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1 Reis - A escolha de Salomão

PREGAÇÃO NO CULTO DE EXPOSIÇÃO BÍBLICA REALIZADOS ÀS QUARTAS-FEIRAS*

Sermão 20 - 1 Reis 9.1-28

INTRODUÇÃO: Há apenas dois caminhos a percorrer — apenas dois caminhos a seguir na vida — e cada um de nós precisa escolher um deles.

Essa é a premissa do famoso poema The Road Not Taken [O caminho não escolhido] de Robert Frost. "Duas estradas se separavam num bosque amarelo", escreve Frost. E no mesmo momento em que se depara com a bifurcação, o poeta sabe que terá de fazer uma escolha.

Por ser apenas um único viajante, não pode seguir nas duas estradas. Sabe também que, muito provavelmente, não passará por aqui novamente.

Assim, faz sua escolha fatídica: "Escolhi o caminho menos percorrido", o poeta relembra, "e isso fez toda a diferença".

Jesus disse algo semelhante sobre estradas e caminhos: "É ampla a porta que leva à perdição, e aqueles que entram por ela são muitos".

Mas "é estreito o caminho que leva à vida, e aqueles que a encontram são poucos" (Mt 7.13-14). Segundo Jesus, todos devem escolher o caminho e seguir pela “estrada menos percorrida”; isto faz toda a diferença entre a vida eterna e a destruição eterna.

Alguns cristãos parecem pensar que essa é uma escolha que fazemos apenas uma vez na vida, quando decidimos seguir a Cristo pela primeira vez.

Mas, na verdade, nós nos deparamos com essa escolha todos os dias, a cada momento.

Escolho o caminho de Deus ou o meu próprio caminho, o reino de Deus ou o meu próprio reino, o seu plano soberano ou a minha agenda pessoal?

Que caminho seguirei ao decidir como lidar com meu trabalho, o que fazer com meu tempo livre e como tratar as pessoas com as quais convivo?

Qual caminho seguirei, e qual o caminho ignorarei? Em que pontos da minha vida estou enfrentando a escolha entre o caminho de Deus e o caminho errado?

1. Existe outro caminho

O Rei Salomão teve de fazer essa escolha no auge da sua conquista: "Sucedeu, pois, que, tendo acabado Salomão de edificar a Casa do SENHOR, e a casa do rei, e tudo o que tinha desejado e designara fazer, o SENHOR tornou a aparecer-lhe, como lhe tinha aparecido em Gibeão" (1Rs 9.1-2).

Quando Salomão subiu ao trono de Israel, Deus apareceu a ele em Gibeom e lhe ofereceu uma oportunidade que só surge uma vez na vida (1Rs 3.1-15).

O rei podia pedir o que quisesse, e Deus lhe daria. Sabiamente, Salomão escolheu a sabedoria.

Agora, chegara a hora de escolher de novo, para então continuar escolhendo.Deus apareceu a Salomão em outro sonho, oferecendo-lhe outra escolha.

(a) A maneira certa de seguir a vida.

A primeira lição que aprendemos com esse encontro dramático é muito simples: todo mundo tem uma escolha a fazer na vida, seja a favor ou contra Deus, e a escolha que fazemos resultará em bênção ou em catástrofe.

Um caminho a tomar é o caminho da obediência que leva à bênção. Deus disse a Salomão:

Se andares perante mim como andou Davi, teu pai, com integridade de coração e com sinceridade, para fazeres segundo tudo o que te mandei e guardares os meus estatutos e os meus juízos, então, confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como falei acerca de Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará sucessor sobre o trono de Israel (1Rs 9.4-5).

Esses versículos são apresentados como construção condicional. Existem certas condições que Salomão precisa cumprir.

Se ele escolher o caminho certo — se decidir andar com Deus como seu pai Davi -, então experimentará a bênção de Deus.

Davi definiu o padrão espiritual para todos os reis que vieram depois dele. Ele não era perfeito, é claro.

Mas Davi era um homem segundo o coração de Deus (1Sm 13.14), um homem de integridade espiritual que governou com justiça.

Se Salomão decidisse seguir seus passos, estaria seguindo pelo caminho certo na vida.

As instruções que Deus deu a Salomão são quase idênticas às que o próprio Salomão deu a Israel em 1Reis 8.61, quando disse: "Seja perfeito o vosso coração para com o SENHOR, nosso Deus, para andardes nos seus estatutos e guardardes os seus mandamentos".

