas artes e nas ciências.

O capítulo terminou com a celebração da fama internacional da sabedoria superior do rei: os governantes de muitos países vieram para ouvir a sabedoria de Salomão.

O capítulo 5 dá continuação a esse tema, mostrando a sabedoria de Salomão em suas RELAÇÕES INTERNACIONAIS. O rei era sábio na arte de governar, firmando acordos internacionais, estabelecendo as condições para a paz no reino, lançando as bases para as atividades de construção.

Alguns têm criticado Salomão pelo fato de ele ter feito esse acordo comercial com Hirão. Com que direito o rei de Israel faria uma aliança com os gentios?

Seria esse mais um sinal de alerta de que ele tinha um coração rebelde. Contudo, a Bíblia fala do tratado do rei com Hirão como EXEMPLO DA SABEDORIA REAL. Então podemos avaliar mais positivamente essa relação de Hirão e Salomão.

Aqui temos um rei, que demonstra que todas as nações adorarão o Deus vivo e verdadeiro. Primeiro Hirão veio ouvir a sabedoria de Salomão. Em seguida, deu trabalho e matéria-prima para o templo de Deus, construído para se tornar uma casa de oração para todas as nações (Is 56.7).

O salmista disse que os cedros do Líbano foram plantados e regados por Deus (S1 104.16). As nações e tudo o que produzem, incluindo os cedros do Líbano (Salmos 104.16) pertencem ao Senhor.

Convinha, portanto, perfeitamente que um rei gentio desse árvores de cedro para o templo. Cumpriu-se assim a promessa bíblica de que os reis trariam presentes para o templo de Deus em Jerusalém (Salmos 68.29).

Mais importante ainda, Hirão adorou a Deus com o louvor de seus próprios lábios. Assim que recebeu a mensagem de Salomão, "muito se alegrou e disse: Bendito seja, hoje, o SENHOR, que deu a Davi um filho sábio sobre este grande povo" (1Rs 5.7).

Com essas palavras, o rei de Tiro deu GLÓRIA A DEUS. Ele reconheceu a sabedoria do rei de Deus em Israel e, assim, cumpriu a promessa que Salomão fez sobre o Rei de Israel em um dos salmos: "Paguem tributos os reis de Társis e das ilhas [...] E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam" (Salmos 72.10-11).

A ADORAÇÃO DE HIRÃO COMO UM REI GENTIO ANTECIPA ASSIM A ADORAÇÃO QUE JESUS CRISTO RECEBERÁ DE TODAS AS NAÇÕES.

Não vemos Salomão fazendo um compromisso errado aqui; podemos vê-lo, em vez disso, sabiamente abrindo a porta para as outras nações, para que estas pudessem adorar o único Deus verdadeiro. Agora, pessoas de todo o mundo como Hirão podem prestar sua homenagem de adoração a Deus.

PODEMOS USAR A SABEDORIA DE SALOMÃO NO COMÉRCIO INTERNACIONAL TAMBÉM COMO UM MODELO PARA NOSSOS RELACIONAMENTOS.

Em vez de esperar que as pessoas nos façam favores o tempo todo, os cristãos devem fazer questão de tratar as pessoas de forma justa e generosa, especialmente quando estamos realizando a obra do reino.

Então, a nossa INTEGRIDADEavançará o evangelho que pregamos, e assim poderemos receber uma oportunidade para levar as pessoas a Cristo.

(b) Trabalho pesado.

Uma crítica mais grave diz respeito aos trabalhadores de Salomão. Além dos ajudantes fornecidos por Hirão, Salomão precisava de alguns trabalhadores próprios.

Então "Formou o rei Salomão uma leva de trabalhadores dentre todo o Israel, e se compunha de trinta mil homens. E os enviava ao Líbano alternadamente, dez mil por mês; um mês estavam no Líbano, e dois meses, cada um em sua casa; e Adonirão dirigia a leva" (1Rs 5.13-14).