O que Deus exige é nada menos do que plena obediência à sua vontade revelada. É algo que diz respeito ao coração; não se trata apenas de obediência externa.

O que Deus queria de Salomão — o que ele quer de todos — é um coração que almeja a santidade.

Se Salomão aceitasse essa condição, a recompensa de andar com Deus seria nada menos do que um reino eterno. Deus cumpriria sua promessa a Davi (2Sm 7.12-13) e estabeleceria a dinastia real de um trono eterno.

O mesmo princípio também se aplica a nós: se seguirmos a Deus no caminho da obediência, teremos sua bênção.

A própria obediência será uma bênção, pois experimentaremos a alegria de caminhar com Deus.

A virtude é realmente a sua própria recompensa. Mas a obediência também leva a muitas outras bênçãos.

Se trabalharmos conforme as instruções de Deus, teremos algo para compartilhar com os outros (Ef 4.28).

Se amarmos conforme a vontade de Deus, seremos capazes de construir relacionamentos fortes que duram uma vida inteira.

Se alimentarmos os famintos, ajudarmos os doentes e visitarmos as pessoas que se encontram presas, entraremos na felicidade do nosso Pai (Mt 25.31-40).

Essas e muitas outras bênçãos serão nossas se escolhermos o “caminho menos percorrido.

(b) Outra maneira de seguir na vida.

Existe, porém, outra maneira de seguir na vida: a desobediência, que leva à destruição. E foi assim que Deus apresentou a escolha ao Rei Salomão: (1Rs 9.6-8).

Porém, se vós e vossos filhos, de qualquer maneira, vos apartardes de mim e não guardardes os meus mandamentos e os meus estatutos, que vos prescrevi, mas fordes, e servirdes a outros deuses, e os adorardes, então, eliminarei Israel da terra que lhe dei, e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença; e Israel virá a ser provérbio e motejo (motivo de zombaria) entre todos os povos. E desta casa, agora tão exaltada, todo aquele que por ela passar pasmará, e assobiará, e dirá: Por que procedeu o Senhor assim para com esta terra e esta casa? (1Rs 9.6-8, cf. Lv 26.27-33; Dt 28.36-37).

Mais uma vez, a construção gramatical é condicional. Se Salomão seguir pelo caminho da desobediência, então algumas coisas acontecerão, todas elas desastrosas.

Esse aviso sóbrio tem um PROPÓSITO GRACIOSO, pois Deus quer que Salomão saiba qual é o salário do seu pecado. E não apenas Salomão: tudo isso vale também para os seus filhos.

A linguagem muda do singular para o plural, a fim de incluir não só o rei, mas também o seu povo.

Se as pessoas escolherem o caminho errado, sofrerão as piores consequências imagináveis, incluindo a perda de tudo o que prezam.

Elas serão arrancadas da terra que Deus prometeu e do templo que Salomão construiu. Perderão seu direito à Terra Prometida e sua afiliação à casa de Deus.

O templo acabou de ser construído, e já ouvimos falar de seu fim inevitável. No momento em que o império é criado, já ouvimos falar de sua destruição inevitável.

Pior ainda: o povo de Deus se tornará motivo de chacota para outras nações. As pessoas falarão de Israel com censura e desrespeito.

As mães pagãs dirão a seus filhos "Se você não tomar cuidado você vai acabar como os israelitas!".

Israel se tornará um exemplo de julgamento divino, como Sodoma e Gomorra, uma lição duradoura daquilo que acontece quando as pessoas se afastam de Deus (cf. Dt 29.23; Jr 24.19).

Tudo isso acontecerá se Salomão e o povo de Israel se afastarem de Deus para adorar outros deuses. A Bíblia continua a profetizar o que as pessoas dirão quando virem Israel chegar ao fim amargo de sua longa estrada para a idolatria:

 E desta casa, agora tão exaltada, todo aquele que por ela passar pasmará, e assobiará, e dirá: Por que procedeu o Senhor assim para com esta terra e esta casa? Responder-se-lhe-á: Porque deixaram o Senhor, seu Deus, que tirou da terra do Egito os seus pais, e se apegaram a outros deuses, e os adoraram, e os serviram. Por isso, trouxe o Senhor sobre eles todo este mal (1Rs 9.8-9, cf. Dt 29.22-28; Lm 2.15-17).