Mas estes não foram os únicos trabalhadores envolvidos nesse enorme projeto público. Salomão tinha homens que trabalhavam com pedra, e, outros, com madeira:

"SETENTA MIL que levavam as cargas e OITENTA MIL que talhavam pedra nas montanhas, afora os chefes-oficiais de Salomão, em número de TRÊS MIL E TREZENTOS, que dirigiam a obra e davam ordens ao povo que a executava. Mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras preciosas, e pedras lavradas para fundarem a casa" (1Rs 5.15-17).

Com o passar do tempo, Salomão seria fortemente criticado por sua prática de trabalho forçado (1Rs 12.4). De alguma forma, parece impróprio que o rei de uma nação de exescravos (lembre-se da experiência de Israel no Egito) recrutasse seus cidadãos!

De fato, alguns estudiosos veem isso como um exemplo de uma "RELIGIÃO AMBICIOSA E OSTENTATIVA"agindo em cumplicidade com "AS FORÇAS DE OPRESSÃO ECONÔMICA".

No entanto, os trabalhadores enviados ao Líbano trabalhavam apenas um em cada três meses, o que não parece ser opressivo, era algo muito justo, muito mais justo que as LEIS TRABALHISTAS do nosso tempo.

Além disso, 1Reis 9.22 declara enfaticamente que Salomão não escravizou seu povo. Em vez disso, recrutou seus lenhadores e pedreiros entre os cananeus — pessoas cujo serviço agora por direito pertencia ao Deus de Israel (1Rs 9.15-21, cf. Js 16.10).

2. Para a Glória do Nome.

1Reis 5 termina com uma declaração que resume os preparativos feitos por Salomão antes da construção do seu templo: "Lavravam-nas os edificadores de Salomão, e os de Hirão, e os giblitas; e preparavam a madeira e as pedras para se edificar a casa" (1Rs 5.18).

Esse foi o material que o rei usou, e esses foram os homens que trabalharam para cortá-lo e transportá-lo para Jerusalém. Mas, afinal de contas, por que Salomão decidiu construir um templo?

O propósito desse projeto de construção é muito mais importante do que a madeira e a pedra usadas na construção em si. O que importa primeiramente não é O QUE Salomão fez, mas POR QUE ele o fez.

 

(a) Um desejo frustrado.

Muito antes de Salomão ter assumido o trono, o seu pai Davi já desejara construir uma casa para Deus. Isso era um fato bem conhecido.

Na verdade, quando Salomão pediu a ajuda de Hirão, ele disse: "Bem sabes que Davi, meu pai, não pôde edificar uma casa ao nome do SENHOR, seu Deus, por causa das guerras com que o envolveram os seus inimigos, até que o SENHOR lhos pôs debaixo dos pés" (1Rs 5.2-3).

Até o fim de seus dias, O ÚNICO DESEJO INSATISFEITO e a única ambição não realizada de Davi foram a construção de uma casa para Deus. O rei sempre sentiu que havia algo de errado em ter sua própria casa construída de cedro, enquanto Deus ainda residia em uma tenda (2Sm 7.2).

Assim, nutria em seu coração o desejo de "edificar uma casa de repouso para a arca da Aliança do Senhor e para o estrado dos pés do nosso Deus" (1Cr 28.2, cf. S1 132.5).

Na esperança de construir esse templo, Davi adquiriu um terreno de primeira (2Sm 24.18-25) — um lugar associado à expiação do pecado (monte Moriá) — e começou a fazer planos para a construção (1Cr 28.11-19).

Ele trouxe a arca sagrada da santa aliança para Jerusalém (2Sm 6.1-15). Antes de sua morte, ele mesmo comprou muitos dos materiais que seriam necessários para a construção do templo: madeira e pedra, ouro e prata, ferro e bronze (1Cr 22.2-5).

No entanto, DEUS PROIBIU explicitamente que Davi construísse um templo. Falando por meio de seu profeta Natã, Deus disse: "farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome" (2Sm 7.12-13).

Deus tinha um bom motivo para impedir que Davi construísse o templo: "Tu derramaste sangue em abundância e fizeste grandes guerras; não edificarás casa ao meu nome, porquanto muito sangue tens derramado na terra, na minha presença" (1Cr 22.8, cf. 28.3).

Apesar de Davi ter travado suas muitas guerras em nome do Senhor, ele era, mesmo assim, um homem de guerra, e não um homem de paz. Assim, não lhe convinha construir o santo templo de Deus.

Isso ajuda a relativizar as nossas próprias decepções. Nós todos temos sonhos que esperamos realizar nesta vida. Alguns ainda não se tomaram realidade, e às vezes acreditamos que nunca se realizarão. Quando as nossas ambições coincidirem com a vontade de Deus, devemos continuar a persegui-las.

Mas, às vezes, Deus diz "não" — assim como disse "não" a Davi — mesmo para coisas boas que desejamos fazer para a sua glória. Quando isso acontece, devemos seguir o exemplo de Davi e aceitar o "não" de Deus.

Devemos também ter uma visão de longo prazo do reino e ajudar outras pessoas a fazerem o trabalho para o qual Deus as chamou, MESMO QUE SEJA O TRABALHO QUE ESTÁVAMOS QUERENDO FAZER.

Davi é um bom exemplo, porque, quando ele reconheceu que Deus estava chamando Salomão para realizar o seu sonho, deu-lhe a bênção real: "Agora, pois, meu filho, o SENHOR seja contigo, a fim de que prosperes e edifiques a Casa do SENHOR, teu Deus" (1Cr 22.11).

Alguns estudiosos da Bíblia têm tentado argumentar que Deus não queria um templo, e que Salomão teria cometido um erro ao construí-lo. Bem, é verdade que Deus nunca quis que Davi construísse uma casa, e contentou-se em habitar na sua tenda móvel, o tabernáculo (2Sm 7.6-7).

Também é verdade que, como Criador de tudo que existe, sua natureza divina não precisa de um templo feito pelo homem (At 17.24-25). No entanto, não há dúvida de que Deus tenha chamado Salomão para construir um templo.

Ao fazer seu trabalho, Salomão não só tinha a bênção de seu pai, mas também a promessa de Deus, que disse ao rei Davi:"Eis que te nascerá um filho, que será homem sereno, porque lhe darei descanso [...] paz e tranquilidade darei a Israel nos seus dias. Este edificará casa ao meu nome" (l Cr 22.9-10, cf. Dt 12.5).

Quando chegou sua hora, Salomão aceitou seu chamado real para fazer o trabalho real que cumpriu uma promessa real. Na providência de Deus, e em uma das pouquíssimas vezes em sua história, Israel estava em paz com todos os seus vizinhos.

Sem estar envolvido em uma guerra, o povo de Deus teve a rara oportunidade de realizar uma construção dessa magnitude.

(b) Uma Ambição Correta.

Quando chegou a hora de Deus para cumprir sua promessa, Salomão disse: "Porém a mim o Senhor, meu Deus, me tem dado descanso de todos os lados; não há nem inimigo, nem adversidade alguma. PELO QUE INTENTO EDIFICAR UMA CASA AO NOME DO SENHOR, meu Deus, como falou o Senhor a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, esse edificará uma casa AO MEU NOME" (1Rs 5.4-5).

Observe a MOTIVAÇÃOde Salomão. Ele não construiu o templo por razões POLÍTICAS, com a esperança de unificar as doze tribos de seu reino. Ele não o construiu por razões FINANCEIRAS, pensando que um projeto dessa magnitude fortaleceria a economia de Israel.

E não o construiu por razões PESSOAIS,com a intenção de construir algo que perpetuaria sua fama, trazendo glória ao seu próprio nome.