Quando isso acontecer, os israelitas só poderão culpar a si mesmos. A catástrofe que os atingirá será obra do Senhor, como o é qualquer catástrofe — afinal, Deus é soberano sobre tudo o que acontece.

No entanto, a culpa será de Israel. Deus os abandonará porque eles abandonaram a Deus.

O que começou apenas como ESCOLHA INSENSATA de Salomão se transformará em desastre nacional. Então o mundo inteiro saberá que o rei e seu povo pecaram por terem adorado ídolos.

Esse é um AVISO GRACIOSO sobre para onde os nossos próprios ídolos nos levarão.

Escolha o caminho errado na vida, e isso causará tamanha catástrofe que mesmo as pessoas fora da igreja saberão que você tomou um rumo errado.

Por mais atraentes que outros deuses possam parecer — dinheiro e bens materiais, sexo e prazer físico, poder e controle interpessoal —, eles nos levarão à nossa própria destruição.

O caminho para uma vida enganosa começa com uma pequena mentira. O caminho para a falência começa com uma despesa imprudente.

O caminho para o vício começa com uma indulgência tola. O caminho para o imoralidade, começa com uma olhada discreta. O caminho para a maledicência começa com uma simples critica.

Mas em pouco tempo os nossos pecados serão expostos, sofreremos as consequências de nossas escolhas erradas, e as pessoas verão em que nos transformamos.

E se não nos arrependermos, pereceremos, pois "larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição" (Mt 7.13).

2.O Sucesso de Salomão no Passado

Temos aqui uma segunda lição a aprender com a escolha de Salomão: todo mundo tem uma escolha a fazer na vida, e somos confrontados constantemente com essa escolha, mesmo que tenhamos feito a escolha certa antes.

(a) A escolha por Deus todos os dias, a cada momento de cada dia.

Deus não é uma escolha que fazemos apenas uma vez, no início da vida cristã, mas toda vez que precisamos tomar uma decisão.

Ainda temos uma escolha a fazer, mesmo que tenhamos feito a escolha certa no passado.

O rei Salomão serve como exemplo perfeito. Até agora, tinha feito quase todas as escolhas certas. A Bíblia diz que "Ao fim de vinte anos, terminara Salomão as duas casas, a Casa do Senhor e a casa do rei" (1Rs 9.10).

Ele tinha escolhido seguir o plano que Deus estabelecera para sua realeza, não conquistando o trono, mas confiando que Deus o exaltasse. Como resultado dessa escolha, e pelo propósito soberano de Deus, ele se tornou o rei de Israel.

Logo no início de seu reinado, Salomão escolheu pedir sabedoria a Deus, em vez de riqueza. Como resultado dessa escolha, e pela graça desmerecida de Deus, recebeu riqueza e fama, como também um intelecto superior.

Mais tarde, Salomão escolheu construir uma casa para Deus. Como resultado dessa escolha, e pela consagração divina, o templo que construiu foi preenchido com a glória de Deus.

Salomão foi um sucesso total, um homem que realizou tudo o que queria na vida e recebeu todos os elogios possíveis.

Ele era o tipo de homem que é o capitão do seu time de futebol, que se casa com a rainha do baile, que transforma um pequeno comércio em uma grande corporação, e que é eleito para um cargo público e ganha o prêmio Nobel pelas poesias que escreve em seu tempo livre.

Até hoje, as pessoas falam de "Salomão, em toda a sua glória" (Mt 6.29). Salomão foi também um sucesso espiritual. O Senhor o abençoou em tudo que fez. Até homenageou o rei como um homem de oração.

A oração feita por Salomão quando consagrou o templo saiu de sua boca e chegou ao ouvido de Deus.

Então Deus disse a Salomão: "Ouvi a tua oração e a tua súplica que fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre" (1Rs 9.3).

Deus faria o que Salomão pediu. Ele colocaria seu nome no templo, e então seus olhos e seu coração, se voltariam para lá para responder a oração que fora feita.

A intercessão de Salomão subsistiria por todo o tempo, dando a Israel acesso direto ao trono da graça em tempos de necessidade ou dificuldade.

Aqui estava um rei que fez mais para Deus do que qualquer outra pessoa na História do mundo.

Mas a despeito de todo o seu sucesso no passado, Salomão ainda tinha de fazer a escolha por Deus todos os dias, a cada momento de cada dia.

Ele não podia simplesmente apoiar-se em sua realeza ungida por Deus. Não podia contar com a escolha que fizera pela sabedoria, no início de seu reino.

Não podia depender de uma oração perfeita feita em um único momento de sincera devoção.

Não podia encontrar segurança espiritual naquilo que fizera por Deus no passado, mesmo que seus atos tenham incluído a construção do templo mais magnífico do mundo. Salomão ainda precisava escolher.

Se continuasse a andar com Deus — se liderasse sua família na adoração de Deus, se governasse com justiça, se praticasse a santidade pessoal —, então receberia todas as bênçãos que Deus prometera em troca da obediência.

Mas se ele se afastasse de Deus e começasse a seguir a estrada da idolatria, seria submetido ao julgamento.

(b) A escolha da obediência diária.

Enfrentamos a mesma escolha: a escolha da obediência diária. O que fizemos para Deus ontem não satisfaz o que ele exige de nós hoje.

Não importa se começamos bem a vida cristã, não importa quão fielmente respondemos ao chamado de Deus para o ministério.

Não importa o quanto intensamente nos voltamos para Deus em oração, não importa o que realizamos no ministério: precisamos fazer uma escolha hoje e todos os dias durante todo o restante de nossas vidas.

Com isso não pretendo negar a doutrina da eleição divina, é claro seja ela calvinista ou arminiana. Nossa escolha por Deus se baseia na escolha que ele fez por nós antes da fundação do mundo (cf. Ef 1.3-12).

Uma vez que realmente viemos a Cristo com sinceridade, teremos segurança eterna, ou seja não vamos nos perder.

Mas a forma como praticamos a nossa salvação (Fp 2.12), como realizamos a nossa vocação e eleição (2Pe 1.10), como somos preservados para a salvação (1Pe 1.5), e a forma como glorificamos a Deus é determinada pela maneira como o seguimos hoje, não por algo que fizemos para Deus ontem ou anteontem.

Não há lugar para relaxar na vida cristã. A única maneira de crescer espiritualmente é escolher Deus de novo agora, mesmo que já tenhamos feito isso antes.

Nós escolhemos a Deus, lendo sua Palavra devocionalmente todos os dias; e indo até ele em oração em tudo que precisamos.

Escolhemos Deus, estudando muito na escola e seguindo seu plano para a nossa vocação e carreira; contentando-nos com o que temos sem cobiçar mais.

Também escolhemos a Deus dizendo "Não!" ao pecado e "Sim!" à santidade; dizendo as pessoas "Eu sinto muito", "Eu te perdoo" e "Eu te amo".

Nós escolhemos a Deus colocando-o em primeiro lugar em tudo que fazemos, incluindo qualquer área da vida em que sabemos o que ele quer que façamos, mas estamos tendo dificuldades de fazê-lo.

 

 

 

3. As Realizações Futuras de Salomão

A escolha que fazemos a favor ou contra Deus é mais importante do que qualquer outra coisa que fazemos na vida.

(a) O que mais importa na vida.

Esta é a terceira lição que aprendemos com a escolha que Deus colocou diante de Salomão, e com a forma como o rei respondeu: o que mais importa na vida é escolher o caminho espiritual correto; e não importa o que realizamos além disso na vida.

Mais uma vez, Salomão é o exemplo perfeito (ou melhor, o exemplo imperfeito) disso. Além de mencionar suas realizações passadas, 1Reis 9 também lista suas futuras realizações nas áreas do comércio, política e defesa militar.

Ao longo de seu reinado, Salomão fez todas as coisas que esperamos de um rei.

Mas não importa o que tenha realizado, a coisa mais importante da sua vida era sua escolha diária a favor ou contra Deus. Vejamos:

(b) Não importa o quão bem sucedido você seja profissionalmente e financeiramente.

Veja algumas das muitas realizações notáveis de Salomão. O homem era um sucesso no comércio internacional:

Ao fim de vinte anos, terminara Salomão as duas casas, a casa do Senhor e a casa do rei. Ora, como Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de cipreste e ouro, segundo todo o seu desejo, este lhe deu vinte cidades na terra da Galileia. Saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não lhe agradaram. Pelo que disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E lhes chamaram Terra de Cabul, até hoje. Hirão tinha enviado ao rei cento e vinte talentos de ouro (1Rs 9.10-14).