Salomão construiu o templo pela melhor de todas as razões: PARA O NOME DO SENHOR SEU DEUS.Estudiosos têm observado que outros reis antigos construíram templos semelhantes durante esse período da História: os sumérios, os assírios, os babilônios, e os cananeus.

Na verdade, outros documentos antigos seguem um padrão semelhante ao que encontramos em 1Reis.

Essas narrativas contam como um antigo rei tomava a decisão de construir um templo, como ele reunia os materiais necessários para a construção, como seus operários concluíam o trabalho e como o templo era dedicado à adoração.

Esses documentos antigos ajudam a confirmar a AUTENTICIDADE HISTÓRICA de 1Reis, mas algumas pessoas acreditam que eles também levantam perguntas sobre a singularidade do empreendimento de Salomão. O que distinguia esse templo de todos os outros?

A RESPOSTA É QUE SALOMÃO CONSTRUIU SEU TEMPLO PARA O DEUS ÚNICO E VERDADEIRO. ESSE TEMPLO FOI CONSTRUÍDO PARA O DEUS DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ, QUE TINHA PROMETIDO ABENÇOAR TODAS AS NAÇÕES ATRAVÉS DE SEUS DESCENDENTES.

Foi construído para o Deus de Davi, seu pai, que tinha jurado que faria da casa real de Davi uma dinastia eterna. Foi construído para o Deus que estava usando Salomão para edificar o seu reino, colocando os seus inimigos debaixo dos seus pés e dando-lhe descanso de todos os lados.

Foi construído para o Deus que o havia chamado para construir um templo e, quando isso se realizasse, ele o preencheria com a sua glória (1Rs 8.10-11).

Havia muitas outras coisas que Salomão fez como rei, mas esta era a sua primeira PRIORIDADEe seu legado duradouro: construiu um templo para o nome do Senhor, seu Deus.

QUAL É O DESEJO DO SEU CORAÇÃO? QUAL É A MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES QUE VOCÊ TORNA EM RELAÇÃO AO SEU TEMPO E SEU DINHEIRO, SEU CORPO E SUA ALMA, SEU PRESENTE E SEU FUTURO?

O apóstolo Paulo disse: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, FAZEI TUDO para a glória de Deus" (1Co 10.31). Isso é o teste espiritual para tudo na vida: faço o que estou fazendo para a glória de Deus?

Assim como o rei Salomão, nós também somos chamados para servir ao reino de Deus. Logo, nossa ambição é buscar a sua glória em tudo que fazemos.

Esta é a nossa ambição na escola:buscamos a excelência acadêmica, não para a nossa própria realização, mas para a honra do nome do nosso Deus.

Esta é a nossa ambição no trabalho: glorificamos a Deus na maneira como usamos nosso tempo, na forma encorajadora com que tratamos nossos colegas de trabalho e na honestidade com que fazemos os nossos negócios.

Esta é a nossa ambição em casa: tratamos a nossa família e nossos filhos e cônjuges de maneira digna de uma pessoa piedosa, mesmo quando estamos enfrentando um conflito ou nos encontramos sobGRANDE ESTRESSE.

Esta é também a nossa ambição no ministério da igreja: assim que começamos a ver o serviço cristão como algo que atenda às nossas próprias necessidades, então estamos destinados a desistir quando as coisas ficam difíceis ou a ficar ressentidos quando o nosso trabalho passa despercebido.

Mas se o que fizermos como serviço aos outros for realmente para o nome do Senhor, sua graça nos ajudará a perseverar.

A motivação de Salomão para a construção do templo deve ser a motivação para tudo que fazemos no reino de Deus. Quando buscarmos a glória de Deus, sempre seremos capazes de dizer: "Eu estou fazendo isso em nome do Senhor".

ESSA É UMA BOA MANEIRA DE TESTAR AS DECISÕES QUE TOMAMOS TODOS OS DIASsobre o que comer, comprar, assistir, vestir e tocar. Se não conseguirmos dizer — com toda a sinceridade e uma consciência limpa —: "Isto é para a glória de Deus", então é melhor fazermos algo completamente diferente.