Esses versículos descrevem a continuação de uma velha aliança entre Tiro e Israel.

O rei Hirão não estava nada satisfeito com o negócio que Salomão lhe oferecera, mas aparentemente não estava em condições de mudá-lo, pois acabou enviando a Salomão uma enorme quantidade de ouro (cerca de quatro toneladas).

Salomão aumentou sua fabulosa riqueza, como Deus havia prometido (1Rs 3.13), e fez isso à custa de Hirão.

 

 

(c) Não importa o quanto você tenha sido bem sucedido em seu projetos.

Salomão também foi bem-sucedido em grandes projetos de construção. O rei tinha uma paixão por construções, e além do templo e do palácio, construiu extensas fortificações militares a seu grande exército de trabalhadores: (1Rs 9.15-19).

A razão por que Salomão impôs o trabalho forçado é esta: edificar a Casa do Senhor, e a sua própria casa, e Milo, e o muro de Jerusalém, como também Hazor, e Megido, e Gezer; porque Faraó, rei do Egito, subira, e tomara a Gezer, e a queimara, e matara os cananeus que moravam nela, e deu de como “dote” a sua filha, mulher de Salomão. Assim, edificou Salomão Gezer, Bete-Horom, a baixa, Baalate, Tadmor, no deserto daquela terra, todas as cidades-armazéns que Salomão tinha, as cidades para os carros, as cidades para os cavaleiros e o que desejou enfim edificar em Jerusalém, no Líbano e em toda a terra do seu domínio (1Rs 9.15-19).

Salomão construiu cidades, muros e palácios ao longo da estrada que leva da Mesopotâmia ao Egito, como a Bíblia testemunha e como confirmam as descobertas arqueológicas. O rei foi capaz de construir o que desejou construir todos os seus projetos foram bem sucedido.

(d) Não importa quanta influência você tem sobre os outros.

Além de toda a sua riqueza e poder militar, Salomão também tinha poder sobre o seu povo. Milhares de seus trabalhadores vieram de outras nações:

Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel, a seus filhos, que restaram depois deles na terra, os quais os filhos de Israel não puderam destruir totalmente, a esses fez Salomão trabalhadores forçados, até hoje (1Rs 9.20-21).

Outros trabalhadores eram israelitas que não trabalhavam como escravos, mas como servos do rei:

Porém dos filhos de Israel não fez Salomão escravo algum; eram homens de guerra, e seus oficiais, e seus príncipes, e seus capitães, e chefes dos seus carros e dos seus cavalarianos. Os principais oficiais que estavam sobre a obra de Salomão eram quinhentos e cinquenta; tinham estes a seu cargo o povo que trabalhava na obra (1Rs 9.22-23).

(e) Não importa o quão linda seja sua esposa.

Salomão também tinha uma linda esposa, que dispunha de todos os cuidados e um palácio próprio: "a filha de Faraó da Cidade de Davi à sua casa, que Salomão lhe edificara" (1Rs 9.24).

Salomão também construiu para ela "o Milo", que pode ter sido um belo terraço, Hoje seria uma cobertura real.

E tem mais. Além dessa princesa ele tinha mais centenas de princesas como esposas e concubinas, que chegava a quase 1.000 mulheres, ele fez sucesso com as mulheres mais lindas de sua época.

(f) Não importa quanto poder você tem.

O rei também tinha uma marinha real, coisa que somente os grandes impérios possuíam. O que lhe permitiu formar lucrativas parcerias marítimas, que lhe renderam mais ouro ainda:

Fez o rei Salomão também naus em Eziom-Geber, que está junto a Elate, na praia do mar Vermelho, na terra de Edom. Mandou Hirão, com aquelas naus, os seus servos, marinheiros, conhecedores do mar, com os servos de Salomão. Chegaram a Ofir e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro, que trouxeram ao rei Salomão (1Rs 9.26-28).

Em suma, Salomão tinha tudo que um rei poderia querer da vida: dinheiro, bens, posses, servos e mulheres bonitas.

 Era o seu reino, e estava vivendo nele, possuindo mais de tudo do que qualquer outra pessoa no mundo.No entanto, a cada dia, mesmo assim ele teve de fazer sua escolha espiritual.

Não importa quão bem-sucedido ele era — não importa quanto dinheiro tinha, ou quanto poder exercia sobre outras pessoas —, Salomão ainda tinha de escolher a favor ou contra Deus.