3. O Templo Verdadeiro

Salomão nos ajuda a aprender a glorificar a Deus, mas também faz algo mais importante do que simplesmente ser um bom exemplo: ele nos aponta para Jesus Cristo como o Salomão maior do reino de Deus.

Toda vez que refletimos sobre Salomão e a grandeza do seu reino, devemos lembrar o que Jesus disse no Evangelho de Lucas, a saber, que ele é "maior do que Salomão" (Lc 11.31).

Uma das maneiras de reconhecer a grandeza superior de Jesus Cristo é contemplar o que ele disse sobre o templo de Deus. Jesus sempre gostou de ir ao templo, não ao templo que Salomão construiu, mas ao segundo templo, que foi construído após o exílio de Israel na Babilônia.

Jesus foi ao templo quando ainda era um garoto e o chamou de "casa de meu Pai" (Lc 2.49). Ele visitava o templo com frequência sempre que subia a Jerusalém para adorar, até mesmo na última semana de sua vida terrena, quando "Diariamente, Jesus ensinava no templo" (Lc 19.47).

Certo ano, durante a festa de Páscoa, quando estava ensinando no templo, Jesus fez uma profecia extraordinária. Ele disse: "Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei" (Jo 2.19).

As pessoas pensavam que isso era um absurdo, é claro. A metade de um século havia sido necessária para construir o templo. Como alguém poderia derrubá-lo e levantá-lo novamente em apenas três dias? O Evangelho nos dá a resposta, quando diz que Jesus "se referia ao santuário do seu corpo" (Jo 2.21).

"Templo" é uma palavra apropriada para descrever o corpo físico de Jesus Cristo. Um templo é um lugar de habitação para Deus, é o lugar onde Deus habita. Salomão se referiu muitas vezes ao seu templo como "a casa de Deus".

Mas já que Jesus Cristo é o Deus encarnado — ele não é apenas humano, mas também divino — seu corpo físico é um templo. O corpo de Cristo é o verdadeiro templo, é a morada de Deus.

Há muitas conexões espirituais, teológicas e práticas que podemos fazer entre o templo de Salomão e o templo do corpo de Jesus Cristo.

(a) Os Materiais e Trabalho

Mas talvez o melhor lugar para começar seja onde 1Reis 5 começa, ou seja, com os materiais para a sua construção. O templo de Salomão era feito de madeira de cedro e pedra, obtidos por trabalho duro.

O templo do corpo de Cristo, por sua vez, era feito de carne e sangue. Não é fantástico que, ao vir para o mundo, Deus Filho tenha escolhido um corpo físico como a sua morada?

Não é o que nós teríamos escolhido como lugar de nossa morada: um corpo que se ferisse e sangrasse antes de sofrer e morrer. Por que ele não escolheu em vez disso algo mais duradouro, como um diamante, ou mais inexpugnável, como uma montanha de granito?

Melhor ainda, por que não veio ao mundo como uma espécie de super-homem, com um corpo tão forte que nunca pudesse ser pregado a uma árvore?

NO ENTANTO, QUANDO JESUS VEIO MORAR ENTRE NÓS, ELE ESCOLHEU COMO MATERIAL DO SEU TEMPLO A FRAQUEZA DA CARNE HUMANA. O livro de Hebreus testifica que, quando o Filho de Deus veio ao mundo, ele disse a seu Pai: "um corpo me formaste" (Hb 10.5).

(b) Motivação: A Gloria do Pai.

Então, Jesus tomou o templo do seu corpo físico e se ofereceu como sacrifício pelos nossos pecados, entregando-se para a nossa salvação. Ele fez isso pela melhor razão de todas: para honrar o nome do Senhor.