Será que agradeceria a Deus por todo o seu dinheiro e, em seguida, colocaria a serviço do trabalho do reino?

Será que exerceria seu poder para servir aos pobres e proteger os mais fracos? Será que se orgulharia do que havia feito, ou será que daria toda a glória a Deus?

Quanto mais possuímos daquilo que este mundo oferece, mais fácil é acreditarmos que estamos no caminho certo, mesmo quando estamos caminhando rumo à idolatria.

O que realmente importa na vida não é o sucesso acadêmico, ou realizações atléticas, ou uma grande conta bancária.

Ou o auge da carreira em nossa profissão, ou o orgulho pela nossa família, mas a escolha espiritual que fazemos em nossos corações a favor ou contra Deus.

Essa verdade é um ALERTApara as pessoas altamente bem-sucedidas (pelo menos na forma como o mundo define o sucesso).

Podemos conseguir tudo o que queremos na vida, mas mesmo assim acabar perdendo, se escolhermos o nosso próprio caminho em vez do caminho de Deus.

É possível desfrutar uma carreira real (ou financeira ou profissional ou ministerial) muito bem-sucedida e, mesmo assim, acabar em completa ruína, a menos que a obediência ao primeiro mandamento seja sua mais alta vocação. 

Em outras palavras, a menos que coloquemos Deus em primeiro lugar em tudo, estamos caminhando para a nossa própria destruição.

Nosso amor por bens terrenos nos encherá com ganância; nosso desejo pelo prazer sexual nos levará a relacionamentos imprudentes; nosso desejo de preeminência pessoal nos levará a ignorar as necessidades dos outros.

Se esse for o caminho que estamos seguindo na vida, então estamos fadados a fracassar. É melhor mudar de direção e seguir a estrada inicialmente rejeitada — o caminho da fé em Jesus Cristo!

Como dizem as Escrituras: "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo" (Hb 3.12).

Essa verdade também é um conforto toda vez que falhamos. Não importa quão mal as coisas foram — talvez até como consequência do nosso próprio pecado —, sempre temos a chance de optar por Deus, especialmente se conhecemos o Salvador, que fez todas as escolhas certas quando ele viveu, sofreu e morreu por nós.

Escolhemos Deus arrependendo-nos completamente de todas as coisas erradas que fizemos. Escolhemos Deus confiando que ele sabe o que está fazendo, mesmo quando não entendemos.

Escolhemos Deus acreditando que ele fornecerá tudo que realmente necessitamos.

Escolhemos Deus perseverando mesmo nos momentos mais sombrios, sabendo que, enquanto andarmos com ele, ele nos acompanhará até o fim da estrada.

4.A Escolha de Jesus

Você fará a escolha certa na vida? Você escolherá o caminho amplo e fácil que leva à perdição, ou escolherá a trilha estreita que, para a maioria das pessoas, é o caminho não percorrido?

Não importa o que tenhamos feito para Deus, ou quanto bem-sucedidos formos, a pergunta é se faremos uma escolha por Deus hoje, amanhã e todos os dias pelo restante de nossas vidas.

 

(a) O que está em jogo nessa escolha.

Para ver o que está em jogo nessa escolha, precisamos apenas observar o que aconteceu com o rei Salomão. Alguns estudiosos adotam uma postura totalmente crítica diante daquilo que Salomão faz neste capítulo.

Eles interpretam o modo como Salomão se aproveitou de Hirão, sua utilização de trabalho forçado, seu casamento com mulheres estrangeiras, sua venda de parcelas da Terra Prometida e seu exército crescente como sinais de sua apostasia futura.

Essas críticas podem muito bem ser válidas e vamos analisa-las nos próximos sermões.  Mas por enquanto Salomão está sendo elogiado por sua santidade.

As Escrituras dizem: "Oferecia Salomão, três vezes por ano, holocaustos e sacrifícios pacíficos sobre o altar que edificara ao Senhor e queimava incenso sobre o altar perante o Senhor. Assim, acabou ele a casa" (1Rs 9.25).

Sem dúvida, esse versículo se refere à Páscoa, Pentecostes e à Festa dos Tabernáculos como os três festivais que Salomão comemorava todos os anos em Jerusalém.

Esses eram os dias sagrados mais importantes, nos quais o rei cumpria as suas obrigações religiosas.