Quando realizou seu trabalho do reino, sua motivação era a glória de seu Pai. E ao se preparar para oferecer seu corpo para a crucificação, disse ao Pai: "Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade" (Hb 10.7), que é outra maneira de dizer: "Estou fazendo isso em nome do Senhor".

Jesus usou o templo do seu corpo para a glória de Deus. No sacrifício extremamente altruísta da sua morte na cruz, deu glória a Deus salvando seu povo.

4. A Maravilha do Mundo.

Agora Deus está trabalhando em um novo PROJETO DE CONSTRUÇÃO. Trata-se de outro templo, construído com um material ainda mais surpreendente.

Esse templo não é físico, mas espiritual, porque agora a morada de Deus no mundo é a igreja — não como um edifício físico, mas como uma comunidade viva.

(a) A igreja: Única Maravilha do Mundo.

Assim, o Novo Testamento frequentemente usa a terminologia do templo para descrever a igreja de Jesus Cristo. Como Paulo ensinou aos coríntios: "Nós somos santuário do Deus vivente" (2Co 6.16).

Certamente, trata-se do material menos provável para um grande projeto de construção. O QUE PODERIA SER MAIS DIFÍCIL DO QUE TRABALHAR COM PESSOAS NA IGREJA? Não somos lindos como o cedro, mas feios em nosso pecado. Nós não somos sólidos como pedra, mas fracos e instáveis.

No entanto, Deus está nos usando para construir um templo, uma casa espiritual santa na qual ele vive como Espírito Santo. "Não sabeis que sois santuário de Deus", dizem as Escrituras à igreja, e "o Espírito de Deus habita em vós" (1Co 3.16).

Isso vale para nós individualmente: como crentes em Cristo, somos habitados pelo Espírito e, assim, somos santos aos olhos do Senhor. Também vale para nós coletivamente: a igreja de Jesus Cristo é o templo do Deus vivo.

 A igreja de Jesus Cristo é verdadeiramente a ÚNICA MARAVILHA DO MUNDO, o edifício mais extraordinário que alguém já construiu.

As pedras desse edifício enorme vêm de todo o mundo, pois pessoas de todas as nações vêm para adorar Cristo. Somos pedras vivas, vivificadas pelo poder do Espírito Santo (1Pe 2.5) — não pedras frias, material comum de construção.

Além disso, esse NOVO E VIVO TEMPLO, apesar da fraqueza do seu material, foi construído para durar. Foi construído sobre a "pedra preciosa, angular" (Is 28.16, cf. 1Pe 2.6), Jesus Cristo, que é a base sólida da igreja (1Co 3.11).

A Bíblia diz que nele "todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito" (Ef 2.21-22). Como pedras vivas, somos o material que Deus está usando para construir seu templo espiritual.

(b) Edificando a Igreja Local.

Sabendo que tipo de templo Deus está construindo, conseguimos ver nosso próprio ministério do ponto de vista adequado.

Essa percepção nos fornece uma pergunta importante sobre qualquer serviço que oferecermos ao Senhor ou qualquer ministério que estivermos contemplando como igreja local.

SERÁ QUE ISSO AJUDA A CONSTRUIR O TEMPLO ESPIRITUAL QUE É O POVO DE DEUS E A TRAZER HONRA PARA O NOME DO SENHOR?

Se pudermos responder com um "sim", somos capazes de tomar decisões sábias sobre o MODO COMO VIVEMOS e o que pretendemos fazer com o nosso futuro.

Essa mesma pergunta também pode nos ajudar a avaliar o tipo de projetos de construção que as igrejas, por vezes, contemplam.

ALGUMAS CONGREGAÇÕES COMETEM o ERRO DE PENSAR que o que faz de sua igreja uma igreja é o edifício, quando, na verdade, a igreja pode ser igreja sem qualquer edifício. O verdadeiro templo é o povo de Deus.