Talvez fizesse isso apenas para se exibir — uma demonstração pública de religiosidade, como alguns candidatos a cargos políticos costumam fazer em época de eleição.

Mas o fato é que Salomão fez os sacrifícios adequados no momento adequado. Ele escolheu Deus no templo, cumprindo assim a justiça.

O problema é que Salomão não terminou tão bem quanto começara, como vamos descobrir quando chegarmos ao capítulo 11 e lermos sobre sua falência espiritual. Salomão não permaneceu no caminho certo, mas optou por mudar de direção.

Assim, mesmo que a Bíblia registre os esplendores da era salomônica, ela já está preparando o palco para mostrar como, até mesmo as maiores glórias terrenas se perdem quando as pessoas deixam de escolher o único Deus verdadeiro.

b) Como podemos evitar a tolice de Salomão e continuar firmes em nossa escolha de Deus?

Seria bom pensar que faremos a escolha certa na vida, e continuaremos a fazê-la, mas para tanto precisaremos mais do que apenas boas intenções.

Nem todo mundo faz a escolha certa, na verdade, nem todos podem fazê-la.

Ninguém pode escolher o caminho certo se não estiver na graça de Deus. Essa foi a lição que Israel aprendeu nos últimos dias de Josué, e também mais tarde.

A escolha que Deus deu a Salomão é muito semelhante à escolha que Josué deu ao povo de Israel pouco antes de morrer. Naquele dia, Josué desafiou o povo para escolher o Deus ao qual serviria.

O povo escolheu sabiamente, dizendo: "nós também serviremos ao Senhor, pois ele é o nosso Deus" (Js 24.18). Foi um início promissor.

Mas Josué acreditava na doutrina do pecado e, portanto, respondeu com os pés no chão: "Não podereis servir ao Senhor, porquanto é Deus santo" (Js 24.19).

Josué estava dizendo que as pessoas pecaminosas são incapazes de fazer todas as escolhas certas na vida.

Assim, mesmo que comecemos com a melhor das intenções, sem a graça de Deus acabaremos na estrada para a destruição.

O alerta de Josué acabou representando a história da vida de Salomão. É também a história de nossas próprias vidas: nem sempre escolhemos Deus; muitas vezes seguimos na direção errada, para a nossa própria destruição.

Graças a Deus temos um SALVADORque sempre fez a escolha certa na vida,seguindo toda a trilha menos percorrida até a cruz. Jesus teve de fazer a mesma escolha que nós temos de fazer.

Havia sempre duas estradas diante dele, forçando-o a escolher a favor ou contra a vontade de Deus.

Ele teve de fazer essa escolha quando era um garotinho e precisava aprender a ser obediente.

Teve de fazê-la novamente quando foi atacado pelo diabo no deserto, enfrentando todas as tentações do inferno.

E teve de fazê-la quando estava com seu Pai no jardim, perguntando-se se haveria alguma alternativa para a crucificação.

Jesus escolheu Deus. Ele escolheu Deus em todos os momentos de todos os dias, mesmo quando isso lhe custou a vida.

Por ele ter sido a única pessoa que sempre escolheu Deus — sempre, o tempo todo —, foi capaz de oferecer a expiação perfeita pelos pecados. Ora, Jesus é capaz de nos levar até o fim no caminho da salvação.

Ele é o caminho que leva a Deus, o caminho para a vida eterna. Se confiarmos nele, suas escolhas certas valerão para nós, mesmo quando fizermos a escolha errada.

CONCLUSÃO: Todo mundo tem uma escolha a fazer na vida, seja a favor ou contra Deus, e a escolha que fazemos resultará em bênção ou em catástrofe.

Um caminho a tomar é o caminho da obediência que leva à bênção. Escolha a benção e ela te acompanhará.

E quando formos confrontados mais uma vez com a escolha, como acontece todos os dias, e lutarmos arduamente para fazer a escolha certa, Jesus estará lá para nos manter no caminho menos percorrido, a estrada que conduz à vida.

 

*Essa pregação faz parte da série de sermões expositivos que acontecem no Culto de Expositiva Bíblica às quartas-feiras aqui na Assembleia de Deus Marcas do Evangelho, às 19h30. Ficamos na Rua Álvaro Pedro Miranda, 08, Campo Grande, Cariacica/ES. Perto da Faculdade Pio XII.

De: 07/02/2018
Por: Jairo Carvalho

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