NO ENTANTO, OS CRISTÃOS TAMBÉM PODEM COMETER UM ERRO NO SENTIDO OPOSTO,esquecendo-se de todas as maneiras que Deus pode usar CONSTRUÇÕES FÍSICAS para cumprir o propósito espiritual de produzir pedras vivas para seu templo.

Então, as igrejas precisam fazer perguntas como estas: esse projeto de construção ou reforma será útil para o trabalho do Espírito Santo na construção da igreja?

Será que vai melhorar a adoração a Deus? Será que vai facilitar a comunhão cristã? Será que vai oferecer um ambiente útil para o evangelismo e o discipulado?

Em si mesmo, o edifício da igreja não é nem santo nem profano. Mas, enquanto alguns edifícios podem DIFICULTARo trabalho do reino de Deus, outros podem ser um bem ESPIRITUAL E PROVEITOSO para a edificação da igreja. (ex. acústica, som, ar cond...).

Um comentarista escreve sabiamente: As igrejas precisam ser frequentemente lembradas de que o reino de Deus não consiste de 'tijolos e argamassa'.

NO ENTANTO, esse texto de 1 Reis nos mostra que “tijolos e argamassa” — ou pedra e madeira num sentido mais literal — podem testificar a SABEDORIA DE DEUS e isto deve instruir-nos a não desprezar essas dádivas mais simples, como a reforma de uma igreja local, onde o nome do nosso Deus será glorificado.

CONCLUSÃO: Saber que Deus está construindo um templo espiritual nos dá esperança para o futuro. Às vezes, viver e servir na igreja pode ser desanimador.

Com todas as dificuldades que resultam do convívio entre os cristãos e com todos os obstáculos que enfrentamos no ministério, queremos saber quando —ou até mesmo se — Deus completará o trabalho que ele está fazendo na igreja.

No entanto, ISTO É TÍPICO DA MAIORIA DOS PROJETOS DE CONSTRUÇÃO: quando o trabalho está feito apenas pela metade, sua conclusão parece tão distante que é difícil imaginar como o prédio ficará quando for concluído, se é que será concluído.

Eric Alexander deu uma ilustração útil quando pregou em Londres nos trezentos e cinquentas anos (350)° do aniversário da Confissão de Fé de Westminster.

No final do seu sermão, Alexander perguntou: "O que é realmente importante que está acontecendo no mundo em nossa geração? O que é mais importante?

Onde você procura no mundo moderno para ver o evento mais significativo do ponto de vista divino?".

Ele respondeu, dizendo: "A coisa mais importante que está acontecendo na História é [que] [...] Deus está construindo a igreja de Jesus Cristo. O resto da História [...] é simplesmente o andaime para o trabalho real"."

Para ilustrar esse ponto, Alexander se referiu ao edifício onde as reuniões estavam sendo realizadas: a famosa abadia de Westminster, em Londres, fundada em 960 d.C. Ele comentou que na última vez que visitou a abadia notou que a pedra da construção estava preta, e toda a frente do edifício estava encoberta por andaimes.

Mas agora podia ver que algo acontecia por trás de todos aqueles andaimes: pessoas limpavam o prédio, trabalhavam para recuperar sua verdadeira beleza. Assim, quando o andaime foi finalmente retirado, a abadia se mostrou no esplendor primordial de uma reluzente pedra branca.

DEUS ESTÁ FAZENDO ALGO SEMELHANTE COM A IGREJA. Por mais difícil que seja trabalhar conosco, o Espírito Santo está usando nossas vidas como material para construir um templo espiritual.

Enquanto os andaimes ainda estão montados, é difícil ver quanto trabalho Deus realmente está fazendo. MAS HÁ DE CHEGAR UM DIA NO FINAL DA HISTÓRIA QUANDO O ANDAIME SERÁ RETIRADO E VEREMOS A MARAVILHA DO MUNDO: A GLÓRIA DE DEUS NA IGREJA DE JESUS CRISTO.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 14/01/2018
Por: Jairo Carvalho

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